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Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

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Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Seg 14 Abr 2014, 7:51 pm

Nome da Fanfic: Digimon: As crônicas do dragão (The Dragon Chronicles)
Nome do(s) Autor(es): Kyuketsuki (Christian Luis)
Gênero Principal : Aventura, romance, ação, realidade virtual, fantasia.
Em que foi foi baseada (Se houver): Foi inspirado em uma saga feita em um forum de RPG de digimon e na minha ideia de usar um pouco mais coisas provenientes de Witchelny.
Recomendação Etária: Creio que livre.
Uma pequena Sinopse da História: Abaixo

Era de Akiyoshi
Foi neste período em que o portal entre Witchelny, Mundo Digital e Humano quase se romperam. Os desastres naturais se espalhavam por todos os mundos e apenas a reencarnação do deus digimon poderia reverter a situação. Tudo fora causado pelo fragmento de um vírus muito poderoso, há muito aprisionado pelo concelho digital.
Tal vírus fora usado para ampliar os poderes dos mais perversos digimons existentes, mas Akyioshi e Dorumon finalmente conseguiram na revolução da Matrix criar um digimon tão poderoso que poderia ter destruído todo o tecido da realidade.
Fanfic: Digimon Alpha(pausada) e Alpha II (em planejamento)

Era da revolução Gaia
Muito tempo se passou no mundo digital e assim um dos mundos humanos se juntou a aquele mundo. Grandes nomes surgiram, impérios se reergueram e o concelho foi re-estabelecido para o equilíbrio e a proteção dos cetros.
Neste período houve a origem de nomes que seriam lembrados eternamente. Christopher e Athena e Lucas foram as primeiras lendas a surgirem, porém antes mesmo que os outros dois chegassem, Lucas se afastou do mundo digital e sem sua ajuda seria inevitável uma grande guerra, seria, todavia não foi.
Christian surgira junto do novo Royal Knight e regente de Asuka, Igneel. Os três assim se tornaram famosos pela batalha contra Galacticmon, porém foi uma derrota. Este foi derrotado em forma de Gaiamon após engolir a Terra e tudo voltou ao normal.
O fim dessa era foi marcado pela traição e a prisão de LC, um tamer que queria o controle sobre todo o mundo digital.

A Era Negra
Ele e Lucas foram quase mortos por digimons muito poderosos. Tal era deu origem a lenda de que o Dragão Escarlate(como agora era conhecido Christian) e Lucas fossem imortais, já que de último momento Dragão Escarlate conseguiu usar a magia das chamas infernais para lutar e fortalecer Igneel.
O concelho a partir de agora deu atenção a um projeto de extermínio de magos, algo que em ultimo momento extinguiria os rastros de magia que vinha de Witchelny. Desconfiança e ódio marcou essa era e isso junto dos vestígios de Gaiamon fizeram com que acordasse o o programa divino para extinguir os três mundos. Christian foi expulso do mundo digital pelo programa conhecido agora como Gaia Virus ou Death Virus. Os humanos que não aceitaram as leis daquela entidade foram derrotados e aprisionados.

Atual- A Era dos Doze

Dragão Escarlate, Lucas e Athena retornam na missão de juntar exércitos de digimons e tamers para derrotar o 12 deuses. Aqui a lenda de Shinseidramon começou a se reforçar, o digimon sagrado que junto dos grimórios sacros e o Scepter Trinity poderia destruir toda a estrutura corrompida do Gaia Virus.


Arco I- Hakuryuu



Notas:
A fanfic estava tendo problemas, coisas controversas e caminhos errados, então fiz o reboot para ter certeza de que terei o controle e de que não vai ocorrer tudo novamente. O reboot é a partir do segundo arco, o verdadeiro início, já que o primeiro era apenas uma apresentação, uma introdução.
Ainda haverão dois narradores, em alguns capítulos será necessária a narração do Dragão Escarlate. Talvez eu use as visões de outras pessoas como na fanfic do Lucas e em alguns livros que vi.
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Ter 01 Jul 2014, 1:01 pm

Opening


Capítulo 1- O despertar

A noite caiu junto de um frio de outono na pequena cidade enquanto eu me perdia em pensamentos e rabiscava numa folha sulfite. Estava por ora livre de comentários e reclamações e relaxava  no travesseiro da cama, relaxei tanto que deixei que a lapiseira caísse deixando um risco sobre o desenho e quebrando o grafite.
Não fora ainda o bastante para me tirar da calmaria, mas sai do relaxamento quando procurando por grafite vi as capas de filmes na estante e decidi antes que minha mãe me falasse que levaria. Fui até a lavanderia no fundo da casa e peguei minha bicicleta preta e parti na direção da avenida onde estava a locadora de filmes.
Não sei ao certo o que me fez me desviar da rota, mas sentia como se algo estivesse me perseguindo, passei um pouco do ponto onde ficava a locadora e parei a bicicleta cansado. Minha blusa agora me fazia ferver, mas ao mesmo tempo o vento me congelava por fora.
-Vamos continuar então...- Eu peguei o celular, mudei a música e iria começar a pedalar novamente quando vi uma sombra enorme- Estou ficando um pouco paranoico?- e suspirei.
Voltei a pedalar, agora na direção contraria da avenida. Ela estava menos movimentada do que é comum, mas numa cidade tão pequena não é estranho.
Me aproximei do pequeno edifício de paredes vermelhas, a locadora. Coloquei a minha bicicleta lá na frente e entrei já me preparando para aguentar as piadas idiotas do dono da locadora. Achei estranho não ter ninguém, digo, alugando ou imprimindo algo, até a lan house.
Julgo que o que aconteceu ali não é de importância alguma, então voltemos a parte em que eu peguei minha bicicleta e comecei a pedalar o mais rápido que podia, ainda sentia algo me perseguindo e imaginação ou não eu não iria ficar ali para saber. Até que fui encurralado, um carro foi esmagado e jogado na minha frente, eu consegui parar por pouco.


-Não tem n-nada...- Uma neblina começou a se formar e uma poeira brilhante começou a se juntar- Um... Tuskmon? Não pode ser, um digimon?
Um dinossauro de escamas verdes e estrutura parecida com a de um tiranossauro rugia. Era assustador, haviam dois chifres na testa e dois chifres enormes e negros saindo das costas perto dos ombros e se curvando para a frente, os espinhos continuavam ainda até próximo da cauda.
Mais um rugido e ele me fez ser jogado, não vi onde minha bicicleta foi parar, pois sair rolando na rua já era problema suficiente. Antes que eu pudesse reagir ele fez uma luz surgir nos chifres negros.
-Espero que eu ser ruim em esportes não me leve a óbito agora...
Enfim, um laser foi disparado na minha direção e eu saltei para a esquerda e percebi que ele iria fazer aquilo me seguir até me acertar. Corri circularmente e me posicionei atrás de um carro, contei o tempo de atraso dele e sai na direção contrária a que eu tinha corrido até agora e escutei o estrondo do carro explodindo, senti o calor e fui jogado a alguns metros. Com dor imensa me levantei e comecei a tentar pensar em como escapar.
Ele bradou novamente e avançou em minha direção com os chifres a frente, fui acertado pela sua cabeça, por centímetros os chifres não me atingiram e jogado contra uma parede vi minha vida passar pelos meus olhos enquanto soava frio e ficava quase totalmente paralisado pelo medo.
Eu via mais e mais de minha vida medíocre e chata, haviam mais momentos ruins do que bons, eu não poderia morrer antes de mudar tal situação. Eu olhei em volta e vi alguns tijolos, peguei um e a impeli contra o olho direito do monstro, tomei outro e repeti o ato e enquanto ele grunhia de dor com uma pedra pouco afiada passei por baixo das pernas dele.


Eu escalei o seu corpo usando os espinhos e me segurando nos chifres negros comecei a bater sem parar com a pedra em sua nuca, enraivecido reagiu se balançando e deixei que a pedra escorregasse de minha mão e caísse ao chão.
-Eu já apanhei bastante uma vez, então se for para eu me ferir, irei me ferir lutando com garra!- Agarrado aos chifres eu tentei fazer com que ele virasse, estava usando aquilo como rédea - Devo lhe agradecer por este momento de adrenalina...
Eu fiz com que ele se guiasse para o meio da rua na direção de um edifício vazio, eu iria fazê-lo se chocar, se aquilo desabasse contra ele eu estaria a salvo. Nem tudo foi como o planejado, entramos numa fenda invisível que estava onde ele havia lançado o carro amassado e pude por poucos segundos ver um outro mundo. Tuskmon retornou, mas logo após grunhindo adentrou a fenda, então estávamos no céu caindo de uma altura que levaria qualquer um a uma morte quase instantânea.
Ele girou me colocando para baixo, mas ele não pode manter isso, ele teria que amortecer minha queda. Cada vez eu me impressionava mais com a bela paisagem verde de uma ilha que aparecia naquele lugar.
Finalmente chegamos ao chão e o corpo do réptil verde fez com que uma enorme onde de poeira levantasse, fiquei incrédulo ao perceber que ele resistiu a queda, todavia era realmente comum para um digimon de nível adulto aguentar impactos.
-Agora está com as pernas feridas... Se agora tem uma desvantagem é minha chance, maldito!- Me descuidei um pouco e ele me atirou de suas costas, por sorte a praia estava perto e a areia fofa impediu que eu me ferisse- O que o Batman faria!?- Tentei analisar o campo para ter ideia do que fazer contra ele.


[Fim da OST]

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-Vocês realmente nos salvaram... Mesmo as defesas de Amaterasu não poderia ter contido um ataque surpresa daquela escala...- O homem de cabelos castanhos e uma faixa vermelha na testa agradecia a três pessoas.
-Não foi nada... Era o meu dever, ainda mais por ter ficado afastado por tanto tempo e por ter culpa na liberação do vírus...- Uma das pessoas era um rapaz de aproximadamente dezoito anos falava com voz autoritária, séria e com um tom levemente arrogante. Vestia um sobretudo vermelho escuro e estendia as mãos sobre a mesa apontando para certos pontos em um mapa holográfico que saia da mesma. - Durante a minha batalha com o décimo meu digivice captou sinais vindo destes pontos... Cheguei a conclusão de que são bases, aliás são exatamente doze junto com a ilha onde o décimo estava.
-Então vamos quebrar a cara deles! Quando eu encontrar aquele Akio de novo eu vou surrar ele até ele não poder mais falar!- Disse uma garota de cabelos dourados e cacheados, seus olhos brilhavam e havia um dannete nas mãos. Ela se vestia com uma blusa verde.
-Não podemos atacar assim, Athena...- Dizia um outro de cabelos castanhos e arrepiados, vestia uma jaqueta vermelha com chamas e tinha goggles na testa.
-Exatamente Lucas, aquele Akio estava apenas brincando com a gente... Ele é extremamente superior ao décimo...- Ele olhou para trás, havia mais uma pessoa na sala, uma garota de cabelos azuis ondulados e olhos grandes e negros, vestia uma blusa moletom preta e apertada e uma saia azul escura. Parecia pensativa - Aconteceu algo Bell?
-Durante a minha luta com a Kori, ela me disse que o Akio vai livrar este mundo...
-O Akio é um tamer do tipo Hacker, ele pode dilacerar dados, pode manipular quase tudo neste mundo...- Se manifestou o homem que usava a faixa vermelha na testa - Eu como capitão do exército de Amaterasu fiz uma pesquisa sobre aqueles que fizeram aparições... Foram eles o primeiro, o sexto e o décimo... Os outros ou tem mais medo ou se disfarçam... Já cheguei a achar evidências sobre o terceiro, mas eram teorias falhas...
-Falhas?- Perguntou o garoto de cabelos negros e sobretudo carmesim.
-Sim, ele é como um fantasma... O deus do submundo, Hades, o espectro... São nomes pelos quais aqueles que disseram te-lo visto chamaram-no, pensamos que poderia ser outro do tipo Hacker, mas não dá. Eles sempre o descreviam de formas diferentes, a única coisa que coin
-Hackers não podem tudo, quebrar dados, enfraquecer magias e digimons, invadir sistemas e assim conseguir entrar em cidades como essa, mas se ele é um fantasma é por poder mudar de forma, ou talvez aqueles que disseram te-lo visto apenas tiveram pesadelos...- Disse o Dragão Escarlate.


________________________________________________________________________________


O que teria acontecido ali? Eu fui jogado das costas do réptil verde e então o chão tremeu por um curto tempo. Ele se virou aparentemente assustado e começou a correr em direção ao centro da ilha. Talvez eu devesse ver o que estava acontecendo, ou era realmente muito melhor eu ficar afastado do centro da ilha, talvez coisas muito mais perigosas estivessem por lá.
Fiquei por ali mesmo por algum tempo pensando em como voltaria, ou se era melhor continuar ali. Normalmente os protagonistas quando acabam indo parar em outro mundo fazem de tudo para voltar, mas se eu estava ali certamente era um escolhido e se eu teria um digimon porquê iria querer sair dali?
A noite começava a cair e esfriava, olhei para a floresta e pude ver algumas torres, suas pontas eram visíveis e isso significa que havia abrigo por perto. Outra coisa que pude ver foi uma enorme montanha no centro. Não tirei conclusões ainda, mas eu sabia onde poderia estar.
No caminho em direção a floresta percebi no ar a presença de bolhas coloridas, assemelhavam-se a bolhas de sabão. Havia também um aroma que me atraiu até um grande lago prateado pelos reflexos da lua, eu olhei para ele por alguns segundos, peguei sua água límpida e bebi, era totalmente incolor, sem gosto nem cheiro, então estava muito limpa.
Ouvi alguns passos e me virei, vi arbustos balançarem, olhei para o céu e avistei enormes pássaros sobrevoando, parece-me que haviam humanos juntos deles. O arbusto balançou novamente e eu busquei uma pedra pontuda no chão e com os braços prontos para arremessá-la aguardei um movimento brusco.
-Eu já percebi você!- Eu me coloquei em posição de combate. Se fosse o lugar que eu pensava ser, o indivíduo escondido tinha poucas chances de ser realmente uma grande ameaça. -Digimon noturno da ilha arquivo, porte pequeno... Eu aposto num Tsukaimon!
-Errou!- Um pequeno cachorro bípede saiu do arbusto, seu corpo era levemente esverdeado e haviam desenhos verdes em sua orelha, aliás grandes orelhas com três pontas, e um chifre na cabeça. -Não sou noturno, mas eu e meu tamer estamos explorando a ilha. Queremos ter certeza de que não houve invasão do exército de Akio... Onde está seu digimon.
-Calma ai, Terriermon... Quer dizer, você tem nome próprio?- Aguardei a resposta.
-Meu apelido é Tê, mas não gosto muito... Mas se quiser me chamar assim, não há problemas!
-Bem, eu não tenho digimon e não tenho ideia de quem é Akio... Meu nome é Christian...- Coloquei a mão no cabelo e mexi.
-Se você não sabe quem é Akio, ou esteve congelado por muito tempo, ou é a primeira vez que vê o mundo digital... Mas se for, me explica como sabia a minha espécie e sobre digimons noturnos de pequeno porte da terra selada...
-Terra selada? Pensei que fosse a File Island, principalmente por aquela montanha... Pensei que fosse a Mugen.- Suspirei - É difícil explicar como sei sobre vocês, mas de certa forma, vocês existem no meu mundo como jogos e séries animadas!
-É a File Island sim, mas ela havia sido selada quando surgiu o sistema de países e os continentes se formaram...- Disse um garoto de paletó preto e cabelo que ia até o final do pescoço e tampava metade do rosto, ele tinha olheiras. -Se já jogou Digimon World 3, já sabe um pouco sobre os setores, ou países! Pode me chamar de Lucky, e...- Ele apontou as mãos para o Terriermon - Ele é um de meus digimons! Agora vamos até aquelas torres ver se há algum dos nossos inimigos por lá...
-Mas fomos proibidos de ir até lá...- Disse Terriermon.
-Mas se ninguém for, nunca saberemos se expulsamos toda a tropa de Akio...
-Me tira uma dúvida... Tuskmons são comuns na File Island?- Perguntei.
-Acho que não, mas não sabemos muito sobre essa ilha, faz realmente muito tempo que ela foi oculta... Dizem que os mais poderosos deuses digimon desceram até aqui e deixaram seu tesouro, após isso selaram a ilha para que ninguém o pegasse... Acho que é o artefato da trindade, ou uma parte dele, já que ele seria dividido em três...
-Artefato da Trindade, Lucky? Isso... - Me lembrei de algumas coisas, sonhos e coisas que inventei como fã de digimon. Até mesmo de um fórum em que fazíamos RPG sobre isso. - Eu acho que sei algo sobre isso...
-O que?- Lucky olhou incrédulo, por algum motivo. -Bem... Se sabe deve contatar aos líderes depois... Você vem com a gente?
-Sim, se não estarei sujeito a ser atacado novamente...



Foi uma longa caminhada por entre a floresta que cada vez se cobria mais de cipós e folhas, as árvores eram cada vez maiores e mais espessas. Quando nos aproximamos do local onde estavam as torres, notamos que haviam tijolos de pedra formando uma estrada, alguns talhados, agora todos cobertos por lodo. A frente estava um portal de pedra cheio de rachaduras e desenhos de dragões, suas portas estavam caídas juntas de outros escombros espalhados pela entrada.
Suas torres eram feitas de pedras brancas e tinham beleza impressionante, dada pelas talhaduras e o metal dourado que cobria algumas partes. Portas e contorno de janelas por exemplo eram acompanhadas de ouro e talhaduras em pedras aparentemente preciosas. Lucky foi a frente ao avistar o mais lindo edifício presente, ele empurrou as enormes portas de madeira enquanto luzes azuis as vezes surgiam delas como se formassem runas.
Haviam castiçais  de prata por todo o corredor e as paredes eram feitas de tijolos de pedra branca. Seguimos por ali até uma outra porta, ao abrirmos vimos um salão abaixo de nós, haviam duas escadas laterais. O seu chão refletia como espelho tudo o que estava acima, principalmente as luzes azuis e aquela que vinha do topo do templo. Haviam escadas acessíveis por outras partes que levavam a várias salas e uma espiral até o topo, ali em baixo chamavam a atenção a imagem de um ser com asas de anjo segurando um cetro com as duas mãos enquanto um réptil humanoide se ajoelhava. No cetro das estátuas havia um brilho azul na ponta, parecia fogo.
-Até parece que estamos num jogo...- Eu desci a escada da direita.
-Espera, não sabemos o que pode haver aqui dentro!- Disse Lucky.
Como se não os escutasse eu andei pelo salão em direção ao altar, me aproximando das estátuas. Vi que ambas tinham talhado um triângulo de ponta para baixo na testa, andei até aquela que tinha asas de anjo e abeirei minha mão da ponta do cetro, percebi que aquele fogo de cor azul não feria-me. Eu toquei no fogo com minha mão direita e ao tirá-la em minha direção vi que uma esfera de fogo azul permaneceu flutuando sobre a minha mão.
Terriermon subiu sobre Lucky e estendeu as orelhas enquanto o garoto subia sobre a proteção da plataforma e saltava. Suas orelhas fizeram com que voasse e serviram como paraquedas também.
-Isso ai é estranho...- Lucky foi até a estátua que segurava o cetro e tentou fazer o mesmo que fiz, mas algo ainda mais estranho aconteceu, ele não foi queimado, porém foi lançado para trás do altar.
-Lucky!- Terriermon abriu sua boca e uma luz verde surgiu na mesma.
-Não Terriermon... Isso é...- Ele se levantou com um pouco de dificuldade após o impacto e limpou a roupa. - Isso sem dúvidas escolheu um tamer, nesse caso ele... Deve haver algum digimon por aqui, e pelo cenário, é bem poderoso...
-Ei, olha isso...- O fogo sumiu, deixando um aparelho branco com detalhes azuis em minha mão.
-Que Le...- Lucky foi interrompido, um estrondo surgira de repente.



Uma enorme fera negra adentrou rugindo, tinha quatro olhos cor de sangue. Era um dragão, pelo seu porte era fácil entrar ali sem ter quebrado nada, todavia se estivéssemos em outro edifício da cidade certamente este teria sido totalmente demolido por ele.
-D-devidramon!- Eu gelei.
-Um dos soldados do Akio! Temos que eliminá-lo antes que destrua algo!- Ele pegou um aparelho roxo escuro que parecia a fusão de um celular com um microfone e apontou para frente. - Kotemon! Reload!
Partículas luminosas começaram a sair do visor do aparelho e foram sugadas por algo transparente que causava uma pequena distorção do que era visto naquele lugar, logo isso se tornou uma esfera de luz e mangas longas bege e roxa nas pontas, após isso pernas de réptil na cor roxa clara e uma cauda da mesma cor. A luz se expandiu e dissipou-se revelando uma armadura de kendo roxa e vermelha com chifres no capacete. As longas mangas se esticaram e uma espada de madeira surgiu e foi empunhada pelo réptil kenshin.
-Rápido! Terriermon faça um ataque superior e evolua, o prenda com o peso de Gargomon!- Logo após o comando Terriermon esticou as orelhas e começou a usá-las como asas. - Kotemon, espere a ação de Terriermon para que efetuemos a Xros!
-Eu vou procurar um modo de usar esse lugar contra ele...- Eu olhei para todos os lados, quando olhei para o topo do templo, algo me veio a cabeça. - Precisamos de mais um digimon que voa, ou o seu plano inicial tem que mudar, podemos fazer com que ele fique preso lá em cima!
-Seria uma boa ideia se ele não pudesse quebrar!- Disse o Kotemon.
-Na verdade ele não pode... Nem o ataque mais poderoso dele pode colocar isso no chão...
-Como você tem certeza disso, Christian?- Peguntou Lucky.
-Eu apenas sei...

Enquanto discutíamos um plano Terriermon atingia as asas de Devidramon, fazendo-o cair no imenso salão do altar. Após isso ele novamente abriu a boca e liberou tiros de luz verde que atingiram Devidramon, mas sem dano considerável. Este se levantou pronto para devorar o pequeno digimon cão quando o mesmo foi envolvido por uma esfera de luz verde e saiu dela segundos depois com um corpo maior e mais gordo, com calças jeans, um cinto de couro envolvendo o tronco e enormes metralhadoras giratórias no lugar das mãos.
O agora Gargomon caiu sobre as costas do dragão demoníaco e começou a atirar contra ele descontroladamente. Ele ria sadicamente enquanto atirava contra o monstro. Irritado, Devidramon se levantou e derrubou Gargomon, após esse ato, com suas enormes garras o pegou e o começou a espremer.
Lucky ao ver soube que fazer uma Xros seria uma solução viável, mas antes que pudesse usar a carta da manga para salvar Gargomon, o mesmo foi lançado contra ele, fazendo assim com que o Xros Loader - o nome do aparelho que ele usou para chamar kotemon- fosse lançado a alguns metros.
Devidramon espreguiçou-se e riu, abriu lentamente as asas e voou em nossa direção, tudo que eu pude fazer foi correr. Eu esperava mesmo que Lucky ainda pudesse levantar-se e fazer o mesmo, aliás o seu apelido indicava que ele iria sair ileso de tudo aquilo. E saiu mesmo, aquela coisa não se preocupou em atingi-lo, ela saltava para cada pilar e parede em torno do altar que levava ao centro onde estavam as estátuas e se lançava em minha direção, eu procurei por um dos arcos que me levariam a uma escadaria, onde ele não poderia entrar e talvez não me atingir, a não ser pelas janelas dos corredores e escadarias.
Já ofegante eu encontrei um arco e subindo a escada me agachei num ponto onde não havia janela. Eu o escutei bater contra as paredes e o som dos tiros que viram seguidos do som de Devidramon se esquivando com saltos e voos e por ultimo os tiros atingindo as paredes. Alguns passaram do meu lado pelas janelas, pois não estavam tão distantes, eu estava entre duas delas.



-Ei maldito!- Essa voz, parecia uma mistura das vozes dos dubladores de Natsu no japão e Agumon no Brasil. Escutei uma explosão junto da voz e uma enorme luz azul vindo das janelas, logo corri para uma delas para observar.
Aquele ser era idêntico ao da estátua ajoelhada, seu rosto era triangular, lembrando uma serpente, os olhos pontudos e purpura, havia um triângulo vermelho com a ponta para baixo em sua testa, dois chifres e uma membrana junto das bochechas. O pequeno digimon draconico tinha escamas brancas, um bracelete negro vinha antes de suas grandes garras, em sua cauda havia um machado e este tinha olhos e boca pintada. Sua capa se esvoaçava enquanto a fumaça se dispersava.
-Quem é você?- Disse o dragão demônio enquanto fitava o recém surgido digimon com seus olhos vermelhos enfurecidos e se agarrava a um dos pilares do templo.
-Meu nome não importa, mas você está incomodando os espíritos que aqui adormeciam... Eu vou lhe mostrar um pouco da fúria daqueles que jazem aqui...- Ele avançou contra Devidramon e num piscar de olhos havia saltado e alcançado o mesmo. - Experimente as chamas sagradas!
-Cale sua boca imunda, verme!- Ele movimentou sua calda e uma garra se abriu nela e tentou acertar o réptil branco, mas este se esquivou.
-Muito lento!
-Pois experimente isto!- Seus olhos começaram a brilhar intensamente. -Red Eyes!
Raios vermelhos saiam dos olhos de Devidramon, e o digimon draconico branco saltou ao chão e começou a esquivar dos raios. Assim o templo era pintado pelos clarões vermelhos e cortinas de fumaça tomavam conta do templo. Nesse momento Lucky aproveitou para recuperar seu Xros Loader e o erguendo a frente de seu corpo gritou "Digi Xros", falando o nome de Kotemon e Gargomon respectivamente, assim os dois se tornavam esferas de luz e voltavam ao Xros Loader, depois uma única esfera era liberada e mudava de tamanho. O resultado foi um enorme réptil roxo usando uma armadura em seu tronco, calça jeans, com uma espada numa mão e uma metralhadora de enormes proporções no lugar da mão esquerda.
-Demonic Gale!- Ele levantou voo até o lugar mais alto que podia ir naquele templo e então começou a descer em incrível velocidade, gerando grande pressão sobre a Xros de Kotemon e Gargomon e o digimon que havia aparecido ali.
Antes de serem atingidos, a Xros apontou sua metralhadora para o dragão e começou a atirar, ele não foi capaz de se esquivar por causa da velocidade com que avançava. Os tiros explodiam abrindo ferimentos em suas escamas, parte delas esvoaçavam e se tornavam partículas brilhantes que se dissipavam em meio as explosões. Ele começou a cair, foi quando o misterioso réptil branco saltou sobre ele e com uma luz azul vindo de sua garganta gritou "SHINSEIRYUU NO HOKO!" com um rugido logo em seguida e converteu a luz numa enorme espiral de chamas azuis que engoliram o dragão demônio e foram capazes de quebrar o até agora intacto chão do templo. Pedaços de pedra voaram para cima com a pressão e o ar quente gerados pelo ataque e logo depois se tornaram partículas luminosas e sumiram, seguindo isso uma explosão estrondosa que me forçou a tampar os ouvidos.
Agora eu podia ver aquele mesmo dragão negro se levantando com alguns membros transparentes e suas escamas se convertendo na poeira brilhante de dados. Ele andou lentamente na direção do réptil branco e com dificuldade ergueu e lançou as garras na tentativa de acertá-lo enquanto seu corpo emitia sons de chiado, como um aparelho que recebe interferência. Antes que suas garras chegassem ao alvo ele estourou, sem fazer barulhos além dos chiados, se convertendo todo em partículas brilhantes. Parte das partículas se juntaram formando uma luz em forma oval enorme, que foi sem compactando até materializar um ovo negro com rajadas alaranjadas.

[Fim da OST]

-Quem é você?- Disse Lucky se aproximando do digimon branco, agora sujo de poeira e com escoriações causadas pelas pedras que voaram com seu próprio golpe.
-Eu sou...- Ele pensou um pouco.
-Shinseidramon...- Um vento frio carregou a voz, logo surgira uma luz que envolveu o pescoço de Shinseidramon e se converteu num anel que carregava o brasão da coragem.
-Não é possível, você era só... uma lenda...
Eu havia chegado até eles, foi então que Shinseidramon me olhou e deu um sorriso com os olhos fechados, logo após dizendo:
-Os sábios me contaram muito sobre você enquanto esperávamos o despertar... Tenho certeza de que é você...
-Eu? Eu... me lembro de você... Eu desenhava você...


Contínua em... Dragão escarlate e Dragão Branco.
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por KaiserLeomon em Ter 01 Jul 2014, 3:30 pm

Já é a terceira vez que você tenta publicar esta fanfic Kyu . Se não sair nessa pode esquecer porque alguém fez um ritual de vudu para impedir que ela seja publicada . Bem gostei da historia . A principio não a muito o que dizer já que a fanfic esta recomeçando mais uma vez e a trama novamente foi mudada mas ainda em essência continua a mesma da origem desta fanfic . Enfim desejo-lhe boa sorte e que desta vez sua fanfic vá com tudo aqui no fórum pois realmente estamos precisando muito de boas historias . Então sorte e muito sucesso para você . Vou ver se desta vez eu acompanho a fanfic . Sucesso com a historia . Smile 

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Ter 01 Jul 2014, 4:06 pm

Na verdade é só a segunda vez pelo que me lembro. Ela basicamente ocorre depois do primeiro arco da primeira, logo não houve uma mudança significativa de enredo, foi apenas por causa de umas coisas que ficariam incoerentes...
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por KaiserLeomon em Ter 01 Jul 2014, 4:57 pm

Verdade ... Falha feia minha em perceber isso ... de qualquer modo ainda assim lhe desejo toda sorte possível nesta segunda versão de sua fanfic e que possa fazer muito sucesso ^^

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Sab 02 Ago 2014, 3:57 pm

Logo o segundo capítulo está pronto. Demora por problemas pessoais. Vou lançar um especial. Tudo bem que poucos estão ativos no fórum, mas quero ver se alguém gosta da ideia de fanfic que quero lançar junto desta(tudo para não perder a essência da ideia, mesmo que a preguiça muitas vezes me impeça de terminar os capítulos com a rapidez que deveria.
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por KaiserLeomon em Sab 02 Ago 2014, 4:32 pm

Espero que tenha sucesso Kyu pois o fórum de fanfics da Digimon Forever esta praticamente " morto " ninguém mais publica nada e nenhuma das fanfics iniciadas foi concluída . Isso me faz sentir horrível pois no passado a Digimon Forever foi a casa de historias lendárias . Hoje ? Ninguem mais se predispõe a iniciar uma historia e publica-la até seu fim ...

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Sab 02 Ago 2014, 4:53 pm

Ah! Que problema. Fui salvar o rascunho e ele postou por causa da mensagem nova -.-'
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por KaiserLeomon em Sab 02 Ago 2014, 5:08 pm

Kyuketsuki escreveu:Ah! Que problema. Fui salvar o rascunho e ele postou por causa da mensagem nova -.-'

Poxa ... desculpe ... Sad 

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Sab 02 Ago 2014, 5:09 pm

Não é culpa sua. Achei que ao aparecer a mensagem nova, era só apertar em salvar, aliás o comando era para salvar rascunho, não postar.
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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por KaiserLeomon em Sab 02 Ago 2014, 5:38 pm

Ok então . Boa sorte ^^

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

Mensagem por Kyuketsuki em Seg 04 Ago 2014, 9:12 pm

Nota:
¹A frase foi retirada e adaptada da música Ft(terceira abertura de Fairy Tail).
²Toda essa ideia eu tive após ter um sentimento que acredito ser amor. A ideia evoluiu junto desse sentimento e então decidi que deveria usá-la logo. Eu não tenho certeza de que isso é realmente sério, mas o que importa é que sinto no momento.
³Abertura para não perder o hábito. Aliás tudo fica melhor com música, não acham?

Dedicatória :
Tudo começou num dia simples, fazendo algo que não tenho costume. Foi nesse dia que você me chamou a atenção e me fez me perguntar como é que eu nunca havia notado. Você foi tão legal comigo e isso fez surgir um carinho inexplicável.
Já havíamos conversado algumas vezes, já estudávamos juntos há um bom tempo, porém meu pensamento sobre você sempre esteve errado. É fantástico e risível como temos tanto preconceito, essa mania de julgar as pessoas. Você parecia apenas mais uma pessoa que não merecia importância, que não agradava os professores e talvez não fosse inteligente. Absurdo. Tenho até vergonha de escrever isso sabendo que possa ler.
Você quebrou todo o meu julgamento medíocre, me fez ficar mais feliz, me fez sorrir. Não importa se não consigo me expressar, lhe ver muitas vezes é o suficiente para que eu fique melhor. Você me deu um grande susto, vi meu mundo desabando. Mas você está bem e vai continuar bem. Eu quero que você esteja bem. Quero que saiba que sempre que precisar eu estarei aqui. Você sabe de quem falo. Queria lhe chamar pelo nome, mas posso apenas dizer aquilo que já lhe dediquei em linguagem poética.
Isso é ficção, mas eu realmente faria muito por você.
Essa dedicatória representa uma flor, cheia de amor. Uma flor para a menina carismática de estrelas nos olhos.
Eu te amo...




Capítulo especial- Piloto de Crossover entre Digimon e SAO



"Ainda sinto a glória!"
"Se sentir que algo quer lhe destruir apenas segure a minha mão com força. Eu sempre estarei ao seu lado!"



Hoje estamos num domingo. O ano está quase acabando e estou cheio de preocupações, que rumo minha vida tomará? A faculdade já decidi, mas há outras coisas, me vejo cada vez mais forçado a mudar de cidade. Queria terminar o ensino médio aqui, mas faltando meses para o final do fundamental me vejo nisso. Deveria aproveitar oportunidades. Sim, você sabe do que eu digo, principalmente se for um cara tímido, introvertido e louco por atenção, mas não qualquer atenção. Acho que já chamei bastante atenção a discutir política com minha professora de matemática.
Já consegui muita atenção no mundo digital também. Passei meses lá, salvei mundos. Conquistei muitos amigos, muita gente entregou sua espada, cetro, escudo ou apenas a sua mão para ajudar nos ideais carregados por mim, Shinseidramon e Asuka. Eu senti o fervor do campo de batalha, a dor de perder companheiros. Vi como era ser amado, odiado. Senti a dor da guerra na raiz de minha alma. Agora me vejo na paz, não preciso de estratégias para usar nos campos de batalha pela justiça. Acabou, eu senti o fervor da glória. Agora meu sangue parou de fremir pelos calorosos conflitos, inimigos que não conseguimos odiar e pessoas de extrema honra e coragem.
Me vi em lençóis ainda piores, sem a emoção da batalha e tendo que enfrentar as emoções como adolescente comum. Era triste deixar tantos amigos, feliz reencontrar outros. Treinei arduamente, mesmo que sem grande confiança para que minha alma pudesse fremir nos campeonatos. Tenho de estudar para poder mudar o mundo. Mas de que adianta tanto?! A atenção que eu quero ainda não foi alcançada. O que se entende por felicidade? Amor? Se for, eu tenho sérias dúvidas de se tenho ou não. Não qualquer amor.
Essa semana foi agitada, a pessoa de que quero atenção estava doente. Eu fiz visitas, queria mostrar o quanto me importo. Ainda não sei se é o suficiente. Eu me preocupei muito, eu me senti tão mal. Agora me sinto feliz, mas estranho. Meus pensamentos viajam por linhas estranhas. Tudo rodava em perguntas que não conseguia responder sobre ela.
Eu vaguei de bicicleta pela rua. Parei na avenida e me lembrei do momento em que os dias de glória começaram. Eu me via agora reduzido a um nada. No fundo eu sabia que isso iria acontecer. Temos saudades de tudo que já foi. Dragão Escarlate, o eu de outro mundo havia me dito que ele passou por esses períodos ruins, e que quando isso ocorresse eu apenas deveria continuar feliz, aquilo era apenas pouco tempo antes das grandes emoções voltarem. Grandes pessoas sempre irão arrumar um jeito de mudar o mundo, seja como for. Uma nova aventura era o que eu queria. Mas havia uma dúvida em qualquer lugar que olhava. O rosto se formava pelas memórias, pele clara e com algumas manchinhas, lembravam sardas. Olhos castanhos e levemente pontudos, grandes talvez. O cabelo levemente cacheado em maior parte negra e com mechas loiras caia-lhe de um dos lados do rosto. O sorriso. Ah, aquele sorriso. As vezes seu corpo também aparecia, as vezes no uniforme da escola, vestindo uma blusa rosa ou como da última vez que a vi, com uma camiseta verde sem mangas. Essa era a dúvida. Buscar por mais uma aventura perigosa ou enfrentar a realidade, onde eu me sentia um banana, onde eu não aproveitava muitas das oportunidades que tivera de chamar a atenção de modo bom e onde eu me via caminhando na direção da distância dela. Para outra cidade sem que tivesse resolvido esse sentimento.
Eu desci na calçada, olhei para o céu, senti a dor psicológica. Como se eu tivesse asas para voar pelo céu, mas agora estavam impossibilitadas de voo. Sangravam. Para onde caminhar? Não poderia enfrentar a realidade e viver uma aventura ao mesmo tempo?
Segunda-feira. O dia começa estranho. Eu tive certeza que tinha visto um triângulo vermelho brilhando no meu quarto. Acendi a luz e olhei meu celular, era exatamente a hora em que o alarme tocaria para mim acordar. Havia uma mensagem sem número. Abri e li a mensagem "Salve-os. Eu lhe dou meus poderes Dragão Branco, salve-os!".
Na escola tudo começou normal. Eu esperei ansiosamente pela chegada dela, enquanto desenhava. Esperava mesmo que a timidez não impedisse dessa vez que eu conversassem mais com ela. Mas tudo sempre caminha contra a minha vontade, no fim da aula havia sido apenas mais uma oportunidade perdida. Por que tanto medo? Eu não sei.


Sei apenas que algo ocorreria logo. Creio que teria importante papel nisso as viagens feitas através do mundo digital. Tenho certeza que o fluxo de tempo teria sido afetado, mas não sei como. Teria de descobrir o que significava aquela mensagem e quem era seu autor. Eu apostava em Shinseidramon, mas não é uma ideia muito forte.
Dias se passaram e nenhuma resposta sobre isso. Aliás nenhuma resposta surgia sobre nada. Eu escrevia histórias e tinha tentativas falhas de escrever poemas. Tudo apenas piorava. Ou é uma ótica destorcida que tive do mundo após tantos sustos. Não sei. Andei estranho ultimamente e tudo que eu fazia tinha de ter algo relacionado a ela.
"Imagine all the people living for today", era apenas pensamento. Eu vivia no passado e nos planos para o futuro. Domingo de novo, tédio, saudades e tudo de ruim que poderia vir. Escrever pelo menos seria algo para que eu pudesse desabafar. Mais nenhuma informação.
-Deveria ter dito... Você vai ser a mais linda naquela formatura...- Eu sussurrei enquanto escrevia algo no computador. Me deu um estalo e eu voltei a sussurrar. - Mentira, você já é...- Olhei para o que escrevia e percebi os conflitos desnecessários em que colocava os personagens da história por causa de sentimentos negativos. Selecionei parte do que havia escrito e apaguei. - O que o Shinseidramon me diria?
Alguma coisa apitou. Foram alguns "bips" e então um assobio. Eu sabia que já havia visto aquilo alguma vez. Num filme. Digimon para ser mais exato, e não havia nada do tipo reproduzindo no computador. Depois de um tempo o notebook apagou e em meio a tela negra códigos surgiram, então se formou o que parecia um portal e um olho olhava pela fenda.
Esperei que houvesse alguma mensagem. Aquela cena me lembrava vagamente a cena de introdução de Digimon World 3. Talvez algo saltasse da tela agora. Eu deveria me afastar? Não sei, continuei inerte a espera de algo. Barulho de piscadas iguais aos que os digimons protagonistas faziam na mesma introdução. O olho havia piscado duas vezes.
-Amanhã receberá uma visita. Eles sabem seu envolvimento com os digimons, mas não dirão isto. Eles querem que você participe de um jogo. Por ironia de seu destino eles fizeram coisas para ter certeza de que você participaria. Eles levaram algumas pessoas que você conhece para participarem. Eu sou Igneel e darei minhas armas a você.
-Igneel! V-você!?- Eu disse incrédulo.
-O problema vem totalmente de sua dimensão. Eu não posso fazer nada, já que o Christian... Digo, o Dragão Escarlate, não pode.- O olho sumiu e algumas imagens apareceram. - Não sabemos tudo sobre o que planejam, mas o conselho tem certeza de que irão sugar informações do mundo digital.
-E o que eles planejam fazer com as pessoas que você disse se eu não participar?
-Provavelmente irão apagá-las.
-Como!?
-O equipamento do jogo pode dar um fim a vida de qualquer um em instantes.- O projeto de um capacete apareceu na tela. -Essa tecnologia foi adquirida certamente por humanos que tiveram contato com o mundo digital. Lhe convidar para esse jogo é tanto um desafio para eles quanto uma maneira de coletar os dados de um digimon que entre aspas, não existe. Shinseidramon.
-Eles esperavam que eu soubesse algo antes do jogo começar?
-Não. Obviamente. Eles manipularam para que um amigo que você conheceu no mundo digital comprasse o equipamento do jogo e ganhasse um segundo por sorteio. Esse seu amigo é quem irá lhe visitar e lhe presentear com esse equipamento. Aliás você irá com ele ao Japão.
-Por que? Quem é ele?
-O Akio, não o do outro mundo. O Akio de nosso mundo.
-O Akio? Isso é um problema, ele sabe que não sei falar japonês.
-Isso não é problema. Se depender dele você terá um tradutor, e ele também sabe falar português. O problema vai ser ele convencer sua família, mesmo que diga que isso seria uma chance de estudos.
-É ainda mais difícil me convencer. Eu tenho problemas aqui... Aliás eu posso entrar no jogo por aqui mesmo, não?
-Não... E no Japão você terá suporte.- Ele fez uma pausa e eu pude escutar uma voz familiar.
-Akemi?
-Sim... Ela também estará no Japão. Devo dizer mais algo. Eu... Não consigo, não sei, mas parece ruim ser o portador da notícia.
-Deixa, eu direi.- Era a voz de Akemi. - A pessoa dos seus "problemas" estará no jogo. Ela foi capturada e será forçada a participar. Amanhã mesmo se for a sua escola verá que ela não estará lá.
-Por que eles estão forçando a ela e não a mim?
-Você oferece um risco maior. Forçar a ela é uma forma de levar você ao caminho que eles querem, eu diria.
-Há mais alguém?
-Suponho que sim, mas no caso seus digimons que foram presos no sistema. E...- Ela suspirou. -Haviam mais dois.
-Lucky e sua irmã...- Era a voz de Igneel.
-Vocês estão falando do mundo digital? Deve ser...- Eu não esperei a resposta. Franzi o cenho e segui com minhas dúvidas. -O Akio já está a caminho?
-Sim, ele sairá de São Paulo logo logo. Ele está em um hotel por lá. Há mais duas pessoas importantes por lá. Essas o esperarão no aeroporto até a sua chegada ao final da tarde de amanhã, ou mais tarde se houverem imprevistos.
-É o suficiente Igneel. Preciso pensar. Se houver algum modo de usar a tecnologia de Asuka para influenciar minha família a me deixar ir.
-Há sim... Funcionará neles...- Escutei um risinho. Sem dúvidas Akemi.


Segunda-feira. Houve um inesperado, sem dúvidas. Akio certamente chegaria quando eu já estivesse na escola. Na escola realmente me fez falta uma pessoa, a primeira carteira da segunda fileira contando da fileira da janela estava vazia. Fiquei impaciente. Para piorar tudo passou lentamente.
A uma da tarde finalmente partimos. Ainda achava estranho o jeito como minha família aceitou, mesmo que eu soubesse que aquele objeto os fizera ter opiniões mais positivas em relação a isso. Aliás eu estudaria numa escola considerada muito boa por alguns meses e receberia dinheiro por isso. Foram essas as informações que Akio me passou a me encontrar.
Partimos do aeroporto de São Paulo as 8 da noite. Chegaríamos na tarde de Tóquio e teríamos de nos adaptar ao horário. No caminho eu fiquei conversando com um amigo de internet que também teve contato com digimons. Ele estaria na missão. Seu nome era Lucas, ele era mais baixo que eu, não tanto, aliás não sou alto. Tinha cabelo castanho e arrepiado.
Enfim o destino. Estávamos num apartamento enormemente amplo, cada um teria seu quarto e sala de treinamento de artes marciais. Haviam alguns programas nos notebooks para nos ajudar no desenvolvimento tático. O salão era todo branco. Haviam sofás e telões por toda a parte. A beleza daquele apartamento era estonteante. Ao chegar eu olhei por uma pequena janela que nos dava a visão da sala de jantar. Havia alguém sentado a mesa. Reconheci.
Esperei o momento de falar. A primeira pessoa a nos recepcionar foi Akemi. Ela tinha cabelo liso e curto, estava loiro e acho que não iria conseguir me acostumar com isso, já que ela tinha o cabelo prateado antes. Seus olhos eram azuis. Após isso chegou um homem. Este sim tinha cabelo prateado, seus olhos eram amarelos e havia uma marca abaixo do olho direito. Usava um terno cinza claro, camisa rubra e gravata negra.
-Vai dizer que você é o...
-Igneel? Sim... Precisei entrar em uma forma humana. Serei o líder de vocês e os apoiarei de uma central de comando instalada pelo DATS aqui. Esse é um dos dez mais luxuosos centros do DATS.
-Você havia me dito que a Amanda foi capturada! Me explica por que ela está na mesa!- Eu esbravejei apontando o dedo para o rosto de Igneel.
-Calma ai Haku!- Disse Akemi- Ela ainda vai ser forçada a jogar. Há um dispositivo no pulso dela que irá emitir uma rajada elétrica se ela não obedecer enquanto não está no jogo. Conseguimos traze-la para cá.
-Alguns cientistas do DATS estão aqui para ajudar a desativar o dispositivo. Mas mesmo sem aquilo vocês podem morrer. Se ela por acaso decidir continuar no jogo quando não tiver aquele dispositivo, ainda poderá ser morta pelo capacete. E isso se tornou um grande problema, eles podem decidir mantê-la dentro do jogo.- Disse Akio, também estranho, pois seu cabelo era negro e não azul, como costumava ser antes.
-É melhor você ir ver como ela está, aliás...- Disse Akemi.
-E ela sabe que estou aqui?
-Não...- Disse Igneel. -Ela nem mesmo sabe quando foi que a capturaram. Estamos num caso de terrorismo que pode decidir o rumo dos dois mundos.





A noite chegou sem que eu tivesse tomado coragem de mostrar a ela que estava ali. O apartamento era grande o suficiente para que eu permanecesse escondido por vários dias. No fim eu consegui o que ansiei. Uma nova aventura, mas me preocupa ainda mais esta do que a última. Agora eu carregava nas costas o que pensava ser amor, mas ainda sou apenas uma pessoa ingênua. Ainda que eu tenha tido tantas experiências com a dor, eu ainda fantasiava um mundo perfeito.
Talvez a realidade pudesse ser boa. Não sei. Deveria tentar conhecer a realidade. "Quando aceitar a si mesmo, poderá ser aceito!" foi o que o Dragão Escarlate me disse, mas falar eu mesmo falo. Me aconselho e não consigo seguir. Parece tão mais fácil derrotar monstros gigantes do que lutar por um sentimento.
Eu não pude dormir. Me levantei e caminhei pelo corredor. Havia um quarto com a luz acesa, me veio a cabeça que eu não sabia de quem era, me lembrava dos outros, então aquele só poderia ser onde... Bem, o que custa bater. Eu dei três batidas leves.
-Oi... Está com medo?- Eu disse disfarçando a voz.
-Quem não estaria?- Escutei um riso.
-Posso entrar para conversar?- Eu já senti um calor em meu peito. Meu rosto começava a ficar cada vez mais vermelho.
-Pode... Estou sem sono mesmo...
Eu abri lentamente a porta. Ela usava uma blusa preta, suas pernas estavam por baixo de cobertas. Ela parecia triste e com certeza não tinha para menos. Eu me aproximei lentamente e ela virou o rosto. Acho que sua expressão era de surpresa, ela sorriu. Seria um sorriso sincero? Por que me pergunto isto?
-O-oi... Amanda...- Eu me aproximei da cama cabisbaixo e me sentei na beirada. Debrucei a cabeça sobre as mãos cruzadas, meus braços se apoiavam nas perna, próximos aos joelhos. -É... Eu tenho que falar algo... É... Eu... quero saber... como você está... Como você...está...?- Eu gaguejava. As palavras relutavam em sair.
-Eu estou bem... Eu não sei o que queriam. Minha mãe deve estar preocupada. Eu só lembro de ter sido arrastada... Sabe...- Ela deu um outro sorriso e um suspiro. - É a vida...
-Aquele dia, sabe...? O que eu te visitei, eu queria falar... Não falei porque tive vergonha, acho que é mais fácil agora que estamos sozinhos...- Eu respirei fundo. - A sua mãe vai comprar aquela roupa que você mostrou?
-Sim... Eu acho...
-V-você... vai ser a mais... l-linda da festa de formatura!- Eu escondi o meu rosto.
-Você acha?
-Não... É... Mentira...- Droga, o que eu estava falando.
-Por que?
-Porque, v-você... Já é a mais linda...- Eu olhei rapidamente para o seu rosto. - Sempre vai ser...
-O-obrigada...
-Dia difícil...? Eu tive uma sobrecarga de informações...
-É, difícil... Você me explica por que está aqui?
-C-claro, mas... Eu quero um a-a-abraço antes de tudo...- Eu tampei meu rosto.
-Não precisava pedir... Eu acho que também estou precisando de um...
-Tinha mais uma coisa... Mas isso... bem, é para você lembrar... Eu te amo...- Eu havia me aproximado e a abraçado forte, aproximei meu rosto de seu ouvido. -Sabe, não sei se te contaram sobre. Você está correndo perigo. Mas não precisa se preocupar... Eu vou te tirar dessa! EU JURO!
-Mas o que é tão ruim assim?
-A vida! Ela sempre nos apunha-la... Nesse momento... Essa coisa no seu pulso... Isso...- Eu comecei a chorar. - Viver sem um motivo, uma determinação, é a mesma coisa que estar morto, então se você morrer eu morrerei junto!
-Parece que seu dia foi ainda pior...- Eu não a soltava. Faziam meses que eu queria aquele abraço. Agora eu sentia como se aquele universo perfeito que fantasio pudesse existir.
-Vamos... dançar... Sabe, a gente pode fazer barulho e acordar todo mundo, mas dane-se!- Eu dei um riso. - Você gosta de dançar, eu vou tentar e deve ser o importante. Nos divertir um pouco.


[Fim da OST]


Dor de cabeça. Acho que fiquei acordado por um bom tempo. Havíamos ido para a sala, pois havia um videogame lá. Me lembro de ela ter tomado seu remédio e então adormecido. Eu joguei por mais um tempo e dormi deixando o videogame ligado. Que absurdo. Deveria tê-la carregado até o quarto. Tadinha, vai ficar com dor.
Acho que eram umas sete da manhã. Eu vi o amanhecer pelas enormes paredes de vidro do apartamento. Sabia que logo logo tudo iria começar de novo, uma corrida contra o tempo para salvar o mundo. É isso que heróis fazem? Talvez. Mas eu ainda não deixei de ser apenas um adolescente comum. Ou quase, já que eu era mais problemático, emotivo, tímido e descontrolado que a média.
Toquei seu rosto enquanto suspirava me lembrando daquele abraço. Isso poderia se repetir várias vezes se eu fosse menos tímido. Mas tanto faz, estava feliz agora. Milagre que ninguém acordou com o barulho que fizemos. E falando neles, ali estavam chegando todos. A primeira pessoa a chegar só poderia ser Akemi para ficar rindo. Depois Lucas e Athena. Fizeram o mesmo.
Athena era um ano mais velha, tinha cabelo cacheado e dourado, olhos castanhos e estava sempre... Arrumando um jeito de zoar, eu acho. E era o que ela faria agora, tenho certeza.
Faria se não fosse a chegada de Akio, ele dava um pouco de medo nos dois. O que me lembra, quando não estou com vergonha de algo e principalmente quando enraivecido. Jogos de palavra para demonstrar o quanto a pessoa que me deu fúria é miserável é apenas o começo. Cenho franzido e esse tipo de coisa. Eu acho que nunca usei de violência. A não ser na batalha contra os 12 deuses digitais.
-Enfim... Nós todos devemos ir para aquela sala no fim do corredor...- Disse Akio com a cara feia. Mudou de repente, bastou um olhar de Akemi. Talvez tivesse o mesmo problema do outro Akio, só que pela irmã mais nova. É... Complicado de explicar agora, mas é isso.
-Vamos todos entrar no jogo... É para dar suporte...- Disse Akemi não conseguindo se segurar e mostrando ansiedade em jogar aquilo.
-B-bem... Ela está dormindo...- Eu disse.
-Mesmo que não queira atrapalhar o sono dela, vai ter de acordá-la. Ela tem que entrar no jogo antes das oito e meia da manhã. Foi o que Igneel disse.- Explicou Akio.
-Fazer o que...?- Eu toquei em seu ombro, respirei fundo e a chacoalhei levemente. Seus olhos relutantes em se abrir recobraram seu brilho.
-O que foi?- Ela parecia confusa.
-Sabe... Aquilo que eu te disse ontem a noite?- Suspirei, tentei ficar calmo. -Temos de entrar num jogo de realidade virtual agora.



Uma pessoa encapuzada corria em meio a uma floresta. Parecia carregar algo grande e pesado. Logo atrás vinha voando um homem negro com armadura vermelha, ele tinha enormes lâminas nas mãos e parecia furioso com o indivíduo encapuzado. O encapuzado derrapou e girou no chão enquanto jogava o capuz. Ele tinha um capacete roxo em formato estranho com um olho vermelho no centro, longos cabelos loiros, uma jaqueta de couro, calça de couro. Sua bota tinha espinhos. Ele apontou uma arma negra enorme para o homem que vinha voando. A ponta da arma se abriu, ela tinha dentes e liberava energia elétrica.
-Death! The cannon!- Os raios foram lançados contra a testa do homem negro. Em segundos seu corpo estourou em partículas luminosas que esvoaçavam até sumir. -Quem é o próximo!?
-Sou eu!- Este vestia uma armadura amarela. Seus olhos eram vermelhos e a pele tinha tons quentes e alaranjados. Nos braços carregava garras de metal. -Terra Force!- Ele furou a terra com uma das garras e estendeu a outra para cima. Energia vermelha saía da terra e formava uma orbe de fogo. Ele a lançou contra o homem loiro.
-Que skill fraca!- Ele fez uma explosão ao atirar contra aquilo. Após isso deu vários tiros contra o garoto de armadura amarela.- Guarde o nome da minha guilda, pequeno pedaço de lixo. Os 7 Pecadores dominarão esse jogo!
-Em apenas duas semanas de jogo... Como é que essa guilda já é tão forte?!- Uma barra em cima de sua cabeça estava verde, logo foi perdendo seu preenchimento, ficou vermelha e sumiu completamente. No momento em que a barra se esvaziou ele estourou em várias partículas de luz.


-Então você quer dizer que esse jogo já está no mercado há duas semanas? Por que só agora nós teremos de entrar?- Perguntei.
-O jogo estava aberto, mas seu lançamento oficial seria hoje. A partir de hoje ela terá de estar no jogo... E você já sabe... - Igneel se virou. - É melhor se apressar...

Encerramento

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Re: Digimon- The Dragon Chronicles (Reboot)

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