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Digimon Fate

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Sab 29 Out 2011, 12:53 pm

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Não precisa pedir desculpas, rs. É isso mesmo; é foda modificar esse excesso de detalhes até o capítulo 14, porque se eu tiro ele, desmonta a história, digamos. à partir da capítulo 15 já da pra mudar, porque eu vou escrever e tal. Então, acho que esse excesso de detalhes, ao mesmo tempo que me prejudica também ajuda. Mas é algo a ser ajustado, porque está em excesso e tal.

No caso da Fate, poucos Digimon chegam ao nível Extremo/Kyuukyokutai, devido a mortes desenfreadas enquanto nível Adulto ou Perfeito; a maioria de digimons Extremo que ainda vivem são, vamos supor, de presidentes, caras da ONU, os principais da Fate tb, e por ai vai, são poucos mesmo. Aqui, os Digimons são tratados como humanos, eles têm empregos, pagam contas, e tudo mais, o que será melhor retratado mais pra frente.

Sobre a luta, descobri que adoro escrever ação à partir da luta Dokugumon x Falcomon. Sei lá, eu briso escrevendo \o
Obrigado pelo elogio, sério. E vou fazer isso sim, melhorar do cap 15 em diante, que é aonde eu já tenho uma noção e tal de tecnologia. Sobre a Area 51, ela vai ser citada até certo ponto, mas o grupo inicial sempre vai se lembrar dela, você vai saber o porque. E relaxa, Jefferson Violentblade vai ser muito bem trabalhado em toda a fanfic, e eu posso dizer... ele é um dos melhores personagens que você vai ver na sua vida \o oaueosues.

Eu amo desenvolver meus personagens. Adoro começar eles de um jeito, e ir evoluindo-os, como se eles crescessem. E é isso que vou fazer. Dee cega, vai ser mostrado o porque no capítulo 03, e o porque de atacar Fate também. OAUEOUSOUEOUSOUOAUES, capítulo 04 promete, sério. Se você achou a luta de Dokugumon x Falcomon fatídica, você não sabe o que é a luta de Falcomon x Matadormon. aoueosues.

Sobre mudar o meu referimento ao Fate constantemente, isso foi uma mudança que fiz no começo da fic. Comecei chamando-o de Ben, depois de Benjamin, e agora uso Benjamin McFate ou Ben. É uma longa história esse nome, outro dia eu explico \o OAUEOUSES.

Sobre digimons morrerem e se transformarem em dados, isso é simples - o mundo humano da Fate é o mundo humano de Savers; o Digital World da Fate é o Digital World de Savers. Agora não parece, mas lá pelos capítulo 10 vou explicar um pouco mais do passado da fanfic, e vocÊ vai ligar os pontos. Em Savers, os digimons morriam e viravam Digitamas, certo? Então, devido ao Digital World estar imerso no caos e nas trevas, não há mais essa possibilidade; então, viram dados mesmo. Assim como se os humanos morrerem no DW eles morrem mesmo, não viram dados.

Respondidas as perguntas ? \o

Segue-se abaixo o capítulo 03. Pra muitos, irá sanar as dúvidas; pra esses mesmos, irá enchê-los de mais ainda \o OAUAOEUOSUEOS /devilfeelings.

Eu compreendo Leo-kun, você teria que revisar e modificar desde o Capítulo 00 para tirar o excesso de detalhes até o Capítulo 14 sem que a história se desmorone. Eu realmente prefiro que você vá melhorando de agora em diante do que de certa forma refazer a história já escrita para melhorá-la correndo o risco de estragá-la. Espero que consiga ajustar as coisas de maneira que não estrague a história. ;D

Isso é algo bem criativo na minha opinião, não me lembro dessa relação que os Digimon tem com os humanos, com aceitação das diferenças, tratando ambas espécies igualmente, enfim, não me lembro de ter visto isso em outra Fanfic. Acredito que você deva trabalhar isso de poucos Digimon Kyuukyokutai, você deveria deixá-los possíveis de existir graças aos cuidados que o Tamer deles tiveram na criação deles.

Algo interessante seria você criar algum tipo de resistência relacionada à isso, onde haveriam diversos Digimon Kyuukyokutai escondidos juntos de seus Tamers, resistindo à opressão dos governos. Porque isso? Bem, acredito que seria bom fazer com que Digimon Kanzentai e Kyuukyokutai sejam proibidos à pessoas comuns e/ou apenas com uma licença e ainda com vigilância constante.

Deste modo os governos estariam se protegendo contra possíveis terroristas, resistências que são contra suas leis e o modo como administram os países. Talvez até as mortes dos Digimon Kanzentai e Kyuukyokutai possam estar relacionadas à isso, seria os governos eliminando as ameaças por baixo dos panos. rsrsrs Enfim, viajei bastante, mas eu estou muito empolgado com a sua Fanfic e como tive essa idéia, pensei que não seria ruim lhe sugerir isso. Mas não precisa ter pressa, acredito que a sua Fanfic será imensa, então terá tempo para trabalhar isso. Obrigado por me fazer criar novas idéias. \o

Fico feliz que esteja se dando bem com a ação da Fanfic, acho que essa é uma parte complicada, porque tem que ser bem feita, bem desenvolvida e pensada, do contrário ficaria estranha, desanimadora e estragaria a Fanfic. Você está me deixando com um gostinho de "quero mais" novamente, seu chato. u.u Aguardarei pelo desenvolvimento da tecnologia, apenas tome cuidado para não exagerar e nem ser leve demais, leve em conta o ano em que se passa a Fanfic.

Você diz que eles irão se lembrar da Area 51, então isso quer dizer que ela ainda terá uma importância na história após deixar de ser citada? Na minha opinião isso deve ter algo haver com o V-Blade - apelido que criei agora para o Jefferson ;D - já que pelo que entendi ele continuará tendo aparições na Fanfic e será bem desenvolvido. Você me tenta demais, você é muito malvado, agora eu quero saber mais. T^T

Apesar de eu apenas ter escrito o Prólogo de uma história uma vez, eu amo criar, amo escrever e amo desenvolver ao máximo o que eu crio, mesmo que apenas na minha mente. Fico feliz que tenhamos isso em comum, queremos evoluir o que criamos, melhorá-los, evoluir e melhorar a nós mesmos. \o

Se o Falcomon irá enfrentar um Matadrmon, então isso quer dizer que ele finalmente irá evoluir para o nível Seijukuki. Isso me deixa ansioso e curioso para saber se você irá usar a linha principal dele que evolui para Peckmon ou alguma linha secundária. É bom ter trabalhado bem nessa nova batalha assim como trabalhou na primeira, quero emoção e não decepção. u.u

Assim que vi o nome Benjamin/Ben, eu me lembrei de Ben 10. xD Espero que a história desse nome seja profunda e não apenas uma referência ao protagonista do Cartoon Ben 10. Mas pelo pouco que conheço de você, duvido que seja uma referência. u.u Eu prefiro usar Fate para me referir à ele, mas você pode variar, mas tente pegar leve nisso, só uma dica. ;D

Eu não assisti Savers ainda, mas entendi o seu ponto. rsrsrs Gosto da profundidade que você mostra na Fanfic, nada nela é em vão, tudo é ou será bem trabalhado e isso me agrada bastante. Porém tenho uma dúvida, o Falcomon disse que esperava que a Dokugumon renascesse como um Digimon bom, então suponho que o Caos no Digital World é fruto de algo no Human World ou alguma anomalia que será resolvida no futuro, assim possibilitando que os Digimon que morreram renasçam, estou certo?

Sim, as dúvidas foram respondidas. xD Você criticou o Kaiser, mas postou antes do fim do prazo de 1 semana, não é senhor Polli? u.u Brincadeiras à parte, eu acho que deve haver um prazo mínimo de 5 dias então entre os capítulos, assim dá mais espaço para os autores, já que se for uma semana e eles só puderem postar durante o fim de semana, então eles teriam que postar sempre no mesmo horário, o que seria complicado.

Bem, agora que venha o Capítulo 03 - sim, eu decidi responder antes de lê-lo. Aguarde meu comentário. ;D

Edit - Comentário sobre o Capítulo 03:

Um capítulo deveras interessante Leo-kun, foi bem desenvolvido, até divido em partes para mostrar algo que acredito ser bastante importante para a história envolvendo o presidente e o V-Blade. Bem, vamos por partes.

A lembrança da Melodee foi algo calmo e tocante, pude sentir a angústia dela mesmo aos 6 anos e que foi carregada até o momento atual, em seus 15 anos. Ela diz que odeia o Fate, mas ela está magoada apenas, mas isso não é pouco, ela perdeu os pais, os avós e o irmão, isso tudo foi um peso enorme para uma garota da idade dela aguentar por 10 anos ou até mais. Eu sinto pena dela, ela é apenas uma garota frágil com um sofrimento incomparável.

Não sei o que o Wisemon fez com ela, ainda há muito mistérios envolvendo-a desde a morte da avó e estou certo de que não serão totalmente explicados em um curto espaço de tempo. Você poderia ter citado que se tratava de um Wisemon quando ele apareceu, mesmo que as personagens não soubessem, afinal, para mim ficou meio súbito citá-lo no fim da lembrança. Porém isso não estragou o capítulo, não se preocupe.

O Maxim-G é um pouco menos frio que o V-Blade na minha opinião, mas parece ser egoísta e desejar muito poder, desejar ter todos aos seus pés. Não sei se ele será melhor trabalhado, mas espero que seja, afinal ele é o presidente dos EUA, fora que é o que comanda o desenvolvimento do D-Virus, apesar de eu achar que o V-Blade é o mais interessado nisso. Esperarei que esta relação do Maxim-G e do V-Blade seja bem trabalhada, não por serem amigos ou algo assim, mas para desenvolver a parte do D-Virus.

Apesar de você ter dito no seu comentário em resposta ao meu que Fate se passa no mesmo universo que Savers, eu não esperava que o Digivice fosse o mesmo. rsrsrs Apesar de não ter assistido Savers, eu estou gostando dos elementos que estão sendo incluídos e há até elementos de Xros Wars, no caso o Matadrmon. Por falar nele, gostei do desenvolvimento do Vion e do Dracumon, eles me lembraram o Kiriha e o Greymon (2010), isso me agradou bastante. ;D

Eu pensava que o Fate era um pouco mais frio e egoísta com quem odeia, mas com o Vion ele agiu diferente, ele quis trazer de volta o amigo do passado, o seu companheiro, queria que os dois voltassem à ser uma dupla inseparável. Esse é um dos pontos que gosto na sua Fanfic, você desenvolve bem o que acontece, o passado e também surpreende com a personalidade dos personagens, mesmo os que já haviam aparecido.

Não me vinha à mente o que seriam os "Mestiços" que o Fate odeia tanto, eu pensava que poderia ser uma mistura de espécies, mas não me passou pela mente que seriam frutos da relação de humanos com Digimon. Não sei se é possível a relação sexual entre humanos e Digimon na Fanfic, mas há também a possibilidade de que seja um processo científico e até um erro em algum processo.

Estou realmente muito preso à sua Fanfic e apreciando imensamente cada momento, fora as surpresas que tive. Só um conselho que acho que você deve ter pensado, não faça o Fate tão intocável pela ajuda do Falcomon, faça com que ele mesmo se salve de certas situações ou até mesmo faça que ele não se salve como quando ele foi atingido na perna. E por falar nisso, você não abordou isso no resto do capítulo, a perna dele deveria estar machucada, ele não poderia andar normalmente e muito menos correr.

Bem, estarei aguardando a batalha entre Falcomon e Matadrmon, afinal, pelo que você disse, vai ser inesquecível e surpreendente. Espero que não me decepcione e mantenha a mesma qualidade nos próximos capítulos. Estou com várias dúvidas esperando serem explicadas, por isso obviamente continuarei acompanhando a Fanfic. Meu maior interesse é o D-Virus, saber o porque o Maxim-G e o V-Blade o criaram e o que isso ocasionará.

Eu tive alguns Dejavús enquanto respondia o seu comentário e acho que também enquanto lia o Capítulo 03. Eu sou assim mesmo, às vezes tenho Dejavús e fico me perguntando o porque de isso acontecer, pois no caso, estou certo de que eu não havia lido a Fate e nem conversado exatamente do mesmo modo sobre ela com você.

Aguardarei o próximo capítulo. Cuide-se amigo! \o
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sab 29 Out 2011, 5:27 pm

@Rikaru: Digimon = Humanos, pelo menos para mim. Sobre resistências, bom, ainda tem MUITA coisa pra rolar na Fate, e quando digo MUITA, espere por 6 sagas com mais de 100 capítulos, oaueosues. Tecnologia, não espere carros voando, mas algo próximo a isso. Area 51 me expressei mal, ela só tem importância no começo da fanfic mesmo.. depois é só lembrança, e algo que aconteceu nela irá repercurtir nos caps finais da primeira saga. Não espere evoluções logo de começo, rs, capítulo 04 está cheio de surpresas, como eu te disse. E não, odeio de coração Peckmon, e quem vai ser colocado no lugar dele? Segunda saga se descobre. E porque só na segunda saga que Falcomon vai evoluir pra Seijukuki? Capítulo 04 se descobre.

De longe Benjamin veio de Ben10. Benjamin é o nome de um pers. que eu criei faz tempo, Benjamin Campbell. Sempre gostei de Mc em sobrenomes e como a fanfic engloba o destino de tudo e todos e tb é o nome da fic, saiu Benjamin McFate. Sobre digimons renascerem, digitamas, dados... vai ser explicado mais pra frente na fic! E eu posto aos domingos, mas resolvi postar no sábado... mas nem liga, porque quando chegar no capítulo 15 e eu postar enquanto escrevo, você vai saber o que é demora pra postar, OAUEOUSOES.

Melodee é um conjunto de tudo ligado a dor e o sofrimento. Seu passado é um tanto desconhecido e, embora ela odeie o irmão, eles lutam pelo mesmo ideal: o pendrive. Wisemon cegou Melodee porque não conseguiu matá-la. E porque não conseguiu matá-la? E como que Melodee usa perfeitamente um arco, como se tivesse olhos? Não, nada a ver com tecnologia. As respostas pra essas perguntas, só mais pra frente. Maximillian e Violentblade estão juntos no mesmo caminho, mas tem ideais diferentes. Duas palavras que definam os dois: Maxim, a sabedoria e Blade, o poder. Confuso? Não tão breve trarei a explicação.

De todos digivices eu curto mais o iC, não sei porque, talvez por ser mais sofisticado. Matadormon tem em Xros Wars Hunters, mas a ideia de usá-lo foi porque, pra mim, a linha evolutiva de Dracmon é a mais fodônica, "trevasmente" falando. E sim, Vion se parece um pouco com o Kiriha, e Drac com o Greymon, mas nem tudo é o que parece ser \o Fate está longe de ser frio e egoísta. Quem é assim é o Vion. E eles sempre foram e estarão unidos, não importa o que acontecer - foi a jura que fizeram na adolescência. Capítulo 04 vai ser totalmente dedicado a eles, então se prepare.

Como eu disse, Fate não é um parque de diversões, é a vida como se realmente existissem digimons. E cá entre nós, se um negão tarado visse uma Lilithmon andando pelas ruas EU DUVIDO que ele não faria nada com ela. É o que eu penso. rs Fate e a sua "rapida cura" é algo que os leitores antigos reclamavam também. Bom, posso te dizer que até o capítulo 15 haverão muitas partes assim, mas é como eu disse, é foda modificar isso.
Não é a última luta entre Falcomon x Matadormon/Dracmon, mas é a primeira e vai mostrar que ambos, quando se colidem, são os melhores lutadores digimon que existem. O D-Virus, que na verdade não é um vírus rs, é um projeto que Maxim/Blade estão juntos para tornar humanos em mestiços vai ser explicado futuramente. Algo mostrado no capítulo 04 dará uma pequena luz sobre o que eles pretendem na primeira saga.

Sobre você ter dejavus, eu tenho isso direto. Só digo uma coisa: leia a Fate por sua própria conta e risco, porque ela pode vir a acontecer. rs

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Mickey em Dom 30 Out 2011, 9:42 am

Osh! Muito bom, novamente!

A Dee apesar de cega é boa em mirar o alvo... coração de um querreiro *.*

Nossa, um encontro que não gerou abraços e sorrisos... hauahau isso que é ódio...
Continuo apostando no Fate! E que se não fosse a surpresa a situação seria diferente!

Hauahauau agora cai na resada quando o Kid falou que o Fate acabou ficando com a garota no tempo da escola!
Isso é definitivamente ÓDIO! hauahau mais comico... da para imaginar a cena... o Fate com sua cara de bobo com a garota e o Kid com os seus músculos com raiva!

Interessante como são "criados" mestiços... acho que fiquei na dúvida. Me corrija!

#1 = Digimon
#2 = Humano
#3 = Digimon+Humano=Mestiço
#4 = Humano+ARMA+DADOS Digimon = Mestiço Artificial
#5 = Digimon+ARMA+DNA Humano = existirá na história? xD

Hauahuahau muito bem heim Polli!

Aguardando o desfecho deste duplo encontro com o passado do Fate!


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Re: Digimon Fate

Mensagem por Marcy em Dom 30 Out 2011, 4:17 pm

Eu já tinha lido o primeiro capítulo no fórum antigo, e agora pode ter certeza que lerei todos.

Só pelo 3º capítulo e pela sua explicação, já consigo imaginar o Ben e o Vion como uma espécie de Ash/Gary, rsrsrs; mas, pensando bem, acho que é esse tipo de rivalidade que você planeja.

Dee e Renamon se comunicaram telepaticamente; e, além disso, Dee conseguiu mirar suas flechas com precisão mesmo não enxergando. Lá vou eu relembrar Pokémon, porque essa "técnica" me pareceu algo relacionado com aura, como no 8º filme dos monstrinhos de bolso ("Lucario e o Mistério de Mew"), onde aparece o Lucario (que lê as auras de todas as coisas, vê sem precisar dos olhos e se comunica por telepatia).

A ideia de mestiços de digimon e humanos me pareceu interessante. Se puder, procure nos explicar como que uma matéria orgânica (humano) pode receber algo (dados) e ser profundamente afetado, trazendo esses dados como parte de seu ser. Claro, isso se trata de uma ficção, mas se você torná-la mágica, ficaria muito mais interessante.

Uma breve explicação de Ficção Mágica: é aquele tipo de ficção que, por trás de tudo, traz uma explicação lógica para os acontecimentos. Simplificando: uma coisa pode não existir na realidade, mas se o escritor conseguir explicá-la com precisão, o leitor pode até achar que essa coisa existe. Ficção Mágica é o contrário de Ficção Fantástica, que é quando os personagens aceitam os fatos (considerados na realidade irreais) como se fossem normais.

Entretanto, amei a fanfic! Só fico pensando no conteúdo que tem nesse pendrive...

Aguardo o próximo capítulo!
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Dom 30 Out 2011, 9:54 pm

@Mickey: Grato pela presença e pelo elogio, espero que continue gostando da fanfic \o Melodee conseguir ser boa na mira e no arco e flecha não é algo normal, é uma espécie de, digamos, um poder que ela adquiriu treinando. Isso vai ser explicado mais pra frente na fanfic. Ela vai sentir ódio de Fate até cair na realidade, pois ela não está com ódio, ela está tomada pelo ódio, o ódio está controlando ela. E Fate, como sendo um verdadeiro irmão, sempre vai tentar não agredir sua irmã, pois sabe que, lá no fundo, uma garotinha inocente derrama suas lágrimas.

Benjamin e Kid sempre foram melhores amigos mas, acredite, se não fosse Kid, Benjamin nunca ia ter ficado com Felicia. Kid é a base e Benjamin é o resto da pirâmide, suponhamos. Sobre os mestiços, há muita coisa por trás dessa "terceira raça". Os mestiços originais são aqueles que nascem de um cruzamento entre um ser humano com um digimon. Imagine um homem tendo relações sexuais com uma Renamon; nascerá uma mulher normal, mas com olhos azuis e um rabo amarelo. E que soprará gelo. É mais ou menos isso.

Mestiço artificial é um humano que recebe um tiro de uma arma, em que a bala contenha dados que, ao penetrar no corpo do humano, esses dados passam a percorrer pelo seu sistema circulatório. O sangue leva os dados para todas as partes do corpo e esse humano ganha características dos dados do digimon que continha na bala. Há também o método de seringa, mas o mais usado é o de arma. E isso é algo que acontece por trás das cortinas - ou seja, é um projeto que o mundo humano desconhece. Por quê? A história explicará.

E não, não tinha pensado na hipótese de um digimon virar humano. Afinal, digamos que digimons já evoluem, e que um humano se transformar em digimon e virar mestiço temporariamente é uma espécie de evolução temporária. Novamente, obrigado por acompanhar a fanfic e espero que continue conosco! Abraços.

@Marcy: Agradeço a presença e espero que continue acompanhando a fanfic!

Benjamin e Kid, como vocês puderam perceber, é mais ou menos Ash e Gary, mas eu diria que se aproximam mais de Goku e Vegeta. São como irmãos, que sempre brigam e apesar de sempre se ajudarem, um quer sempre ser melhor que o outro, mas ambos acabam sendo melhores juntos, e não separados. A treta deles vai longe na fanfic, mas quem curte uma amizade que transcede qualquer outro tipo de relacionamento, vai ser mostrado na fanfic.

Melodee, como disse anteriormente, adquiriu essa habilidade de ecolocalização - algo semelhante aos morcegos. Ela tem seus outros sentidos bastante aguçados por causa de um treinamento árduo que teve que passar após sua cegueira. E Renamon também, a digimon raposa não é cega, mas consegue se comunicar com Dee através do coração. É aquela ligação humano-digimon.

Nos laboratórios, se não me engano, se criam todos os dias misturas de DNA. Esses dias atrás no discovery se não me engano, eu vi o Ligre - mistura de Leão com Tigre - uma espécie de felino grande e alto, porém bastante preguiçoso (talvez um erro que deu no DNA). Esse método de transformar humano em digimon com dados de um monstro digital é como se você fosse injetar uma droga em um humano, mas com um revólver ou até mesmo seringa, mas isso é temporário. Funciona basicamente assim.

O conteúdo do pendrive é realmente um dos maiores mistérios da fanfic. Se não o maior. Não digo que seu conteúdo será revelado agora, mas futuramente, sim. Obrigado novamente por acompanhar e fique no aguardo do capítulo 04, onde mostraremos a continuação da batalha Fate/Falcomon x Vion/Matadormon, e o desfecho da Area 51.

Abraços!



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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Qua 02 Nov 2011, 9:39 pm

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Digimon = Humanos, pelo menos para mim. Sobre resistências, bom, ainda tem MUITA coisa pra rolar na Fate, e quando digo MUITA, espere por 6 sagas com mais de 100 capítulos, oaueosues. Tecnologia, não espere carros voando, mas algo próximo a isso.

Area 51 me expressei mal, ela só tem importância no começo da fanfic mesmo.. depois é só lembrança, e algo que aconteceu nela irá repercurtir nos caps finais da primeira saga. Não espere evoluções logo de começo, rs, capítulo 04 está cheio de surpresas, como eu te disse. E não, odeio de coração Peckmon, e quem vai ser colocado no lugar dele? Segunda saga se descobre. E porque só na segunda saga que Falcomon vai evoluir pra Seijukuki? Capítulo 04 se descobre.

De longe Benjamin veio de Ben10. Benjamin é o nome de um pers. que eu criei faz tempo, Benjamin Campbell. Sempre gostei de Mc em sobrenomes e como a fanfic engloba o destino de tudo e todos e tb é o nome da fic, saiu Benjamin McFate. Sobre digimons renascerem, digitamas, dados... vai ser explicado mais pra frente na fic! E eu posto aos domingos, mas resolvi postar no sábado... mas nem liga, porque quando chegar no capítulo 15 e eu postar enquanto escrevo, você vai saber o que é demora pra postar, OAUEOUSOES.

Melodee é um conjunto de tudo ligado a dor e o sofrimento. Seu passado é um tanto desconhecido e, embora ela odeie o irmão, eles lutam pelo mesmo ideal: o pendrive. Wisemon cegou Melodee porque não conseguiu matá-la. E porque não conseguiu matá-la? E como que Melodee usa perfeitamente um arco, como se tivesse olhos? Não, nada a ver com tecnologia. As respostas pra essas perguntas, só mais pra frente. Maximillian e Violentblade estão juntos no mesmo caminho, mas tem ideais diferentes. Duas palavras que definam os dois: Maxim, a sabedoria e Blade, o poder. Confuso? Não tão breve trarei a explicação.

De todos digivices eu curto mais o iC, não sei porque, talvez por ser mais sofisticado. Matadormon tem em Xros Wars Hunters, mas a ideia de usá-lo foi porque, pra mim, a linha evolutiva de Dracmon é a mais fodônica, "trevasmente" falando. E sim, Vion se parece um pouco com o Kiriha, e Drac com o Greymon, mas nem tudo é o que parece ser \o Fate está longe de ser frio e egoísta. Quem é assim é o Vion. E eles sempre foram e estarão unidos, não importa o que acontecer - foi a jura que fizeram na adolescência. Capítulo 04 vai ser totalmente dedicado a eles, então se prepare.

Como eu disse, Fate não é um parque de diversões, é a vida como se realmente existissem digimons. E cá entre nós, se um negão tarado visse uma Lilithmon andando pelas ruas EU DUVIDO que ele não faria nada com ela. É o que eu penso. rs Fate e a sua "rapida cura" é algo que os leitores antigos reclamavam também. Bom, posso te dizer que até o capítulo 15 haverão muitas partes assim, mas é como eu disse, é foda modificar isso.

Não é a última luta entre Falcomon x Matadormon/Dracmon, mas é a primeira e vai mostrar que ambos, quando se colidem, são os melhores lutadores digimon que existem. O D-Virus, que na verdade não é um vírus rs, é um projeto que Maxim/Blade estão juntos para tornar humanos em mestiços vai ser explicado futuramente. Algo mostrado no capítulo 04 dará uma pequena luz sobre o que eles pretendem na primeira saga.

Sobre você ter dejavus, eu tenho isso direto. Só digo uma coisa: leia a Fate por sua própria conta e risco, porque ela pode vir a acontecer. rs

Wow, 6 Sagas com mais de 100 Capítulos. .o. Você realmente está muito confiante e parece que haverão muitos temas à serem abordados na Fanfic. Isso me deixa feliz, pois se a Fanfic será tão longa assim, significa que as idéias não são muito limitadas e será algo incrível de se ler. \o

Sem problema, eu sei que você fechará este elemento da Fanfic muito bem. Estou curioso para saber quais são seus planos para a Fanfic, não haverá evoluções no começo, o Falcomon só evoluirá na Saga 02, haverá um substituto para o Peckmon, enfim, as surpresas não são poucas e você sabe como nos deixar ansiosos para saber mais. rsrsrsrs

Agora compreendo a origem do nome Benjamin McFate, é bem pensado. Mais mistérios que você criou e que atiçam a minha curiosidade. xD Espero que você mantenha um tempo mínimo não muito longo entre os capítulos, afinal, se tivermos que esperar mais de 1 mês por todos os capítulos, então realmente será muito cansativo e você poderá perder leitores acredito eu.

Ótimo, mais mistérios. u.u Mesmo ela tendo tido um pouco mais de foco no Capítulo 03, eu ainda espero mais desenvolvimento da Melodee, não apenas do seu passado que envolve seus mistérios, mas de sua personalidade, seu dia a dia, enfim, quero vê-la bem desenvolvida com o tempo. Maxim-G busca a sabedoria e o V-Blade busca o poder?

Isto é realmente bem intrigante. Imagino que o Maxim-G deseje adquirir mais conhecimento à respeito dos Digimon e o que a existência deles juntamente com os humanos pode ocasionar. Ele deve possuir algum propósito benéfico aos seres humanos, talvez evitar desastres no planeta ou até mesmo, entender mais uma espécie que divide o planeta com os humanos.

Talvez com o conhecimento profundo dos Digimon e do modo como eles afetam os humanos e o planeta, seja para um dia poder manter a segurança e a paz para e entre as duas espécies. Já o V-Blade, provavelmente ele deseja controlar seres até mais poderosos que os Digimon, assim podendo assumir o controle das duas espécies e de todo o planeta ou até de todo o universo sem nenhum obstáculo que possa atrapalhar seus planos.

Eu não me recordo bem de como é o iC, mas do pouco que sei dele, - mesmo sem ter assistido Savers - ele é muito útil. Ah, acabei de me lembrar, eu li o Mangá Digimon Next e adorei as funcionalidades do iC, principalmente poder materializar objetos e até alimentos. O Dracumon é realmente incrível, ele merecia destaque no Anime, mas não com aquele Digimon como Perfect dele, eu prefero o Matadrmon, ele é muito mais foda e combina mais com ele.

Sim, eu percebo que nem tudo é o que parece em Digimon Fate, mas isso é uma emoção à mais, causa um êxtase de tanta ansiedade que tenho de saber mais sobre a história, sobre seus mistérios e tudo mais. Eu gostei da personalidade do Vion, ela é oposta à do Fate, mas não ao extremo, tanto é que eles parecem ter algum tipo de ligação e pelo que você disse, é por eles terem sido grandes amigos durante a adolescência.

Eu admiro a realidade que você deseja passar com a Fanfic, até o momento não houve nada tão extraordinário que não poderia ter acontecido caso Digimon existissem. Eu duvido é que um humano iria assediar uma Digimon, no caso da Lilithmon, ela precisaria apenas perfurar o negão com as suas unhas e ele morreria. hahahahahahaha xD

E não se preocupe, eu sei que não é possível mudar isso sem ser necessário mudar toda a história, então como eu disse, siga em frente e corrija seus erros de agora em diante. ;D Os melhores lutadores? Opa, é isso que eu quero ver, uma batalha de verdade, com riscos, com êxtase, com suor, enfim, os dois dando seu máximo para vencer. Estou curioso para saber o que irá interromper esta batalha ou se ela será finalizada e caso seja, o que acontecerá depois.

Eu gostei de chamar D-Virus, pois é o mesmo que chamar remédio de droga, pois ele é uma droga, um composto químico que altera o organismo humano. Use Resident Evil como referência, o T-Virus altera o DNA dos humanos, assim como o composto de dados de Digimon faz na sua Fanfic. =P

Irei aguardar para essa pequena luz que irá nos revelar um camiho para descobrir o que o Maxim-G e o V-Blade pretendem. E também desejo saber mais sobre os Mestiços, saber desde quando humanos e Digimon se relacionam sexualmente, como é este processo de reprodução entre duas espécies diferentes, saber se Mestiços são muito diferentes dos humanos no sentido de serem descontrolados, enfim, são muitas dúvidas. xD

Você também tem Dejavús? Que legal. Bem, porque tenho que ter cuidado? A história da Digimon Fate se tornará realidade? xD Bem, brincadeiras à parte, eu gosto de ter Dejavús e mais ainda se são relacionados à algo que gosto. Seria realmente incrível se no futuro existir um Game de Realidade Virtual em que eu pudesse viver na dimensão da Digimon Fate, poder passar pelas mesmas situações que o Fate ou que algum outro personagem, enfim, vivenciar esta dimensão. \o


Leonardo Polli escreveu:@Mickey: Grato pela presença e pelo elogio, espero que continue gostando da fanfic \o Melodee conseguir ser boa na mira e no arco e flecha não é algo normal, é uma espécie de, digamos, um poder que ela adquiriu treinando. Isso vai ser explicado mais pra frente na fanfic. Ela vai sentir ódio de Fate até cair na realidade, pois ela não está com ódio, ela está tomada pelo ódio, o ódio está controlando ela. E Fate, como sendo um verdadeiro irmão, sempre vai tentar não agredir sua irmã, pois sabe que, lá no fundo, uma garotinha inocente derrama suas lágrimas.

@Marcy: Melodee, como disse anteriormente, adquiriu essa habilidade de ecolocalização - algo semelhante aos morcegos. Ela tem seus outros sentidos bastante aguçados por causa de um treinamento árduo que teve que passar após sua cegueira. E Renamon também, a digimon raposa não é cega, mas consegue se comunicar com Dee através do coração. É aquela ligação humano-digimon.

Eu imaginava que o motivo de a Melodee ser boa com o arco e flecha mesmo sendo cega foi que o Wisemon tivesse dado um poder à ela que afeta seus olhos e por isso ela não precisava ver para saber a localização das pessoas, enfim, uma idéia bem viajada. rsrsrs É interessante ela ter trabalhado seus outros sentidos, ela com certeza precisaria deles já que o principal e acredito que o mais necessário que é a visão, ela não terá mais.

Espero que ela não perceba que este ódio que ela sente é errado, tão depressa. Na minha opinião isso tem potencial para ser abordado um pouco mais, afinal, as Sagas serão gigantes, então acho que não haverá problema. xD Fico feliz pelo Fate demonstrar ser um bom irmão, pois há pessoas que não se importariam com o bem estar de seus irmãos e se esta situação fosse real, talvez a pessoa no lugar do Fate teria matado sua irmã.

Há duas coisas intrigantes. Você falou que ela está sendo controlada pelo ódio, será que é algum ser que a está fazendo sentir ódio, se aproveitando da fragilidade dela para controlá-la ou é apenas o sentimento que está muito forte por causa das mágoas em seu coração que a deixam cega para a verdade? A segunda coisa que me intriga é esta relação Humano-Digimon, será que a ligação é tão forte à ponto de permitir telepatia?


Leonardo Polli escreveu:@Mickey:Benjamin e Kid sempre foram melhores amigos mas, acredite, se não fosse Kid, Benjamin nunca ia ter ficado com Felicia. Kid é a base e Benjamin é o resto da pirâmide, suponhamos.

@Marcy: Benjamin e Kid, como vocês puderam perceber, é mais ou menos Ash e Gary, mas eu diria que se aproximam mais de Goku e Vegeta. São como irmãos, que sempre brigam e apesar de sempre se ajudarem, um quer sempre ser melhor que o outro, mas ambos acabam sendo melhores juntos, e não separados. A treta deles vai longe na fanfic, mas quem curte uma amizade que transcede qualquer outro tipo de relacionamento, vai ser mostrado na fanfic.

Eu não curto apenas, eu realmente gosto muito de uma amizade assim, inclusive eu tenho uma amizade assim. *-* Bem, uma amizade à nível de Goku e Vegeta é realmente muito interessante, até eu que não assisti Dragon Ball Z e GT inteiros, sei que é uma grande amizade encoberta por uma rivalidade de certa forma infantil.

Enquanto o Fate é o lado bom e feliz, o Vion é o lado mal e infeliz, talvez pelo que aconteceu entre os dois, o Vion pode ter nutrido um ódio pelo Fate, assim criando a rivalidade entre ambos. Não sei bem como você pretende abordar isto, mas espero que não termine com a rivalidade, que faça algo no estilo Goku e Vegeta mesmo, irmãos que não vivem um sem o outro e que precisam ser rivais por não aceitarem a amizade que os une - ao menos por parte do Vegeta e do Vion. rsrsrs


Leonardo Polli escreveu:@Mickey:Sobre os mestiços, há muita coisa por trás dessa "terceira raça". Os mestiços originais são aqueles que nascem de um cruzamento entre um ser humano com um digimon. Imagine um homem tendo relações sexuais com uma Renamon; nascerá uma mulher normal, mas com olhos azuis e um rabo amarelo. E que soprará gelo. É mais ou menos isso.

Mestiço artificial é um humano que recebe um tiro de uma arma, em que a bala contenha dados que, ao penetrar no corpo do humano, esses dados passam a percorrer pelo seu sistema circulatório. O sangue leva os dados para todas as partes do corpo e esse humano ganha características dos dados do digimon que continha na bala. Há também o método de seringa, mas o mais usado é o de arma. E isso é algo que acontece por trás das cortinas - ou seja, é um projeto que o mundo humano desconhece. Por quê? A história explicará.

E não, não tinha pensado na hipótese de um digimon virar humano. Afinal, digamos que digimons já evoluem, e que um humano se transformar em digimon e virar mestiço temporariamente é uma espécie de evolução temporária. Novamente, obrigado por acompanhar a fanfic e espero que continue conosco! Abraços.

@Marcy: Nos laboratórios, se não me engano, se criam todos os dias misturas de DNA. Esses dias atrás no discovery se não me engano, eu vi o Ligre - mistura de Leão com Tigre - uma espécie de felino grande e alto, porém bastante preguiçoso (talvez um erro que deu no DNA). Esse método de transformar humano em digimon com dados de um monstro digital é como se você fosse injetar uma droga em um humano, mas com um revólver ou até mesmo seringa, mas isso é temporário. Funciona basicamente assim.

Eu acredito ter entendido mais sobre os Mestiços, é um elemento bem intrigante da Fanfic. Respondendo à dúvida do Mickey, se fosse injetado DNA Humano em Digimon, nasceriam os Mestiços Artificiais, simples assim. Afinal, se um Humano com o DNA Digimon se torna um Mestiço, um meio termo, com um Digimon que tem seu DNA unido ao DNA Humano acontece o mesmo.

Acredito que não deva ser dito que são Dados de Digimon e sim DNA de Digimon. Porque? Os Digimon não estão no Digital World, não estão recebendo energia digital, se tornaram seres vivos que sentem dores, tem ferimentos, sangram. Enfim, eles são uma outra espécie que no Human World adquirem a mesma estrutura genética dos Humanos. Esse é o modo que vejo isso.

Bem, eu gostei da idéia dos Mestiços, até pelo fato de eles adquirirem poderes. Algo que me intrigou é que, na Fanfic é dito que os Mestiços Artificiais H-D apenas ganham a aparência e a força de um Digimon, mas então os Mestiços Originais são os únicos que possuem poderes, nem mesmo os Mestiços Artificiais D-H possuem?

Obs: Mestiços Artificiais H-D se refere aos Humanos com DNA Digimon e Mestiços Artificiais D-H se refere aos Digimon com DNa Humano. Inventei isso agora. =P


Leonardo Polli escreveu:@Marcy: O conteúdo do pendrive é realmente um dos maiores mistérios da fanfic. Se não o maior. Não digo que seu conteúdo será revelado agora, mas futuramente, sim.

Espera, então o foco principal de TODA a Fanfic é o Pendrive? Em TODAS as Sagas? O.o Espero que não Leo-kun, espero que você amplie a dimensão da Fanfic, a história da mesma muito mais e aborde diferentes temas. Claro, não sei do que se trata o Pendrive e nem o que acontecerá com ele para dizer que ficaria ruim abordá-lo em toda a Fanfic como foco principal, mas deixo aqui a minha opinião. ;D

Marcy escreveu:Uma breve explicação de Ficção Mágica: é aquele tipo de ficção que, por trás de tudo, traz uma explicação lógica para os acontecimentos. Simplificando: uma coisa pode não existir na realidade, mas se o escritor conseguir explicá-la com precisão, o leitor pode até achar que essa coisa existe. Ficção Mágica é o contrário de Ficção Fantástica, que é quando os personagens aceitam os fatos (considerados na realidade irreais) como se fossem normais.

Eu não entendo muito disso, mas me interessei pela Ficção Mágica, com certeza muito melhor que a Ficção Fantástica. Claro que não deve ser possível ter uma grande lógica em tudo, mas fazer algo com um objetivo, com uma explicação, mesmo que mínima ao invés de fazer os personagens aceitarem e não compreenderem realmente, na minha opinião é muito melhor.

Bem, estarei no aguardo pelo Capítulo 04 para ver a batalha entre o Falcomon e o Dracumon/Matadrmon, além de saber como irá terminar esta parte na Area 51. Desculpe a demora em responder Leo-kun, mas fiquei afastado do fórum nos 3 últimos dias. Parabéns pelas grandes idéias e pelo desenvolvimento da Digimon Fate. Cuide-se e até outra hora! \o
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Qua 02 Nov 2011, 11:39 pm

@Rikaru: Exatamente, creio que para mim terminar a Fate levará um pouco menos que 10 anos. Haverá evoluções no começo sim, e no capítulo 04 Falcomon também vai evoluir, relaxa kk. Melodee vai ser bem desenvolvida, relaxa. Gosto de fazer personagens com personalidades próprias justamente para isso - eles começam de um jeito e conforme o tempo passa, vão mudando. Maxim é sabedoria e Blade o poder - mas, saiba que Maxim não é do jeito que você pensa. Nem um pouco, rs. Violentblade anseia pelo poder e vai fazer de tudo para ser o melhor e mais forte ser existente. Talvez ele compartilhe o mesmo ideal que Maxim. Talvez.

O Vion, se não me engano, vai ser o personagem mais trabalhado da história - bem mais que o Fate. Ele estará sujeito a inúmeras mudanças e isso estará sempre presente na fanfic. Sobre a relação de digimons x humanos x mestiços desde os primórdios, será explicado no decorrer da fic. Provavelmente pode acontecer, kkk :b

Melodee e sua relação com Wisemon vai demorar um pouco pra ser explicado, mas é algo que pode deixar os leitores de queixo caído. Digimon Fate é inteira assim - é o que parece, tá na cara que é aquilo mas, no fim, não é. hehe Sim, pouco a pouco ela vai cair na real. E Fate é aquele tipo de pessoa que a felicidade dos outros é a sua felicidade. Ele nunca iria machucar a sua irmã, e não só na batalha do 03. E, não. O ódio em si está controlando Melodee. Quando você ama alguém, não é controlado pelo amor e faz tudo pelo amor? Então. O mesmo caso de Dee, mas estamos falando do ódio.

Fate o lado bom e o feliz, Vion o lado mal e infeliz - é o que parece, mas, mais uma vez, pode não ser, rs. E sobre os digimons, é basicamente isso - convivendo no Human World, os digimons viraram monstros comuns, mas com habilidades e poderes de digimon, e lógico, a fala. E não existem Digimons com DNA humano, apenas Humanos com DNA Digimon. E sim, os H-D ganham a aparência e força e os Mestiços Originais são humanos, que possúem poderes e características/partes do corpo do digimon em questão.

O foco principal da fanfic não é o pendrive em si, mas o que gera toda a história é o pendrive. Ao leito da morte, o avô de Fate disse a ele para procurar o pendrive, porque se caísse em mãos erradas os dois mundos correriam grande perigo. Então, Fate vai em busca do pendrive, e digamos que Digimon Fate é gerada pelo pendrive. O objeto será foco total apenas na primeira saga - tal qual o nome, Em Busca do Desconhecido. As outras sagas cada qual terá um outro foco em específico, mas o pendrive sempre será o maior mistério da trama.

Capítulo 04 vai matar algumas de suas dúvidas e levantar outras no sábado ou no domingo. Aguarde até lá \o Abraços.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Qui 03 Nov 2011, 10:02 am

Acredite Leo-kun, eu fico imensamente feliz por saber que você pretende se aprofundar tanto na Digimon Fate à ponto de demorar quase uma década para terminá-la. Eu espero um dia escrever uma história tão completa assim, tão profunda e bem desenvolvida à ponto de prolongá-la por muito tempo. ^^

Você havia dito que o Falcomon evoluiria apenas na Saga 02. --''' Eu estou relaxado, só estou muito empolgado e ansioso com a sua Fanfic. Eu compreendo seu ponto de vista, mas não exagere, pois não é necessário que um personagem mude extremamente com o decorrer da Fic, alguns podem manter a sua personalidade próxima à inicial.

Você fica me provocando, me deixando cheios de dúvidas, seu chato. u.u Eu achei que havia entendido o Maxim-G e o V-Blade, mas você acaba com as minhas hipóteses. Bem, só resta aguardar para descobrir mais sobre isso, acho até que irei parar de fazer hipóteses, pois elas sempre estão erradas. T^T

O Vion será mais trabalhado que o Fate? Hmmm, interessante.... Acredito que ele terá alguma grande importância e até afete muito o destino do Fate, talvez por isso seja melhor trabalhado, por haver esta necessidade para o decorrer da história e até para o destino dos outros personagens ser formado da melhor forma possível. Certo, certo, aguardarei a explicação. u.u

Sinceramente, você está me surpreendendo mais com as suas respostas aos nossos comentários do que com a Fanfic, você deixa mais e mais dúvidas nos seus comentários, faz com que eu crie hipóteses, me deixa ansioso e talvez até agoniado, enfim, você está me deixando cada vez mais preso à Digimon Fate, você é realmente muito maldoso. u.u

Gosto desse tipo de personalidade que o Fate tem, eu sou parecido com ele. Era só uma dúvida mesmo, mas agora já está explicado, são so próprios sentimentos da Melodee que a estão afetando, afetando seu julgamento sobre o Fate, sobre o que ele fez e por isso ela quer vingança pelo sofrimento que ele a fez passar. Isso é incrível, estou muito entusiasmado. \o

Pare de quebrar as minhas hipóteses. u.u Se bem que, você pode estar tentando desviar meu foco. Bem, eu continuarei criando as minhas hipóteses e tentando descobrir mais sobre os elementos abordados na Digimon Fate, descobrir mais sobre o que os personagens pretendem, o que irá acontecer com eles, enfim, quero tentar descobrir tudo antes de ser explicado. \o

Não quis dizer que foi a convivência, eu quis dizer que foi eles terem ido ao Human World, pois a estrutura desta dimensão não é como a do Digital World, então obviamente a estrutura genética dos Digimon mudaria para como a de seres vivos desta dimensão, porém mantendo suas habilidades. Em resumo, eles deixaram de ser dados para serem de carne e osso. ;D

Você realmente não me entendeu. Se um Mestiço Original nasce da relação de um Humano com um Digimon, então ele será AO MESMO TEMPO um Humano com DNA Digimon e um Digimon com um DNA Humano, ele não nasceu nem um Humano e nem um Digimon para ser considerado apenas uma das opções. Já os Mestiços Artificiais, eles sim podem ser classificados em apenas uma das opções, dependendo de qual era a espécie original dele.

Sim, o ponto inicial da história foi o Pendrive, mas com o tempo irão surgindo novos focos, outros objetivos para os personagens e isso é muito bom, pois deixar a Fic sempre com o mesmo foco pode torná-la monótona e não dará tanta liberdade para abordar diversos assuntos. Estou curioso para saber o que o Pendrive contém para ameaçar as duas dimensões e claro, saber como a Area 51 colocou as suas mãos nele, isso se não foram eles que o criaram.

Eu imaginava que você responderia o meu comentário com outro grande, mas você conseguiu diminuir a sua resposta e ainda assim responder tudo que eu disse. =P Bem, espero grandes coisas do Capítulo 04, espero esclarecer algumas dúvidas e criar hipóteses para as novas. \o
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sex 04 Nov 2011, 10:46 pm

@Rikaru: Na verdade, não é por acaso que a Fate vai durar 10 anos pra terminar. Eu tenho 15 anos. Daqui 10 anos, vou ter 25. Fate em 25 anos. Tire suas próprias conclusões, aoeusoue. Não. Eu tinha falado que o Falcomon não evoluiria para Seijukuki no Capítulo 04, somente na saga 2. No capítulo 04 ele evolui sim. "Relaxa" é uma expressão, uma gíria, não é pra você relaxar de verdade... aoeuosue. Sobre te irritar e foder com as suas hipóteses, nãaaao, é porque eu gosto de fazer isso mesmo, se chama suspense ;p OAUSOAUEO.

O Vion é realmente uma longa história. Acho que a fanfic devia se chamar Digimon Vion, oaeuosues. Fate e Vion estão pau a pau no quesito importância, mas o Vion tem mais influência. Esse é o meu dever. Fate é isso. A ação te excita, o drama faz você chorar de verdade, o suspense te prende e o mistério te deixa em agonia. Adoro isso. aoeusoue O Fate, na verdade, sou eu. A minha personalidade toda está nele, por isso chamo o Fate de meu alterego, ou eu daqui 10 anos, aoeusoue. Sem contar que o Vion é baseado no meu melhor amigo, Felicia na menina que eu gostava, e por ai vai.

Exatamente. Assim como nós, humanos, éramos peixes, viemos para a terra e nos transformarmos em macacos e de macacos viramos homens, a teoria é basicamente essa que se falou. Adaptação. E sobre o mestiço é desse jeito que se falou mesmo. Nem Digimon, nem Humano. Mestiço. O conteúdo do pendrive continuará sendo um mistério. aeousue. E não, não foi a Area 51 que criou o pendrive. O pendrive é da época do começo da Lei de Éden - algo a ser explicado no capítulo 07 -, algo em que o avô de Fate trabalhou e que isso passou de pai para filho, como eles sendo guardiões. Acredite, a família de Benjamin Locks McFate tem muito mais a ver com Violentblade, Maxim, o pendrive e tudo do que você imagina... Nos futuros capítulos se vê porque. OAUSOAUEOUOEAU

Para a sua alegria, e a de outros leitores, e a tristeza de outros, que infelizmente não puderam acompanhar até o 03 ainda, vou postar o capítulo 04. Muita ação, socos, nego xingando e lembrando o passado, e um Fate muuuito, mas muuuuito cagão, e um final explosivo! OAUSOAUEOUS 04 se segue abajo.

P.S: O capítulo 04 ficou muito grande e, como ultrapassou o limite de caracteres do Forumeiros, tive que dividi-lo em dois posts. Espero que compreendam.


Última edição por Leonardo Polli em Sex 04 Nov 2011, 11:59 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sex 04 Nov 2011, 11:53 pm



Saga 01 - Em Busca do Desconhecido
Capítulo 04 - Explosão


Uma criatura estranha, que aparentava ser um ciborgue draconiano, estava correndo sobre um corredor longo, claro e extenso. Tal criatura tinha mais ou menos dois metros de altura, era revestida por uma armadura verde acinzentada, possuía um rabo, cinco dedos metálicos em cada mão e garras planas no local dos pés. Possuía dois olhos, sendo que um deles era biônico e o outro normal. Presos aos ombros, dois propulsores, que permitiam a ela uma melhor locomoção. Ao topo de seu elmo, algo semelhante a um chifre metálico, com a ponta amarela. Em sua mão direita estava empunhada uma faca.

Um pouco distante a criatura, mas em paralelo a ela, corria um homem, de cerca de um metro e oitenta de altura. Tinha feições japonesas, olhos castanhos e cabelos negros e bagunçados. Tinha um físico definido, braços musculosos sob uma camisa social branca e uma gravata azul-escura. A camisa estava por dentro de calças skinny azul-escuras, que estava presa por um cinto social preto. Ainda por cima, a camisa estava um pouco afrouxada, o que não permitia a visão concreta do cinto, ou seja, tampava-o. Este mesmo homem usava tênis All-Star, numa bela combinação de cores preto e branco. Estranhamente, segurava uma grande foice nas mãos.

O mais incrível era que, quanto mais corriam, os monstros horrendos que estavam perseguindo-os chegavam ainda mais perto. Os dois já estavam cansados de tanto correr.

Havia feito mais ou menos dez minutos desde que Grim recebera uma mensagem em seu notebook, o remetente sendo Fate. O ex-agente da SWAT dizia em sua mensagem que estava correndo perigo, e que Vion e Dracmon - evoluído em Matadormon - estavam querendo matá-los. De começo, o japonês achou estranho. Não viam Vion há praticamente oito anos - desde que terminaram o Ensino Médio, mais conhecido como colegial -, o que levantou suspeita na cabeça dele. Estaria Kid planejando algo durante todos esses anos longe de seus grandes amigos para que, após todo esse tempo, ressurgir das cinzas e matá-los, sem qualquer explicação sincera?

Tudo estava muito confuso. Suor pingava em grande quantidade do rosto do japonês, demonstrando o tamanho de seu cansaço. Começou a pensar que tudo aquilo – a invasão - não estava valendo a pena. Melodee voltou. Ela não estava morta. Mas, ele não sabia disso. De tudo aquilo que estava ocorrendo com Fate, Grim tinha conhecimento apenas de que Vion estava querendo matar ele e Falcomon. Pra ele, Dee e Renamon estavam mortas.

O ciborgue draconiano não estava mais com tanto pique.

- Desisto. - disse, parando. Grim fez o mesmo, e os perseguidores o seguiram em coro. Sealsdramon se virou, encarando os monstros. - Vocês querem morrer. Então, Sealsdramon vai fazer isso por vocês.

Os monstros encaravam a dupla com faces estranhas e determinadas, aparentava que não estavam ali para brincadeiras. Um deles - o mais feio, pra ser mais exato -, estava há frente do restante. Com ar confiante, se posicionava em modo de batalha.

- Vocês dois são muito bons, de fato. - comentou o digimon, que era um gorila de pelagem branca e pele negra. Ao invés de uma mão direita, havia no lugar um canhão, ligado a tubos, que varavam todo seu braço direito, que estava sem pelagem nenhuma. Havia cintos amarrados na coxa esquerda; suas orelhas eram pontudas e seus olhos negros. Era um pouco maior que o ciborgue draconiano. - Burlaram duas vezes os sistemas de defesa e, ainda por cima, mataram facilmente mais de cem digimons. Devo admitir que...

- Death Behind!

Cansado de ouvir palavras sem sentido, Sealsdramon deu um salto mortal e caiu de pé, atrás do grande gorila. Num ato em vão, virou-se, e fincou sua faca nas costas do digimon. Por incrível que pareça, a faca atravessou o monstro, e seu corpo se transformou em linhas verdes, verticais e horizontais, que formavam a silhueta do gorila. No mesmo momento, os olhos do ciborgue, mesmo sendo robóticos, ficaram maiores. Sealsdramon foi enganado.

Era um holograma.

- Energy Cannon!

Do canhão do verdadeiro Gorimon foi disparada uma grande esfera de energia, de cor roxa. Sealsdramon foi atingido em cheio por trás, sendo arremessado na direção de Grim. O japonês, que estava cansado de tanto correr, não conseguiu desviar, e serviu como a parede de seu digimon, que derrubou-o. Um ficou em cima do outro, enquanto o gorila de pelagem branca ria diabolicamente.

- Hahaha! - olhava para o teto, e não parava de rir, enquanto Joshua Kasagrim e Sealsdramon saíam um de cima do outro, posicionando-se de pé. - Terão que passar por cima do meu cadáver antes de chegar ao seu amiguinho Fate.

----------------------------------------

- Esse desgraçado está acabando com nossos planos, Maxim.

Violentblade estava agora em uma sala, ao lado do presidente dos EUA. Conversavam sobre os intrusos - que já não eram mais "supostos" - que estavam causando problemas pelas instalações da Area 51. A sala se tratava de um local grande, onde se encontravam estantes repletas de livros, uma máquina de refrigerantes, ventiladores de última geração, e uma mesa em forma de arco ao fundo, com uma cadeira giratória atrás e em cima um computador. O chão era um carpete vermelho, as paredes eram cobertas por papéis de parede com o símbolo da Area 51, um extraterrestre verde, e o resto delas era vermelho. Janelas atrás da grande mesa refletiam uma grande quantia de luz, visto que o sol já havia aparecido. Afinal, já passavam das sete e meia da manhã.

- Devo concordar com você, Jefferson. - assentiu o presidente, sentado em uma cadeira próxima à mesa. - Há anos que ele procura o pendrive do avô, mas não o encontra. Justo hoje, que estou aqui, ele vem. A irmã dele vem também, com aquela raposa sínica, e espanca aquele falcão sem noção e o próprio irmão. Depois, ela rouba o pendrive e foge. Daí você manda o Vion... Tá ficando maluco!?

Ficou bravo de uma hora pra outra, e levantou-se. O Comandante Blade ficou um pouco assustado. - Se eu mandasse qualquer outro agente, Fate iria matá-lo em um segundo. E você sabe disso. - disse o homem de topete. - Vion é o melhor agente da SWAT. Sempre muito determinado, não mede esforços com qualquer um. Ele é páreo para Fate; é capaz de até matá-lo.

A relação entre os dois da sala não estava muito boa, a discussão se aprofundava mais no assunto dos intrusos que estavam causando discórdia naquele edifício onde se situava há pouco tempo o famigerado pendrive.

- Mas, você sabe que eles eram melhores amigos na adolescência. Talvez ainda sejam. – retrucou o presidente Gallagher, acalmando-se um pouco. - Agora, deixemos tudo nas mãos do seu "melhor agente da SWAT". Vamos ver se ele presta mesmo.

- Pode deixar, senhor. - estralou os dedos, e colocou suas mãos na região das nádegas. Assentiu com a cabeça e, momentaneamente, deu um sorriso. - Faremos de tudo para que a operação Ressurection saia em perfeita ordem, presidente.

----------------------------------------

- É, parece que melhorou seus socos.

Fate estava em um dos lados do corredor, com a mão direita sobre o ombro esquerdo, enquanto girava o mesmo. Vion, do lado oposto, olhava com um sorriso maléfico, pois a balança pendia para seu lado; Fate estava tomando uma surra dele. O homem de cabelos longos, por outro lado, estava bastante atrapalhado. Quase nunca acertava um soco no rosto de Vion, porém sempre conseguia se desviar, tomando alguns socos fortes em pontos destacados, como o rosto e a barriga, estes que doíam muito.

- É impressão sua. - respondeu Kid, estralando os dedos.

Fate ficou encabulado com aquilo. Elogiou o amigo, pensando que iria receber algo admirável em troca. Mas, recebeu estralos. Isso irritava muito ele, e irritou-o no momento. Com cara enraivecida, disparou na direção de Vion, com o punho direito erguido, e o braço reto. Quando estava se aproximando, a poucos centímetros, desceu o punho na direção do homem de cabelos arrepiados e loiros, mas este desviou para o lado, fazendo com que Fate cambaleasse um pouco para frente. Então, rapidamente, Vion desceu com tudo seu cotovelo esquerdo, acertando bem no meio das costas de Benjamin, fazendo com que ele caísse de cara no chão. Sua boca ficou cortada.

Virou-se, e agarrou a gola do uniforme da SWAT que Benjamin estava trajando. Levantou-o, e trocou sua mão de lado, segurando a parte da frente da gola, onde ficava o pescoço. Colocou, então, sua mão nele. Subiu o homem para o alto, e olhou profundamente em seus olhos, enquanto do corte em seus lábios escorria sangue. Fate não conseguia respirar direito, e aparentava estar perdendo sua consciência, pois virava seus olhos a cada intervalo de dois segundos.

- O que vai fazer agora, Fate!? - perguntou Vioner, apertando mais forte o pescoço de Fate. - O que vai me dizer agora? Cadê seus conselhos de merda!?

- Nunca... Baixe... Sua... Retaguarda...

Com as poucas forças que possuía, o homem que estava erguido pelas mãos de Vion desferiu um chute violento bem na virilha dele, atingindo por conseqüência seu órgão sexual. Então, Vion, com muita dor lá embaixo, soltou sua mão do pescoço de Fate, e os dois caíram. Mas, por sorte, apenas Fate se safou da situação. Enquanto ele estava com um vermelhão por volta do pescoço, Vion se debatia no chão, com o corpo todo torcido, e as mãos colocadas onde recebera o chute.

- Seu filho da puta! Aaaaaaaah! Desgraçado! Acertou meu saco, seu merda! Aaaaaaaaah! - dizia aos berros, enquanto se contorcia e engolia rapidamente saliva.

- Isso é pra aprender... a não dizer que meus conselhos são "de merda". - disparou o homem de cabelos longos e ondulados, passando as mãos no pescoço e na boca, para limpar o sangue dela, e parar com a dor que estava sentindo em ambos locais. Sua respiração estava um pouco pesada, mas já mostrava sinais de recuperação.

Levantou-se, e começou a caminhar. Caminhava lentamente, talvez pelas escoriações que deviam estar por dentro daquele uniforme negro, estampadas em seu corpo. Ao que andava olhava para trás, e Vion parecia estar desmaiado. O chute realmente foi bem forte, chegou até a doer seu pé. Mas, de fato, isso não importava. Virou sua atenção para frente, e viu Falcomon, lutando contra Matadormon. Mesmo estando em grande vantagem, Matadormon não levava muito jeito em batalha, e hora ou outra levava um corte das garras do falcão, que já estava com várias escoriações em seu corpo cheio de penas. A cada corte, elas se desprendiam de seu corpo, flutuavam e caíam no chão.

Sim, ele estava cansado. Havia horas que estava naquele local, com fome e sede. Mas, tinha que concluir seu objetivo, que era pegar o pendrive e cair fora dali. Porém, existiam empecilhos. E, no momento, o de Falcomon era Matadormon.

- Firecracker Smokescreen!

De repente, surgiram várias bombas de bambu em cima das garras de Falcomon, que foram disparadas pelo mesmo na direção de Matadormon. O digimon vampiro correu e cortou todas elas ao meio, enquanto se partiam em dois pedaços, caíam no chão e explodiam. Mais bombas foram jogadas e cortadas ao meio, causando mais fumaça vermelha ainda. Falcomon não pôde ver o inimigo mais, e pensou que acabara de cometer uma burrice. Esperou a fumaça abaixar e, quando isso aconteceu, Matadormon havia sumido. Ele olhou para os lados, e só via Kid se levantando, e Fate se recuperando dos ataques, encostado numa parede, ainda um pouco debilitado. Olhou pra cima, e Matadormon descia em sua direção, com suas lâminas afiadíssimas apontadas para ele.

Falcomon desviou, por um centímetro não fora atingido. Portanto, o digimon de Vion cravou as dez lâminas no chão. Ofegante, o falcão negro atacou o inimigo com as garras, jogando-o longe. As lâminas dele continuaram cravadas no chão, mas ele atingiu a parede, com seus dedos das ditas lâminas, que brilhavam num prateado assustador.

- Chega de brincadeiras. – o vampiro se levantava, após ter batido as costas na parede. - Você vai morrer, querendo ou não.

Falcomon não sabia o que responder, mas não ficou quieto. - Então, me mate.

Aquilo foi muito intimidador para apenas três palavras. Assim como Fate ficara enfurecido com os estralos de dedos de Vion, Matadormon se enraiveceu pelas palavras de Falcomon, que acabaram com seu dia.

- Butterfly Breaking Trumpet Kick!

Decidiu, então, usar seus pés. Com as duas lâminas planas encaixadas neles, ele saiu chutando o ar, na diagonal, tentando atingir Falcomon. O digimon bípede sempre desviava mas, chegou uma hora que não agüentou mais, e foi atingido de raspão no ombro pela ponta do pé direito de Matadormon. Foi jogado para trás com o impulso, e viu que sangue escorria do local atingido. Olhou para o lado, e viu Fate e Vion se socando. O loiro já estava recuperado das dores na virilha, mas ainda sentia algumas câimbras pelo corpo; já Fate continuava ofegante e cansado, e as escoriações em seu corpo, camufladas pelo traje da SWAT, ardiam como fogo. A lança de Kid continuava cravada na parede, e as pistolas de Benjamin no chão. Estava tudo muito tenso.

Falcomon respirou fundo, pensando que aquele fosse seu último tempo. Levantou-se, e se preparou para por um fim naquilo.

- Se apresse, Grim. - disse ele a si mesmo, abaixando a cabeça. - Não quero matar Matadormon.

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Uma lâmina brilhou ao cortar cinco pescoços num piscar de olhos. Sangue espirrou, e os donos dos pescoços foram ao chão, enquanto se esvaiam em dados. Eram poucos pescoços levando em conta a grande quantia de digimons que se encontravam a frente de Joshua.

A grande foice voltou para suas mãos.

- Sealsdramon, são muitos. - comentou o japonês, arfando. - Já matei mais de cem, e sempre vem mais. Acho que não vou agüentar...

- Determinação, Grim.

A única palavra que o ciborgue disse fizera com que Kasagrim refletisse de cabeça baixa. Eles estavam ali para ajudar Fate e Falcomon, então ele não poderia desistir. Sim, muitos inimigos estavam ali, mas pra quê parar de tentar? Nada é impossível, pensou o homem de cabelos negros. Então, levantando a cabeça, Joshua firmou suas mãos na grande foice e partiu pra cima das dezenas de digimons que estavam em busca da sua cabeça.

Por outro lado, a situação estava "preta" pro lado de Sealsdramon. Gorimon havia tomado uma bela surra do ciborgue draconiano e, batendo seus punhos em seu peito, começou a rugir. Rugiu tão fortemente que alguns dos digimons pararam para tapar seus ouvidos. Mas, o que mais deixou Sealsdramon e Joshua atenciosos não foi o rugido, e sim o que estava começando a surgir de um ralo, na parede oposta ao ciborgue.

Uma espécie de massa cinzenta começou a se juntar, formando um enorme monstro, com dois braços articuláveis de três garras cada, dois olhos cobertos por placas metálicas e vários tubos saindo de suas costas. Era um digimon bem estranho.

- CHEGA! - Gorimon gritou, com olhos arregalados. - Mate ele, Raremon!

- Droga... Olha o tamanho dessa coisa!

O enorme monstro não pensou nem um pouco para se mover e atacar Sealsdramon com suas garras. Desviando, o ciborgue pulou e fincou sua faca nas costas do monstro, descendo até o chão, rasgando aquela parte do corpo cinzento do adversário. Para a surpresa dele, nada aconteceu.

Gorimon mudou sua face nervosa para uma mais diabólica e calma. Parecia que tudo estava indo conforme seus planos. Conforme Vion havia mandado. Raremon tinha sido um ótimo plano naquele momento; o gorila estava quase perdendo sua vida, e estava em muita desvantagem. Com o chamado do gigantesco monstro tudo ficou equilibrado. Sealsdramon, que estava desviando dos vários golpes de Raremon, começava a ficar ofegante. A sucessão de desvios estava cansando seu corpo. Decidiu, então, fazer algo que não era inteligente; parou para olhar como estava Joshua e, conseqüentemente, se descuidou. Como impulso, Raremon baforou um gás verde, atingindo Sealsdramon. O ciborgue inalou o gás, e ficou louco. Não enxergava mais nada, tudo estava escuro. A única solução foi ir se afastando do digimon evocado por Gorimon, esse que via a cena e ria diabolicamente.

Kasagrim parecia nem estar preocupado com isso. Talvez por ainda não ter tido a oportunidade de ver que seu digimon estava caído no chão, esfregando os olhos, se contorcendo, na tentativa de voltar à realidade. O japonês estava muito ágil; já havia matado mais de cinqüenta digimons. Tudo isso utilizando sua foice, porém, hora ou outra, utilizava suas poderosas de técnicas de luta – chutes, socos, pontapés, entre outros – para deixar um ou outro digimon desacordado, ao invés de matá-lo.

Avançou rapidamente para o meio de um pequeno amontoado de digimons denominados Gazimons, que eram cachorros acinzentados, possuidores de profundos olhos vermelhos e garras negras afiadíssimas, tendo um metro de altura. Grim preparou sua foice com suas duas mãos, afastou a foice para trás e, num impulso, cortou quatro Gazimons num só golpe. Os outros do pequeno amontoado se amedrontaram e saíram correndo - o humano não entendeu o porquê de eles estarem fugindo -, mas foram pegos de surpresa pela foice de Grim, que os cortou ao meio. Enquanto os dados dos digimons mortos iam sumindo de pouco a pouco, era possível enxergar um monte de monstros de diferentes formas e tamanhos vindo na direção de Joshua. Aquilo parecia um inferno; não parava de vir mais digimons.

Enquanto isso, Sealsdramon se recuperava da confusão em sua cabeça. O ataque de Raremon o deixara atordoado, com perda total dos sentidos. Levantando, abriu seus olhos e conseguiu olhar ao seu redor. Raremon e Gorimon parados, e Grim sendo atingido por chutes de pequenas bolotas. Deu graças a Deus por não ter morrido. Só não conseguia entender o porquê de Raremon não tê-lo atacado novamente; pelo que parecia, a gigantesca massa cinzenta apenas agia a mando de Gorimon. O gorila, por sua vez, mostrava-se pouco intimidado; estava parado, apenas rindo da situação. Aquela sessão de risos ainda não havia terminado, por algum motivo desconhecido. Sealsdramon apenas sentia mais raiva.

Mas que cara de pau!

O digimon macaco parou de rir subitamente, ao perceber que Sealsdramon havia recuperado seus sentidos.

- Não acredito! - indignou-se Gorimon, com uma cara de espanto. - Era pro efeito do ataque durar mais de uma hora, e só se passaram dez minutos... Impossível!

- Nada é impossível. - retrucou Sealsdramon, cruzando seus braços.

-... Chega de papo furado! Raremon, mate-o!

Ah, meu Deus. De novo não... Planos vinham à mente do ciborgue draconiano, mas apenas um fazia lógica: acabar de vez com tudo e todos naquele corredor, inclusive Gorimon e Raremon. Este último partiu pra cima de Sealsdramon, tentando acertá-lo com as garras, mas não obteve sucesso, pois o digimon de Kasagrim foi ágil o bastante para desviar dos golpes. Aproveitando a brecha, o ciborgue utilizou de sua adaga para cortar a lateral esquerda do corpo cinzento do gigantesco Raremon, mas nada aconteceu, novamente. A única coisa que saía dele eram pedaços de massa cinzenta, que constituíam seu corpo estranho.

Isso o deixou um pouco pensativo, pois se com sua adaga não era possível matar Raremon, como ele acabaria de vez com o digimon? Pensou rapidamente em várias hipóteses, mas chegou a apenas uma conclusão. E estava vendo um meio para chegar a esse fim.

Com isso, o gorila, que estava bastante atencioso, aproveitou o pequeno e bobo descuido de Sealsdramon e partiu pra cima dele, preparando seu punho esquerdo. Levantou a mesma mão e, com muita força, socou com tudo o parceiro de Joshua, fazendo com que ele fosse de encontro à parede. Bateu a cabeça, e sentiu um leve enjôo e uma tontura alta, caindo sentado.

Com forças quase esgotando, Sealsdramon refletia consigo mesmo.

- Eu não posso... desistir. Eu não devo desistir.

- Perdedor. Ignorante. - Gorimon estava vendo o sofrimento psicológico do digimon encostado na parede, portanto utilizava de palavras ofensivas para baixar ainda mais a auto-estima dele. - Você não vai sair vivo dessa. Nem aquele humano idiota. E nem seu amigo Fate, e Falcomon. Todos serão mortos, e o pendrive continuará conosco!

- É aí que você se engana. - seu olho de ciborgue mudou da coloração vermelha para a azul. Aparentemente estava procurando algo em algum lugar do corredor, pois sua cabeça não parava de se movimentar, mais precisamente na direção de Raremon. - Scouter Monoeye!

Dentro de sua cabeça, Sealsdramon via várias informações sobre Raremon. Estava analisando o digimon, tentando encontrar seu ponto fraco. Passaram-se dez segundos e nada aconteceu; ele não havia encontrado o ponto fraco do adversário. Merda!... Já sei!

Com o pequeno fracasso de sua primeira idéia, teve outra ainda mais brilhante. Correu o mais rápido que pôde e alcançou Raremon. Com todas as forças que tinha, abaixou-se e levou suas duas mãos embaixo do corpo do digimon, que ficou assustado na hora. Com um impulso que quase o fez cair para trás, conseguiu jogar o gigantesco monstro para cima. Posicionou-se de pé novamente, com os braços erguidos formando um V, e palmas também estendidas, ele apenas esperava o digimon cair em cima delas. E foi o que aconteceu.

O poderoso impacto de Raremon em suas mãos fez com que Sealsdramon abaixasse um pouco seus braços, que ficaram trêmulos no momento. Utilizando-se mais um pouco de suas forças, ele começou a subir seus braços, deixando-os em forma de V novamente. Mesmo tendo um corpo feito por uma massa cinzenta, parecida com uma gosma, Raremon era um ser muito pesado.

Era hora de por um fim naquilo.

- Saia já daí, Grim! - Sealsdramon chamava seu parceiro, que estava ao meio de todos os inimigos restantes, longe do ciborgue, de Gorimon e de Raremon.

-... Tudo bem!

Joshua saiu em disparada na direção de Sealsdramon. Este viu que seu parceiro humano já não estava mais no caminho, e fez o que devia ser feito. Com a energia quase esgotada, o ciborgue reuniu todas as forças que ainda lhe restava nos seus braços ainda trêmulos e, num impulso bastante forte, arremessou o corpo de Raremon, na direção das dezenas de digimons que ainda restavam. Raremon caiu em cima de todos, deixando-os presos em sua massa gosmenta, como se fosse uma cúpula. Com isso, Sealsdramon correu na direção dos monstros para acabar com eles, que tentavam se soltar de Raremon, mas não conseguiam de forma alguma.

Quando estava próximo aos digimons, uma voz o parou.

- Mais um passo e esse desgraçado morre!

Sua espinha cibernética gelou. Estava com medo de ser o que ele estava pensando. Em lentidão, Sealsdramon foi virando seu corpo. O que temia, estava acontecendo. Grim, com o braço esquerdo de Gorimon em seu pescoço, estava trêmulo, pois estava com o canhão do gorila apontado para sua cabeça. Mais um passo e esse desgraçado morre! A frase percorria todas as regiões do cérebro de Sealsdramon. Qualquer movimento ali seria fatal. Poderia perder Joshua, e tudo estaria perdido. Fate e Falcomon morreriam, Dracmon e Vioner sairiam ilesos, e o mais preocupante, o pendrive continuaria na Area 51.

Não pensou. Se pensasse, faria algum movimento, com certeza. Ao invés, virou-se na direção dos digimons, e começou a caminhar lentamente até eles. Raremon agonizava, pois não conseguia retornar a sua forma normal - seu corpo aparentava estar derretido, pois uma gosma cinzenta encobria todos os monstros dali. Isso era o bastante para despertar a fúria do digimon que estava prendendo Kasagrim.

Gorimon entrou em fúria.

- Eu disse pra não se mexer! - com olhos esbugalhados e uma face totalmente estranha, Gorimon moveu a mira do seu canhão para Sealsdramon. - Energy Cannon!

Um barulho mecânico bem estranho soou do canhão, enquanto a grande esfera roxa de energia ia se materializando na boca da arma. Com o impulso do seu braço direito, a esfera foi disparada, na direção de Sealsdramon, que estava com os olhos fechados, e de costas para Gorimon e Joshua. A esfera de energia seguia fumegante o ar, estremecendo todas as paredes do corredor, e deixando todos os digimons abaixo de Raremon amedrontados. Gorimon sorriu maliciosamente, pensando que seu plano havia dado certo.

Pensou errado.

Sem Gorimon ter percebido, Sealsdramon sumiu. A grande e poderosa esfera roxa de energia se chocou com Raremon, explodindo toda aquela gosma cinzenta, e levando consigo as dezenas de digimons presos dentro dele. Na mente do gorila, Raremon também havia recebido o impacto do seu ataque, portanto todos à frente haviam morrido.

Pensou errado, novamente.

Grim deu uma cotovelada na região do tórax de Gorimon, e saiu correndo. O digimon sentiu uma leve dor, e conseguiu agüentá-la. Saiu em disparada na direção de Grim, que não parava de correr. De repente, um barulho agudo e fino foi ouvido, fazendo com que Gorimon parasse trêmulo. Olhou para os dois lados, e lentamente foi se virando. Ao terminar de dar uma volta completa em torno de seu corpo, ele deu de cara com Sealsdramon, parado à sua frente, com face maliciosa. Sem pensar, esmurrou o digimon ciborgue mas, o inesperado aconteceu.

Era um holograma.

- Death Behind!

Aquela voz grossa e firme combinou perfeitamente com a adaga perfurando as costas de Gorimon, atravessando seu pulmão e abrindo um buraco em seu tórax negro. Caindo de joelhos lentamente, o gorila percebeu que sangue escorria do buraco em seu peito. Não havia mais volta. Subestimara demais seu inimigo. Agora estava pagando o preço pela tolice.

Agonizou, e explodiu em mil partículas de dados. Mesmo com a morte sofrida e merecida do gorila, as faces de Sealsdramon e Joshua Kasagrim não mudaram nem um pouco. O ciborgue limpou o sangue de sua adaga, com uma cara de decepção. Em seguida olhou para Grim, que estava com dois detonadores em mãos.

- Tudo certo?

- Sim... Encontramos eles, damos o fora daqui e tudo vai pelos ares. - respondeu o japonês, respirando fundo e começando a caminhar. Olhou para o alto, e visualizou mentalmente a imagem de Fate e Falcomon juntos, sorrindo. - Fate... Falcomon...

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- Por... Favor... Pela nossa... Amizade...

Fate estava ajoelhado, sete metros à frente de Vion. Sangue escorria de sua boca, e havia várias escoriações em seu rosto. Já não tinha mais forças para continuar lutando contra o "amigo", que estava de pé, presenciando o cansaço eminente do que estava ajoelhado. Mesmo nessa posição, seus olhos demonstravam força de vontade, de querer continuar. Mas, de fato, Kid estava se dando bem na luta, e não iria perder para Fate, que respirava com dificuldades, pois seu pulmão estava bastante pesado. Voltou a pensar que ir para a Area 51 tinha sido uma péssima idéia.

Falcomon, por outro lado, prosseguia sua luta com Matadormon. Já haviam passado bem mais de vinte minutos após o começo dessa batalha, que ainda não tinha terminado. Sim, ele estava cansado; porém, se parasse de lutar, morreria. Fate morreria. Grim, e Sealsdramon também. Por isso, ele não desistiu. Continuou firme, usando ataques que decerto não matariam Matadormon - o que era outra preocupação sua -, e recebendo ataques ainda mais fortes, cansando-o rapidamente, mas uma brecha ou outra que o vampiro lhe dava era um curto tempo para que ele pudesse respirar e recuperar um pouco da energia perdida.

Num breve descuido do parceiro de Kid Vioner, Falcomon conseguiu dizer algo.

- Fate... Me desculpe. - o falcão percebeu que o digimon adversário estava encostado na parede, recuperando seu fôlego. - Eu não consigo detê-lo. Ele é muito mais que eu, e você sabe disso.

- Não precisa se desculpar, Falcomon. Você está dando duro, do seu bom e do melhor. Continue assim, e NUNCA DESISTA! - consolou o humano ajoelhado.

Vion, que presenciava a bela cena, apenas riu.

- Hahaha... Vocês já estão em seus túmulos, e ainda se consolam?

- Vion... Eu te peço... Por favor... Pela nossa amizade... Você não se lembra...? - Benjamin tentava fazer a cabeça do amigo.

- Não adianta lembrar. - retrucou o loiro. - Passado é passado.

(... Ocorrido anteriormente aos eventos que envolveram a morte da avó de Fate e sua parceira...)

Era um dia calmo. Um dia relativamente calmo. Era pra ser um dia calmo, se não fossem as gritarias infantis, os berros e a barulheira infernal naquela tarde ensolarada.

Le Gretta Scholar Complexe, ou simplesmente Le Gretta era o maior dos três complexos escolares de Nova York, cidade que Benjamin McFate - juntamente com a família de Joshua Kasagrim - residia após a morte de seu querido avô. Basicamente, era uma espécie de pequena cidade, mas voltada totalmente ao ensino escolar, tendo grau desde o jardim até o Ensino Superior. Havia vários prédios e edifícios parecidos com casarões futurísticos, que se interligavam um com os outros. Todos os edifícios eram pintados de cinza, com janelas azul-claro. Era um local totalmente ambiental, pois havia verde em todos os lugares, sem contar que haviam lugares dedicados ao cultivo de flores e frutos.

Ruas asfaltadas estavam preenchidas com carros, que portavam crianças e adolescentes de quatro a dezessete anos, provavelmente atrasados para as aulas. Sempre com seus digimons ao lado. As calçadas, feitas de ladrilhos, eram totalmente reforçadas para agüentar qualquer peso de um dos adultos e digimons que se dirigiam para o setor superior. Havia lojas, casas de jogos, cafés, entre muitos outros estabelecimentos comerciais espalhados pela cidade. Por esses e outros motivos, era considerada como uma pequena cidade.

Era dividida em quatro setores: Setor A, que era o setor infantil, local onde as pequenas crianças iniciavam sua vida escolar; Setor B, o Ensino Fundamental, onde aprendiam a parte básica das matérias; Setor C, o Ensino Médio, onde os adolescentes testavam seu conhecimento escolar para progredir para o próximo nível, e exerciam aulas teóricas e práticas com seus digimons; e, por último, o Setor D, o Ensino Superior, que era conhecido como faculdade, que visava tornar os alunos em cidadãos de boa índole e com uma profissão, também ensinando os monstros digitais. Sendo uma grande estrutura escolar, uma pesada guarda era exigida, mas tudo com muita cautela.

As aulas eram em tempo integral, ou seja, começavam às sete da manhã e iam até as cinco da tarde. No caso do Ensino Superior, era possível optar por estudar à tarde e à noite, mas somente nesse caso. Os alunos do Setor A e B podiam ser visitados por parentes no horário do intervalo, que possuía duração de cerca de uma hora. Havia um pavilhão especial para eles. Já para os adolescentes e adultos, havia uma espécie de clube, onde eles se divertiam, praticando esportes, dançando, comendo, entre outras opções.

Por acaso, era hora do intervalo, e dois amigos estavam reunidos na parte de brinquedos do clube, onde geralmente as meninas se reuniam.

- Não sei por que você ainda insiste em vir aqui todo dia, Fate...

Era Grim. Magricela, usava óculos redondos e seus cabelos eram os mesmos de sempre - negros e bagunçados. Utilizava o uniforme masculino do Ensino Médio, que consistia numa calça jeans azul, e uma camiseta branca de mangas curtas, com o símbolo de um leão no peito e, logo abaixo, Le Gretta, em laranja, numa tipografia cursiva. Usava cintos e um tênis All-Star preto e branco.

- As meninas, Grim. As meninas.

Safado como sempre, Benjamin estava sentado em cima de um túnel de concreto (brinquedo para crianças), no playground do clube, onde as meninas geralmente se reuniam. Ao seu lado, Grim, com seu laptop. Benjamin era forte, e estava usando o mesmo uniforme que seu amigo japonês, mas ao contrário dele, as mangas curtas estavam agarradas aos braços. Usava tênis comuns, e seus cabelos eram medianos e ondulados. Os dois rapazes possuíam quinze anos, e estavam no primeiro ano do Ensino Médio.

O playground era imenso. Seu chão era coberto por areia mole, e nele havia vários tipos de brinquedos infantis, o que mais atraía as meninas, pois era um local um tanto isolado, e isso era perfeito pra elas fofocarem do namorado ou jogar conversa fora - o que era comum para Fate. Certo grupo de meninas fitava Fate, que estava com um sorriso um tanto galanteador. Eram moças belas, que portavam jóias e anéis com brilhantes caríssimos. Uma delas chamou sua atenção.

- Não acredito que a Felicia anda com essas patricinhas. - Joshua parou de digitar no teclado de seu laptop e olhou para o grupo, fitando uma bela moça loira.

- Ela não é sua. - Fate retrucou.

- Nem sua. - disparou de volta o japonês.

- Ah é? - Fate levantou suas mãos e formou um coração com os dedos, a moça loira viu e percebeu que era pra ela. Ficou vermelha no mesmo instante, e mandou um beijo para o rapaz. Com um olhar de confiança, ele voltou sua atenção para Grim. - Viu só?

- Você é o cara... Você é O cara...

Fate interrompeu seu pensamento de si mesmo e teve um pressentimento. Ou era a hora de sua morte, ou algo muito ruim estava prestes a acontecer. Sentiu um calafrio na nuca e, como suspeitava algo aconteceu. Uma bola de futebol caiu com tudo em cima do computador portátil de Kasagrim, quebrando-o. O japonês ficou muito nervoso, e começou a disparar palavras ofensivas a Deus sabe quem lançou a bola. Isso fez com que as meninas no playground saíssem de lá, inclusive a moça denominada Felicia, que seguia para fora, olhando para Fate, que nem prestava atenção nela. Todas saíram pelo pequeno portãozinho de ferro que levava para outros locais do clube. Após a saída de todas, um pequeno rapaz veio correndo, na direção dos dois amigos, que desceram do túnel.
Duas figuras um tanto estranhas saíram do interior do túnel.

- Mas que merda aconteceu aqui? - Falcomon estava tirando um cochilo e, com o impacto da bola no aparelho de Joshua, ele acordou furioso.

- Commandramon não gostou nada disso. - outro que estava dormindo, o digimon escamoso se referia a ele mesmo não se sabia porquê, talvez fosse costume de falar.

O rapaz parou à frente dos quatro.

- Vocês viram uma bola de futebol cair por aqui?

Com uma face de pura inocência, o rapaz perguntou gentilmente aos quatro. Grim estava se segurando para não pular no pescoço do jovem, que usava o mesmo uniforme escolar, tênis de skatista e possuía um cabelo loiro e arrepiado. Era fortinho assim como Fate, e tinha olhos verdes. Falcomon e Commandramon estavam com faces sonolentas, e decidiram sair de fininho do playground. O falcão avisou que logo voltariam.

Grim colocou o laptop no chão, e mostrou para o loiro, enquanto Fate se direcionava a bola, que tinha sido chutada por Grim para bem longe.

- Olha só, o que a SUA bola fez ao MEU computador. Tudo está perdido agora... - com uma expressão furiosa e caridosa ao mesmo tempo, ele usava as teclas e o botão de liga/desliga do computador para tentar revivê-lo.

- Minhas sinceras desculpas... Realmente, eu não queria que isso acontecesse. Se quiser, eu posso te pagar um computador novinho! - informou o jovem, que também tinha quinze anos e estava no primeiro ano do Ensino Médio.

- Não precisa. - era Fate, que vinha com a bola em mãos. - Ele vive quebrando essa joça, e sempre dá um jeito de conseguir outro novo. É um daqueles nerds que não vive sem o seu computador.[/b]

- Hahaha, percebi. - concordou o rapaz, sorrindo. - Mas, de fato, ele deve gostar bastante desse aparelho. Veja só, está tentando revivê-lo.

- Hora de falar como um nerd. - Fate estava pensativo. - Vai uma Phoenix Down ai?

- Hahahahahaha! Essa foi dez! - caindo na gargalhada, o jovem não se agüentou.

- Às vezes participar da vida dele é algo tão bom! - comentou Fate, sorrindo.

- Heheh, que graça! - com tom de deboche, Grim levantava do chão arenoso com seu computador em mãos. Já havia parado de tentar consertá-lo à força.

- Aah, a bola tá aqui. - Fate se lembrou do objetivo do jovem e entregou a bola nas mãos dele, usando seu sorriso confiante.

- Obrigado! - agradeceu o menino de cabelos arrepiados. - Acho que, após esse evento, podemos nos considerar amigos, certo?

- Com certeza! Uma amizade a mais é sempre bom; ainda mais quando se trata de meninas. O Benjamin aqui não agüenta com duas, então, sempre é bom ter um amigo pra poder auxiliar nisso.

- Né. - concordando, o jovem estendeu sua mão direita, Fate fez o mesmo. - Kid Vioner, e você?

- Benjamin McFate, e esse é Joshua Kasagrim. - apresentou-se ao garoto.

- Prazer! - contra sua vontade, o japonês estendeu sua mão e cumprimentou o rapaz loiro, que deu um sorriso.

- Espero que eu nunca mais acerte minha bola em laptops, hehe. - brincou Vioner.

- Eu também! Hahaha! - Fate ria em coro com o novo amigo.

Benjamin e Joshua ficaram ali, esperando os dois parceiros digimons retornarem de onde tinham ido, enquanto viam o rapaz se direcionar a saída do parquinho de crianças. Kid estava encantado em conhecer uma pessoa tão boa e engraçada como Benjamin, mas, ao mesmo tempo, estava com a mente confusa, palavras vindo à sua mente a cada instante, que se resumiam somente a uma.

- McFate...


- Veja! Nós éramos unidos, como um gato e um cachorro! Amigos inseparáveis, que estavam lado a lado diariamente, enfrentando todas as situações perversas que nosso cotidiano nos empunhava! - Fate ainda tentava converter o pensamento de Vion, mas tudo parecia estar indo por água abaixo.

- Não adianta. Não tem mais volta. Você, agora, é meu inimigo. Sem mais. - retrucou o homem loiro, apontando para o homem de joelhos. Isso doeu profundamente no interior do subconsciente de Fate. - Matadormon, chega de brincadeiras. Destroce o corpo deste infeliz!

O digimon vampírico deu uma investida fatal no tórax de Falcomon, jogando-o contra a parede. O falcão estava quase acabado, de sua boca escorria muito sangue, e espalhados em seu corpo havia várias escoriações que demonstravam sua carne. Não havia mais forças para levantar; apenas esperava a morte chegar.

BOOM!

Matadormon foi jogado para trás com a força do impacto que recebera de algo, deixando Kid Vioner com uma baita duma cara de preocupação. Uma densa fumaça fora criada no local da suposta explosão e, quando se cessou, era possível o suposto culpado - ou os supostos culpados - do pequeno incidente. Eram duas figuras humanas, que ambos conheciam.

Eram Joshua e Sealsdramon. O último, segurava sua adaga e estava suando, tomando sua atenção para Vion, que estava imóvel, apenas aguardando a morte de Fate. O japonês, por outro lado, estava com sua grandiosa foice na mão esquerda, e um aparelho, semelhante a um iPod na direita. Tal aparelho chamou a atenção de Fate... era seu digivice. Era da mesma forma que os outros digivices, mas a sua composição de cores era totalmente diferente; a tela quadrada era azul com um tom escuro, o corpo da frente era cinza, as costas e os lados eram negros. A borda da tela quadrada tinha a coloração roxa. O símbolo redondo um pouco abaixo da tela era negro, e as linhas que saíam dele eram brancas. O sensor era o mesmo, não mudava a cor; já a argola abaixo do aparelho tinha a cor roxa.

Matadormon começou a caminhar lentamente, um pouco ferido devido à explosão causada pela dupla de amigos de Fate. Sealsdramon não voltou sua atenção para o vampiro; continuou a fitar Vion, que estava confiante. Tinha certeza que seu parceiro conseguiria matar Fate e, em seguida, acabar com a vida de Falcomon, Sealsdramon e Joshua.

Grim olhou para baixo, e fitou o digivice de Benjamin. Estava terminando seu pensamento de que sua presença ali, sem dúvidas, era de demasiada importância. Sim, ainda era enorme a chance de eles morrerem - afinal, ainda estavam no interior da Area 51 -, mas tinham que tentar algo. Se morressem, morreriam tentando. Isso era o que fortalecia ainda mais a fé em seus corações, a confiança em si mesmo.

Levando os pensamentos ao vento, o japonês olhou para o lado esquerdo, e viu Vion e, bem atrás, Melodee, no chão, juntamente com sua parceira Pokomon. Nada podia ser feito para salvá-las antes de deter Vion e Matadormon.

O vampiro, subitamente, começou a correr. Estava bem longe de Fate, mas rapidamente o alcançaria. Grim tomou um impulso.

- Fate!

Ao pronunciar fortemente o nome do velho amigo, o homem de feições orientais lançou o digivice cinza/roxo ao ar, na direção de Fate, que continuava ajoelhado. O aparelho estava vindo em sua direção, mas ele não tinha mais esperanças. Abaixou a cabeça e fechou os olhos. Aquele instante, para ele, parecia estar morto. Tudo havia parado ao seu redor. Não, não era mágica. Para ele, tudo estava acabado. Quando abriu os olhos, com forças, viu que estava num lugar escuro, sozinho, sem Falcomon.

De repente, sua irmã e a pequena digimon dela apareceram, como se fossem espíritos.

- Fate, você não pode desistir! - anunciou a jovem ruiva, olhando calmamente para seu irmão mais velho. Parecia que todo o ódio e angústia dela haviam sumido, mas Benjamin havia deduzido que era um sonho. - Confie em si mesmo! Sabemos que você consegue vencê-los! Tenha fé, acredite na sua força, no seu coração... Por mim!

- E por mim, por Falcomon, e por todos os outros que são de bem! Confie em si mesmo, no seu coração... Ele é a chave! Seu coração é a chave! - Pokomon, com sua voz doce e infantil, parecia ser um anjo ao falar com o irmão da parceira.

As silhuetas sumiram. Fate fechou os olhos, e pensou nas sábias e ricas palavras que Melodee e Pokomon haviam dito a ele. Lembrou de Falcomon. O falcão havia lutado com todas as suas forças, até o fim, até quando elas foram esgotadas; e não desistiu. Estava confuso. Tudo estava confuso.

- Meu coração é a chave... Meu coração é a chave... MEU CORAÇÃO É A CHAVE!

Recuperando a consciência e voltando ao mundo real, Fate levantou seu braço direito, fazendo com que seu digivice parasse encaixado em sua mão. Bateu a mão esquerda em seu peito, e seu corpo ficou coberto numa estranha aura, que aparentava ser uma chama roxa, carregada pelos números "0" e "1". Levantou-se, e encarou Matadormon, que parou subitamente, talvez com medo.

- De qualquer forma, você vai morrer. - comentou o digimon vampírico.

- Não importa! Eu não vou desistir! NUNCA IREI DESISTIR!

As palavras foram tão, tão fortes que fizeram com que Falcomon recuperasse a consciência. O digimon falcão, totalmente debilitado e sem forças para se mover, pôde sentir a vibração do coração de Fate. Sentia os pensamentos dele, e já refletia consigo mesmo. Vendo seu parceiro envolto pela aura da Digisoul, utilizou-se de um pingo de forças que lhe restava para manter-se acordado.

Fate, vendo a cena, estava pronto para pôr um fim naquilo. Levou o digivice à altura do tórax, e espalmou-o com as duas mãos. Utilizando sua mão direita, ele apontou o aparelho para frente e, na tela quadrada, apareceram as seguintes palavras: PERFECT EVOLUTION.

- Digisoul Full Charge!!!

Após isso, levantou com certo ânimo sua mão esquerda para o alto, fazendo com que toda a aura roxa se concentrasse naquela direção. Seu coração pulsou mais forte, e ele desceu a mão com tudo no sensor do aparelho, que estava sendo segurado pela mão direita do homem. A tela quadrada brilhou intensamente, disparando uma rajada arroxeada, na direção do debilitado Falcomon. Vion e Matadormon pularam para os lados para desviar da rajada, pois sabiam que, caso fossem atingidos por ela, certamente arcariam com as conseqüências.

A rajada chegou ao corpo de Falcomon. Seus olhos sonolentos se abriram grandiosamente, e ele sentiu as feridas espalhadas pelo seu corpo sendo curadas. Suas forças estavam voltando e, assim como Dracmon, seu corpo ficou envolto por uma aura, mas, nesse caso, ela era arroxeada. Falcomon se levantou, e começou a correr na direção de Matadormon, que estava com uma expressão facial não muito confiante.

- Falcomon Chou Shinka...

O falcão parou de correr e se lançou no ar, com um impulso fortíssimo de seus pés. Estava perto do teto do local quando começou a cair; porém, de repente, levitou no ar, pois havia ganhado duas asas grandes e acinzentadas. A aura roxa agora estava passando por todo seu corpo, lentamente, e pouco a pouco sua nova forma estava sendo descoberta. No local de seu peito surgiu uma espécie de juba/penugem branca, e suas coxas eram lisas e acinzentadas. Possuía duas pernas e garras, mas uma terceira surgiu ao passar da aura, com garras avermelhadas. Um pescoço arroxeado, sendo da mesma coloração da ponta de suas asas, servia de suporte para sua cabeça, coberta por um elmo dourado, de onde era possível ver apenas seus olhos azuis. Dele saía uma fita vermelha, que enfeitava seu novo visual. Em ambas asas, carregava armas parecidas com hélices, cada qual com três pontas, levando o nome de Dokkosho.

A aura cessou por completo. Uma majestosa ave pairava sobre o ar naquele corredor.

- Yatagaramon!

- O quê?! - Vion se assustou, inacreditavelmente. Para ele, Falcomon não tinha alcançado nem a evolução Seijukuki. - Evoluiu para o Kanzentai?

- Melodee, eu aprendi. Eu não devo desistir nunca, e sempre acreditar no meu coração! - olhando para seu digimon, que estava nos céus, Fate permanecia ereto, com seu digivice em mãos. - Yatagaramon!

- Roaaaaaaar!

A grandiosa ave, ao som do comando de Benjamin McFate, saiu em disparada, na direção de Matadormon. Estava muito confiante de si mesmo, pois havia recuperado todas suas forças, e o seu ânimo estava alto. A balança pendia, agora, para seu lado.

- Decapite ele! - ordenou aos berros Vion.

Matadormon impulsionou-se do chão e começou a planar no ar, rapidamente, na direção de Yatagaramon. Apontando as lâminas afiadas para a ave, o vampiro perdeu muito tempo pensando e, com a brecha, Yatagaramon cravou as garras de suas três patas no tórax do digimon vampírico. Surpreendentemente, a ave reuniu a energia de seu corpo na terceira pata - que ficava atrás das outras duas -, criando uma espécie de explosão no mesmo lugar. Matadormon foi jogado longe, batendo na parede. O impacto foi tão forte que abriu um buraco e lá ficou.

Espalmou a parede e, com um forte impulso, Matadormon conseguiu se descolar dela. Seu corpo estava todo ferido, de sua boca escorria sangue e havia pedaços de concreto cravados em suas costas.

- Você pode ter chegado ao Kanzentai, mas não é páreo para o meu poder!

Yatagaramon sorriu. - Você é forte, e perseverante. Apesar de tudo, nunca se cansa e nunca desiste. Só tem um problema; é burro demais.

- COMO ousa me zombar?! Eu que sou burro? Seu parceiro idiota esquece o digivice em algum lugar e eu que sou burro? - indagou-se o digimon vampírico, furioso - Chega disso, cansei!

Deu mais um salto, dessa vez mais alto e mais forte, chegando a ficar quase que em cima do corpo da enorme ave. Matadormon iria desferir o golpe fatal naquele momento, porém, de repente, ela sumiu. O vampiro começou a cair, sem apoios, olhando para todos os lados.

- Aqui.

Virou-se para trás e não viu nada. Como um tilintar de um martelo batendo numa chapa de metal, Matadormon sentiu um frio em sua espinha.

- Mikafutsu no Kami!!!

As Dokkosho giravam sem parar, provocando efeitos eletrostáticos, como se fossem pegar fogo. Isso fez com que toda a energia de seu corpo se reunisse em um só lugar - sua pata traseira. Nela foi formando uma espécie de energia, que foi se acumulando e acumulando cada vez mais com o passar do tempo e, após pouquíssimos segundos, uma rajada foi disparada, atingindo em cheio o corpo de Matadormon, que foi jogado para bem longe, nas proximidades de Vion, que estava à frente da porta de onde havia saído - opostamente ao buraco de onde saíram Fate e Falcomon, buraco esse feito pelo ataque de Kyuubimon. O ataque bem calculado juntamente com o fortíssimo impacto da rajada em seu corpo fez com que Matadormon regredisse para sua forma Seichouki, Dracmon. O pequeno vampiro estava sem forças, jogado no chão.

Yatagaramon comemorava, mas sem muitos berros.

- Acho que acabou, Fate!

- Não... Estou sentindo uma energia MUITO poderosa se direcionando para esse lugar... E não é das boas. - comentou ele, sem comemorações devido à vitória, estava mais preocupado com seu tal pressentimento.

Grim e Sealsdramon, um tanto felizes, também estavam preocupados.

- Fate, eu vou pegar Dee e Pokomon; você, Sealsdramon e Yatagaramon dão o fora daqui enquanto há tempo! - anunciou o japonês, com firmeza em sua voz. Começou a se direcionar ao corpo da ruiva, mas foi surpreendido pela porta atrás de Vion e Dracmon, que estava abrindo-se lentamente.

Passos. Passos que transmitiam medo. Passos maléficos. Passos que qualquer ser humano de bom coração podia sentir, mesmo longe. Era o que Fate pressentia, de verdade. Uma silhueta era vista das sombras. Uma silhueta humana, que era conhecida. Fate cogitou na hipótese de ser algum guarda, mas não era. Estava tudo muito quieto pra ser um simples agente da SWAT.

O autor dos passos parou de andar quando chegou ao lado de Vion, que estava ajoelhado à frente de Dracmon, tentando acordar o parceiro.

- Vejo que você é bem mais do que eu esperava, Alan Cordec. Ou seria Jonathas Willsmeth? Lohan Unterb? Yan Vlaudlesca? Thiago Hernandez? Earnest Le Petit? - todos esses nomes completos deixavam Benjamin revoltado. O homem parecia saber de tudo. - Ou Benjamin McFate?

- Jefferson Violentblade. Então suponho que você já sabe de tudo, cretino. - com cara de sínico, Fate tremia por dentro.

- De tudo? Não... Apenas sei o que você faz a cada segundo, desde o dia que você nasceu. - comentou o comandante, com um sorriso pouco engraçado e mãos atrás de seu corpo, entrelaçadas. - Que pena que seus pais não te dão educação... Ah, esqueci! Eles estão mortos!

- Seu... Seu DESGRAÇADO!

Saiu em disparada na direção do comandante, que se encontrava a mais ou menos cinqüenta metros de distância dele. Blade, que estava com uma cara de calmo, apenas levantou sua mão direita e esticou seu dedo indicador. Inacreditavelmente, Fate foi jogado com tudo na parede e, por pouco, não bateu a cabeça.

- Sossegue, garoto! Não quero te matar... Ainda.

-... Droga!

Recompôs-se, ficando de pé. Levou a mão na nuca para ver se não escorria sangue de lá, e olhou, furiosamente, para o comandante, que estava bem longe. Estava pensando em dar o fora dali, mas estava preocupado com Grim e Sealsdramon. Mesmo sendo ambos espertos e fortes, não conseguiriam escapar dali vivos, sem a sua ajuda e a de seu parceiro digimon. Por esse motivo e por Dee e Pokomon, resolveu ficar.

Yatagaramon, vendo que a situação estava "preta" para seu lado, fez com que as hélices começassem a girar, para ocasionar um de seus ataques. Um segundo se passou e Blade percebeu; apontando seu dedo indicador para a grandiosa ave, ele abaixou com tudo o mesmo dedo, levando Yatagaramon de encontro ao chão. O impacto em si só não foi o que mais lhe causou dano, mas sim a força e a rapidez com que o dedo indicador do comandante fora abaixado. Isso fez com que Yatagaramon regredisse para Falcomon, que estava todo machucado, quase inconsciente.

Ainda restava Sealsdramon, e ele com certeza não queria voltar para o Seichouki, assim como os outros.

- Vamos dar o fora daqui, agora!

- Não! - respondeu Joshua. - Se você não se preocupa com a Melodee, o problema é seu. Eu vou ficar!

- Tudo bem. Eu fico...

Grim nada pôde fazer, a não ser visualizar o término de tudo aquilo. Viu que Jefferson conversava com Vioner, este que, enquanto proferia as palavras, retirava de seu bolso o pendrive, que havia roubado de Melodee e Renamon.

- Muito bem. Agora, vamos. -

De repente, Melodee acordou. Levantou-se e, como não enxergava nada, não fazia diferença para ela saber quem estava o seu lado. Pokomon também acordara, e vira Grim, Sealsdramon, Fate e Falcomon, este machucado. A pequenina bola de pêlo amarela olhou para o outro lado, e viu o comandante, Dracmon e Kid Vioner parados. Recordações vieram à mente de Pokomon, mas foram interrompidas por uma voz feminina.

- Quem está aqui? Fate, é você? - era Melodee.

- DEE, minha irmã! - Fate, ao longe, percebera que sua querida irmãzinha havia acordado. - Eu estou aqui, bem aqui!

O Comandante Blade não gostou nada disso. Sim, ele tinha visto a jovem ruiva e a pequena digimon ao seu lado, mas não dera a mínima importância, pois pensara que as duas estavam mortas, mas estavam inconscientes. Pensou que elas fossem amigas ou outra coisa de Fate, por isso nem deu bola para as duas. Mas, com a ação de Fate, tudo ficou mais claro para ele, que optou por tomar outro plano.

Direcionou-se até a moça, e olhou para Fate.

- Aah... Então quer dizer que essa bela moça é sua querida irmã, Fate? Mas, ela estava morta, não... ? - pensativo, e com as mãos no queixo, Blade pronunciava palavras que deixavam Ben ainda mais cabisbaixo e nervoso. - Vejo que tudo, realmente, era uma farsa. Ela não merece ver o irmão bastardo dela. Até logo, pequena McFate. - agilmente, o comandante pôs sua mão sobre a cabeça da ruiva e de Pokomon e, surpreendentemente, elas perderam todos seus sentidos, e caíram no chão, inconscientes.

Kid Vioner percebeu que estavam quase partindo. Pegou Dracmon, que também estava inconsciente, e colocou-o nos braços, para levá-lo para fora daquele lugar. Enquanto isso, o comandante Jefferson Violentblade caminhava lentamente à frente de Melodee e Pokomon, que não iam acordar tão cedo assim. Seus passos foram cessados quando ele retirou o pendrive de um dos bolsos de seu blazer e, com ar de confiança e de intimação a Fate, ele mostrava o pequeno objeto para o homem do outro lado do corredor.

- Espero te ver outro dia. Até lá, fique forte o bastante para conseguir fazer um arranhão em mim. - sorrindo, ele levantou o pendrive, analisou-o, e levou-o à frente do peito. - Vou levar isso como garantia de que nos veremos novamente.

Benjamin McFate nunca havia ficado tão quieto assim em sua vida. Devia ser o medo que congelara grande parte de seu cérebro, o que talvez pudesse ter sido chamado de coisa inteligente, pois qualquer palavra ali poderia se igualar a morte de sua irmã, e ele não queria isso, de fato. A situação estava muito tensa para qualquer movimento brusco. Ele se moveu nem dez passos e, surpreendentemente, por apenas um movimento do dedo do comandante, ele saiu voando. Mágica não existia, portanto deveria ser algo mais perigoso que isso.

O Comandante Jefferson Violentblade retrocedeu seu caminho, levando nos braços Melodee McFate e sua parceira digimon, Pokomon. Ambas continuavam desacordadas, obviamente. Ao sair pela porta, chamou Vion, que continuava com Dracmon nos braços. Antes de sair, Vion olhou de relance para Fate, esse que devolveu o olhar frio, que identificava que os dois ainda iam se encontrar em breve. Não se sabia o lugar, a hora, nem o dia; estavam destinados a se encontrar, era a intuição do rapaz de cabelos ondulados.

A porta não se fechou. Fate saiu em disparada, mas fora interrompido por Grim.

- Fate, não! - aos berros, conseguiu parar o homem, que estava arfante. - Há um exército por trás daquela porta, e outra, Falcomon está desacordado, e Sealsdramon cansado. Não há como a gente participar de outra batalha. Vamos dar o fora daqui.

- Eu... EU NÃO ACREDITO NISSO! - bradou, olhando para o teto. - Ele levou a minha irmã... A digimon dela e o pendrive. Tudo, TUDO, sem exceção, está acabado... Como vou saber o que meu avô queria me mostrar?

- Relaxe, nós vamos conseguir resgatá-los. - disse Sealsdramon, parando na frente de Fate e colocando suas mãos nos ombros dele, na tentativa de acalmá-lo. - É só uma questão de tempo.

Benjamin não queria acreditar nas palavras do digimon ciborgue, mas teve que fazê-lo.

- Tudo bem...

- Nós compreendemos que ela é sua única família, Fate, e que o pendrive é de suma importância pra você. São três vidas em jogo, mas não é por isso que você vai sair acabando com tudo, sem controle da situação, para tentar resgatá-los. Tenhamos calma, nós vamos conseguir. Lembre do que você disse, confie em si mesmo, acredite no seu coração. Ele é a chave. Eles com certeza não vão matá-la, porque sabem que você vai atrás dela; e eles precisam de coisas que você sabe. Coisas que você possui.

- Compreendo... Tudo pra mim está vindo como sofrimento, mas, no final, todos vocês querem me ajudar... De coração, muito obrigado. - agradeceu o homem de cabelos ondulados.

- Acho que está na hora de partirmos. É uma coisa muito burra ficar aqui nessas horas. Vamos achar um lugar para descan... MEU DEUS DO CÉU!!!

As palavras confortantes de Joshua Kasagrim estavam agradáveis aos ouvidos de Benjamin McFate, que se direcionava ao seu digimon inconsciente e colocava-o em seus braços enquanto ouvia o japonês falar. Mas, de certa forma, o súbito surto dele fez com que o homem se assustasse, lembrando-se de suas armas. Foi até onde as Twin Blasters se localizavam, e as guardou em uma das bolsinhas acopladas ao seu uniforme da SWAT, que estava deixando-o com muito calor, desde a hora que havia colocado-o em seu corpo. Não via a hora de tirar aquela roupa toda, tomar um belo banho e tomar um delicioso café da manhã.

Voltando ao local onde se encontravam Joshua e Sealsdramon, Fate se posicionou bem à frente do buraco de onde a dupla dinâmica havia saído.

- Por que você gritou? - indagara o homem de cabelos ondulados, assustado.

- Se eu te contar, você não acredita. - o homem de feições orientais já estava cortando as esperanças de Fate de sair vivo da Area 51. - Deixamos explosivos cronometrados em vários pontos desse edifício. O cronômetro foi marcado em vinte minutos e, adivinhe?

- Faltam vinte minutos? - ele não estava entendendo o diálogo apressado de Joshua.

- Não... Falta UM minuto! - respondeu, com olhos esbugalhados, deixando Fate com a mesma expressão.

-... MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERDAAAAAAAAAAA!

Não havia como. O seu coração começou a pulsar dez mil vezes mais rápido do que o normal. Os dois humanos e Sealsdramon entraram no buraco às pressas, viraram um corredor iluminado por feixes brancos, e saíram em disparada. Fate contava cada segundo como se ele estivesse morrendo de sede e tivesse um vasilhame seco, cada segundo valia como um pingo de água escorrendo no recipiente. Cada segundo valia ouro.

Fate estava pensando em contratar um assassino de aluguel para mandar um tiro bem no meio do cérebro de Kasagrim, só pra ver se ele ficava um pouco mais burro, porque, mesmo sendo demasiado inteligente, cometia burrices que não tinham desculpa.

Continuaram a corrida, dobraram mais corredores e chegaram a um bem extenso. Na contagem de Fate, ainda restavam quarenta segundos.

- Faça o que fizer, mas não olhe para trás! - Grim já mostrava sinais de cansaço, mesmo assim não parou de correr.

- Por quê?

Como se tivesse falado isso para uma parede, Grim ficou furioso quando Fate virou para trás e viu a horda de digimons que estavam na sua cola. Ele ficou com um baita dum medo, pois os monstros estavam quase os alcançando. O pensamento alto fez com que algo muito terrível acontecesse: subitamente, o digivice de Fate escorregou de sua mão direita, assim caindo no chão.

Ele parou uns oito metros à frente do digivice, e voltou, para pegá-lo. Os monstros digitais vinham a todo vapor, a mais ou menos cinqüenta metros de distância. Fate sabia que não ia dar tempo para pegar seu digivice, pois seria massacrado pelos monstros. Mesmo assim voltou, mas, por flecha do destino, Grim foi mais inteligente nessa hora, e puxou-o pela manga do uniforme da SWAT, levando-o consigo. Fate corria, mas olhava para trás, enquanto seu digivice ia ficando cada vez mais distante. Faltam somente quinze segundos.

Correram a toda velocidade. Fate não parava de pensar em seu digivice. Ele sabia o dano, a tragédia que ocorreria em sua vida caso aquele digivice explodisse em mil pedacinhos. Cada humano podia ter somente um digivice por toda a vida, sem mais. Afinal, era dado a ele somente um, para que esse fosse bem cuidado e preservado. Mas essa situação estava sendo muito, mas muito tensa para ele. O digivice era menos importante que sua vida, por fim.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sex 04 Nov 2011, 11:58 pm

Avistaram, ao final, uma espécie de janela gigante, constituída por um vidro, que aparentava ser pouco reforçado. Sealsdramon era o mais preocupado.

- Droga, sete segundos!

- É ali o nosso fim do túnel! Você sabe como fazer para sair daqui, certo Fate? - indagou Grim, sabendo que restava menos que cinco segundos. Já estavam prontos pra pular e saltar para fora.

- Sim...

Três... Dois... Um...

BOOM! BOOOOOOOOOOOOM! BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!

----------------------------------------

À bordo de um Chevy Spartacus modelo 2070, que era um dos carros mais rápidos, potentes e lindos já feitos no mundo até hoje, Joshua Kasagrim, Benjamin McFate, e Commandramon comentavam sobre o anterior ocorrido. Percorriam uma auto-estrada fora da Area 51, e fazia mais ou menos dez minutos que tinham saído de lá.

- Se não fossem aqueles Monzaemons para nos salvarem da queda, eu nem sei o que seria de nós agora. - comentou Commandramon, sentado no banco de trás, com Falcomon, que estava dormindo.

- Quatro metros de altura... Iríamos esmagar alguns ossos apenas. - comentou Fate, ainda decepcionado consigo mesmo.

-... Fate, não fique assim. - Grim, que estava tomando parte da tristeza do amigo, tentou consolá-lo. - Você pode ter perdido seu digivice, mas não fique assim... Você sobreviveu, cara. Entrou na Area 51 e saiu de lá vivo. Você é um entre um bilhão, pense nisso.

- Não é só por isso, cara... Dee, Pokomon... O pendrive... Tudo que é de mais precioso na minha vida eu perdi vindo nessa bosta de lugar... - quase derramando lágrimas, o homem de cabelos ondulados encostava sua cabeça na janela do carro.

- Calma, vamos dar um jeito nisso. Você precisa relaxar. - comentou Grim, que estava dirigindo o automóvel negro. - E eu sei o lugar perfeito para isso.

- Mas, eles estão à nossa procura, não? - indagou Fate, referindo-se aos agentes da SWAT e do governo em si, que estavam na Area 51, sem contar os inúmeros digimons.

- Sim, mas o lugar para onde vamos é um bom lugar para descansarmos um pouco, nos escondermos deles e pensarmos no nosso próximo passo. - anunciou o japonês, sorrindo para Commandramon e Fate.

- Tomara que tenha muuuuuuuita comida. - o digimon escamoso levou sua mão à barriga, que estava roncando. - Commandramon está morrendo de fome!

Benjamin repetiu a mesma frase, e procurou o botão que descia o vidro da janela do carro, e o fez. Os raios do sol bateram em seu olho, fazendo com que ele virasse a cara. O sol estava muito forte e, como toda manhã em Nevada, a poeira subia a picos quando o carro passava a cem quilômetros por hora. Já beirava nove horas da manhã, horário em que o sol estava muito forte e era prejudicial; por isso, quase nenhum carro passava por ali. Tudo estava praticamente morto, raramente um automóvel aparecia.

Fate, cansado de estar triste e solitário em seus pensamentos, resolveu voltar à felicidade.

- E que lugar é esse, Grim? - temendo a resposta, Benjamin perguntou cautelosamente.

- Adivinhe.

- Não sei. Não costumo visitar Nevada, portanto desconheço a maioria de suas cidades. - respondeu calmamente o homem tristonho.

- Where sinners are winners.

- Não acredito! - Fate se explodiu de felicidade, e voltou sua atenção para rádio do carro, ligando-o. Um rock bastante animado tomou conta do interior do automóvel. Olhou com um sorriso largo para frente na estrada. - Vegas, aí vamos nós!
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Re: Digimon Fate

Mensagem por SpyroFan em Sab 05 Nov 2011, 10:38 am

Finalmente poderei acompanhar a fanfic(além disso acho que estou no capítulo 6 e agora consigo ler por muito mais tempo).

Por enquanto não irei fazer um comentário de verdade. Somente quando postar até onde parei.

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Sab 05 Nov 2011, 3:33 pm

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Não. Eu tinha falado que o Falcomon não evoluiria para Seijukuki no Capítulo 04, somente na saga 2. No capítulo 04 ele evolui sim. "Relaxa" é uma expressão, uma gíria, não é pra você relaxar de verdade... aoeuosue. Sobre te irritar e foder com as suas hipóteses, nãaaao, é porque eu gosto de fazer isso mesmo, se chama suspense ;p OAUSOAUEO.

O Vion é realmente uma longa história. Acho que a fanfic devia se chamar Digimon Vion, oaeuosues. Fate e Vion estão pau a pau no quesito importância, mas o Vion tem mais influência. Esse é o meu dever. Fate é isso. A ação te excita, o drama faz você chorar de verdade, o suspense te prende e o mistério te deixa em agonia. Adoro isso. aoeusoue

Na verdade, não é por acaso que a Fate vai durar 10 anos pra terminar. Eu tenho 15 anos. Daqui 10 anos, vou ter 25. Fate em 25 anos. Tire suas próprias conclusões, aoeusoue. O Fate, na verdade, sou eu. A minha personalidade toda está nele, por isso chamo o Fate de meu alterego, ou eu daqui 10 anos, aoeusoue. Sem contar que o Vion é baseado no meu melhor amigo, Felicia na menina que eu gostava, e por ai vai.

Exatamente. Assim como nós, humanos, éramos peixes, viemos para a terra e nos transformarmos em macacos e de macacos viramos homens, a teoria é basicamente essa que se falou. Adaptação. E sobre o mestiço é desse jeito que se falou mesmo. Nem Digimon, nem Humano. Mestiço. O conteúdo do pendrive continuará sendo um mistério. aeousue. E não, não foi a Area 51 que criou o pendrive. O pendrive é da época do começo da Lei de Éden - algo a ser explicado no capítulo 07 -, algo em que o avô de Fate trabalhou e que isso passou de pai para filho, como eles sendo guardiões. Acredite, a família de Benjamin Locks McFate tem muito mais a ver com Violentblade, Maxim, o pendrive e tudo do que você imagina... Nos futuros capítulos se vê porque. OAUSOAUEOUOEAU

Para a sua alegria, e a de outros leitores, e a tristeza de outros, que infelizmente não puderam acompanhar até o 03 ainda, vou postar o capítulo 04. Muita ação, socos, nego xingando e lembrando o passado, e um Fate muuuito, mas muuuuito cagão, e um final explosivo! OAUSOAUEOUS 04 se segue abajo.

P.S: O capítulo 04 ficou muito grande e, como ultrapassou o limite de caracteres do Forumeiros, tive que dividi-lo em dois posts. Espero que compreendam.

Você está confundindo tudo, mas enfim, o Falcomon irá evoluir no Capítulo 04 e fim dessa confusão. Gíria, palavra, o cu de alguém de quatro, que se foda, não gosto desse "Relaxe". Eu sei que você gosta de suspense, tanto é que fala coisas que só ficam fazendo a minha boca salivar de tanto êxtase e é isso que me irrita, por que eu odeio que fiquem me deixando curioso, pois eu sou muito curioso. Mas tudo bem, eu lhe perdoo. u.u

Juro que eu achava que a Fanfic se chama Digimon Fate porque envolvia destino e tal, isso antes de eu ler, pois aí caiu a ficha. xD Bem, o foco principal é o Fate, então não há porque a Fanfic se chamar Digimon Vion, mesmo que ele tenha seus momentos de maior importância, afinal, ele é só um metido que não gosta do Fate pelos acontecimentos passados, que infantilidade. u.u

Você está cumprindo bem o seu "dever" então, pois a Fanfic está ótima e a trama muito envolvente. \o Eu já havia me tocado que o Fate era você, acho até que você falou isso em um comentário ou foi outra pessoa. Mas é muita frescura querer terminar a Fanfic quando você completar 25 anos. E também, acho que você só pensou nisso agora, pois pelo que sei, a Fanfic foi criado antes de você ter 15 anos, seu metido. u.u

Bem, ao menos uma parte foi solucionada com este seu comentário, o Pendrive é algo muito maior que nem mesmo o governo americano deve ter sido capaz de fazer ou até de controlar. Não sei o que é esta Lei do Éden, mas esperarei o Capítulo 07. Guardiões, bem interessante, mas isso não soluciona o conteúdo do Pendrive, nem parece ser algo de segurança nacional, parece mais algo de segurança universal. o.o

Certo, certo, agora me deixou com mais dúvidas, afinal, o V-Blade não sabe que o Fate está na Area 51, então não era possível demonstrar a ligação entre a família McFate e ele. Você é realmente um desgraçado Leonardo Polli, eu estou com muita raiva de você por ter criado uma Fanfic incrível que me prende com sua magnificência e desenvolvimento incríveis. Te odeio. u.u

Agora irei ler o Capítulo 04 e te odiar mais ainda pelo que acontecerá nele. Não se preocupe com o tamanho do capítulo, não ligo para isso, mas é melhor você começar a dividir em duas partes os capítulos já que provavelmente ficarão cada vez maiores com o passar do tempo. Imagino mesmo que o Fate é um cagão, pois você é um. u.u

Edit - Comentário do Capítulo 04

Nem sei por onde começar. xD Bem, obviamente estou totalmente entusiasmado e abismado com os acontecimentos deste capítulo. Yatagaramon, V-Blade, Explosão, tudo tornou a minha mente um Caos e realmente não sei o que dizer. o.o

Bem, vamos lá. Obviamente o capítulo foi magnifcamente incrível e você sabe disso, afinal, as batalhas que foram o foco principal, foram extasiantes e com certeza me deixaram preso à cada mínimo detalhe, esperando ansiosamente por cada detalhe. O Falcomon é muito persistente, não parou por um minuto a batalha para desistir, continuou seguindo em frente mesmo sem forças, seria até mais fácil esperar a morte.

Eu gostei mais da batalha do Grim e do Sealsdramon contra os Digimon que queriam impedí-los de chegar ao Fate. Claro que o Yatagaramon é ultra foda e adoro ele, mas estou contando as batalhas como um todo. Se bem que é difícil decidir, pois a batalha do Falcomon contra o Matadrmon também foi ultra foda e alucinante. Ah, você me deixa confuso, é uma grande misturas de emoções dentro de mim após ler o capítulo.

O Vion pareceu tão "dócil" na lembrança do Fate, mas eu achava que ele era mais tímido no passado, que não iria se dar tão bem com o Fate e o Grim rapidamente. Algo engraçado é o Commandramon se dirigir à ele mesmo em terceira pessoa, isso me lembro Everybody Hates Chris. xD De qualquer forma, o mais importante no Vion é....... que ele é extremamente lindo. ;D -q

Eu simplesmente não acreditei no que o V-Blade fez, a única explicação possível que me veio à mente é a de que ele é um Mestiço. Não entendo o que ele pretende, se ele sabia de cada passo do Fate desde que ele nasceu, porque o levou ao Pendrive? E porque ele não matou todos ali mesmo sendo que eles poderiam estragar seus planos no futuro? Não gosto deste erro dos vilões de deixar os mocinhos viverem por serem fracos e acharem que os mesmos não podem tocá-los. --''

Outra coisa que não entendo é o "Digisoul Full Charge", pois se fosse o máximo mesmo, eles deveriam ir para o nível Kyuukyokutai e não para o Kanzentai. Quero só ver o que você irá inventar quando eles fizerem isso ou até ultrapassarem. Bem, ao menos o Yatagaramon apareceu, gosto muito dele e o acho extremamente foda. *-*

A pobre Melodee estava perdidinha ao despertar. rsrsrs A coitada só teve uma aparição de um capítulo praticamente, depois foi esquecida. Acho até que se a batalha não tivesse terminado logo, ela continuaria esquecida e nem iria despertar. u.u Mas espero que ela tenha um pouco de aparição mesmo estando presa pelo V-Blade.

Ah, há um erro na briga entre o Maxim-G e o V-blade, o V-Blade ficou assustado com si mesmo? õ.Õ Mas foi boa, apesar de eu achar até certa parte que o V-Blade é um inútil, mas agora acho ele um completo idiota por não ter ido ele mesmo acabar com o Fate de uma vez, ele acha que vai viver para sempre por acaso? O tempo é precioso demais para ser desperdiçado com a extrema retardadisse deste monte de merda.

Duas coisas me intrigam. Porque o Sealsdramon não ficou preso na gosma do Raremon quando o levantou com os braços? E como ele criou um holograma de si mesmo como o Gorimon fez? Eu pensei que o Gorimon tivesse usado algo da Area 51 para fazer isso, mas se fosse o caso, o Sealsdramon não poderia fazê-lo. São muitas dúvidas em minha mente, misturada com raiva e excitação.

Bem, o capítulo foi perfeito na minha opinião e gostei principalmente do final, eles correndo contra o tempo. Porém não acha que um minuto é pouco para eles terem percorrido um caminho tão grande? E o que acontecerá com o Fate agora que perdeu seu Digivice? Sei que ele conseguirá outro de algum modo, mas espero que isto seja bem explicado, não quero nada mal feito. u.u

Ah, quando o V-Blade apareceu eu fiquei surpreso, pois esperava que fosse o Mestiço que apareceu no capítulo anterior, o com DNA de Leomon ou até algum outro Mestiço para acabar logo com as coisas. Bem, é isso que tenho à dizer, espero que não reclame da minha irritação, mas você é muito maldoso e agora me fez odiar o V-Blade.

Aguardarei o próximo capítulo e é melhor não me decepcionar com alguma porcaria. u.u
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Mickey em Sab 05 Nov 2011, 6:45 pm

Uurul! Belo episódio. Correria, luta e explosão. Hehehe! Tudo de ação. Não faltou nada Rsrsrsrs.

Enfim Grim apareceu para uma missão de resgate explosiva... muito legal. Todos os humanos possuem uma arma principal? Fate com armas de fogo, Dee com Arco e fecha, Grim com uma foice... e que por sinal é frio... matou os Gazemons que corriam de medo...

Muito bom! Assim eles se envolvem nas batalhas e não apenas os Digimons. Muito legal a ideia.

Aew Digievoluções... pensei que não as veria... já que falcomon demonstrou uma habilidade de combate mesmo em nível inferior muito boa.

Agora, o Violentblade é digno de ser chamado de Chefe. Ele aponta o dedo e seus inimigos caem? Que força...

E agora? Como já perguntaram... como Fate fara sem um Digivice?
O que Violentblade planeja com Dee? O que raios tem no PENDRIVE?

Esperando o próximo episódio para responder estas perguntas!

=)

Duvida:

Houve necessidade de dois Posts para incluir o episódio. Excedeu o limite de linhas/caracteres? Qual é o limite que pode ser postado? Só por curiosidade xD


__________________________________________________________________________

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Dom 06 Nov 2011, 2:09 am

@Spyrofan: Sem problemas. Acompanhe a fanfic no tempo que você tiver, e responda quando quiser também. O importante é não deixar de ler, oasuoeus \o Abraços.

@Rikaru: Não, a Fate se chama Fate por que Fate significa Destino, e a história envolve o destino de todos os personagens e dos dois mundos, e por causa do protagonista também, que é o Fate \o O pendrive pode trazer tanto a ordem como o caos - depende de quais mãos ele cair. Obrigado pelos elogios ao capítulo 04, para mim, esse é um dos melhores capítulos que eu escrevi na Fate até o momento (junto do 06, 08 e 09). O Falcomon é assim mesmo - enquanto respira, ele luta. Ele é o personagem mais profundo e talvez seja por isso que ele seja a base de Fate.

Acho que consegui passar, detalhar melhor a batalha de Sealsdramon e Grim do que a de Falcomon e Matadrmon e seus parceiros humanos. Deve ter sido por isso que você achou melhor e tal. O Vion era dócil, meigo, tímido, conselheiro, tudo isso. Por que não é mais? Vish... só a história pra te falar. Commandramon é um otário, só isso, aoeuosueous. E sim, o Vion é lindão mesmo ;p OAUSOAUED. Violentblade tem lá suas cartas na manga. Se ele é mestiço ou não, só a história pra te falar. Essa frase do Vblade de "eu sei cada passo..." foi apenas uma hipérbole - não quis dizer que ele fica 24h vendo o Fate. E Vblade deixou vivê-los pois tinha as duas coisas que precisava - o pendrive e Melodee. Ele tendo Melodee, não precisa de Fate. Por quê? Lê a história e descubra por si mesmo.

Se você ñ acompanhou Savers, Digisoul Full Charge evolui para Kanzentai, e Digisoul Charge! Overdrive! evolui para o Kyuukyokutai. E sim, no decorrer da história eles evoluirão para níveis mais altos, e quem sabe, não surge até uma fusão entre GranDracmon e Ravemon? ;pp E Melodee estava desacordada e depois fez uma breve aparição no 04. Nos próximos capítulos, ela vai aparecer raríssimas vezes, voltando de vez lá pro capítulo 15.Violentblade tem planos. E esses planos só serão descobertos no decorrer da história. Sealsdramon não ficou preso à gosma de Raremon pois conseguiu fixá-la em suas mãos, tornando-a algo material. E o caso dos hologramas, qualquer digimon ciborgue pode fazer isso. Gorimon é ciborgue. Sealsdramon também.

Fate não obterá de maneira alguma outro digivice. É explicado futuramente na fanfic que um humano e um digimon só podem ter um digivice na vida. E se perderem esse, estão na roça. Sim, aquele lugar da Area 51 explodiu. O digivice explodiu? Não sei. As aparências enganam, e aguarde um fim de saga que se resume em apenas uma palavra: espetacular. Aquele mestiço foi só uma cobaia, não vai aparecer mais na fanfic, creio eu. E que bom que você odeia Violentblade, isso é mt bom, pois vilões servem para serem odiados \o OAUSOAUEOUDOUA. Obrigado pela presença e fique no aguardo do capítulo 05, um capítulo daqueles dramáticos e tal.

@Mickey: Obrigado pelos elogios, amigão! Sim, cada humano tem uma arma em específico. Fate tem suas TwinBlasters, Grim tem sua foice, que depois é substituída pelos seus punhos (vide capítulos 06-07), Melodee usa um arco e flecha... e por ai vai. Essa idéia das armas foi por causa disso mesmo; odeio humanos parados, somente olhando. Humanos tem que descer a porrada também! OAUSOAUEOUDA

Falcomon é muito foda até em seu nível Seichouki, mas, como Matadrmon é pau a pau com ele, precisaria evoluir para Kanzentai e ficar nivelado, para poder derrotá-lo. Violentblade é muito poderoso e muito frio, você verá muito mais de sua personalidade no decorrer da saga. Fate se virará como pode sem seu digivice. Lutará normal, e Falcomon também. Será mais difícil, mas eles tentarão. Violentblade tem planos para Melodee. Planos maléficos. Planos que serão contados verdadeiramente próximo ao fim da saga. E o conteúdo do pendrive será sempre um mistério, rs.

O limite imposto pelo Forumeiros é de 65000, só que no começo do fórum eu devo ter colocado 60000... Obrigado pela presença e continue acompanhando. Abraços!
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Dom 06 Nov 2011, 6:28 am

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Não, a Fate se chama Fate por que Fate significa Destino, e a história envolve o destino de todos os personagens e dos dois mundos, e por causa do protagonista também, que é o Fate \o Obrigado pelos elogios ao capítulo 04, para mim, esse é um dos melhores capítulos que eu escrevi na Fate até o momento (junto do 06, 08 e 09).

Acho que consegui passar, detalhar melhor a batalha de Sealsdramon e Grim do que a de Falcomon e Matadrmon e seus parceiros humanos. Deve ter sido por isso que você achou melhor e tal. O Vion era dócil, meigo, tímido, conselheiro, tudo isso. Por que não é mais? Vish... só a história pra te falar. Commandramon é um otário, só isso, aoeuosueous. E sim, o Vion é lindão mesmo ;p OAUSOAUED. Violentblade tem lá suas cartas na manga. Se ele é mestiço ou não, só a história pra te falar. Essa frase do Vblade de "eu sei cada passo..." foi apenas uma hipérbole - não quis dizer que ele fica 24h vendo o Fate. E Vblade deixou vivê-los pois tinha as duas coisas que precisava - o pendrive e Melodee. Ele tendo Melodee, não precisa de Fate. Por quê? Lê a história e descubra por si mesmo.

Certo, então entendi corretamente o significado do nome da Fanfic. E não precisa agradecer, eu estou adorando a Fanfic e não poderia deixar de comentar. ;D Não sei se foi por isso, só sei que gostei mais da batalha do Sealsdramon e do Grim. xD Mais mistérios, mais e mais mistérios. Duvido que o Vion tenha mudado apenas porque o Fate ficou com a Felicia, deve ter algo à mais por baixo dos panos.

Você mesmo disse que não existe magia na Fanfic, então a única explicação é que o V-Blade é um Mestiço e ainda um Mestiço com o DNA de algum Digimon muito poderoso para fazer o que ele fez, até pensei no Wisemon, mas não sei se o mesmo é capaz disso. Certo, uma hipérbole. Mesmo que ele tenha o que precisa, só um idiota não elimina o que pode lhe causar problemas, apenas por achar que isso não acontecerá. --'' Acho que isso de não precisar do Fate é algo que a família McFate tem e que ele precisa, mas com a Melodee é mais fácil acredito eu.


Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Se você ñ acompanhou Savers, Digisoul Full Charge evolui para Kanzentai, e Digisoul Charge! Overdrive! evolui para o Kyuukyokutai. E sim, no decorrer da história eles evoluirão para níveis mais altos, e quem sabe, não surge até uma fusão entre GranDracmon e Ravemon? ;pp E Melodee estava desacordada e depois fez uma breve aparição no 04. Nos próximos capítulos, ela vai aparecer raríssimas vezes, voltando de vez lá pro capítulo 15.Violentblade tem planos. E esses planos só serão descobertos no decorrer da história. Sealsdramon não ficou preso à gosma de Raremon pois conseguiu fixá-la em suas mãos, tornando-a algo material. E o caso dos hologramas, qualquer digimon ciborgue pode fazer isso. Gorimon é ciborgue. Sealsdramon também.

Aquele mestiço foi só uma cobaia, não vai aparecer mais na fanfic, creio eu. E que bom que você odeia Violentblade, isso é mt bom, pois vilões servem para serem odiados \o OAUSOAUEOUDOUA.

Ah sim, eu realmente não assisti Savers ainda, mas já havia visto o Overdrive em um vídeo Fan-Made para comemorar o aniversário de 12 anos de Digimon, apenas não sabia que o Overdrive era para o Kyuukyokutai, achei que era para Burst Mode. xD Uma fusão entre o GrandDracumon e o Ravmon? Vai ficar uma coisa até ridícula, pois eles são bem diferentes e o GrandDracumon é um monstrengo feioso e estranho. hahahahahaha

Que ótimo, a coitada da Melodee vai ser deixada de lado, não é mais nem uma personagem secundária, se tornou figurante apenas. --'' Certo, certo, já entendi que haverão muitos mistérios envolvendo o V-Blade. E como ele fixou com as mãos, é alguma habilidade dele? Um holograma precisa de um projetor holográfico para ser projetado, não basta apenas ser um Cyborg, à menos que seja uma habilidade dos Digimon Cyborgs que você inventou para a Fanfic. xD

Coitado do Mestiço, é só um figurante. rsrsrs Eu odeio o V-Blade, assim como odeio você por ficar brincando com a minha curiosidade. Acho até que você está mais para o V-Blade do que para o Fate, pois o Fate não faria algo assim, ao menos não à um amigo. u.u


Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Fate não obterá de maneira alguma outro digivice. É explicado futuramente na fanfic que um humano e um digimon só podem ter um digivice na vida. E se perderem esse, estão na roça. Sim, aquele lugar da Area 51 explodiu. O digivice explodiu? Não sei. As aparências enganam, e aguarde um fim de saga que se resume em apenas uma palavra: espetacular.

@Mickey: Fate se virará como pode sem seu digivice. Lutará normal, e Falcomon também. Será mais difícil, mas eles tentarão. Violentblade tem planos para Melodee. Planos maléficos. Planos que serão contados verdadeiramente próximo ao fim da saga.

Bem, então está claro que o Fate irá recuperar seu Digivice no futuro, afinal, se você fizer o Falcomon derrotar um Kyuukyokutai ou até um Kanzentai, - dependendo do Digimon - eu paro de ler a Fanfic, pois seria protagonismo em excesso. u.u Mas há o lado bom, eles serão levados ao extremo de suas forças para derrotar os próximos inimigos com o Falcomon não podendo evoluir, adoro isso. \o

Apenas no final da Saga? Mas faltam 96 capítulos ou até mais que isso. T^T Bem, espero que estes planos sejam bem desenvolvidos e que sejam algo bem interessante. Algo me veio à mente agora, você já tem toda a história da Fanfic, até o último capítulo planejada em sua mente ou você está planejando conforme escreve? Imagino que a segunda opção, pois do contrário você precisaria ser dissecado por ter um super cérebro, mas resolvi perguntar. xD

Ah, é bom me surpreender com o fim da Saga 01, pois já está se gabando que é espetacular. u.u


Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: O pendrive pode trazer tanto a ordem como o caos - depende de quais mãos ele cair.

@Mickey: E o conteúdo do pendrive será sempre um mistério, rs.

Me corrija se eu estiver errado, mas acredito que ninguém saiba qual é o conteúdo do Pendrive, quero dizer, os que sabiam morreram que são a família McFate, pois o Fate e a Melodee obviamente não sabem. Porém, se ninguém sabe, por que fazem de tudo para ficar com ele? O Fate e a Melodee até tem seus motivos, mas a Area 51 duvido muito. O V-Blade até dou um desconto, pois ele quer atrair o Fate.

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: O Falcomon é assim mesmo - enquanto respira, ele luta. Ele é o personagem mais profundo e talvez seja por isso que ele seja a base de Fate.

@Mickey: Falcomon é muito foda até em seu nível Seichouki, mas, como Matadrmon é pau a pau com ele, precisaria evoluir para Kanzentai e ficar nivelado, para poder derrotá-lo.

Profundo... então é bom desenvolver bem ele. u.u Como um Seichouki pode ser páreo para um Kanzentai? É a mesma coisa que uma mosca ser párea para um lutador profissional de vale tudo. --''' Tudo bem que o Falcomon possui experiência, mas imagino que o Matadrmon também possua e dizer que o Falcomon é tão bom quanto o Matadrmon é o mesmo que dizer que o Matadrmon é o Kanzentai mais fraco que existe e o que o Vion e seu Digimon são dois nadas no mundo. u.u
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 07 Nov 2011, 3:09 am

@Rikaru: Acho que deixei transparecer errado. Vion não se afastou de Fate por causa de Felicia; Felicia era uma grande amiga de Vion e ele ficou super feliz quando ela ficou com Fate, afinal, os três eram amigos. Vion teve de se afastar de Fate. Por quê? Leia e descubra. Violentblade ser ou não um mestiço, é algo que você vai descobrir durante a fanfic. Wisemon não tem nada a ver com ser Violentblade. E sim, ele precisa de algo bastante precioso que a família McFate possui, e como estava difícil pegar Fate, digamos que com Melodee é mais fácil. É uma coisa que Dee e Fate compartilham.

E, não. Uma fusão entre Ravemon e GranDracmon vai ser uma das mais belas já criadas, se o desenho ficar de acordo com o que eu pensei \o Não, a Melodee é uma dos protagonistas - ela só vai deixar a cena por um tempo, para dar mais destaque à parceria de Grim, Fate e seus digimons, e aos personagens novos que serão inseridos à partir do cap. 05 e outros a partir do cap 10. E não sei se você lembra, mas eu disse que Commandramon é um dos digicyborgs mais poderosos dos EUA, ele já tem essa de holograma como uma de suas habilidades.

Fate irá recuperar seu digivice? Não sei, leia e descubra. Não, para o final da saga faltam menos que 20 capítulos; a primeira saga tem por volta de 23~26 capítulos. Eu tenho a história toda planejada, do começo ao fim, mas há algumas partes não desenvolvidas ainda. Digamos que eu tenho as idéias, só faltam colocá-las no "papel". E pode ficar tranquilo. O fim da saga 01 é apenas outro começo \o OAUSOUDUEOAU Sim, todos que sabem do conteúdo do pendrive morreram. Há aqueles que pensam que sabem, como Violentblade, que acha que o pendrive lhe dará os poderes que tanto procura. A Area 51 em si não tem nada a ver com o pendrive, mas sim o seu chefe, Violentblade. Não é à toa que o chamo de Comandante Blade né, aoeusoue.

Eu quis dizer que a linha evolutiva de Falcomon é párea para a linha evolutiva de Matadrmon (Dracmon, no caso). E você não sabe, como um lutador de vale-tudo iria acertar uma mosca, que é 1000x mais ágil que ele? OASUOAUEOUD força não é tudo meu querido, e você verá isso em Digimon Fate.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Seg 07 Nov 2011, 5:24 am

Ah claro, mais uma das vezes em que você diz inicialmente uma coisa e depois nega dizendo outra coisa. Isso irrita. --''' Você pode ao menos dizer quem irá fazer o desenho? Espero ver a Melodee em ação novamente, ela é foda. \o Se você ficar inserindo muitos personagens, vai ter que sempre tirar alguns de cena para dar destaque à outros, não sei se isso seria bom. Não me lembro de você ter dito isso sobre o Commandramon, mas no caso estamos falando do Sealsdramon, o Commandramon não é um Cyborg propriamente dito.

E mais uma contradição ao que disse anteriormente. Sinceramente, já estou quase desistindo de ler seus comentários, você faz muito isso e não me agrada nem um pouco. Boa sorte em desenvolver o que ainda não foi desenvolvido, mas não tenha pressa, faça tudo à seu tempo, com calma. O V-Blade é só um metido que se acha fodão mas não passa de um monte de merda, não é à toa que ele combina com você. u.u xD

Você entendeu o que eu quis dizer. u.u E o Matadrmon é muito ágil também, o GrandDracumon é que acredito não ser, talvez o único da linha do Dracumon, não sei qual será o Seijukuki que você escolheu para ele. Bem, agora só resta esperar a semana que vem - ou o fim desta - para o próximo capítulo, espero que esteja tão surpreendente quanto os anteriores, não quero me decepcionar. u.u
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 07 Nov 2011, 5:46 am

@Rikaru: Eu não digo uma coisa e depois nego ela, dizendo outra. Você que entendeu errado e eu expliquei melhor depois. Como disse anteriormente, Melodee irá aparecer pouco nos próximos capítulos, voltando a aparecer de vez somente no capítulo 15. E a Fate é cheia de personagens, e essa inserção deles e a retirada de outros é essencial para a história. Odeio uma história onde começa com quatro negos e termina com esses quatro somente. O Violentblade não é metido, e não acho que ele se combine comigo; na verdade, eu me pareço muito mais com o Fate. Afinal, fiz ele de acordo comigo. Se Violentblade é um monte de merda, ou não, veremos isso no decorrer da história.

No caso de "Fate irá recuperar seu digivice? Não sei, leia e descubra." isso não foi uma contradição. Nunca seria. É apenas uma forma de evitar spoiler. Eu posso falar algumas coisas sobre a história, mas não tudo. E se a contradição não foi essa, mas sim de tantos capítulos e o fim da saga, foi você que entendeu errado. Sempre falei que Digimon Fate tem por volta de 105 capítulos, distribuidos em 6 sagas, cada qual com um foco. O desenho eu não sei quem vai fazer, provavelmente algum amigo meu. A linha evolutiva de Dracmon vai ser a oficial.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Seg 07 Nov 2011, 6:16 am

Polli, aqui está um exemplo das suas contradições, quando você falou que haveriam 6 Sagas com mais de 100 capítulos:

Leonardo Polli escreveu:@Rikaru: Digimon = Humanos, pelo menos para mim. Sobre resistências, bom, ainda tem MUITA coisa pra rolar na Fate, e quando digo MUITA, espere por 6 sagas com mais de 100 capítulos, oaueosues.

A única explicação plausível é que você comenta com imensa pressa e acaba se enrolando, assim resultando em dizer uma coisa quando deseja dizer outra. Isto está uma grande confusão, mas aqui um exemplo de como poderia ter ficado esta frase para significar o que você disse agora:

@Rikaru: Digimon = Humanos, pelo menos para mim. Sobre resistências, bom, ainda tem MUITA coisa pra rolar na Fate, e quando digo MUITA, espere por 6 sagas em mais de 100 capítulos, oaueosues.

Perceba a diferença que usar "em" ao invés de "com" pode fazer, deste modo não há como haver mal entendido, se você tivesse dito desta forma, eu não haveria entendido erroneamente. Não irei procurar as outras coisas que você contradisse depois, vou deixar só este exemplo para que você seja mais claro daqui em diante e assim não haja mais mal entendidos.

Bem, deixando isso de lado...

Eu compreendo, é necessário modificar os personagens focos para manter a dinâmica da história e continuar à desenvolvê-la da melhor forma possível. Eu estava apenas brincando quando eu disse isso do V-Blade e comparei ele à você, é porque fiquei com raiva dele depois da retardadisse que ele fez neste último capítulo. xD Não se preocupe, ele é um bom personagem e essencial para a história na minha opinião.

Boa sorte com o desenho se decidir usá-lo na Fanfic. Bem, não sei qual a linha evolutiva oficial do Dracumon. rsrsrs Agora é só aguardar, os mal entendidos foram resolvidos e estou em paz agora. ;D
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 07 Nov 2011, 3:05 pm

@Rikaru: Se eu realmente quisesse dizer que a primeira saga tem 100+ capítulos, eu teria colocado a palavra "cada". Desculpe se houve algum mal entendido, eu não levo isso como um, mas sim como crítica, o que é algo bom e me faz crescer \o Cada saga da Fate entra personagens novos, alguns ficam para o grupo de protagonistas, outros ficam somente naquela saga e talvez dão uma aparição mais tarde. A linha oficial do Dracmon é, Dracmon, Sangloupmon (que aparecerá no capítulo 09), Matadrmon (que aparece no já visto 04 e no 06) e GranDracmon.

Me desculpe se houveram mal entendidos rs. Espero que continue apreciando a história. Abraços.


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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Seg 07 Nov 2011, 3:19 pm

Eu imaginei isso do cada também Leo, mas é que o "com" me confundiu, é isso que eu quis dizer. rsrs Mas não se preocupe, agora está tudo claro, apenas peço que tente não escrever de um modo que possa haver outro mal entendido. xD Ah, eu gostei da linha do Dracumon, apesar de eu ter feito uma outra para ele há um bom tempo:

Dracumon > Devidramon > Vamdemon > GrandDracumon - Devimon as Slide Evolution of Devidramon, NeoDevimon as Slide Evolution of Vamdemon and Mephismon as Slide Evolution of Vamdemon evolving from Devidramon and being able to evolve to Galfmon as well as to GrandDracumon

Porque eu coloquei Vamdemon, NeoDevimon e Mephismon como possíveis Kanzentai para ele? Porque o GrandDracumon, após eu examiná-lo, mostrou ter semelhanças com os três, então poderia até ser uma Jogress Evolution ou DigiXros dos três. Sei que ficou estranho, mas eu até que gostei, apesar de a sua linha também ser bem coerente. ;D

Claro que irei continuar apreciando a sua história, eu adoro ela, já tive diversas emoções ao lê-la e espero por muito mais. \o
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sab 12 Nov 2011, 12:19 pm



Saga 01 - Em Busca do Desconhecido
Capítulo 05 - Sin City


Os raios de sol estavam se cessando, pouco a pouco. O clima ficou ameno, e um leve ventinho pairou sobre aquela auto-estrada, que levantava poeira toda vez que os pneus do carro onde o grupo estava tocavam-no. O calor foi sendo substituído pela brisa que chegava, e o céu foi ficando nublado. Tudo indicava que aquele não seria um bom dia. O cenário ao lado do carro era pouco visível devido a poeira alta, mas dava-se para perceber que consistia em um longo deserto de areia quase branca, com várias formações rochosas, alguns cactos e vários tipos de animais, tal como escorpiões, lagartos, etc.

Mesmo assim, o ânimo do grupo dentro do automóvel negro estava um tanto alto, com exceção de Benjamin. O rapaz de cabelos ondulados estava com sua cabeça sobre os braços cruzados, que se encontravam sobre o vidro abaixado do carro. A notícia de que iam ficar um pouco em Las Vegas tinha sido interessante para ele, mas isso fora temporário. As lembranças da invasão na Area 51 vinham à sua mente, o que deixava-o mais preocupado ainda.

- Dee... Por quê?

-... Também não entendo. Você me contou que ela te atacou, sem explicação alguma, e que ela disse que estava atrás do pendrive. Não há lógica nisso.

Grim estava atento ao volante quando Fate contou a ele sobre o ataque surpresa de Melodee e Renamon. De começo, ficara assustado. Commandramon também se assustou, pois pensava que ambas estavam mortas, pois tinha sido o que tinha acontecido. Mas, não; segundo Fate, tudo havia sido um disfarce, uma farsa, para esconder algo de grande valia. Algo que Benjamin não sabia explicar direito. A única hipótese que o trio levantou foi que ela estava sendo controlada por Vion, ou por outra pessoa na Area 51. Mas, por quê? Por que alguém que protegia o pendrive iria fazer uma outra pessoa pegar o objeto para ela? Algo muito sem nexo.

O pendrive. Fate lembrou-se dele. Se arriscar e arriscar a vida dos outros por causa de um mero objeto, que continha algumas informações secretas. Sua vida inteira possuiu apenas uma meta: obter o pendrive. Pendrive. Aquela palavra soava em sua mente e latejava todas as partes dela, provocando mais lembranças em seu pensamento. Lembranças de seu avô, um homem inteligente e engraçado, como ele. Era um homem que amava muito o que fazia, e daria até a vida por causa do pendrive. Era algo muito valioso para ele e, para honrar a morte de seu avô, e cumprir com a sua palavra, Fate ia até os confins da Terra atrás desse objeto. Mesmo que isso lhe custasse sua vida.

O tempo passava rápido. Tão rápido que Commandramon estava caído no banco traseiro antes mesmo que Benjamin levantasse com leveza a janela do carro do banco de carona. Sobraram acordados somente os dois humanos, Joshua e Benjamin. O japonês tinha dito que iria dirigir até o final da "viagem", pois Fate estava muito debilitado para ir ao volante, e tinha que descansar um pouco. Mas, de fato, ele não queria descansar; queria ir atrás de sua irmã. Mesmo que ela xingasse-o e tentasse matá-lo. Afinal, ela era a sua única família.

Já eram quase onze horas da manhã. O horário do almoço estava chegando. Isso deixava os dois amigos preocupadíssimos, pois estavam morrendo de fome. Mas, tinham que se preocupar em se esconder primeiramente, pois nada adianta comer quando se está morto. A felicidade ia se estampando nas faces humanas com um sorriso largo, ao verem que estruturas urbanas iam surgindo, ao longe. Prédios indicavam que o carro estava se aproximando de Las Vegas, próximo ponto de parada do grupo.

Fate, com um sorriso largo, olhou para o pequeno e tecnológico rádio do carro, que indicava o seguinte horário: 11h00min.

- São onze horas, Grim. - informou o homem forte, clicando em alguns botões pequenos do rádio. - Em quanto tempo acha que chegaremos lá?

- Não se preocupe com o bife, Fate. - sorriso estampado, Grim brincava com o amigo. - Ele estará quentinho na hora do almoço.

- Entendo. - respondeu calmamente Benjamin, roçando seu queixo.

Um silêncio pairou no ar. Os amigos não se comunicavam muito bem pessoalmente, por fatos do passado, ou por Fate ser muito tonto mesmo, o que Grim não suportava em sua personalidade. Com a "missão" na sua mente, Grim decidiu ficar quieto, porém seu amigo fez o contrário.

- Acha que eles vão vir atrás de nós? - indagou, se referindo aos agentes da SWAT e os particulares da Area 51.

- Eles estão atrás de nós!

Fate ainda não havia caído na real. Eles invadiram a Area 51, o local mais misterioso de todo o mundo, para roubar o pendrive pertencente ao avô de Benjamin, o objeto mais cobiçado do mundo naquela época. Sim, eles saíram de lá sem o objeto; mas, mesmo assim, invadiram a base militar. Nenhuma pessoa poderia adentrar nas localidades da Area 51 sem a permissão direta do governo americano. Uma invasão era considerada como crime, que devia ser pago por uma pena de mais de trinta anos de prisão, ou multas caríssimas - que, conseqüentemente, nenhum americano pobre teria condições para pagar. Aquilo não era um jogo e, como Grim deduzira, os homens da SWAT, presentes no local no horário da invasão, e os agentes subordinados ao Comandante Jefferson Violentblade, que ficavam na própria Area 51 estavam atrás deles, juntamente com seus parceiros digimons. Fate não se lembrava disso, devido a sua mente estar muito confusa no momento.

Após a rápida saída do grupo - que estava no veículo - da Area 51, vários homens montados em monstros digitais os seguiam, pela auto-estrada. Passando-se pouco mais de uma hora após o início da fuga, o grupo havia despistado os agentes. Agradeceram - exceto Fate, que levou elogios à lógica - a Deus por terem saído dessa enrascada vivos.

De fato, nada eles podiam fazer, a não ser continuar adiante na auto-estrada. A leve brisa que passava pelo rosto de Joshua Kasagrim deixava-o sem preocupações alheias; sua atenção estava voltada somente à chegada deles em Las Vegas, que estava se aproximando cada vez mais.

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Depois de algum tempo, o carro foi diminuindo sua velocidade. Grim percebera que haviam acabado de chegar ao seu destino; a cidade de Las Vegas. Pararam o carro, antes de entrarem numa rotatória, que levava a várias direções (auto-estradas), inclusive à cidade. Curiosamente, no centro da rotatória, havia uma espécie de local decorativo, com flores e tudo mais. O que mais chamava a atenção era uma inusitada decoração, que de começo assustou Grim - mas, após poucos segundos, ele pensou que combinava com o lugar.

Consistia na figura de um demônio humanóide, feita de pedra talhada. Tal figura possuía na mão direita um tridente na vertical, e a mão esquerda exercendo a função mecânica de aceno aos que chegavam ali. Sua cabeça possuía uma boca sorridente, olhos grandiosos e três chifres e duras orelhas pontudas. Do rabo pontiagudo saía um pequeno jato d'água, que atingia um pequeno painel - semelhante aos de estádios de futebol, mas num tamanho menor - acima da cabeça da figura. Tal processo fazia com que o painel se mantivesse energizado, surgindo assim as palavras Welcome to the Sin City, where sinners are winners! de boas-vindas.

Fate olhou de relance para o lado, pois estava meio que escorado na porta ao seu lado, e viu a face surpresa - e assustada - de Grim.

- Você não viu nada ainda.

- E espero não ver. - retrucou o japonês, com a mesma face.

Joshua deu partida no carro, roncando o motor. O barulho de engasgo foi tão alto que conseguiu despertar os dois digimons dormentes no banco de trás. Falcomon levantou suavemente, esfregando seus olhos, sem resmungos e sem esboçar nenhuma raiva; ao contrário de Commandramon, que disparou ofensas a todos que estavam no automóvel, menos ao próprio culpado - o carro.

Isso estava sendo muito estranho para o homem de feições orientais, o que o levou a acreditar que o automóvel havia acabado de perder o seu motor. Um cheiro estranho veio às suas narinas, o que confirmou a sua dúvida. Olhou com uma cara de sensatez para o amigo humano, indicando que algo devia ser feito. Fate, como estava um tanto cansado, pediu para que ele fosse averiguar a situação do motor do automóvel - logicamente, explicando a sua situação. Grim relutou instantaneamente, mas lembrou que não havia tempo a perder. Então, contra sua vontade, abriu a porta do carro, e desceu.

Locomoveu-se lentamente até o capô do carro negro, retirou a haste que prendia o capô e levantou-o, sem nenhum mínimo de cuidado. O resultado foi: o motor fundiu na sua cara, que ficou toda cheia de graxa. Dentro do carro, Fate analisava a cena, rindo pela burrice do amigo. Falcomon e Commandramon não se agüentaram e quase se matavam de tanto rir; afinal, qualquer um no lugar deles riria.

Com a mão esquerda levantada, segurando o capô, após a "burrice" precisa, Grim usava sua mão direita para limpar seu rosto, todo sujo de graxa.

- Ótimo. - abaixou o capô com tudo, depois de ter limpado sua face com as mãos limpas, que agora estavam sujas. Com cara de sonso, ele acabara de descobrir o que havia acontecido. - Fundiu o motor.

- Eu sei. - aos risos, Benjamin respondeu alto e claro ao amigo, que estava quase explodindo de raiva.

Joshua Kasagrim voltou para dentro do automóvel, abrindo a porta em que acabara de sair. Sentou-se no confortável banco de couro, levou as mãos sujas ao volante - o que o fez ser xingado por Fate - e olhou para frente. Tentou dar partida mais uma vez, mas o carro não ligou. Mais uma, e o resultado foi o mesmo. Como Fate pensara, seu amigo Grim não entendia nada sobre mecânica automotiva. É nessas horas que cursos são bons...

Commandramon disparou mais ofensas a Grim, chamando-o de "abre os olhos", "burro do leste" e "macaco quebrado". O japonês devolveu o que a fome não faz nos digimons?, sabendo o real motivo pelo estado emotivo do digimon escamoso. Falcomon, por outro lado, permanecia calado, apenas observando a situação. Aparentemente, ninguém sabia a saída daquele problema. Mas, entre mortos e feridos, sempre há um sobrevivente.

- Podíamos deixar o carro aqui, e irmos andando a pé. À noite voltamos aqui com um mecânico. - opinou o falcão, oferecendo sua sugestão. - O que acham?

- Se um dia você se candidatar a presidente, Falcomon, pode contar com meu voto. - comentou Grim sorrindo, fugindo totalmente da idéia da conversa.

- Não importa se formos de carro, andando, voando, nadando, rolando, mas se chegarmos a comida, eu topo. - Commandramon ficou feliz com a idéia, contudo pensava mais em enxer sua barriga do que nos amigos.

- E você, F...

O barulho da porta batendo praticamente em sua cara fez com que Falcomon entendesse que aquilo fosse um sim vindo de seu parceiro humano, Benjamin McFate. Sendo assim, Joshua Kasagrim recolheu seus pertences mais valiosos - tais como carteira, relógio - e saiu do carro, sendo seguido por Falcomon e Commandramon - afinal, havia somente duas portas no carro.

Havia vários carros buzinando uns para os outros, posicionados em fileiras distantes e indianas, ocupando todas as outras auto-estradas. A única "vazia" era a que o automóvel negro de Fate estava estacionado - a auto-estrada 66, que levava a Area 51. Por razões de segurança ou de lógica, eram vistos poucos carros indo e vindo naquela pista, a não ser um automóvel militar. Os carros circundavam a rotatória e seguiam para Las Vegas em sua maioria, ou passavam para as outras pistas, mas sempre evitando a 66.

O grupo começou a caminhar lentamente, na direção norte, rumo à cidade de Las Vegas. Fate, ao passar ao lado da figura diabólica, olhou de relance para o lado, fitando os olhos profundos do demônio talhado. Em sua impressão, os olhos estavam voltados para ele naquele momento. Mas, como, se a cabeça não era mecanizada? Como algo de pedra tomaria vida num piscar de olhos? Ele pensou que era apenas ilusão de ótica, pois sua visão ainda estava um pouco atordoada, devido à madrugada extensa e cansativa.

A cabeça do demônio voltou sua atenção para frente, na direção sul, no sentido da auto-estrada 66.

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- Isso é Las Vegas? - indagou o homem japonês, a seu amigo humano, estranhando o silêncio da cidade.

- Sim. A cidade fica praticamente morta de manhã e à tarde. - respondeu Fate, com os braços cruzados.

Os dois andavam lado a lado, enquanto Falcomon e Commandramon vinham logo atrás, olhando para os gigantescos prédios e arquiteturas magníficas. O digimon escamoso havia feito uma visita a cidade há muito tempo atrás, quando tinha dez anos. Já o falcão viera várias vezes com seu parceiro, embora em sua última visita ele tivesse dezoito anos. Ele e Fate conheciam a cidade bem mais do que Grim e Commandramon, embora não conhecessem ninguém que habitasse lá.

Faziam mais ou menos dez minutos que os quatro fugitivos haviam adentrado na cidade de Las Vegas. Estavam procurando um hotel para passarem o resto do dia, descansar um pouco, tomarem um banho e se alimentarem; afinal, estavam todos exaustos. Com a ajuda da dupla de digimons, vasculhavam uma das principais ruas da cidade, quando se tratava de hotéis. Mas, apesar da enorme quantidade de casas de hospedagem, era difícil achar uma que pudesse ser paga com a pouca quantia de dinheiro que Grim possuía no momento.

Fate já não agüentava mais aquele uniforme da SWAT. Estava muito calor, o que fez com que ele suasse muito, sem contar que a roupa era um tanto pesada. Não via a hora de pegar qualquer trapo que encontrasse pela rua e colocar em seu corpo, para poder jogar fora o uniforme negro.

Cada carro que passava em alta velocidade naquela rua diminuía sua velocidade para ver o grupo que andava na calçada. O que mais chamava a atenção dos passageiros dos veículos era Fate, e queriam saber o porquê de um homem estar vestido com um uniforme da SWAT, naquela hora. Primeiramente que, Las Vegas não precisava da SWAT - possuía seu próprio sistema de policiamento; e, em outro caso, era loucura estar com um uniforme negro com o calor que estava fazendo - passava da faixa dos 36ºC.

Mas, de fato, isso não desviou a atenção dos quatro de procurarem um local para ficar. Já haviam andando um bocado daquela rua, e não achavam pelo menos um hotel que fosse barato.

Até que, atenciosamente, Falcomon olhou para o alto e, com olhos suplicantes, encontrara uma placa, suspensa por duas hastes, que saía de uma casa simples de dois andares.

- Graças a Deus... Hotel Paraíso das Esperanças, onde fugir da vida não é uma opção.

- Até que enfim, encontramos... - comentou Fate, exausto e arfante. - Vamos entrar?

Commandramon e Joshua Kasagrim responderam positivamente, enquanto seguiam Falcomon e Fate, adentrando no estabelecimento.

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Suas faces se assustaram. Seus olhos se esbugalharam, suas bocas se abriram e seus semblantes brilharam. A casa de dois andares, que era simples por fora, em seu interior era totalmente o contrário. Estava mais para uma casa de ricos do que um simples hotel. A decoração da recepção era simplesmente magnífica, com paredes cobertas por um papel de parede azul, com figuras de estrelas brancas, que brilhavam. O chão, coberto por um carpete laranja, fofo e macio, fazia com que qualquer um que pisasse ali se sentisse nas nuvens. O teto chapiscado numa cor branca sustentava todo aquele térreo, pendendo algumas lamparinas de lâmpadas fluorescentes, iluminando completamente o local.

Havia alguns sofás de couro marrom ao fundo do lugar, com pequenas mesinhas ao lado, sustentando alguns vasos de flores vívidas. À direita do lugar, havia duas portas mecânicas, que eram elevadores. Próximo aos sofás, uma escada; ao centro do térreo, uma grande mesa redonda, com uma espécie de holograma, que continha vários prédios e estruturas estranhas - no pensamento de Grim, era o holograma da cidade. À esquerda do local, havia uma espécie de balcão de madeira clara, havendo sobre esta alguns papéis, pequenas estatuetas e flores. Por detrás do balcão, havia um homem de idade avançada - devia beirar os cinqüenta anos -, que trajava um simples smoking negro, possuía cabelos brancos penteados formalmente, barba feita e olhos castanhos.

Tal homem estava dando atenção ao monitor do computador que estava à sua frente, que ficava em cima de uma pequena mesinha atrás do balcão. Teclava astutamente, enquanto seus olhos brilhavam.

A entrada de Fate e dos outros lhe assustou um pouco, fazendo com que ele parasse de teclar e voltasse sua atenção aos visitantes, que se dirigiram até o balcão.

- Olá. - recebeu-lhes com uma saudação composta de um sorriso exuberante e uma face alegre. - Sejam bem-vindos ao hotel Paraíso das Esperanças, um dos mais famigerados hotéis de Las Vegas.- tirou suas mãos que estavam entrelaçadas de trás do seu corpo e colocou-as à frente dele, estralando seus dedos. - Em que posso ajudá-los?

- Hum, queríamos um quarto simples, que não custasse muito caro. - de início, Grim pensara que ia gastar pouco quando analisara a decoração externa do hotel, mas sua opinião foi mudada após a entrada deles no local.

- Tenho certeza absoluta que não vai sair mais caro que essa foice, meu caro. - comentou o homem, se referindo a arma que Joshua pusera encaixada em suas costas, inclinadamente, numa alça. O japonês ficou sem reação. - De qualquer forma, temos um quarto livre sim. - isso fez com que os olhos de Fate e Commandramon brilhassem pois, de fato, os hotéis de Las Vegas, naquela hora, deviam estar totalmente lotados. - Vai sair mais ou menos quinhentos dólares, se forem ficar somente hoje.

- O QUÊ!!? Tudo isso... ? - Fate se assustou com o tanto que teriam que pagar.

- Deus... Tudo bem, eu pago. Afinal, é a única coisa que podemos fazer mesmo...

Sem hesitações, Grim meteu sua mão direita num dos bolsos de sua calça skinny, e retirou de lá uma carteira de couro negro. Abrindo-a, vasculhou por alguns segundos e, após isso, encontrou algumas notas verde-escuras. Folheou-as durante algum tempo, e entregou o necessário para o homem de cabelos brancos, que ficou com um olhar sereno enquanto recolhia o dinheiro e, em troca, entregava-lhes uma chave prateada, com um selo branco, portando os números 18, em uma tipografia um tanto curiosa.

Grim guardou a chave no mesmo bolso em que guardara a carteira, após o pagamento da hospedagem. Fate e Falcomon já iam se direcionando ao elevador que levava aos andares de cima, enquanto Commandramon esperava seu parceiro ao seu lado. O velho voltou a digitar no teclado do computador, mas deu uma última parada para falar com o japonês.

- O quarto 18 fica no primeiro andar, na ala leste. É um dos quartos mais privilegiados desse andar, então lhes desejo um bom descanso. Se quiserem roupas, podem encontrar no armário do quarto e no do banheiro, e se precisarem de comida, é só ligarem para a recepção que, dentro de alguns minutos, ela será entregue. Caso precisem de algo a mais, é só dar um toque, que um dos nossos empregados vai até vocês. Boa tarde!

Joshua Kasagrim agradeceu ao recepcionista por tudo o que ele havia feito a eles até o momento, por ter sido tão gentil na recepção. Fate apertara o botão ao lado do elevador que levava ao primeiro andar, e aguardava a chegada do mesmo ao térreo, ao lado de seu companheiro digimon, Falcomon. Grim foi até eles, juntamente com Commandramon e, quando os alcançaram, a porta mecânica se abriu. As duas duplas adentraram no elevador, sendo Fate o último. Enquanto este entrava, o velho recepcionista olhava as costas de seu uniforme negro.

A porta do elevador se fechou, e um barulho mecânico indicava que o elevador estava subindo. O recepcionista estava um tanto curioso.

- SWAT... O que eles estão fazendo aqui, em Las Vegas?

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A maçaneta da porta inclinou-se numa curvatura de aproximadamente 40º, no sentido anti-horário, provocando um baixo rangido, enquanto estava sendo empurrada. Assim, um por um adentrou no quarto 18, ficando maravilhados com a decoração - que era menos impressionante que a da recepção. As paredes eram pintadas com um bege meio acinzentado, o teto era um bege mais claro, havendo uma lamparina com luz amarela ao centro, e o chão era feito com um carpete de madeira. Sobre o chão, um tapete longo e limpo cobria boa parte do quarto.

Ao fundo, havia duas camas de solteiro, arrumadas com lençóis e travesseiros brancos e límpidos. Atrás disso, havia uma janela, que estava fechada, mostrando as claras nuvens e o céu azul. Pequenas cabeceiras marrons ficavam ao lado das mesas, que sustentavam um relógio, um telefone e o controle remoto da televisão, que se encontrava na parte oeste do quarto. Paralelamente a porta de entrada, a leste, havia uma porta, e a oeste outra. Uma levava ao banheiro, e a outra a uma sala que, geralmente, ficava vazia.

- D-D-Deus...

Falcomon não agüentou, e de seus olhos começaram a escorrer lágrimas. Não eram lágrimas de tristeza, nem de outra coisa; mas, sim, de felicidade. Com todas suas forças, ele saiu correndo e pulou na cama da esquerda, caindo de boca nela. Não sentiu dor alguma, pois, de fato, a cama era macia. Commandramon correu para o telefone, Fate para o banheiro e Grim fechou a porta por onde entraram, olhando os outros três bobos se matando pra conseguir o que mais queriam naquela hora. Deixou sua foice encostada na mesma parede da televisão, e ficou de pé, pensando no que faria logo em seguida.

Realmente, nada chegava a sua cabeça. As preocupações dele eram resgatar Melodee, a tão amada irmã de seu grande amigo, e recuperar o pendrive, o motivo de todo aquele inferno que iniciaram. Mas, uma que ainda mais lhe instigava era a deles estarem sendo perseguidos. Porém, por outro lado, não havia mais indícios de que algum agente da SWAT ou da Area 51 estaria perseguindo-os, pois não haviam visto nenhum quando chegaram na cidade de Las Vegas. Mas, de fato, era bom estar cauteloso sempre.

Falcomon havia caído no sono. Afinal, sua noite anterior não tinha sido nada fácil; portanto, o descanso era merecido. Commandramon, por outro lado, tinha acabado de se distanciar do telefone, e havia deitado na cama da direita. Estava um tanto cansado também, mas a fome falara mais alto, e ele pedira várias porções deliciosas. Agora, era só esperar.

Grim se direcionou para a cama onde Commandramon estava deitado, mas não antes de passar perto da mesinha e pegar o controle remoto. Sentou-se na cama macia, deu uma espreguiçada, respirou fundo e ligou a televisão. Por sorte ou por azar, o canal que aparecera era o de notícias do dia.

Canal 9:

Uma mulher loira sentava-se atrás de uma mesa metálica e prateada, vestindo-se com uma roupa de apresentadora, que consistia numa espécie de smoking verde royal. Seus cabelos eram lisos e perfumados, e possuía olhos azuis. Aparentemente, ela estava preocupada com alguma coisa, pois olhava para a câmera com olhares um tanto assustados, mas com uma serenidade confiante.

Começou, de repente, a transmitir uma notícia que atiçou os ouvidos de Grim.

- Notícia urgente, saindo do forno! - imagens de um local conhecido pelo japonês começavam a aparecer na tela. – Nesta madrugada, a Area 51, um dos lugares mais misteriosos e secretos do mundo, foi invadida por um grupo de três humanos e três digimons. Aparentemente, todos estavam juntos, mas, felizmente, uma das três duplas foi capturada com vida. Os integrantes são uma jovem menina ruiva, de aparentemente quinze anos de idade, e uma Pokomon. Elas estão em bom estado e passam bem, segundo as fontes da notícia. - enquanto a mulher expelia as palavras, imagens do prédio principal explodindo, guardas correndo e digimons voando apareciam.

A mulher parou um pouco para respirar, pois estava falando tão rápido que estava quase explodindo. Sua mente estava um tanto confusa, porque em seu pensamento, o que havia ocorrido era impossível. Alguém se infiltrar na Area 51 sem permissão, e ainda matar centenas de soldados e agentes da SWAT, e ainda escapar com vida? Não eram humanos normais aqueles que andavam com os digimons fugitivos.

- Os outros quatro conseguiram escapar com vida, e agora a SWAT e os homens da Area 51 estão espalhados pelos estados nos arredores e nas pequenas cidades nas proximidades de Las Vegas, à procura dos fugitivos. Ainda não temos as verdadeiras identidades dos culpados, e não sabemos o porquê ou por qual motivo louco eles teriam invadido o lugar. Apenas sabemos que eles entraram na Area 51, mataram mais de quinhentos agentes e fugiram praticamente ilesos... Mais informações, na próxima sessão do jornal, às sete horas da noite.

As imagens da Area 51 sumiram, e outras imagens apareceram ao lado da bela moça. Agora ela estava um tanto sorridente e alegre, pois a notícia que estava por vir era um tanto inusitada.

- Agora, vamos falar da notícia mais quente do momento; um bando de Chuumons tentaram invadir uma delegacia policial...

Grim apertou o botãozinho vermelho do controle remoto, desligando a televisão. Com a cabeça baixa, se sentia arrependido. Arrependido por ter deixado sua casa, sua família, e de ter ido com Fate e Falcomon, para pegar o pendrive. Estava sendo um inferno desde que entraram nessa "missão"... Mas, ele tinha seus motivos, assim como Fate. Motivos que eram importantes demais para ele, pois daria até sua vida para que seu objetivo pudesse ser cumprido. Ele não podia vacilar... Não podia. Se vacilasse, perderia algo que ama muito em sua vida...

Começou a chorar. Lágrimas de serenidade caíam de seus olhos orientais. Lágrimas de tristeza, tristeza de se lembrar do motivo daquela missão. Commandramon, fingindo que dormia, sentia as lágrimas de seu parceiro humano. Pelo mesmo motivo, estava lado a lado de Grim desde o começo, pois também não queria falhar. Sua determinação não o deixaria.

O japonês escutou um barulho e, rapidamente, enxugou os olhos, curvando seu pescoço para trás, em seguida. Viu Fate, que acabara de sair do banho rápido, segurando uma regata preta com a mão direita, e secando os cabelos longos e ondulados com a esquerda. Estava com uma calça cargo bege, com um cinto negro - que, curiosamente, vinha com um coldre duplo, onde estavam colocadas as Twin Blasters - e tênis modernos brancos. Colocou a regata cuidadosamente, que ficou agarradinha em seu corpo; logo em seguida, colocou uma corrente por cima, que chegava até a região final de seu peito. Respirou fundo, fechou os olhos e abaixou a cabeça, começando a pensar dali pra frente, como Grim.

-... É melhor descansarmos agora. Pensamos no que vamos fazer mais tarde.

- É, é melhor...

Grim não queria contar a Fate o que vira na televisão, pois poderia chocar o amigo de algum jeito. De qualquer forma, Fate se direcionou a cama onde Falcomon estava, e deitou-se, ao lado do digimon falcão, e Joshua deitara-se ao lado de Commandramon. Não demorou muito para que três dos que estavam ali pegassem no sono; por outro lado, Commandramon estava esperando a comida até aquele momento. Iria matar sua fome antes de dormir, logicamente.

Alguns minutos se passaram e, como esperado, Commandramon não resistiu. A canseira venceu a fome, e ele logo pegou no sono. Afinal, nada adiantava esperar, se nunca chegava mesmo.

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Sentia-se sozinho. Sozinho, sem amigos ou familiares por perto. Sem ninguém. Estava tão frio. A leve brisa que passava queimando em seus braços deixava toda aquela situação tensa com um clima de deserto. Mas, não era um deserto. Por mais que tudo estivesse escuro, a forte lua iluminava aquele terraço, onde se encontravam duas figuras humanas.

Grim realmente não estava entendendo nada. Nenhuma explicação surgira da boca da outra pessoa, o que o deixou mais aflito. Seu coração pulava mais rápido e mais rápido a todo instante, o que dificultava sua respiração. Era praticamente impossível ver o rosto da outra pessoa - estava encoberto. Mas, de fato, era familiar... Grim só não lembrava quem podia ser.

- Me diga, onde ele está. - perguntou uma voz um pouco grossa e misturada com uma leveza pura, o que realmente impossibilitava a descoberta da pessoa.

- E-Eu já disse, não sei! - o japonês, aflito, respondeu. Por mais que temesse uma ação inesperada do homem desconhecido, ele não iria dizer a verdade.

De repente, o homem começou a caminhar em sua direção, lentamente.

- Abre a boquinha.

- Hum? - Grim não estava entendendo mais nada. O homem demonstrava, primeiramente, uma posição de respeito e determinação. Mas, de uma hora pra outra, começa a caminhar e a falar bobagens?

- Abre a boquinha!

- Hum... Hum... Hum... - Repetindo o mesmo som estranho, o japonês começou a sentir suas pálpebras pesando e, rapidamente, seus olhos se fecharam, e ele foi perdendo a noção de tudo ao seu redor.

Vagarosamente, aqueles olhos japoneses iam se abrindo. Ao abrirem completamente, os olhos de Grim queriam sair pra fora. Tomou como impulso um ato que não queria; Commandramon estava em cima de sua barriga, sentado, com as pernas para frente, com um pequeno vasilhame branco de cerâmica, e segurava com uma de suas mãos uma colher, que continha uma espécie de sopa. Aconteceu que o escamoso foi arremessado com tudo para trás e, após um segundo exato, bateu a cabeça na parede, ao lado da porta, e caiu no chão, com tudo ao seu redor girando.

Fate, que estava do outro lado da porta - que por sinal estava fechada -, encostado na parede e sentado no chão, presenciara a cena e, com um prato preenchido por macarrão e feijão, esboçava um pequeno sorriso, enquanto mastigava a comida e balançava a cabeça, com olhos sapecas.

- Tsc tsc... Você nem avisa quando vai acordar né, Grim?

-... Foi você que mandou o Commandramon fazer isso, Fate? - indagou o japonês, sentado na cama, olhando o parceiro digimon encostado na parede.

- Mamãe tem que começar ensinando o bebê que se come na boquinha, certo? - após mastigar e engolir certa quantidade de sua refeição, o americano brincou com seu amigo.

- Eu juro que um dia eu te mato, Fate. - com olhos serenos, mas que não expressavam raiva verdadeira, Grim foi se levantando, e se retirando da cama.

- Faz isso não, Grim... Eu já disse que te amo?

- Falo nada... - Grim, após ter levantado da cama em que estava dormindo, ficou ereto e esticou os braços lá em cima, se espreguiçando. Mas, um raio caiu sobre sua memória e ele se lembrou de alguma coisa. - MEU DEUS, que horas são?

- Tem... Um relógio ai... Atrás de você... - Commandramon, se recompondo da batida aos poucos, falava quase que gaguejando com o parceiro humano.

Benjamin McFate e o digimon draconiano não entendiam realmente o porquê de Joshua ter dado um chilique assim, do nada. Ao olhar para trás, o japonês encontrara um relógio digital, com um formato quadrado e de cor prateada. O relógio indicava, em vermelho, quatro números, que juntos formavam o horário local. 18h59min, Grim disse em voz alta e clara. Mas, de repente, todos os numerais mudaram, somente o primeiro que ficou intacto. 19h00min, o jornal vai começar agora!

O americano, que estava quase terminando sua refeição, não hesitou pelo breve anúncio do amigo japonês e continuou a ingerir a comida. Commandramon, enquanto se levantava, via Grim se locomover até o televisor e ligá-lo pelo botão, manualmente. A tela piscou e, no mesmo segundo, o televisor foi ligado. Fate tinha se esquecido, e Commandramon pouco suspeitara.

Era hora das notícias locais.

Canal 9:

A mesma mulher loira da primeira sessão do jornal noticiário local estava sentada na mesma mesa metálica de antes. Estava com a mesma roupa, mas, desta vez, com uma cara mais pasma e preocupada. Aparentemente ia dizer a notícia aos berros e rapidamente, como de costume, porém, a notícia que ela transmitiria parecia ser séria.

- URGENTE! URGENTE! Como dito anteriormente, na primeira sessão do jornal do canal 9, um grupo de seis seres, humanos e digimons, aparentemente parceiros, invadiram a Area 51, atrás de algo que ninguém sabe o que é até agora. Porém, graças aos homens da SWAT, conseguiram capturar uma das três duplas, constituída por uma jovem de aparentemente 15 anos e uma Pokomon. - a mulher parou pra respirar, e as imagens do vídeo, que filmavam a jovem moça, começaram a ser mudadas por imagens da Area 51. - As mesmas fontes que forneceram as notícias de hoje, na hora do almoço, sobre a invasão, nos acabaram de informar que os quatro fugitivos são dois humanos e dois digimons.

Enquanto isso, Fate havia se levantado, e estava ao lado de Joshua Kasagrim, ambos pasmos com o que se podia passar na televisão. Qualquer notícia que dessem sobre os nomes deles ou, simplesmente, mostrassem retratos deles, com toda a certeza do mundo, estariam mais que ferrados; seriam perseguidos até a morte. Suas faces se estremeciam a cada segundo que se passava, a situação estava tensa e Commandramon olhava tudo aquilo boquiaberto.

- Benjamin McFate, um americano delinqüente, que já está sendo procurado em mais de sete estados, com o parceiro digimon, Falcomon. - mostrou-se uma foto 3x4 de Benjamin McFate, sua ficha e várias outras fotos dele com Falcomon. Como previsto, tudo estava indo contra a maré, ao aparecer a foto 3x4 de Joshua Kasagrim, sua ficha, e fotos com seu parceiro, Commandramon. - Um japonês consagrado na área da ciência e da tecnologia mundial, já tendo ganhado vários prêmios por sua humildade e sutileza no ramo científico, Joshua Kasagrim, e seu parceiro, um dos mais rápidos e ágeis digimons dos EUA, Commandramon, integram o grupo de quatro fugitivos e invasores da Area 51...

- MERDA!

Fate, ao ver a sua foto, a de Falcomon, de Grim e a de Commandramon estampadas no canal 9, não pôde imaginar mais nada. Sua vida, com certeza, ia ser toda corrida desde aquele momento. Nunca mais iria viver em paz, nunca. Era o mesmo pensamento de Grim e de Commandramon, que ficaram sem saber o que fazer naquele instante. Pensaram e chegaram numa conclusão. Realmente, tudo estava perdido, mas eles estavam confiantes de que a moça calasse a boca e falasse de outra notícia, outra coisa boba. Só restava-lhes apenas mais uma chance...

-... e eles se encontram em um dos hotéis de Las Vegas, segundo pessoas que os avistaram enquanto caminhavam pela cidade.

Um puft indicava o desligamento do televisor e, conseqüentemente, o encerramento da notícia.

Realmente, tudo estava acabado. Fate ficou sem chão. Grim não sabia mais o que fazer. Commandramon apenas pensava no amigo Falcomon que, inocentemente, dormia, e não sabia de nada. Não havia nada que eles fizessem. Nada ia mudar o fato de que a cabeça deles acabara de ter sido postas a prêmio; logicamente, o governo ou a SWAT daria alguns milhares para alguém que entregasse vivo ou morto o grupo dos quatro fugitivos. E qualquer pessoa em sua sã consciência faria isso. Poucos eram os ricos naquela época. E, naqueles tempos, tudo era feito pelo dinheiro.

Fugir: era a primeira e, conseqüentemente, a única opção a ser escolhida. Fora pensada por Grim, pois, obviamente, Fate queria ficar para lutar e matar a todos aqueles agentes cretinos, que estavam com sua irmã e com o causador de todo aquele inferno, o pendrive. Se ele chegou até ali, vivo, poderia continuar. Mas, como lutar contra um exército...?

Pensou mais um pouco e, finalmente, chegou numa conclusão.

- Vou preparar umas coisas e avisar o Falcomon, Grim. - anunciou Fate, indo acordar seu companheiro digimon. - Você desce pra rua e vê se tá tudo limpo, pra gente poder dar o fora daqui.

- Tudo bem, Fate... Já volto. - respondeu o japonês, caminhando meio que apressado até a porta.

- Você me ajuda, Commandramon? - indagou Fate, ao pequeno dinossauro.

Fate sabia - não sabia, tinha certeza - que viriam atrás deles até no quarto onde estavam, por isso ele pensara e resolvera fazer umas surpresas pros agentes que entrassem no quarto. O americano explicara a Commandramon tudo o que eles dois iriam fazer no quarto até Grim voltar. O japonês se direcionava rapidamente ao elevador, enquanto Fate acordava Falcomon e explicava tudo a ele, sobre o que acontecera, e o que iria acontecer. Não tinham certeza se sairiam vivos dessa, mas pelo menos tentariam algo.

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As duas placas metálicas verticais que juntas formavam a porta daquele elevador sofreram uma força mecânica e se abriram, abrindo caminho ao térreo para Joshua Kasagrim. Aqueles olhos castanhos que ele avistara aparentavam demonstrar certa agonia, uma espécie de medo interior. O senhor balconista realmente não estava passando muito bem, e seu olhar contínuo na tela do computador mudou sua direção para o homem japonês, que vinha caminhando em sua direção. Começou a tremer, de repente, mas tentou e fez de tudo, como respirar fundo, para disfarçar o medo que estava sentindo.

Grim achou estranha a atitude do velho, e decidiu perguntar.

- O senhor está bem? - estava começando a ficar confuso, pois não sabia o motivo do balconista estar daquele jeito.

- M-M-Me d-desc-culpe... - com olhos chorosos, mas sem derramar sequer uma lágrima, o senhor se redimia ao japonês.

- Hum... ?

Com certeza, nada estava fazendo sentido. Grim pensou em vários motivos, mas nenhum lhe dava idéias para chegar a alguma conclusão. Ele apenas tinha medo de uma coisa, que poderia estar acontecendo naquele momento. Para tirar suas suspeitas, virou-se, e caminhou até a porta do hotel, abrindo-a e saindo para a rua. Atenciosamente, olhou para as pessoas que caminhavam na mesma calçada, aflitas, correndo de um lado para o outro, com medo de algo. Depois, virou de costas e, como suspeitara, algo de muito ruim estava acontecendo.

-... DROGA!

Seus olhos se esbugalharam ao ver um batalhão de homens de preto, carregando armas rentes ao peito. Possivelmente, eram agentes da SWAT, pois usavam capacetes que lembravam o uniforme deles. Estavam em bastante número, praticamente cinqüenta homens preenchiam quase o fim daquela avenida toda. Estavam longe, sim, o que os deixava parecidos com almas penadas naquela noite. Grim observou, acima deles, vários digimons planando nos céus. Provavelmente, faziam parte do exército da Area 51.

Como nada podia ser feito, o japonês, mesmo assustado, correu para dentro do hotel, e viu que o homem estava com a mesma cara de horrorizado de antes. Tudo agora fazia sentido. O velho balconista viu as imagens do canal 9 na internet, ficou com medo de perder a vida e ligou para a polícia, avisando que nós quatro, os quatro fugitivos e procurados, estavam hospedados no seu hotel. A polícia local avisou a SWAT, que veio voando pra Las Vegas. Isso é mais do que óbvio. Tudo fazia sentido.

Cerca de trinta segundos se passaram, e o japonês abriu a porta do quarto onde estivera hospedado com tudo. Fate, que estava ao lado de Falcomon - ambos sentados em uma das camas -, olhou para a porta, um tanto assustado, devido a força do impacto que o japonês desferira para abri-la, percebendo, assim, que a coisa não estava boa.

Grim olhou para o lado, e viu Commandramon mexendo no armário de duas portas, que ficava ao lado da porta do banheiro. Com certeza, o digimon escamoso estava aprontando alguma, em sua concepção.

- Fate me explicou...- Falcomon, com uma cara um tanto triste, refletia consigo mesmo, e com os amigos. Levantou-se da cama e, caminhando, parou no meio do quarto. - Estou com vocês até o fim.

Fate, olhando a determinação e fé do companheiro digimon, também resolveu se manifestar. Levantou-se, fazendo o mesmo trajeto do digimon falcão, ficou a direita de Grim.

- Não vou desistir, não vou!

- Então, estamos todos juntos nessa? - Commandramon se uniu a pequena roda dos quatro, após ter feito o trabalho dado por Fate, dentro do armário.

-... Um por todos... - Grim começou e, com voz firme, alta e clara, os quatro se uniram com determinação e fé, numa entoação só, cabendo a todos estenderem as mãos ao centro da roda, como num verdadeiro grito de guerra. -... e todos por um!

- É o seguinte, pessoal: aquela porta leva a uma pequena sala - basicamente é um corredor, um sótão -, e lá tem uma janela... - dizia Fate aos outros três, apontando para a porta que ficava próxima a estante com a televisão.

- Mas, não tem uma janela aqui no quarto? - indagou Commandramon, curioso com a idéia de Fate.

- Sim, mas, se pularmos dessa janela, encontraremos o chão, e não uma escada... - explicou o homem de cabelos longos e ondulados, um tanto curioso consigo mesmo. Respirou fundo, pois estava na hora de irem. - Pessoal, vamos. Commandramon, tudo certo?

- Tudo em perfeito estado, sir! - respondeu o digimon escamoso, batendo continência.

-... Seja o que Deus quiser.

Benjamin McFate foi o primeiro. Caminhou rapidamente até a porta que levava à sala vazia, sendo seguido por Falcomon, Commandramon, e Joshua Kasagrim, que ficou por último devido ao encargo de fechar a porta do quarto e da sala em que adentraram - após isso, pegou sua foice e entrou na sala. O corredor era todo escuro - não era possível se ver a cor das paredes nem do teto, apenas era possível identificar o chão, que era feito de madeira. Ao final do corredor havia uma pequena janela, que supostamente os levaria para fora do quarto onde até agora estavam hospedados. Uma fraca luz branca estava sendo refletida através do vidro - a lua observava cada passado que eles davam naquela noite, mas permanecia silenciosa, como sempre.

Na mesma ordem em que estavam, foram saindo um por um daquele lugar, sendo que Grim foi o que fechou a janela após a saída de todos. Encontravam-se em uma espécie de escadaria metálica, de cor negra, anexada às paredes externas do prédio. Havia a opção de subir e descer. Como não havia nada a ser feito lá em cima, os quatro fugitivos simplesmente desceram a escada, numa velocidade um pouco fora do que se chama caminhar. Aparentemente, abaixo da escadaria se encontrava um beco, que era o resultado do lado externo dos vários hotéis que ali havia. Várias opções a se seguir, vários caminhos a se escolher. A determinação deles, juntamente com a fé e a crença que conseguiriam escapar vivos daquela situação os mantinham fortes para ao menos tentar escapar do exército que estava os procurando. Mesmo se morressem, a morte deles não seria em vão, pois pelo menos tentaram.

Não iriam desistir.

----------------------------------------

Seus olhos amarelos brilhavam enquanto andava sobre aquele corredor, seguido por um monte de homens, que vestiam os uniformes da SWAT. Aparentemente, o estranho homem estava liderando aqueles agentes, que procuravam em cada quarto os quatro fugitivos. Tal homem era alto, possuía cerca de um metro e oitenta de altura. Musculoso e de pele branca, estava vestindo uma roupa social, ao estilo smoking. Uma camisa social branca, com uma gravata vermelha, junto com um paletó cinza e o blazer negro por cima. Calça social e sapatos negros davam-lhe um toque de riqueza. Sua face era um pouco sombria e pouco identificável, pois usava um chapéu negro circulado por uma faixa branca e andava com a cabeça um tanto inclinada para baixo, possibilitando a visão de dois fios brancos e enrolados de sua franja, sendo que o restante do seu cabelo longo e liso podia ser visto somente por trás de seu corpo. Usava uma espécie de cachecol branco, que não estava amarrado - apenas colocado envolta de seu pescoço - e terminava no fim de seu blazer, e usava luvas negras de couro em suas mãos.

Ao lado dele caminhava um estranho animal, que aparentava ser um pintinho. Tinha mais ou menos um metro e cinqüenta de altura, e sua cabeça e suas asas eram amarelas. Suas sobrancelhas eram grossas e laranja, cor que também estava presente em seu cabelo, que consistia numa parte um pouco calva e triangular na frente, mas atrás era perceptível que ele era um cabelo longo, pois estava amarrado por um rabo-de-cavalo. Seu corpo ficava dentro de uma espécie de casca de ovo - parecia que ele havia acabado de nascer -, e uma espécie de laço verde royal estava presa a essa casca, servindo como bainha para a espada samurai que carregava nas costas. Seu nome era Hyokomon.

Andavam apressadamente; pelo que parecia, estavam nervosos. Até que, finalmente, encontraram o quarto dos fugitivos. Um dos agentes se direcionou até a porta, e movimentou a maçaneta, mas a porta estava trancada. O mesmo agente voltou seu olhar para o homem que estava o liderando e, num piscar de olhos, o homem enfiou sua mão dentro do seu paletó e retirou uma espécie de fuzil, modelo AK-47, mas não o usou. Ao invés disso, com todas as suas forças, levantou sua perna direita e, num impulso, desferiu um chute no meio da porta, que foi arrancada de sua posição, tombando para trás.

O homem rapidamente entrou no quarto e, sem pensar, mirou sua arma na cama da direita e atirou sem dó nem piedade. Fez a mesma coisa com a cama da esquerda. Era pena voando pra tudo quanto é lado, até parecia um galinheiro.

O líder dos agentes fez um sinal com sua mão direita, e dois dos agentes que ali estavam se direcionaram para as camas. Como ato de checagem, eles colocaram suas mãos direitas sobre as cobertas e, num ato rápido, puxaram-nos para cima. Havia dois bonecos de pelúcia - um em cada cama -, com formas humanas. Detalhe: estavam todos furados, obviamente devido a perfuração das balas. O homem emitiu um som de descontentamento, e mirou sua atenção para o armário. De longe, podia ser visto dois papéis colados na porta do guarda-roupa, escritos: "Você conhece o Mário?", já no outro, "Que Mário?". Suspeitando alguma insinuação, o portador da AK-47 se dirigiu até a porta do guarda-roupas e, cuidadosamente, tocou nela, em seguida abrindo-a com tudo. Não havia nada dentro, somente roupas. Mas, na "contracapa" da porta, havia um bilhete, escrito: "Aquele que te pegou dentro do armário!"

Era uma brincadeira. Ele devolveu a porta do guarda-roupa com tudo, e emitindo outro som de descontentamento e de raiva, se dirigiu até os agentes, que aguardavam próximos à porta do quarto.

- À deux balles! Estes humanos cretinos e aqueles digimons desgraçados vão me pagar!
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Qui 17 Nov 2011, 1:26 pm

Nossa, esse foi o maior capítulo até o momento e olha que haviam dito que o Capítulo 06 seria enorme. Se ele for maior que este, imagino que o pessoal vai ter muito mais preguiça de ler, assim como tiveram de ler esse. rsrsrs Brincadeiras a parte, foi um ótimo capítulo, você surpreendendo como sempre, porém... Há algo neste que os outros não possuem, ao menos eu não percebi. Você cometeu alguns erros estranhos, como descrever o olhar do Grim como sereno e dizer que mesmo assim não estava com raiva e erros comuns como trocar "passo" por "passado".

Obviamente isto não é o mais importante, apenas quis relatar isso para que você fique atento nos próximos capítulos. A parte que mais me agradou pela leveza e humor foi o Commandramon dando comida na boca do Grim e o mesmo levantando com um susto e jogando seu parceiro Digimon contra a parede. Inicialmente pensei que o homem misterioso no sonho do Grim iria fazer algo com ele, mas era o Commandramon pedindo para ele abrir a boca. hahahahahahaha

O podre Falcomon descansou bastante neste capítulo, primeiro no carro e depois no quarto, acho que ele está totalmente recuperado agora. rsrs Ah, algo que foi bem malicioso foi você ter dito que camiseta regata ficou "agarradinha" no Fate. Precisava dar essa ênfase maliciosa? xD Claro que eu adorei, estou ainda imaginando o Fate com o tronco definido querendo pular para fora da regata "agarradinha". rsrsrsrs Isso foi bem hilário, foi bem interessante. ;D

Eu nem havia imaginado que o recepcionista havia ligado para a polícia após ver a reportagem no jornal do início da tarde. Se você não tivesse dito isso, eu nem iria desconfiar. xD Eu fiquei imaginando o Grim dizendo a ele que eles não são maus, que não fariam mal algum a ele e para ele fugir de lá. Seria interessante mostrar que eles são bons e que não querem fazer mal a pessoas inocentes, mas enfim, não é nada demais.

Ah, houve outro momento engraçado, o Grim ficando sujo de graxa por não saber nada sobre o conserto de automóveis. Ele devia fazer um curso mesmo. xD O Commandramon é um pouco estourado, mas talvez seja por estar com fome que ele desferiu vários xingamentos. Ah, outras coisas estranhas estão nesta frase a seguir, irei destacar os erros:

"Ao fundo, havia duas camas de solteiro, arrumadas com lençóis e travesseiros brancos e límpidos. Atrás disso, havia uma janela, que estava fechada, mostrando as claras nuvens e o céu azul. Pequenas cabeceiras marrons ficavam ao lado das mesas, que sustentavam um relógio, um telefone e o controle remoto da televisão, que se encontrava na parte oeste do quarto. Paralelamente a porta de entrada, a leste, havia uma porta, e a oeste outra. Uma levava ao banheiro, e a outra a uma sala que, geralmente, ficava vazia."

1. Se a janela estava fechada, como poderia estar mostrando as "claras nuvens e o céu azul"?

2. As cabeceiras não ficariam ao lado das camas? Que mesas são essas?

Bem, isso é o que estranhei mais neste capítulo, ficou bem estranho mesmo. Continuando...

Como um hotel tão luxuoso como aparenta ser o que eles adentraram, pode custar tão barato? Claro que para um hotel tão luxuoso 500 dólares é barato e para o Grim ter pago este e não os outros, é mais um motivo para deduzir que é barato, ao menos mais barato que os outros. Eu espero um dia poder ficar em um hotel tão luxuoso assim, mesmo que só por uma noite. *-*

O Grim acabou ficando sem comer e dormindo pouco, mesmo depois de ter passado a noite acordado para dirigir até Las Vegas. Fiquei com pena dele, ele merecia descansar e comer. Por fim, mas não menos importante, o homem misterioso com seu Hyokomon. Quem será ele? Qual será a relação dele com a Area 51 ou com a SWAT? Será que ele terá uma grande importância na história? Será que no próximo capítulo ele irá se encontrar com os nossos heróis? Não percam o próximo capítulo de Digimon Fate e descubra as respostas. \o

Brincadeiras a parte, são muitas dúvidas envolvendo este homem misterioso, lembro até de você ter dito que iam surgir novos personagens na Fanfic e acho que serão importantes, mesmo que temporariamente. Me lembro também de você ter dito que do Capítulo 05 ao 09 seria o Sub-Arco da Fuga deles, então acho que posso esperar uma participação importante deste homem misterioso até o Capítulo 09. Ah, o Fate gosta de provocar, as mensagens do Mario devem ter irritado muito o homem misterioso. hahahahahaha

Bem, adorei o capítulo, só espero a explicação dos erros que citei. Aguardarei ansiosamente o próximo capítulo para ver o que irá acontecer com os heróis. Ah, outra coisa, que língua é aquela que o homem misterioso fala no começo da última frase e o que ele disse? Até a próxima! \o/
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Qui 17 Nov 2011, 3:19 pm

@Rikaru: Sim, o capítulo 05 é meio grandinho mesmo, e o 06 é ainda maior... ele tem 34 páginas, por ai. soaudodu só que é o único grande assim... o resto vai diminuindo, chegando a ficar na faixa das 10~15 páginas. Me desculpe pelos erros, mesmo revisando há aqueles desgraçados que sempre fogem de mim, rs. Sobre o sonho de Commandramon, bom, podia ser sonho, mas também pode ser realidade, rs. No capítulo 06 você descobre como esse sonho pode ser tanto sonho como realidade, também. E Commandramon está ao lado de Fate quando falamos sobre ser cômico, visto que Grim e Falcomon são mais sérios e tal.

OSUADOUEOUOSUAODUOEAUS, sim, eu descrevi a roupa dessa forma pra causar esse efeito no pensamento mesmo. E Falcomon descansou, mas como vocês verão no capítulo 06, haverão algumas batalhas e tal, o que o deixará muito cansado, novamente. E sim, o grupo está sendo caçado pelo país todo praticamente, e por isso eles serão chamados de fugitivos durante mais alguns capítulos. No caso dos erros, era pra sair janela aberta e camas no lugar de mesas, foi um erro que passou ligeiro mesmo =sO hotel é barato porque Las Vegas, lá pra 2100 (ano que a fic se passa), os menos luxuosos são os mais luxuosos de hoje em dia. Não soube trabalhar a tecnologia nesse capítulo de maneira correta, como já te disse, isso só passa a ser percebido um pouco depois do capítulo 10 (alguns veículos), e tudo mesmo no cap 15 adiante.

O Grim sempre vai ser o "pai" de todos, teoricamente. Enquanto Commandramon e Fate são digamos infantis, e Falcomon sempre dá a sua vida pelos outros, Grim sempre estará por perto para colocá-los no caminho certo, saoduoeu. Talvez ele tenha esse papel pois seu pai abandonou sua família quando ele era pequeno, e deixou ele para cuidar da mãe da irmã, Nathalia, que tem uma doença de cura incalculável (o motivo por ele ter entrado nessa missão. Será dito mais no cap 06) O homem misterioso tem muito mais a ver com a Area 51 do que você imagina. Como você vai perceber, ele é frio, mas é frio por demais, o que acaba tendo seu ponto fraco - não é frio como Vion. O Hyokomon é totalmente o contrário dele, mas tem semelhanças com Dracmon. E sim, ele vai ter uma grande importância na história, e não é um personagem temporário.

Ele vai permanecer até o fim da subsaga da Fuga, que é o cap 09. Depois, dá uma sumida e só reaparece na subsaga dos orbes. E, sim, o Fate quis deixar ele puto mesmo \o KKKKKK E o homem é francês, rs, e falou "Maldição!". Obrigado por ter lido e pelos elogios, eles são mt bem vindos. Espero que continue acompanhando! Abraços.
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Re: Digimon Fate

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