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Digimon Fate

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Dom 25 Dez 2011, 7:32 pm

O mistério da cena inicial. O que será que a frase do homem misterioso quer dizer. Acredito que ele queira dizer que essa perseguição louca não terá fim, a menos que a resposta seja encontrada e acredito que a resposta seja algo relacionado à família McFate. Sei que você não irá dizer nada e sei também que eu provavelmente estou enganado, já que você me disse que isso é essencial para as primeiras Sagas e a minha hipótese valeria para todas as Sagas eu acho. A loucura do Fate não durou muito tempo, ele deve ter imaginado que tinha sido uma alucinação por causa dos remédios, apesar de eu duvidar que tenha sido isso.

O Grim é um inútil mesmo, vasculhou a casa toda e não encontrou nem o Sabin e nem os Digimon. Ele nem pensou em sair da casa, mesmo que ficasse só na porta para ver onde eles estavam. Aff --''' O Fate é muito nojento mesmo, querendo comer meleca de nariz. Tudo bem que eu já fiz isso quando era mais novo, mas olha a idade dele, 25 anos nas costas. u.u Juro que achei que o Fate não ia se mexer por um bom tempo, mas não, ele fez milagre de novo e do nada conseguiu mexer o corpo que antes estava imóvel. tsc tsc

Isso que é fome, só faltou o Fate engolir a mesa, o Grim e a casa depois do pão. hahahahahahahaha Fate de novo se irritando por causa de Deus, acho que vou aparecer na Fanfic para ensinar umas coisinhas para ele. -q Pelo que parece o Fate e o Grim são as pessoas mais famosas do mundo atualmente, nem os astros e as estrelas de Hollywood tem chance perto do sucesso estrondoso deles. xD E eu também não sabia que a família McFate é tão famosa, o que será que eles fizeram para ser famosos?

O Fate é tão afobado que não espera as pessoas acabarem de falar, que coisa feia. u.u E ainda por cima ele é muito dramático, estava claro que o Falcomon ainda estava vivo e ele fazendo drama como uma criança birrenta. Talvez ele pense que os mortos respiram debaixo d'água, já que os vivos não fazem isso. hahahahahaha Eu achei um nojo a frente da casa, cheia de terra que se transformou em lama, esse Sabin é muito pobre, nem para fazer algo decente na própria casa. u.u

Era capaz de o Fate matar o Falcomon com o super abraço, aí eu queria ver ele se culpando eternamente. mwahahahahaha Ah, adorei os dois se espreguiçando, foi bem engraçado. xD O Falcomon mesmo tendo dormido esse tempo todo, acabou acordando cansado dessa vida medíocre que eles estão tendo. Ele quer luxo. -n Já havia passado da hora deles acordarem para a vida e fazerem algo ao invés de ficar fugindo sempre. Agora me interessei mais pela Felícia, adoro dupla personalidade, vai ser divertido ver isso quando ela aparecer.

Por falar nisso, então a Saga 02 será ou apenas começará com a procura dela? Não acho que ela seja tão importante assim para precisar de uma Saga só para ela. Mas claro, eu não sei do resto da história e tal, então sou suspeito para falar. rsrsrs Não entendi o porque de eles quererem ir para a CIA, seria como se entregar para o governo e tornar tudo o que fizeram até então um desperdício. Ah, eu gostei do Commandramon voando no foguete e ele e o Grim brigando, foi uma boa descontração.

Imagino que outros tipos de invenções o Sabin criou, seria interessante alguma delas ter uma utilidade mais importante para a história, mais que a Enterprise, mesmo a mesma tendo sido bastante importante. Eu acho muito engraçado o Commandramon falando dele mesmo em terceira pessoa, deveria haver mais disso. Eu imaginei mesmo que a caminhonete seria um perigo para eles assim que ela apareceu, mas não esperava que fosse a Tríade o tão perigo. Não entendo como eles descobriram aonde eles foram parar, deviam estar procurando pela cidade toda para encontrá-los.

Bem, só resta esperar para ver o que vai acontecer agora. Você disse que eles ainda vão fugir um pouco, então quero ver como vai ser isso. Só que vai ser cansativo se sempre que eles estiverem em paz, essa paz ser estragada pelos inimigos. Você poderia fazer um capítulo bom para os protagonistas, em que eles fiquem em paz e possam relaxar um pouco. Hey, a Sarah era amiga do Fate, do Grim e do Vion? o.O Nossa, agora fiquei muito surpreso.

E aqui está meu comentário, um pouco atrasado, mas aqui está ele. Desculpe a demora, vou ver se leio e comento o próximo capítulo mais rapidamente. Até mais Leo! \o/
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 26 Dez 2011, 8:48 am

@Rikaru: Fate não procura só uma resposta, procura várias. E uma ou mais respostas dessas são materiais. Pode ser que tivesse sido alucinação, mas, acredite; lembre-se dessa cena e do personagem que nela apareceu - será muito importante para esse começo de história. Sempre faço isso de "Fate fazer milagres" até o capítulo 14, se não me engano. As mudanças mesmo vem a partir do 15.Por que os McFate são tão famosos assim no mundo todo? Bom, no capítulo 10 você descobre. O foco da saga 02 é algo que você nunca vai imaginar. Algo que está na mente de Violentblade, e mais ninguém sabe. E os caras vão precisar de Felicia, você vai saber porque, rs.

Sabin não é um personagem qualquer, ele tem ligação forte com vários personagens da fanfic. Muitos deles estão pra chegar, alguns já apareceram. O Commandramon sempre falou e sempre vai chamar ele mesmo em terceira pessoa, rs. Sim, no capítulo 09 há um pouco mais de fuga, mas dessa vez a adrenalina estará presente. Esse capítulo para eles relaxar, terão muitos assim ainda antes do fim da primeira saga. Não... a Sarah era amiga do Vion, o Fate conhecia/era colega e Grim desconhecia. E a Felicia só conhecia de vista e tal. Obrigado pela presença, você é sempre bem-vindo aqui. Espero que continue acompanhando, um abraço!
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Seg 26 Dez 2011, 10:47 am

Bem, pelo que parece eu me enganei. Verei se futuramente eu penso em outra hipótese para a frase e essa aparição do homem misterioso. Eu não me lembro bem, mas acho que você falou que haverão umas 5 Sagas, com uns 20 capítulos cada. Então o começo seria toda essa primeira Saga? Mas você também disse que essa aparição do homem misterioso teria importância na segunda Saga também. Olha só, de novo fazendo suspense. #@&$*% u.u Interessante, algo que só o V-Blade sabe, deve ser algo muito importante para ele não confiar isso a ninguém. E por que será que a Felícia será necessária? Será por causa da dupla personalidade ou por ela ser filha do chefe da CIA? Muitas dúvidas. hmm

Alguns já apareceram? Será que é algum dos vilões? Será que o Sabin tem alguma ligação com o V-Blade, o Maxim-G ou alguém da Tríade? Ai ai, estou cheio de dúvidas em minha mente agora. Esse capítulo, mais especificamente sua resposta ao meu comentário sobre ele, está me entusiasmando bastante. \o Eu sei que o Commandramon sempre foi assim, só constatei que quero que ele continue assim. rsrsrs Eu estou ansioso para ouvir alguma história do passado do Vion em que envolva a Sarah, para saber como se conheceram e tudo mais.

Não precisa agradecer, eu adoro a sua Fanfic - mesmo demorando um pouco para ler os capítulos - e sempre marcarei presença aqui. ;D
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 26 Dez 2011, 4:19 pm

@Rikaru: Esse homem, acredite, ele é MUITO importante. Ele não vai aparecer diretamente na primeira saga, mas sim na segunda. É algo só de interesse dele, nem de interesse da Tríade - que só segue suas ordens. O porque de Felicia ser necessária realmente, na segunda saga você descobre.

Sabin dificilmente aparecerá, mas, como ele mesmo disse, ele é um inventor, e você vai ver coisas em breve que são muito relacionadas com ele.

Segue-se abaixo o capítulo 09. Mais um capítulo de fuga com bastante ação!

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Seg 26 Dez 2011, 4:27 pm



Saga 01 - Em Busca do Desconhecido
Capítulo 09 - Fim da Linha


- Bem na hora do rolê esses malditos têm que aparecer, merda!

- Cala a boca e corre, Commandramon.

Seus braços subiam e desciam constantemente de acordo com os passos longos que davam ao correr por aquela rua. A caminhonete roncava infernalmente poucos metros atrás deles, como se fosse comê-los. Haviam retornado a outra esquina e mal pensaram em voltar à casa de Sabin, para se esconder, pois obviamente não conseguiriam se esconder. De tão engraçada que a cena estava parecendo, Fate olhava para Falcomon e ambos riam à toa, como se não acreditassem que tudo aquilo que estivesse acontecendo fosse verdade.

O vento batia forte em suas nucas, proporcionando um maior ânimo e tranqüilidade aos fugitivos. Mas, como ficar tranqüilo quando se tem uma caminhonete gigantesca atrás de você? Grim olhava para todos os lados daquela rua enquanto forçava os pés no solo, tentando encontrar algo ou alguém que pudesse ajudá-los. Mas, nada; estavam sem saída. O jeito era continuar correndo mesmo.

Falcomon optou por planar, visto que a forte brisa o ajudava. Também ajudava o amigo japonês a encontrar um porto seguro, mas tendo o foco nas partes altas dos prédios e das casas. Commandramon corria adoidado, aparentemente era o único dali que realmente queria fugir da caminhonete. Hora ou outra, olhava para trás para ver se o grandioso automóvel negro estava chegando perto, para se certificar se tudo estava bem, embora não estivesse. Apesar do suor em suas faces estar escorrendo por mais de três ruas que dobravam uma esquina ou cruzavam uma bifurcação, eles acreditavam que conseguiriam escapar.

- Meu... Deus! - gritou Grim, correndo paralelamente aos outros fugitivos.

- Vamos ficar... e lutar, pessoal. - sugeriu um ofegante Falcomon, demonstrando sinais de cansaço.

- Agora não, Falcomon. Agora não. - retrucou Fate, balançando negativamente a sua cabeça e deixando o falcão sem graça.

- Tudo bem...

A caminhonete perseguidora parecia aumentar sua velocidade, mas graças a determinação e confiança em si mesmo os quatro fugitivos conseguiram atingir o centro de Enterprise. Eram várias ruas e ruelas, que juntas davam numa mesma avenida, acoplando vários prédios e hotéis beges, com janelas azuis e telhados alaranjados. As pessoas começavam a surgir das portas das residências, e o barulho dos motores dos carros ligando era eminente. Como não queriam chamar muita atenção, Fate e os outros saíram do meio da rua em que estavam e seguiram para a calçada, continuando a correria, com a caminhonete em sua cola.

Commandramon avistou ao longe uma das ruelas, que era declive e feita de ladrilhos. Não tardou para que o grupo a atingisse e calmamente parassem de correr. Pensaram e chegaram numa conclusão: a caminhonete por ali não passaria, pois a ruela era estreita por demais. Havia passado alguns segundos, e aparentemente o veículo havia parado de persegui-los.

Fate colocou suas duas palmas na parede, ficando com o corpo inclinado. Grim ficou parado, Commandramon e Falcomon se sentaram no chão de ladrilhos.

- Eu ainda não consigo acreditar. - comentou o rapaz americano, de olhos fechados. - Os desgraçados mal se recuperaram da batalha de ontem e já estão querendo encrenca novamente.

-... Desse jeito, a gente não vai agüentar... - sussurrou Falcomon, com olhos chorosos.

- Não desista tão cedo, Falcomon. - repreendeu Grim, cruzando os braços e se encostando na parede. - Ainda é muito cedo, cara. Muito cedo... Temos muita coisa pra fazer ainda. O pendrive, a Dee... Nathalia. Não podemos desistir, existem coisas que dependem de nós para continuarem vivas... Por favor, se você acha que ainda existe luz nesse mundo, seja essa luz, Falcomon. Por mim. Por nós. Por todos nós.

Falcomon ficou tocado, e sem resposta. Abaixou a cabeça, e pensou. Pensou que todos precisavam dele, e chegou à conclusão que não poderia desistir.

- Eu não sei como você ainda consegue se manter vivo depois de tudo que aconteceu com Nathalia, Grim. - se levantou, e olhou profundamente nos olhos do japonês. - Mas, se você está nessa, estou contigo.

- Temos que ser fortes e provar à vida que conseguimos levá-la com tranqüilidade, não é? - respondeu o japonês, com um sorriso largo. Virou seu rosto para o americano, que olhava para além da ruela. - E você, Fate?

- Vamos embora logo dessa cidade, antes que aqueles favelados venham atrás da gente.

E então os quatro fugitivos desceram a ruela declive, dando de cara com a avenida principal do centro.

----------------------------------------

- Aqueles malditos não passam da meia-noite... Não passam!

Reverbel estava furioso, com o coração quase saindo pela boca. Sentava-se em cima do teto da caminhonete, enquanto suas pernas e pés se encontravam sobrepostas na carroceria. Esbravejava com Sarah e Vion, que permaneciam atentos nos bancos do automóvel. Uma brisa chacoalhava seus cabelos que rolavam soltos abaixo do chapéu, devido a velocidade da caminhonete. Aparentemente, sua fúria se devia ao fato dos quatro fugitivos - pelos quais procuravam - terem simplesmente sumido do mapa.

Já haviam procurado por mais de trinta minutos, e nada. Ruelas, avenidas, e pontos comerciais foram invadidos pela Tríade a procura dos quatro fugitivos, e nada. Nada além de cachorros, pessoas e carros, que tranquilamente passeavam pela cidade.

Sarah já começava a ficar preocupada, pois havia mandado Waspmon, junto de Sangloupmon e Buraimon para uma busca pela cidade. Isso fazia tempo, desde quando haviam iniciado a busca por si mesmos, assim ficando divididos em dois lados: o trio dos humanos, que usava a caminhonete, e o trio dos digimons, que usavam as ruas, os prédios e o ar para auxiliá-los na caçada aos quatro fugitivos. De certa forma, a bela morena sabia que os três monstros digitais conseguiriam se cuidar, mesmo estando no nível Seijukuki, mas o fato de saber que os fugitivos estavam à solta por ai já era o bastante para desconfortá-la.

- Eu... Eu estou preocupada.

- Com nossos digimons? - perguntou Vion, com as mãos no volante e o olhar direcionado a Sarah. Resolveu diminuir um pouco a velocidade. - Não se preocupe, eles estão bem.

- Eu sei, eu sei. Sei que eles são fortes o bastante para escapar de qualquer investida que os fugitivos queiram dar, mas Kid, é ele... o Fate. - respondeu Watson pensativa, com o braço direito inclinado sobre a janela ao seu lado. - Ele conseguiu escapar da Area 51 vivo!... Ele está sendo procurado há muito tempo e nada nem ninguém conseguiu pará-lo... Eu estou com medo.

- Não se preocupe, vai ficar tudo bem. - comentou o homem de cabelos arrepiados, voltando a atenção para a estrada à frente. - Acabaremos com isso hoje.

- Não, Kid... Você não precisa matá-lo. Eu não quero que você o mate.

- Relaxa. Eu sei bem o que fazer.

Vion tentou ao máximo que podia para tentar acalmar um pouco a mulher. Estava um tanto atônita por ter sido envolvida no "plano" meio que do nada, portanto estava confusa e perdida, mesmo sabendo dos planos e desejos de seu chefe. Sabia que o ponto alto da missão em que estava era Benjamin McFate, mas ela não queria matá-lo. Não via nada de mal naquele homem de vinte e cinco anos, apenas podia perceber que cometia erros e burradas por ter uma personalidade parecida com a de uma criança de doze anos.

Reverbel já começava a reclamar de dor no pescoço de tanto virar pra cá e pra lá a procura dos fugitivos, naquela mesma rua.

- Pé na tábua dessa merda!

Vion não aumentou, nem diminuiu a velocidade do automóvel. Apenas freou e a caminhonete parou, no meio daquela rua declive. Virou a cabeça para o lado, na direção de Sarah, mas não estava olhando diretamente para ela – como se estivesse vislumbrando o nada. Reverbel se assustou com a ação repentina do parceiro e decidiu ficar calado, mas não antes de tomar uma repreensiva.

- Se quiser que essa "merda" vá mais rápido, venha dirigir você.

Como havia pensando, devia ter ficado quieto. Pela primeira vez na vida, sentiu medo de Vion. Não pela repreensiva ou pelo tom de voz que o parceiro de Dracmon usou, mas sim pela forma que foi tratado por ele. De certa forma, não tinha como retrucar com o loiro, pois não sabia dirigir automóveis. Isso era engraçado, para um homem de meia-idade, que tinha tanta experiência. Mas, pela sua burrice, ele não acabou tirando carta de motorista aos dezoito anos, conseguindo só a aérea e a marítima dos vinte e sete aos trinta e cinco anos.

Sarah não prestava atenção na conversa entre os dois brigões. Pelo contrário, olhava para o final daquela rua, e por sorte do destino, viu algo surpreendente.

- K-K-KIIIIID! OLHE!

A cena que os olhos furiosos de Kid Vioner presenciavam agora era algo muito mais engraçado que um velho de cinqüenta anos não ter uma carteira de motorista. Por incrível que pareça, a rua declive em que estavam terminava na avenida principal de Enterprise. E, por mais incrível que pareça, uma van prateada estava sendo empurrada por Joshua Kasagrim, nesta mesma avenida. Aparentemente, o automóvel havia morrido, e dentro dele via-se um preocupado Fate, um brincalhão Commandramon e um sério Falcomon.

Vion ficou boquiaberto e pisou no acelerador.

- Vocês me pagam seus desgraçados!

A caminhonete desceu rasgando a rua. Ainda faltava muito pra terminar a rua e conseqüentemente atingir a avenida, mas o ronco do motor foi o bastante pra assustar Grim e deixá-lo imóvel atrás da van. Fate deu partida no carro e ficou feliz ao ver que o automóvel respondeu positivamente com um ronco do motor. Commandramon saiu correndo da van, abrindo a porta traseira, e puxou Grim com tudo pra dentro do carro. Fate olhou para o lado, só para perceber que se não saísse dali em cinco segundos a caminhonete se chocaria com a van.

A velocidade do automóvel de Vion estava assustadoramente grande. Atingiu a avenida e, por pouco, não se chocou com a van dirigida por Fate, que seguia avenida abaixo. Vion puxou o freio de mão e com um leve supetão a caminhonete fez uma curva perfeita de cento e oitenta graus, cantando pneu e marcando o asfalto, logo saindo em disparada a van, que ao longe fugia da caminhonete.

As pessoas se assustavam com a monstruosidade da caminhonete. Talvez fosse por isso também que os carros quase as atingisse nas calçadas, por tentarem desviar da van que loucamente buzinava em seus ouvidos. Fate teve a oportunidade de sair da avenida e seguiu por uma rua um tanto estreita, seguido pela caminhonete gritante, que por ser grande demais quase raspava as laterais nos postes de luz ou latões de lixo. O acelerador de ambos os carros estavam no máximo, mas estavam com um propósito diferente.

Um, caçar. Outro, fugir.

- Por pouco... Por pouco que você não morre, seu idiota! - gritou Commandramon, repreendendo o japonês por ter cometido um ato infantil.

- Me... me desculpe. Eu não soube o que fazer na hora, Commandramon. - pediu Grim, ajoelhado na parte traseira da van. - Mas... obrigado por me salvar.

- Droga, droga, droga! - resmungava Fate, balançando a cabeça e com as mãos trêmulas no volante emborrachada da van. - Temos que sair dessa cidade e rápido, antes que seja tarde demais!

- Eu avisei, enquanto não pararmos de fugir, eles sempre vão vir atrás de nós. - salientou Falcomon, no banco de passageiro ao lado de Fate.

O motorista da van não se preocupou com o que seu parceiro digimon havia falado, retomando a visão a estrada à frente. Desviava como podia dos carros, e a buzina sempre apertada, para evitar qualquer acidente. As pessoas olhavam assustadas para onde a van passava, pois aquilo que estava acontecendo não era normal. A caminhonete vinha fulminante atrás do automóvel de pequeno porte, pouco se preocupando com as pessoas que encontrava no meio da rua, que tinham de se jogar para o lado ou ter algum bom samaritano do lado para não perderem suas vidas.

Certa hora, Fate teve que desacelerar a van para poder sair da rua que estava ao dobrar uma esquina. Novamente, atingiu a avenida, que desta vez estava bem menos movimentada que antes. Voltou à velocidade normal, e continuou a seguir reto pelo asfalto plano. Olhou pelo retrovisor do auto e viu que não havia nenhuma caminhonete atrás deles, a não ser duas, uma branca e uma verde, de porte bem pequeno e com uma velocidade muito lenta. Talvez não fossem espiões da SWAT, mas na cabeça de Fate a Tríade havia desistido de persegui-los.

Commandramon de repente gritou, e avisou que havia visto algo vindo na direção deles. Fate respondeu negativamente, dizendo que o digimon estava errado, e a seu favor disse que estava prestando bastante atenção na estrada. Falcomon sentiu calafrios, e afirmou que sentia que algo estava vindo para pegá-los. Grim estava encostado numa das paredes internas da van, sentado, viajando em pensamentos. Começava a refletir o mesmo que Falcomon – será que estamos fazendo o certo?

Por sua "atenção" na estrada, Fate viu de relance algo incrivelmente rápido sobrevoar a sua frente, paralelamente aos prédios. Viu duas asas numa coloração que misturava amarelo com marrom claro, que estavam abertas e eram muito grandes. Como num piscar de olhos, o portador dessas asas planou inclinadamente na direção da van, numa velocidade incrível, levantou as duas espadas de samurai que carregava na mão, logo rasgando o ar de cima pra baixo. O rapaz americano pensou rápido e desviou com tudo a van para o lado direito, fazendo com que o misterioso monstro cravasse as espadas no asfalto.

Retomou o controle normal da van, enquanto olhava pelo retrovisor o atacante retirar as espadas do solo e voar.

- Minha nossa! - disse Fate boquiaberto, completamente confuso e assustado. - Quem... Quem era aquele?

- Por ser humanóide, suspeito que seja Seijukuki do digimon de Sarah ou Reverbel. - comentou Falcomon, que também assistira ao ataque do digimon.

- Por favor, Fate... Tire-nos daqui.

Grim começava a temer pela vida. Suspeitava que a Tríade devesse estar tramando algo, igual a uma emboscada, para pegá-los na hora certa, no momento certo. Mas, tentava pensar positivamente e lembrava-se de que não podia falhar naquela missão, que devia seguir em frente e ficar de pé até sua última gota de sangue cair de seu corpo. Pessoas precisavam dele... e Commandramon o fez ver isso, enquanto estavam no esgoto frio e desabitado, sem ninguém, sem nada, só com apenas a idéia de fugir.

A avenida se tornou declive novamente, e a van a desceu. Voltou a ser plana, e os prédios começavam a indicar que aquele, provavelmente, era o fim da cidade. Um ar misturado a uma poeira marrom e uma brisa forte tomou a atenção de Fate para uma estrada de terra a sudoeste, pela qual a van seguiu, com uma velocidade moderada. Estavam começando a ficar tranqüilos, pois estavam saindo da cidade, mas lembraram-se de que ainda estavam sendo caçados e o inferno ainda não havia acabado.

Fate olhou pelo retrovisor, e não via nada por trás do automóvel que dirigia, a não ser uma densa poeira marrom, que pouco a pouco foi se esvaindo, e meio a um motor roncando enfurecido... a caminhonete voltou.

- Mas que droga! Esses desgraçados não largam do nosso pé. Tá pior que chiclete já. - resmungou o americano, trocando a atenção da estrada para o retrovisor, a cada cinco segundos.

- É tão engraçado como você consegue debochar de tudo, Fate. - comentou Grim, com os braços cruzados e ainda sentado. - Queria ser assim.

- Eu tenho os dons.

- Mais atenção na estrada, Fate!

Falcomon apontou sua asa esquerda para frente, enquanto a direita estava posicionada sobre a janela abaixada da van. De certa forma havia tomado uma opinião certa, pois Fate estava se preocupando muito com a caminhonete atrás deles, o que poderia ocasionar algum acidente se ele não prestasse atenção ao volante. Se Falcomon estava ali com ele, era pra dar tudo certo, pois antes havia dito que não iria mais fugir, mas, devido a tensão eminente da situação, não havia outra escolha senão vaguear por ali, encontrar a van e sair em disparada da cidade.

A caminhonete seguia no mesmo ritmo, com o acelerador no máximo. Parecia não querer se aproximar da van, talvez pela velocidade do automóvel de pequeno porte também ser alta, visto que autos desses tipos naquela época foram feitos especialmente para entregas super rápidas, o que deixou os especiais como caminhonetes e carros de corrida com uma velocidade diminuída. Contudo, a real intenção de Vion não era se aproximar mas, sim, ter uma distância bastante precisa para atacar.

O americano de cabelos louros arrepiados deu um sinal com as mãos, visível o bastante aos olhos de Reverbel, que de pé na carroceria da caminhonete segurou com ambas as mãos seu fuzil AK-47, e mirou na direção da van. Com uma mira bastante precisa, ocasionou disparos conseguintes com a arma, que num piscar de olhos atingiram a lataria da van, na parte traseira, onde havia duas portas, com duas maçanetas e duas janelas. Graças à resistência do automóvel, as balas não obtiveram sucesso em atravessá-lo.

- Droga de van!

Reverbel resmungou, e sem pensar apontou a arma novamente. Posicionou-se com uma mira precisa, de cabeça inclinada e braços firmes, mas um descuido de Vion fez com que o carro caísse num pequeno declínio na estrada, balançando. O francês perdeu a postura, quase sendo jogado para fora da caminhonete, porém a firmeza de seus pés o ajudou. A caminhonete voltou a solo firme, o susto que Sarah havia levado sumiu, e Vion levou um xesbravejo do atirador, que falou para tomar mais cuidado.

Fate viu a cena e riu. Grim o repreendeu, dizendo que se a pessoa no caso fosse ele, faria dez vezes pior. Ou talvez mil. O clima para brigas dentro da van estava no cume, mas Falcomon e Commandramon tentavam sempre apartar os dois humanos, pois sabiam que tudo que precisavam ali, naquela hora, era de muita paz, amizade e raciocínio.

Então, o atirador francês voltou para a posição de ataque, e com seu fuzil disparou várias balas. Como havia mirado imprecisamente, a maioria dos disparos havia atingido a lataria da van, porém, algumas delas, estilhaçaram os vidros das janelas traseiras do veículo, assustando os seus passageiros. Fate reclamou, mas não havia nada em mente do que fazer. Grim se assustou, mas continuou encolhido no estofado da parte traseira do automóvel. Commandramon olhou para Falcomon, que deu um salto sobre os bancos dianteiros e rumou para a parte traseira.

- Quando eu disser já, você abre as portas, Commandramon. - ordenou o falcão, visivelmente irritado.

- Tudo bem. - respondeu o digimon, junto a um aceno com a cabeça.

Falcomon ficou paralelo a linha que dividia uma porta traseira da outra. Em posição de ataque e com asas sobrepostas, o falcão mostrou-se determinado.

-... JÁ!

Commandramon colocou suas duas mãos nas duas maçanetas, e as puxou com tudo para baixo, logo as forçando, fazendo com que as portas subitamente se abrissem. Uma chuva de shurikens partiu rapidamente para fora da van, na direção da caminhonete, cravando em seu pára-brisa, rachando boa parte do mesmo. A visão de Vion ficou ofuscada, e nada mais da estrada ele podia ver. Sarah ficou nervosa e com medo de que o automóvel caísse em algum buraco ou coisa parecida, mas Reverbel começou a guiá-los com a sua grossa voz.

O digimon dinossauro se sentiu leve, e como sinal de esperteza se agarrou num dos bancos dianteiros da van, o qual Fate estava sentado. Uma ventania ousava puxá-los para fora com uma força incrível, mas a fúria de Falcomon fez com que ele se mantivesse firme na van. As portas traseiras balançavam no seu ponto máximo, prestes a serem arrancados do lugar onde estavam fixadas. Com esforço, Commandramon foi beirando uma das laterais da van, até que atingiu o local da porta. Esticou seu braço direito o máximo que pôde, e alcançou a maçaneta. Puxou, mas o vento estava muito forte. Forçou seu braço até que os músculos e veias saltassem e, com bastante esforço, conseguiu trazer a porta de volta ao lugar em que se manteve encaixada anteriormente. Falcomon havia feito o mesmo com a outra porta, e os dois digimons sentaram-se no estofado da van, cansados.

A ventania parou.

- Graças... Graças a Deus. - agradeceu Grim, ofegante. Tinha ficado o tempo todo agarrado no banco dianteiro da direita.

- Pronto... Agora estamos salvos. - comentou Falcomon, encostado na lateral da van, também ofegante.

- Ou não.

Commandramon estava de pé, a frente de uma das janelas traseiras, com o olhar para fora da van, pra alguma coisa em especial sendo mais preciso. Uma grande abelha, que se assemelhava a um humano por ter dois braços. Seu corpo era todo marrom claro, com listras escuras. Possuía um abdome com um ferrão metálico, que servia para disparo de lasers, e vários espinhos vermelhos. Seu tórax finíssimo ligava o abdome a cabeça e as costas, que tinham asas e propulsores. Seus olhos vermelhos e malvados deixavam-no com um ar de violento.

O digimon abelha seguia a van zumbindo, enquanto ziguezagueava o ar.

- Saiam do carro e lutem... se forem capazes.

A voz do digimon Seijukuki fora alta e clara o bastante pra todos dentro do automóvel ouvirem. Fate fingiu que não escutou, e continuou a dirigir. Falcomon disse que nada podia fazer, pois era muito perigoso abandonar Fate naquele momento, e talvez fosse suicídio sair lá, pois não poderia evoluir. Grim e Commandramon se entreolharam, e por algum tempo ficaram sem respostas. O digimon dinossauro levantou suas sobrancelhas, deixando o japonês sem atitude.

Grim se levantou, com a costa um tanto inclinada, devido a sua altura. Mexendo no bolso da calça, retirou seu digivice com determinação.

-... Você tem certeza absoluta do que está fazendo, certo Commandramon? - perguntou o japonês, demonstrando estar receoso com a vida do digimon.

- Commandramon sabe que a última batalha foi difícil demais, mas nós conseguimos e nós estamos aqui. – após suspirar, o digimon parecia cauteloso. - Se estamos aqui, é por que todos nós nos ajudamos um ao outro. E agora é a vez de Commandramon fazer a parte de Commandramon, mais uma vez. Pelo bem de todos.

- Entendo... A meu ver, você é o único que pode lutar contra esse digimon, e talvez parar a caçada deles. - comentou Grim, abaixando a cabeça de olhos fechados e começando a pensar. Realmente, não queria deixar seu digimon ir, mas não tinha outra escolha. -... Boa sorte.

- É, Commandramon vai tentar não morrer.

Joshua Kasagrim estava com muito medo de que seu parceiro digimon fosse lá fora do automóvel para lutar e não retornasse. Suas energias ainda não tinham sido totalmente recuperadas, mas nada disso importava para o pequeno dinossauro, porque ele queria ajudar todos, assim como os outros, mas somente ele poderia fazer algo por todo mundo naquele momento. Assim, a mão esquerda de Grim se encharcou numa chama verde escura misturada a um azul escuro. A tela do digivice brilhou, aparecendo a palavra Evolution.

- Digisoul Charge!

Em seguida de gesticulações com a mão esquerda, Grim a levou com rapidez e eficiência para o leitor do digivice, fazendo com que a tela brilhasse numa profunda luz branca.

- Commandramon Shinka...

As luzes coloridas de dentro da van eram emitidas para fora do auto, fazendo com que todos da caminhonete observassem-nas e sentissem certa agitação dentro do automóvel.

- Mas que merda! O que tá acontecendo? - perguntou-se Reverbel, enfurecido e amedrontado, a procura de respostas.

Commandramon sumiu e, no lugar dele, aparecera um dragão humanóide, com estrutura cibernética.

- Sealsdramon!

Num piscar de olhos, o digimon ciborgue sumiu de dentro da van. Grim, como era esperto, havia acertado em sua hipótese: Sealsdramon se teletransportou.

----------------------------------------

Com ambos propulsores ligados, Sealsdramon obteve sucesso em planar durante a luta contra Waspmon. Devido a sua agilidade e destreza, ia de um lado para o outro, enquanto desferia vários socos no abdome do adversário, por não ter outro local fácil para atingir. O digimon abelha desviava raramente, porque aquela parte de seu corpo era bastante pesada e, portanto, seria um tanto difícil voltar sua atenção para ela. A dor na região incomodava um pouco, transferindo ódio aos seus braços, que balançavam furiosamente a procura do corpo do digimon ciborgue.

Sarah estava preocupada, pois era o seu parceiro digimon que estava lutando contra o de Grim. Não havia mandado - o que havia deixado-a assustada, pois o inseto havia surgido praticamente do nada, zumbindo feito louco, procurando pelos fugitivos. De certa forma, não queria deixá-lo agir, mas viu que era bom para o plano e, se era bom para o plano, era melhor que acontecesse.

Vion ainda reclamava muito do pára-brisa rachado da caminhonete.

- Esse merda ai atrás vai acabar com a gente, do jeito que é descuidado. - sussurrou o louro, se referindo a Reverbel.

- Calma, Kid. É só não tirar o pé do acelerador e manter a paciência que tudo vai dar certo. - aconselhou a mulher morena.

- É, pelo menos é o que eu espero. - respondeu o rapaz americano, levantando uma das sobrancelhas. -... Onde será que está Sangloupmon?

- Eu não sei. - respondeu Sarah, preocupada. - Mas, lhe garanto que ele está bem. Mandamos Buraimon junto dele, lembra?

- Uhum...

De certa forma, não estava se sentindo bem. Vion estava detestando o motivo de ter mandado o seu parceiro digimon em busca dos quatro fugitivos, sendo que eles estavam ali, embaixo do próprio nariz, enquanto Sangloupmon os procurava, sem razão. Estava se sentindo inseguro, pois sabia que qualquer coisa poderia dar errado e ele nunca mais ver a cara do digimon vampiro. Mas, se era vantagem para a missão, a Tríade tinha que seguir as ordens. Ele fazia parte da Tríade, então... não tinha outra escolha.

A batalha continuava, com ambos os digimons se movimentando rapidamente, tentando manterem-se próximos ou no vão dos dois automóveis. O barulho de metal chocando-se com metal a todo o momento chegava aos ouvidos dos passageiros da van e da caminhonete, que praticamente não o suportavam.

Estava sendo difícil, mas tinham que continuar.

- Sealsdramon não entende... Por qual ideal você luta, Waspmon? - perguntou o digimon ciborgue, cruzando os braços ao se defender de um soco do digimon abelha.

- Eu luto pelo meu ideal. Pelo ideal de um mundo melhor. - respondeu rispidamente Waspmon, desferindo um soco com a outra mão, mantendo as duas mãos firmemente nos braços cruzados de Sealsdramon. - E se matar vocês faz parte do meu ideal, bem, é o que devo fazer.

- Você não percebe que está sendo manipulado, Waspmon? Você não percebe que Violentblade está usando você e a sua parceira? - notou Sealsdramon, tentando abrir os olhos do adversário.

- Se ser manipulado fizer parte do meu ideal, bem, é o que devo fazer.

O impulso que estava sendo planejado na cabeça de Waspmon seguiu por sua corrente sanguínea até ferver por todo o seu braço, transferindo certa força para suas duas mãos, fazendo com que se distanciasse de Sealsdramon. Perceberam que os dois automóveis haviam seguido pela estrada de terra, mas a densa poeira marrom não permitiu que vissem onde eles estavam. Isso não preocupou Waspmon, que rapidamente começou a carregar uma energia verde-água na ponta de seu ferrão metálico.

Um barulho estranho junto a um estrondo ocasionou o disparo de um laser de mesma cor, que atravessou o ar e atingiu em cheio o corpo de Sealsdramon, que recebeu o golpe e, sem forças, caiu na estrada de terra, com as mãos no local atingido.

Agonizando, de um lado para o outro, o digimon tentava falar alguma coisa.

- Por que... por que vocês estão fazendo isso?

- Porque faz parte do meu ideal. E, bem, se faz parte do meu ideal, é o que... - começou o digimon abelha, levitando a frente do ciborgue, mas logo sendo interrompido.

- DANE-SE O SEU IDEAL! - gritou Sealsdramon, erguendo a cabeça e forçando o abdome, a fim de parar a dor enorme que sentia. - Abra os olhos pra realidade! Você vai acabar morrendo se continuar nesse ideal, porque o mundo nunca vai ser melhor!

- Você que vai acabar morrendo. E, bem, se matar você faz parte do meu ideal, é o que vou fazer. - Waspmon estava sério, subindo mais ainda em direção as nuvens. A energia verde-água começou a carregar na ponta de seu ferrão. - Turbo Stinger!

- Roaaaar!

Waspmon estava mais do que pronto para disparar o seu laser verde-água na direção de Sealsdramon, para acabar com a vida do digimon ciborgue de uma vez por todas, mas a sua prontidão fez com que a sua cautela fosse mínima, deixando os lados do seu corpo vulneráveis. De certa forma, um digimon parecido com um lobo arroxeado se aproveitou da situação e saltou com um forte impulso, desferindo uma cabeçada no abdome do digimon abelha, que foi ao chão devido ao grande impacto. Seu abdome balançava pra cima e pra baixo, enquanto ele tentava se levantar, não obtendo sucesso, devido a pressão que a pata direita do lobo exercia sobre ele.

O misterioso digimon possuía uma juba de pêlos da cor da neve, marcas vermelhas pelo corpo e patas adornadas com cascos e adagas pontiagudas, tal qual suas garras. Parecia ter asas de morcego por volta da juba e acima da cabeça, onde era possível se ver duas orelhas pontudas, uma delas em destaque, devido a dois brincos colocados na mesma. A região de seu abdome possuía uma pelagem branca, destacando-se de seu corpo arroxeado. Seus dentes brancos e afiados denotavam ainda mais a sua personalidade forte.

O digimon lobo lançou um sorriso aberto e malicioso ao digimon ciborgue, que ficou assustado.

- S-S-San-Sang-loup-mon? - gaguejou o digimon humanóide, com olhos esbugalhados, costas inclinadas e os braços e mãos apoiados na estrada.

- Não perca seu tempo, Sealsdramon. - ordenou o digimon lupino, logo fechando o seu sorriso e ficando com um olhar sério. - Vá, antes que eu mude de idéia.

- T-Tudo bem.

Os olhos de Sealsdramon brilharam por alguns segundos, antes que ele pudesse se levantar e ligar seus propulsores, para sair daquele lugar. Não estava acreditando na cena que acabara de presenciar... era impossível. Sangloupmon deixar Sealsdramon viver? Onde isso? O vampiro devia estar ficando louco - opinião que Waspmon partilhava. Ele era inimigo de Sealsdramon, por que diabos iria ajudar seu inimigo? Mas com que honra um inimigo se postava a outro inimigo? Um inimigo nunca ajudava o seu inimigo...
... a não ser se fosse uma troca de favores.

- MAS... PUTA QUE O PARIL! - bradou Waspmon, fazendo força em seu abdome a fim de tirar a pata de Sangloupmon de cima do mesmo. - VOCÊ FICOU LOUCO!?

- Cale a boca, Waspmon. - ordenou o digimon arroxeado, com uma voz firme, enquanto retirava calmamente a sua pata sobre o inseto. - Não era pra matá-lo, e você ia fazer isso que eu sei.

- Seu, seu cretino! - com seu olhar firme contra o calmo de Sangloupmon, Waspmon mostrava estar irritado. - Reverbel havia me dado ordens de matar esse ciborgue desgraçado, e você atrapalhou com tudo!

- Eu sabia, eu sabia. - comentou Sangloupmon, balançando negativamente sua cabeça. - Você sempre segue ordens que não sejam as da Sarah, né Waspmon?.. E ainda tinha que ser daquele desgraçado do Reverbel.

- Ele pensa em um mundo melhor. Eu penso em um mundo melhor. - o digimon abelha tentava intimidar o digimon lobo. - Mas, não se preocupe. Logo, logo, ele vai chegar onde a caminhonete está, e vai encontrar o seu destino.

-.. O-O q-quê?! VION VAI MATÁ-LOS? - assustou-se o lobo vampiro, com olhos esbugalhados. - MEU DEUS!!

Afastando a sua coluna para trás, o lobo tomou um forte impulso com as quatro patas e com a força de suas pernas musculosas conseguiu saltar sobre o corpo do digimon abelha, que subia ao ar, com um sorriso malicioso. O lobo arroxeado seguiu a estrada, correndo velozmente. Waspmon ainda estava surpreso com a súbita aparição de Sangloupmon, e a suposta traição do parceiro, mas o simples fato de saber que Sealsdramon estava correndo de cara com a sua morte o deixava forte o suficientemente para rumar ao encontro deles, apenas para ver todos os quatro fugitivos morrerem, de uma vez...

----------------------------------------

A corrida contra o tempo continuava. A van seguia a velocidade máxima, fugindo da monstruosa caminhonete negra, que a perseguia sem descanso. A caçada já havia passado de mais de uma hora, e o céu começava a se tornar escuro. Lua e estrelas haviam resolvido visitar aquela noite um pouco mais cedo, deixando aquela escuridão um tanto mais iluminada. A poeira marrom que era formada pela terra que passava pelas rodas dos automóveis passava a ser acinzentada, como se fosse feita especialmente para aquele breu.

O mórbido silêncio não existia. Ao contrário disso, o motor engasgado da van tropicava a todo o momento, e o da caminhonete roncava a todo vapor. Pedras saíam voando inclinadamente devido ao passar das rodas, que marcavam aquela estrada, deixando uma listra de acordo com o desenho dos pneus.

Fate olhou para o painel de seu automóvel. Percebeu que a gasolina estava praticamente acabando, o que deixou a sua consciência pesada. Para tentar amenizar a situação, diminuiu a velocidade por mais ou menos cinqüenta quilômetros, deixando a van em desvantagem. Aproveitando o descuido, a caminhonete conseguiu atingir uma proximidade boa da van, a sua parte da frente praticamente encostada na traseira do veículo. Forçando um pouco mais a velocidade e quase estourando o velocímetro, que mantinha a seta tinindo no máximo, Vion fez com que o capô e a capa de moldagem de sua caminhonete batessem com tudo nas duas portas traseiras da van.

Os passageiros do carro de pequeno porte se assustaram, pois o mesmo balançou.

- Droga! A gasolina está acabando e eles já nos alcançaram... - com mãos firmes no volante e de braços esticados, Fate abaixou a cabeça e não sabia mais o que fazer.

- Não temos outra escolha, a não ser descer e lutar. - comentou Falcomon, com uma face demonstrando decepção e, talvez, falando a verdade.

- Não, isso não. - revogou Grim, com uma voz firme, denotando medo de sua parte. De repente, escutou dois bips sonoros e seguidos. - Esperem... o que foi isso?

Fate olhou para todos os lados dentro da van, mas uma coisa vibrante em seu braço direito chamou a sua atenção. Era seu relógio, que não parava de produzir barulhos e piscar num verde oscilante.

O humano apertou um dos botões, e um holograma de um homem sentado e acorrentado surgiu.

- Quem é você? - perguntou Fate surpreso, trocando a atenção da estrada para o relógio.

- Sou o homem que salvou a sua vida. – o holograma tossiu, aparentemente sentindo dor por estar com braços e pernas presos.

- Eu já ouvi essa frase em algum lugar... - respondeu Benjamin, com um sorriso largo e uma cara duvidosa.

- Essa voz... CASABLANCA!?

Grim se assustou e, junto a Falcomon, que ouvira o nome e ficara curioso, seguiu para próximo da parte dianteira da van. Olharam para o holograma humano e viram que o amigo do japonês estava numa situação que ninguém queria estar. Tinha uma cara de fome, sede, sono... realmente, não dava pra identificar. O parceiro de Sealsdramon estava pensando no sofrimento que o dono do cassino de Las Vegas estava passando, mas não entendia como ou o porquê de estar naquela situação.

Abriu a boca pra falar alguma coisa, mas foi interrompido pela voz fraca e seca de Casablanca.

- Escutem... eu não tenho muito tempo. - disse o homem de meia idade, praticamente ordenando a todos que ficassem quietos. Fate voltou a olhar para a estrada, mas o seu ouvido estava de prontidão. - Vocês devem estar curiosos e preocupados, por isso vou contar... Após vocês terem saído, eu e Apollomon lutamos até o nosso máximo. Conseguimos deter Sarah e Vion e seus digimons e, quando fomos dar o golpe final em Butenmon e Reverbel, Violentblade apareceu... e nos deixou inconscientes. Eu não sei como, porque não lutamos, mas ele conseguiu. E, depois disso, eu acordei aqui, isso parece mais uma cela, e pelo cheiro parece ser um castelo... - continuou, olhando para todos os cantos do lugar onde se encontrava. Fate conseguia imaginar a situação do homem que havia salvado a sua pele. Castelos cheiram? -.. Eu não sei onde Coronamon está, só sei que deve estar dentro desse castelo, em algum lugar, tomara que esteja bem...

- Droga! Esse maldito desse comandante estraga com tudo... - comentou Joshua, abaixando a cabeça. - Se ao menos soubéssemos onde você está, acabaríamos com esses três desgraçados que estão atrás de nós, e iríamos te resgatar, amigo.

-.. aah, a Tríade.. - ofegante, Julian citou um nome um tanto estranho para os três ali presentes na van.

- A quem? - indagou Fate, com um olhar rápido para o holograma, enquanto mantinha esse braço levantado e curvado, e o esquerdo guiando sozinho o volante.

- A Tríade... O trio de generais da Area 51: General Kid Vioner, líder das tropas de monstros digitais; General Pierre Reverbel, comandante das tropas dos homens da SWAT e do FBI aliados ao Comandante Blade, e a General Sarah Watson, secretária de Violentblade.. - respondeu Casablanca, franzindo a testa, talvez para tentar lembrar-se das pessoas que citara. - Eu sabia que eles estavam atrás de vocês...

- É... Não temos muito tempo. - ressaltou Falcomon, com um olhar choroso.

-... No fim dessa estrada vai ter um helicóptero, e dentro dele estão alguns amigos meus esperando vocês... é a única chance que vocês tem de fugir, pelo amor de Deus, não vacilem... precisamos de vocês.

-... Muito obrigado, Casablanca. Te devemos mais essa. - agradeceu Grim, sorrindo.

- Agora tenho que... não! SAIA DAQUI!

Benjamin McFate se assustou ao ouvir um grito, que saiu da boca de Julian Casablanca. O homem, que ainda estava com seu terno, cheio de rasgos e bastante empoeirado, estava olhando para outra direção, enquanto o seu holograma tremia, como se algo estivesse cortando a transmissão. A imagem mudou para alguém que não era o velho amigo de Joshua Kasagrim, mas sim alguém com uma face demoníaca e olhos maliciosos, um sorriso sem mostrar os dentes.

O comandante da Area 51, Jefferson Violentblade.

- Olá novamente, Fate. - disse ele, levantando uma de suas sobrancelhas. - Há quanto tempo, não?

Após um sorriso, a transmissão terminou. O holograma esverdeado desceu com tudo para o redondo do relógio, deixando Fate com dentes forçados, testa franzida e um nariz com orifícios abertos, demonstrando quão sua fúria era enorme naquele momento. Sua vontade era de ter asas e um facão para sair voando dali, encontrar o comandante e trucidá-lo de uma vez por todas. Mas, como tinha somente uma van e duas pistolas, nada podia fazer, a não ser seguir com as duas mãos novamente no volante.

Grim ficara totalmente preocupado. Não via seu amigo há praticamente um dia, e não tinha tido notícias dele. Sua preocupação o abalava... mas, agora, de certo modo, eles teriam como fugir, o que o motivou a seguir em frente.

Falcomon não havia entendido o porquê de a caminhonete ter parado de bater na lataria da van. Talvez agora, realmente, tivessem desistido. Talvez soubessem dos planos de Casablanca... mas todos os pensamentos foram negados quando, ao pelo menos pensar, a traseira da van recebeu um impacto enorme, fazendo com que o carro se direcionasse a mais de dez metros para frente. Por impulso, Fate pisou no acelerador e disse dane-se ao velocímetro ou ao combustível, e começou a pensar mais no status de sua vida.

Ouviram barulhos de propulsores, e a caminhonete diminuiu a velocidade. Sealsdramon se aproximou do lado exterior da van, exatamente do lado de onde Fate estava dirigindo, e acenou para o rapaz americano, com um sorriso estampado. Fate retribuiu o aceno, mas escutou um barulho muito agudo e, como se não acreditasse, viu alguém dando uma braçada nas costas do digimon ciborgue, que foi jogado a muitos metros para frente. O homem de cabelos ondulados freou a van com tudo que pôde, enquanto olhava uma ave humanóide, de mais de um metro e oitenta caminhar silenciosamente em direção a um Sealsdramon caído e sem forças na estrada de terra.

Possuía braços musculosos adornados com faixas amarelas. Asas grandiosas se encontravam em suas costas, seus olhos marrons tal como o seu corpo o deixavam com um ar de violento juntamente a suas garras brancas. Carregava duas espadas brancas e afiadíssimas, comumente usadas por samurais.

Levantou as espadas para o alto, pronto para cravá-las no corpo de Sealsdramon.

- É o fim da linha pra você e seus amigos, meu caro Sealsdramon. - Buraimon tentou intimidar seu adversário caído.

- Você não precisa fazer isso... não, não.. NÃO! - clamava Sealsdramon, atônito.

- Adeus.

Levantou mais um pouco os dois braços, pronto para matar o seu inimigo. Tudo acabaria em uma simples estocada... Sealsdramon viu sua vida passar diante dos olhos, enquanto balançava a sua cabeça, na tentativa de fazer alguma coisa. Tudo estava em câmera lenta, e ele pôde sentir e ouvir os leves batimentos de seu coração... Não poderia se salvar; sua adaga de nada servia, suas pernas e braços estavam praticamente imóveis devido à dor que ainda sentia pelo ataque de Waspmon, e juntando ao de Buraimon... É, era seu fim. Mas, ninguém percebera que as portas traseiras da van foram abertas e que, surpreendentemente, um falcão corria com todas as suas forças, na direção das costas de Buraimon.

Falcomon furiosamente saltou, com uma face amedrontadora e garras preparadas.

- Scratch Smash!!!

Num movimento inclinado, as garras de Falcomon perfuraram as costas da ave humanóide, rasgando boa parte delas. O sangue vivo começou a esquentar o seu corpo, enquanto suas forças começavam a pender para o zero. Suas pernas adormeceram, e ele pôde sentir a raiva de Falcomon. Caiu de joelhos perante o corpo de Sealsdramon, derrubando as duas espadas, uma de cada lado, que ao baterem no chão provocaram um ruído. Sealsdramon teve que se afastar um pouco para que Buraimon não agüentasse mais e caísse de cara no chão, regredindo em seguida para Hyokomon, inconsciente.

O digimon ciborgue sorriu, enquanto o falcão negro seguia para a sua direção e estendia a sua mão.

- Vamos fugir daqui, amigo. - Falcomon mostrou um sorriso largo e aconchegante, enquanto ajudava Sealsdramon a se levantar.

Ambos estavam de pé, trocando olhares. Benjamin McFate e Joshua Kasagrim abandonaram o automóvel de pequeno porte em que se encontravam, e foram de encontro aos seus dois digimons. Trocaram poucas palavras e, de repente, começaram a correr. Reverbel estava a trinta metros para trás dos quatro fugitivos, disparando com a sua AK-47, sem mira alguma, devido a escuridão que enfrentava. Vion desceu rapidamente da caminhonete, sendo acompanhado por Sarah, que abandonou o automóvel pelo lado oposto.

Reverbel parou de correr e começou a caminhar enquanto atirava, mas logo cessou os disparos devido à longitude em que se encontravam os fugitivos. Não se dava pra ver mais nada, apenas algo muito grande a uns setenta metros de distância. Sangloupmon chegou aos saltos ao lado de Vion, e Waspmon partiu em direção colinear, em busca dos fugitivos, contudo fora parado por Sarah, que o ordenou a ficar. Um barulho muito estranho começava a surgir ao longe, de onde supostamente os fugitivos estavam.

Eram as hélices do helicóptero que os fugitivos haviam entrado.

- É agora... É agora que tudo acaba.

Sarah Watson carregava um lança-foguetes de porte médio, porém, pela sua estrutura e mecanização metálica deixava qualquer um que o tocasse receoso. Certa do que estava fazendo, a esbelta morena colocou o equipamento sobre o ombro direito, e com uma mira precisa apertou o gatilho da arma, que disparou um projétil futurístico, atravessando fulminante o ar. Aquilo iluminava a escuridão enquanto passava, também levantando a poeira acinzentada. Sangloupmon deixou escorrer uma lágrima de seus olhos de vampiro - realmente não queria que tudo aquilo acontecesse.

Reverbel mal estava se preocupando com a cena, pois estava acolhendo Hyokomon, que precisava de cuidados. Vion e Waspmon olhavam para aquilo como se fosse um divertimento para ambos, pois não mais precisariam fazer aquilo. A missão estava concluída? Finalmente, teriam descanso, e poderiam seguir com os planos do Comandante Blade? Não sabiam ao certo, mas que não iriam nunca mais ouvir falar dos quatro fugitivos da Area 51 e, muito menos, do famigerado Benjamin McFate... realmente, não iriam.

Era verídico. O disparo atingiu a carcaça do helicóptero, causando uma grandiosa explosão, enquanto mil pedaços de metal encharcados de fogo voavam para todos os lados.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Sab 31 Dez 2011, 6:57 pm

Wow wow wow, um dos melhores capítulos na minha opinião... Ah, foda-se, todos os capítulos foram incríveis e me agradaram demais, essa com certeza é uma das melhores Fics que eu já li em toda a minha vida. Só posso lhe parabenizar meu querido amigo Leonardo Polli e claro, lhe agradecer por me permitir ler e comentar sobre essa Fic incrivelmente magnífica. Estou sinceramente sem palavras para descrever o quanto estou VICIADO - isso mesmo, se tornou um vício - pela Digimon Fate. \o/

Correr com um vento forte com certeza é uma das melhores sensações que existem, eu simplesmente amo sentir o vento fresco atingindo meu corpo e passando por ele em alta velocidade, é incrível mesmo. Coitado do Commandramon, estava morrendo de medo enquanto os outros estavam todos calmos, mas isso serviu para motivá-lo a fugir mais depressa. O Grim realmente não se decide, uma hora está com medo, outra hora está pensando em tudo e todos que dependem deles e outra hora está com medo de novo, isso irrita. Mesmo assim, foi uma bela cena na ruela, mostrou a confiança que ainda resta para esses 4.

Eu fiquei com pena da Sarah, ela parece, ou melhor, realmente está sendo usada e obrigada a fazer algo que não quer, matar um inocente que não fez nada de ruim para ela. Não sei se ela irá morrer ou mudar para o lado dos mocinhos, mas espero que ela consiga um pouco de felicidade, que se livre dessa vida horrível que ela está tendo. Vion e Reverbel brigando foi demais, não acredito que o Reverbel não tenha tirado carteira de motorista, mas uma coisa me intrigou, só é possível tirar com 18 anos, não se pode tirar depois? o.o

Então os protagonistas estavam procurando um veículo de fuga, imaginei que eles estivessem andando pelas ruelas e se escondendo da Tríade. E ainda por cima pegam um veículo podre que dá problema justo quando eles precisam fugir o mais rápido possível, isso é que é azar. xD Estou do lado do Commandramon, o Grim é muito idiota, fica parado urinando nas calças de tanto medo esperando a morte. --''' O Fate todo confiante não acredita no que o Commandramon disse a ele, mas ainda bem que percebeu o Buraimon a tempo de evitar o ataque dele.

O Grim de novo se borrando de medo, que saco. ¬¬ E ainda quer ser igual ao Fate mesmo se mantendo assim, todo medroso, urinando e defecando nas calças de tanto medo que sente dos outros. Ah, que ele vá se ferrar, cara insuportável. --'' O Falcomon é ótimo, se irritou e não ficou parado, mostrou quem é que manda. Tudo bem, não foi algo tão útil assim, mas rendeu um pouco de tempo para eles. A Waspmon ficou só se achando, mas estava perdendo na briga com o Sealsdramon, ao menos no início.

Eu achando que o Grim ia usar o DigiSoul Full Charge e ele usa apenas o DigiSoul Charge, que imbecil, o Tankdramon atiraria e mandaria a Tríade, ao menos a parte humana para o inferno. Grim idiota, odeio muito ele. --'' Tudo bem que a Waspmon está fazendo do modo errado, mas eu não concordo com o que o Sealsdramon disse, o mundo pode sim ficar melhor, basta nos dedicarmos a isso, mas fazendo o bem a ele e aos seres que vivem nele. O Sangloupmon chegou para salvar o dia mesmo, mesmo estando do lado oposto, ele não quer o mal dos protagonistas, diferente do seu Tamer.

Acho que os parceiros estão trocados, a Waspmon deveria ser o Digimon do Vion e o Sangloupmon o Digimon da Sarah, digo isso pelas personalidades deles. Claro, eu sei que não é assim que são escolhidos os Digimon, por terem algo em comum com seus Tamers, mas bem que poderia ser assim ou isso acontecer no final, caso o Vion viesse a morrer, assim ele, a Waspmon, o Reverbel e o Buraimon morreriam e a Sarah ficaria com o Sangloupmon do lado do bem. =D Mas infelizmente, isso não vai acontecer, pois imagino que o Vion vá acordar para a vida no futuro.

A batalha entre a Waspmon e o Sealsdramon foi ótima, bem acirrada, pena que o Sealsdramon se deu mal. Só não entendo, ele possui propulsores, então por que não desviou do ataque da Waspmon? Outra coisa que não entendo, a gasolina da van estava acabando, mas a da caminhonete não? Que absurdo. E surge o Casablanca novamente, mas em uma situação ruim agora. Eu não imaginava que o V-Blade iria aparecer e derrotar em um piscar de olhos o Casablanca e seu Apollomon.

A descrição realmente representa o V-Blade, ele é malígno, bem malígno mesmo. Certo, o Casablanca está em um castelo, mas por que em um castelo e aonde fica esse castelo? Será que é um local secreto do V-Blade? Pelo que você me disse, os mistério envolvendo esse castelo só irão ser solucionados no final da Saga 01, mas talvez nem sejam, talvez surjam mais mistérios. Estarei esperando para ver o que vai acontecer lá, espero que consigam resgatar o Casablanca e que surjam mais mistérios e momentos ótimos na Fic.

O Fate como sempre querendo acabar com tudo sozinho e na base da briga direta. Ele me lembra o Masaru pelo que ouvi falar do personagem - não assisti Savers ainda. Sealsdramon chega todo feliz, aí surge o Buraimon e acaba com a festa. Poxa, o Sealsdramon só serve para apanhar? E o pior é que ele não é tão resistente quanto o Falcomon, pois o Falcomon não ficaria no chão mesmo que tivesse uma faca enfiada em cada parte do seu corpo, ao menos é o que ele tem demonstrado. xD

O Falcomon como sempre salvando o dia e foi um momento emocionante o da quase morte do Sealsdramon e seu amigo o salvando. Gostei bastante dessa cena. Eu realmente fiquei pasmo ao ler que a Sarah estava com um lança-foguetes, ela não é assim, por que ela fez isso, o Vion ou o Reverbel que mandou e ela viu que não tinha escolha? E o que acontecerá com os protagonistas, morrer eu sei que não vão, mas como eles escaparam e como irão fugir se estão no meio do nada? Ai ai, muitas perguntas, esse final foi chocante e misterioso, só não entendi qual a cena final que você disse que é foda, será essa última cena?

Eu adorei o Fate chamando eles de favelados e também falando que eles parecem chiclete, realmente isso é ótimo, é uma das coisas mais engraçadas da Fic, o Fate debochando dos outros, igualzinho a você não é Leo? Acho que é por isso que me agrada tanto a Fate, pois tem uma parte de um amigo querido, um personagem idêntico a ele e que conquista os leitores, esse amigo é você Leo, um amigo muito especial para mim. ^^

Bem, aqui encerro mais um comentário gigante. Estou ansioso pelo próximo capítulo, então se puder, poste amanhã, assim amanhã mesmo eu já leio. Dessa vez eu não vou ficar adiando, vou ser forte e deixar o resto de lado para ler e comentar logo o capítulo. Boa sorte com o Capítulo 16, pois você parece estar empacado nele. Pode contar com a minha presença sempre aqui - a menos que eu morra ou estiver no hospital =P - lendo e comentando a sua maravilhosa e querida Fate.

Ass: Seu amigão Rik! ;D
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Dom 01 Jan 2012, 10:28 am

@Rikaru: Obrigado pelos elogios, é sempre bom saber que eu estou no caminho certo e fazendo um trabalho que os leitores gostam \o O Grim é muito medroso mesmo e sempre está inseguro - parte da segurança dele que raramente obtém vem de Fate, que por si só consegue animar o amigo. Commandramon compartilha um pouco desse medo, mas quando se vê sem saída seu medo se torna em raiva/fúria/vontade. Sarah é uma mulher doce, mas que nunca foge de suas obrigações. O futuro dela - morte ou mudança de lado - ainda está incerto, só vendo mesmo. Reverbel nunca foi muito fã de carros, só sabe pilotar aviões, navios e etc.

E é o Waspmon, não a Waspmon -q em Digimon, os próprios não tem sexo, mas na Fate tem. E o digimon de Sarah é macho. Usar Full Charge ia ser MEGA complicado, imagina se o Commandramon evolui pra Tankdramon dentro da van? Ia mandar ela pro espaço, LOL. Quando um humano morre, e seu digimon fica solitário, acontece duas coisas - o digimon se suicida de tanta dor/falta que sente, ou ele vaga como um lobo solitário pelo mundo. Não existe essa de "adoção" de digimon. Um digimon nasce com seu parceiro e tende a ficar com ele até o fim de sua vida - seria mais ou menos como em Eragon, se não me engano.

Waspmon também possui propulsores, por isso conseguiu atacar antes que Sealsdramon desviasse. A Tríade havia enchido o tanque da caminhonete. Lembra a cena, no capítulo 08, em que eles estavam numa oficina e o Vion mexia numa caminhonete? Então, eles estavam se preparando para ir a Enterprise. No momento, não posso dizer nada sobre o castelo, só que ele vai reaparecer não muito tarde nessa mesma saga. Fate é uma mistura de Masaru, de vários outros protagonistas de animes/games e da minha personalidade. A missão de Sarah, antes, era trazer os caras vivos, mas, agora, era matá-los. E como era missão dela... ela tinha que o fazer. Você verá o que aconteceu com eles no capítulo 10 \o

Obrigado por tudo amigão, principalmente por ler e comentar sempre que pode. Você sabe que sua presença é sempre bem-vinda aqui \o Abraços.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Rikaru Muzai em Dom 01 Jan 2012, 3:14 pm

Não precisa agradecer Leo, eu nunca elogio em vão, se eu o faço, é porque ao menos para mim, o que quer que seja, está bem feito e agradável. Bem, eu só espero que haja uma evolução do Grim e do Commandramon, talvez tendo haver com momentos como "A Fúria Kasagrim" no esgoto. Claro, não precisa ser algo rápido, é até melhor fazer as mudanças com calma, assim ficarão mais realísticas e mais agradáveis para os leitores. Eu também espero um futuro melhor para a Sarah, enfim, um grande desenvolvimento para todos os personagens, pois isso é um ponto forte na Fate e tem que continuar. \o

Desculpe, mas eu não tinha como adivinhar que o Digimon era macho. rsrsrs Talvez pela voz poderosa, mas há mulheres com vozes poderosas também, então é relativo. =P Sim, pensando por esse lado, seria complicado. Mas seria bem mais útil e poderia salvá-los se eles parassem a van e o Grim usasse o Full Charge para o Commandramon evoluir para Tankdramon e acabar com todos rapidinho. mwahahahaha Claro, se a Tríade fizesse seus Digimon evoluir também, aí complicaria para o lado dos protagonistas.

Ah sim, seria como em Eragon, com a diferença que o Digimon não morre quando o Tamer morre. Imagino então que haja uma ligação triangular entre Tamer, Digimon e Digivice, assim os Digivices só podem ser usados pelos Tamers aos quais pertencem. Já a ligação Tamer - Digimon, seria como uma ligação de gêmeos, uma ligação mais forte que a fraternal, assim podendo causar o sofrimento a um dos lados se o outro estiver em perigo ou morto. Bem interessante isso, gostei mesmo. ^^

Pois é, agora pensando bem, mesmo carregando o laser, com os propulsores o Waspmon poderia se morrer tão rápido quanto o Sealsdramon e acertá-lo em cheio. Ah sim, isso mesmo. Fail meu, nem lembrei da cena na oficina. xD Só uma coisa me intriga, quem deu as ordens para a Tríade e como fez isso, me refiro à nova ordem de matar os fugitivos. Será que o V-Blade falou com a Tríade depois de cancelar a transmissão do Casablanca? Outra coisa, por que a Sarah é a mais inútil da Tríade? Ela é apenas a secretária do V-Blade segundo o Casablanca, não gostei disso, ela está sendo menosprezada. u.u

Não precisa agradecer Leo, eu já disse que estarei sempre aqui lendo a Fate e comentando com muito prazer esta Fanfic incrivelmente magnífica. \o/ Um grande abraço, meu amigão querido. ^^
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Qui 05 Jan 2012, 10:12 am

@Rikaru: Relaxa, haverão muitos momentos entre Grim e Commandramon, e claro, evoluções do Commandramon. Afinal, eles são um dos protagonistas, não? Se a Tríade fizesse os três digimons evoluirem, ia dar merda. Muita merda. aoeuaoue A ligação entre os três é basicamente o que você falou mesmo. Seria uma ligação forte e muito sentimental.

As ordens de matar os fugitivos vieram de Violentblade, sim. A Sarah não é a inútil da Tríade, nunca isso o.o Ela é secretária, isso quer dizer que ela atende as ordens diretas do Violentblade, enquanto Vion e Reverbel são generais, entende?
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Qui 05 Jan 2012, 10:29 am



Destino.

No dicionário, a palavra destino significa final, objetivo, sorte. Vejamos que um destino pode ou não ser previamente estabelecido, porque nem sempre depende de nós. Quando se faz um plano, existe o destino prévio, porém seu êxito dependerá de muitos fatores que o envolvem. Assim sendo, destino é a conclusão de um fato ou coisa previamente ou não estabelecida. Algumas pessoas acreditam que tudo na vida já está estabelecido dizendo que, você queira ou não, vai acontecer na sua vida.

Se ao dirigirmos um carro, evitarmos manobras perigosas e alta velocidade poderemos evitar acidentes, mudando assim um destino trágico. Se ao perdermos um grande amor nos esforçarmos para esquecê-lo, e assim sendo não alimentando pensamentos ruins, estaremos nos livrando de muitos problemas. O destino é capaz de dar reinos a um escravo e triunfos a um cativo. O destino abre caminhos. Quando um fato se torna irremediável, temos o destino. O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.

Destino. Algo que Fate relutava em acreditar.

Saga 01 - Em Busca do Desconhecido
Capítulo 10 - Ponto de Equilíbrio


Estava sendo difícil. Muito difícil. Não... difícil não seria a palavra correta a se usar. Seria mais fácil dizer, inacreditável. Sim, era inacreditável aquela situação. Tentava encontrar uma maneira certa de pensar o certo, para talvez tentar não ficar louco. Não havia som que o incomodasse, deixando a noite bucólica e silenciosa o bastante para queimar seus neurônios atrás de respostas. Respostas, para saber o porquê de ainda queimar seus neurônios e processar oxigênio em seus pulmões.

Fate não estava acreditando que estava vivo.

- É... impossível. Impossível! - balançava a cabeça boquiaberto.

- Nada é impossível, meu caro amigo.

De certa forma, Falcomon repartia do mesmo pensamento. Estamos vivos... Era inacreditável. Eles entraram no helicóptero, que começou a rodar suas hélices, e logo decolou. Depois de poucos segundos, um disparo de alguma arma veio em sua direção, e BOOM!, explodiu o veículo em mil pedaços. Como era possível alguém ter sobrevivido após isso? Era um pensamento milimetricamente baseado na lógica e na razão. Sim, aquela explosão não deixaria nenhum sobrevivente num raio de dez metros.

Mas, a história é outra.

Commandramon teve um flashback, enquanto estava com a cabeça encostada em algo que permanecia ao seu lado. Os quatro fugitivos da Area 51 haviam adentrado no helicóptero dito cujo por Casablanca, que permanecia com a sua porta entreaberta. Ao entrarem no veículo, fecharam a porta, e as hélices começaram a rodar. Nisso, a General Watson buscou o seu lança-foguetes, enquanto os fugitivos saiam do helicóptero pela outra porta, inacessível aos olhos da Tríade. Fecharam a porta silenciosamente, e correram alguns metros, alcançando algo que não estavam vendo. O helicóptero que deixaram para trás subiu alguns metros, sendo atingido pelo disparo da arma de Watson e causando uma explosão, enquanto o algo que os fugitivos alcançaram já permanecia longe dali.

Um dos helicópteros mais tecnológicos e bem trabalhados do mundo: o Maverick.

Ele estava em seu modo invisível quando os fugitivos o adentraram, para sair daquele lugar. Estar a bordo de um veículo como aquele era um prazer para Grim, que passava seus dedos em toda a estrutura do interior do mesmo. O retoque do metal das paredes internas e do couro refinado do estofado do banco em que todos passageiros se encontravam o agradava de certa forma, o incentivando cada vez mais para que permanecesse no caminho de pesquisas sobre materiais de construção de veículos de última geração.

Fate ainda estava incomodado por estar vivo. Realmente não acreditava que tudo aquilo era um plano de Casablanca, que mais uma vez havia salvado-lhe a vida. De fato, estava devendo duas pelo velho amigo de seu companheiro de vida Joshua Kasagrim, e pensava em futuramente retribuir os favores que ele havia lhe feito.

- Eu... eu simplesmente agradeço vocês. Por terem nos salvado. - agradeceu Fate, um pouco envergonhado, com braços cruzados e se sentindo totalmente confortável em relação a seu corpo.

- Não há de que. Deram-nos ordens para salvá-los... e simplesmente as cumprimos. - respondeu o homem a quem Fate havia se direcionado.

Tal homem tinha um timbre de voz um tanto rouco e sério, com um charme de valentão. Tinha a pele clara, olhos castanhos e uma barba malfeita. Cabelos lisos, curtos e castanhos, penteados para trás. Estava vestido apropriadamente, com uma camisa pólo de cor branca e manga curta por baixo de um colete marrom, que continha a letra grega α (alpha) no peito. Usava luvas negras que destacavam suas veias grossas de seus braços musculosos. Também se vestia com calças de tecido forte e coloração escura, presa por um cinto marrom claro, e um par de botas marrom escuro. Devia ter por volta de um metro e setenta e cinco, aparentando ter trinta e poucos anos.

Era desconhecido para os quatro outros seres que ali se encontravam. Havia permanecido quieto por alguns vinte e poucos minutos, enquanto Fate e Falcomon duvidavam da segunda chance que havia lhes dado, Commandramon pensava longe e Grim se surpreendia com o helicóptero Maverick.

- Desculpe-me eu estar perguntando, mas qual o seu nome? - indagou Grim, para quebrar o silêncio e fazer outra coisa que não fosse reparar no helicóptero.

- Meu nome é James. - respondeu o homem, com um ar de seriedade.

- James Bond? - perguntou Fate, com um sorriso no canto da boca.

- Não, seu infantil. - retrucou rispidamente o homem, levantando a sobrancelha e coçando a cabeça. - John James.

De repente, pôde ser ouvido por todos um barulho de algo se abrindo. A pequena janelinha que dava visão a cabine de piloto do helicóptero ficou retraída.

- Mas podem me chamar de JJ, blábláblá. - uma voz irônica e engraçada foi ouvida da sala de onde o piloto dirigia o helicóptero, provavelmente continuando a frase de John.

- Você é um filho da puta, Aaron. Volte ao trabalho que você ganha mais. - irritou-se John, com a cabeça virada para o lado esquerdo, provavelmente para sua voz chegar mais audível nos ouvidos do piloto do Maverick.

- Haha, pessoal, não liguem pra esse chato aí não. - comentou o piloto, rindo, propositalmente direcionando uma precaução aos recém passageiros do Maverick. - Aaron Smith, piloto do primeiro e único Maverick, às suas ordens!

Fate sorriu. Sorriu, por estar se sentindo bem perto de duas pessoas novas, que pareciam ser de confiança e já haviam lhe ajudado bastante. Abriu a boca, mas foi interrompido.

- E não precisa se apresentar. - interrompeu John James, friamente. Levantando seu dedo indicador, ele aparentava estar confiante do que ia fazer em seguida. - Sabemos que você é Benjamin McFate, você Falcomon, você Commandramon e que você é Joshua Kasagrim. Afinal... quem não sabe?

- Somos garotos popstars, yeah. – brincou um sorridente Falcomon, socando o ar.

- Vamos criar uma banda? - perguntou Fate irônico, provavelmente sem pensar.

- Mas, como ela vai se chamar? - questionou Grim, curioso, com um braço cruzado e o outro com a mão no queixo. - Invente um nome muito bom, porque com certeza faremos muito sucesso.

- Vai se chamar FLECM!

- Meu Deus, que criancice. - JJ interrompeu a pequena brincadeira dos quatro amigos, como se não estivesse acreditando que seres vivos de mais de vinte anos de idade estivessem fazendo aquilo numa hora daquelas. - Dá pra parar?

- Por que FLECM? - indagou Commandramon, ignorando o comentário de James.

- Porque somos os Fugitivos mais Lindos, Elegantes e Cobiçados do Mundo!

-... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

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Sobre águas calmas e límpidas de um rio ladeado a uma montanha, o Maverick sobrevoava. Não balançava tanto, pois Smith manejava bem o controle do veículo. Há pouco tempo, poucas gotas rasantes anunciaram uma forte chuva, que logo chegou, assustando um pouco os passageiros. De certa forma, não atrapalharia a visão nem o trabalho do piloto, pois o helicóptero tinha estrutura boa o suficiente para proporcionar uma boa viagem aos fugitivos. Por outro lado, ajudava Grim e Fate, que estavam sentados em bancos opostos, mas frente a frente, ambos olhando para além das janelas do veículo, viajando em pensamentos.

O americano de cabelos ondulados se via um tanto transtornado, pensando em seus atos passados. Inclinou a cabeça para a direita, e fitou o relógio, levantando o seu braço e chacoalhando a mão. Eram 20h17min. Os ponteiros do relógio se moviam vagarosamente, e cada barulho que se podia ouvir do objeto se misturava com o tocar das gotículas de água nas janelas do Maverick, ecoando por seu interior e deixando uma trilha sonora bucólica naquele silêncio mórbido.

Falcomon não estava gostando da idéia de ver o parceiro humano triste, coçando a cabeça ao lado do mesmo.

- O que aconteceu, Fate? - perguntou o digimon, olhando para o humano.

- Nada. - respondeu friamente o rapaz, sem ao menos movimentar a cabeça.

- Eu sei que está acontecendo alguma coisa, Fate. Vamos, me diga. - pressionou o falcão, seguro com a sua atitude.

- Aah... Você sabe o que é. Melodee, o pendrive... - Fate finalmente cedeu, voltando o olhar para o chão do helicóptero. -... o digivice.

- Cara, você sabe que você não tem culpa. - ressaltou o digimon, tentando animar o parceiro. - O pendrive e a Dee foram levados por Blade, e você não tinha chances de lutar contra ele... o digivice, também.

- Não... o digivice não. Eu me descuidei e deixei ele ser explodido. É minha culpa, minha!

- A culpa não é sua, Fate. A culpa não é sua. – repetiu Falcomon, para talvez mudar a forma de pensar do americano. - E outra; quem vai sofrer com isso será eu, que não vou poder evoluir mais... Mas, veja! Eu não estou nem um pouco preocupado com isso... E se qualquer coisa vier a acontecer, temos Commandramon, que conseguiu atingir o Kanzentai. Isso é perfeito!

-... - Benjamin estava sem palavras, e o sentimento de culpa pouco a pouco se esvaia. Segundos pareciam minutos naquele silêncio. -... Tudo bem, então. Eu agradeço por abrir meus olhos.

- Por nada, amigão. - respondeu o digimon ninja, com um sorriso estampado direcionado a Fate, que o fitava no momento. - Eu te entendo, e sei como você está. É muita coisa pra sua cabeça, muita mesmo. Nesses quase dois dias que embarcamos nisso, tudo está confuso...

- Eu te agradeço, de coração. Muito obrigado.

Benjamin retribuiu o mesmo sorriso estampado que há poucos segundo Falcomon havia feito. O americano se sentia perturbado, mas compreendia que o seu companheiro digimon apenas queria que ele ficasse bem e demonstrasse estar despreocupado com a situação que todos enfrentavam. Afinal, ficar mal só ia piorar as coisas. De fato, a preocupação devia ser amena. Melodee devia estar em algum lugar do planeta - não sabia qual -, mas estava bem. O pendrive estava nas mãos de Blade, e olhando pelo lado bom, pelo menos ele sabia com quem estava. E o digivice... bem, o digivice simplesmente não existia mais.

A pequena janelinha que ligava a parte traseira a sala de controle do Maverick retraiu-se novamente.

- Ei, chapas, que horas são? – a voz de Aaron soou curiosa pelo horário.

- São oito horas, Aaron. - respondeu Fate, de prontidão.

- Aah, valeu. - agradeceu o piloto, fazendo um sinal visível a todos com a mão. - É que não tem relógio aqui e, sabe... Hmm. Acho que vai demorar.

Demorar... A curiosidade de Joshua Kasagrim surgiu de repente.

- Falando nisso, pra onde estamos indo?

- Pra nossa base. - redargüiu John James, de olhos fechados e braços cruzados. Aaron devia não ter respondido devido a um pequeno desvio que fizera com o helicóptero, retomando um pouco da sua atenção.

- Sua base? - perguntou Commandramon, confuso e curioso ao mesmo tempo, sentimento visível em sua testa franzida.

- Sim, a nossa base. A base da Equipe Alpha. - dessa vez, o misterioso JJ abriu os olhos e demonstrou um pouco de calma com suas palavras.

- EQUIPE ALPHA!?!?

Todos não entenderam nada. Talvez fosse por isso que ficaram boquiabertos. Ficaram confusos. Fate e Falcomon, opostos a Grim e Commandramon, estavam com a testa franzida. O rapaz na porta do helicóptero, John James, ficou surpreso pelos fugitivos desconhecerem o que ele havia lhes dito. Casablanca havia dito a eles que alguns amigos estariam os esperando em um helicóptero no fim da estrada. Para eles, seria um helicóptero normal e pessoas normais, com idéias normais, mas...

... tudo estava confuso.

- Vai me dizer que vocês não sabem que eu e o Aaron somos da Equipe Alpha? - questionou James numa afirmativa, totalmente surpreso.

-... N-Não. - Falcomon gaguejou a resposta por todos.

- Hahaha... Deus do céu. - James estava achando aquilo engraçado, embora a expressão facial de confusão dos fugitivos continuava a mesma. - Você ouviu isso, Aaron?

- Hahaha, ouvi sim, JJ. Eles só podem estar de brincadeira. - respondeu o piloto, também rindo, mas de uma forma mais controlada. - De qualquer jeito, conte a eles. Eu gosto de ouvir o que realmente somos.

- Haha, tudo bem. - disse John James, virando o rosto para o centro dos outros quatro passageiros do Maverick. - Bom, como posso começar explicando... - levou a mão no queixo, pensativo. Resolveu falar após alguns segundos, voltando o olhar para os outros. - A Equipe Alpha é um grupo de espiões ultra-secretos, composta por mim, pelo Aaron, e pelo líder, George Bradbury, que não está aqui conosco, como vocês podem ver. Trabalhamos e agimos sozinhos, e o nosso principal foco são as missões que fazemos diariamente. Somos uma mistura de SWAT com James Bond, hehe.

- Vocês... vocês são espiões? - indagou Fate, totalmente surpreso. Seus olhos esbugalhados e sua reação boquiaberta indicavam o seu estado.

- Sim. - respondeu John asperamente.

- Meu Deus do céu! E eu pensando que estávamos sozinhos nessa... - comentou Joshua Kasagrim, como se quisesse impor respeito e soberania, mas continuando curioso. - Mas, se vocês se auto-intitulam Equipe Alpha... Deve ser porque existe outro grupo igual a vocês, certo?

- Exato. - confirmou o espião da Equipe Alpha, dando um sinal com a cabeça. - A nossa rival, Equipe Bravo, composta por Louise Bluebell, Sophia Jackson e Daisy McGarvey.

- Por que rival? - Falcomon continuou a sessão de perguntas, misturando as idéias de letras gregas em sua cabeça.

- Fazem a mesma coisa que nós fazemos, mas são mulheres e possuem equipamentos melhores. - redargüiu um James sério, levantando a sobrancelha esquerda. - Simples.

- Que machismo. – ponderou Grim, decepcionado.

- Não é machismo. - Aaron Smith escutou e interveio, lá da cabine de controle do Maverick. - O pior é que elas são melhores mesmo.

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As paredes eram altas e acinzentadas, com vários canos de mesma cor passando por toda aquela enorme sala. O chão era coberto por uma gigantesca placa metálica, que ao ser tocado pelos pés dos que andavam sobre ela provocava barulhos desagradáveis. A iluminação vinha de cima do teto composto por vidro transparente, devido à única lâmpada que ali existia, aparentando ser uma placa de luzes brancas. Havia colunas de concreto pintadas de azul-claro que sustentavam o local, tendo as extremidades cobertas por gesso branco.

No centro do recinto, uma mesa retangular de metal estava com cadeiras enfileiradas totalmente desocupadas. A organização da grande quantidade de papéis que estava sobre a mesa era algo inacreditável; um do lado do outro, em grandes pilhas. Ao fundo, colada a parede, havia uma imensa tela, que mostrava imagens em vários ângulos de algo que parecia ser uma torre gigantesca, com um lago em sua volta e várias árvores. Havia quatro humanos parados a frente da tela, mas um deles estava virado de costas para os outros três, que estavam um do lado do outro.

Jefferson Violentblade virou-se, ficando cara a cara com seus três generais.

- Muito tempo se passou, e finalmente vocês conseguiram. - começou o comandante cheio de si e, como de costume, estava com as mãos atrás de seu corpo. - Há anos que estamos atrás desses vermes malditos que só trazem caos para o país e acabam com os nossos planos, e finalmente vocês conseguiram. Vocês conseguiram, mataram os fugitivos. Meus parabéns, generais.

Os três outros humanos que ali se encontravam ficaram lisonjeados, sem reação. Mas, de certa forma, cada um ali tinha o que falar.

- É o nosso dever servi-lo, comandante. E vai ser sempre um prazer servi-lo. - respondeu a General Watson, com gestos finalizados por um sentido.

- Ordens são ordens. - comentou o General Reverbel, franzindo a testa e inclinando a cabeça rapidamente, também finalizando com um sentido.

- Não precisa nos parabenizar, comandante. Apenas fazemos o que nos é importante.

Vion fora o único a não exercer o ritual de lealdade. Sarah e Pierre perceberam, e o último cutucou com o cotovelo o seu corpo, tentando fazer com que ele caísse na realidade. A expressão facial do americano de cabelos louros e arrepiados não era das boas, e os seus sentimentos de felicidade por ter acabado com a vida de um velho amigo estavam presentes em seu sorriso falso e malicioso, mas no fundo, bem lá no fundo, não era isso que ele queria. Ele apenas queria paz, não o caos que Fate proporcionava.

Violentblade resolveu deixar de lado a sua preocupação por Vion, pois sabia que o general estava bastante focado na continuação dos planos. Sarah Watson e Pierre Reverbel foram ordenados pelo comandante para abaixarem seus braços, e eles o fizeram, deixando os membros atrás de si, tal como o comandante fazia. Estranhamente, seus digimons não estavam na reunião, mas, disso nada importava.

O comandante estendeu suas mãos, mas logo as retraiu, com um olhar torto para cima.

- Prossigamos. - começou o comandante, com uma cara de sério e um bocejo. - Agora que tudo está tranqüilo, finalmente podemos dar um passo adiante na Operação Ressurection.

- E qual seria esse próximo passo, comandante? - interveio Watson, curiosa sobre o que viria a fazer.

- O último passo antes da finalização da operação. - respondeu Jefferson, deixando um ar de mistério e suspense diante dos três generais. - Conseguir os três Orbes do Sacrifício para abrir as portas da Torre de Babel.

- MEU DEUS! - Vion se assustou repentinamente, e ficou boquiaberto e com olhos esbugalhados, sem reação. - Isso... isso é impossível!

- Os orbes... a torre... - Watson levara a mão direita ao queixo, pensativa.

- Eu não consigo acreditar, comandante. - Reverbel de certa forma também ficara pasmo mas, ao contrário dos outros, mostrava estar calmo e se comportava como se estivesse entendendo a situação. - Já?

- Sim. - redargüiu rispidamente o Comandante Blade, fechando os olhos e confirmando com a cabeça. Aparentava estar calmo. - Eu apenas estava esperando a morte de Fate e dos outros para poder prosseguir com os planos. E os planos são esses, queiram ou não.

Os generais estavam, literalmente, sem reação. Para eles, os planos do Comandante Blade era apenas a morte dos fugitivos. Mas, deram de cara com a parede, e descobriram que o que estava em suas cabeças era apenas o começo. Vez ou outra o comandante havia comentado com os três sobre a Torre de Babel e os tais orbes que eram necessários para que suas portas se abrissem. No pensamento, era só um mito, um conto de fadas... mas, não. Era realidade, a Torre de Babel existia sim, e eles precisariam pegar os orbes para abri-la. De fato eles não sabiam o porquê dos planos do comandante. A curiosidade se misturava com o suspense e tudo se abalava.

Reverbel e Sarah deram de ombros. Vion permanecia confuso.

- Mas, comandante... Por que o senhor quer ir a Torre de Babel?

- Não faça perguntas, Kid Vioner. – o comandante passou a ficar sério. Ou não estava a fim de contar seus planos, ou realmente não podia contá-los. - Apenas façam o que eu mando, e tudo terminará em perfeita ordem.

Sarah Watson e Pierre Reverbel sentiram uma dor profunda pelo amigo Kid Vioner, que ficara paralisado. Eles não estavam entendendo nada, apenas tinham a idéia de cumprir as ordens que o seu comandante lhes dava. Era preciso crer no superior para que tudo corresse e desse certo.

- Melodee já foi atrás do Orbe de Poseidon, em Nova York. - explicou Violentblade.

-... Hahaha. Você mandou uma pirralha de quinze anos atrás de um artefato desses? - perguntou Reverbel, não acreditando. - E espera que ela volte com o quê, uma borboleta nas mãos?

- Não a subestime. Você não faz em cinqüenta anos o que ela faz com quinze. - Blade foi frio em sua resposta. - Sem mais intervenções, continuemos. Ela deve voltar daqui algumas semanas, pois ainda não se sabe a localização correta do Orbe de Poseidon. Enquanto isso, eu quero que vocês vão atrás dos outros orbes. – ordenou o comandante, enquanto em suas costas a gigantesca tela mostrava imagens de várias paisagens arborizadas. - O Orbe de Hades está em alguma ilha próxima do Hawaii, e o de Zeus está em algum lugar da Europa. Vocês têm algumas semanas para encontrar esses orbes, e devem voltar até o fim de Dezembro. - depois de toda a explicação, Jefferson Violentblade suspirou uma vez, apesar de querer continuar sem exercer esse ato. - Fui claro?

Mesmo sem entender o motivo de terem que correr contra o tempo para encontrar os dois orbes, os generais deram de ombros e aceitaram sem repugnância as ordens de Violentblade.

- Sim, senhor.

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O tempo começara a ficar relativamente calmo, com gaivotas e pelicanos planando sobre os céus. Podia-se ouvir o vai-e-vem das ondas de um suposto mar abaixo do Maverick. Aaron Smith, o piloto do helicóptero, havia deixado o mesmo no modo de piloto automático, para aproveitar um pouco o silêncio. A noite e o seu profundo breu ia dando lugar aos primeiros raios de sol, enquanto os fugitivos estavam todos desleixados por cima dos bancos, tirando uma soneca junto a John James. E que soneca, ein?

A rotação das hélices não atrapalhava o clima relativamente ermo, como se também quisessem descansar. Já se passavam das seis horas da manhã, mas ninguém estava ligando pra isso. Queriam mais era esquecer um pouco dos problemas e, enquanto não chegavam à base da Equipe Alpha, descansar.

Falcomon fora o primeiro a acordar, dentre os outros. Como estava deitado de lado, teve que levantar-se inclinadamente, a fim de poder sentar-se corretamente no banco. Ficou olhando para frente, mais precisamente na cara de JJ, que estava dormindo com a cabeça de lado, e logo se espreguiçou, levantando suas duas asas para cima e as esticando o máximo que pôde. Bocejou por alguns segundos, como de costume falando algumas baboseiras, voltando ao normal de antes.

Commandramon abriu seus olhos de repente, e rapidamente sentou-se, olhando espantado para o digimon falcão.

- Que horas são, Falcomon? - perguntou, esfregando seus olhos e se espreguiçando ao mesmo tempo.

- São... - o falcão não sabia ao certo, muito menos queria olhar no relógio de Fate, portanto resolveu usar seu alto nível de dedução, olhando para além das janelas. - Acho que são umas seis horas, por ai.

- Nossa... - assustou-se o pequeno dinossauro, de olhos um pouco esbugalhados e testa franzida. - Dormimos pra caramba, ein?

- Aham, você tem razão. - afirmou Falcomon, cruzando suas asas e voltando a atenção para seu amigo digimon. - Eu peguei no sono eram umas dez horas da noite, mais ou menos.

- Eu esperei o Grim e o Fate, que foram dormir umas 22h30min, e peguei no sono umas onze horas, por ai. - acrescentou Commandramon, usando uma voz fraca e baixa. - Não sei quando o John começou a dormir, porém...

-... Eu não estou dormindo.

- AAAI FILHO DA MÃE!

John James aparentemente estava dormindo, mas não; estava fingindo. Havia respondido ambos os digimons com uma voz baixa também, mas de olhos fechados e sem movimentar uma parte de seu corpo, muito menos sua cabeça, que mal se inclinou para ficar em uma posição agradável. Até que, após alguns segundos, ele resolveu abrir seus olhos e se espreguiçar, de um jeito nunca visto antes - levou os braços e mãos para cima, estralou os dedos, depois fez a mesma coisa na direção norte, em seguida dobrando o cotovelo e estralando o mesmo, fazendo a mesma coisa com o outro cotovelo.

Falcomon e Commandramon estavam surpresos com a cena.

- Da próxima vez avisa que vai acordar! - resmungou o dinossauro, com a cara fechada.

- C-Como você faz isso? - indagou o digimon ninja, fugindo totalmente do assunto.

- Fingir de morto, ou dormir e fingir que está dormindo? - rebateu o espião, deixando os dois digimons confusos. Resolveu responder logo a pergunta de ambos. - Treinando, né.

- Isso é... mágico!

Falcomon ficou com olhos brilhosos e uma face de surpreso perante a explicação do espião John James. Nunca, em toda sua vida, havia visto alguém que conseguisse realmente fingir que estava dormindo, como se estivesse dormindo. Nem Fate, que vez ou outra se jogava no chão e se fingia de morto pra nenhum adversário atacá-lo conseguia algo em muito tempo tal como o homem vestido com o colete da Equipe Alpha. Também havia tentado fazer a peripécia algumas vezes na vida, mas nunca obtera êxito.

Os passageiros do Maverick ainda continuavam adormecidos, salvo os dois digimons e John James. O veículo que os transportava sobrevoava o mar calmamente, ainda em piloto automático, mas de repente inventou de dar uma tremedeira, acordando todos os passageiros adormecidos. Aparentemente, o combustível havia acabado, ou o helicóptero estava prestes a desabar em plenas águas Nova Yorknas - o que era que os passageiros do Maverick mais temiam, embora acreditassem que estivessem totalmente seguros.

Aaron Smith foi o primeiro a causar baderna.

- DEUS DO CÉU, o que tá acontecendo? – gritou da cabine de controle, levando as mãos aos botões como impulso.

- Acho que foi apenas o helicóptero descendo, mas... – John James estava curioso, e decidiu abrir uma das janelas do veículo. Olhou para fora, e visualizou algo que matou a sua dúvida num único tiro. - É... finalmente chegamos à base.

- Deve ser um lugar muito bonito. – comentou Falcomon, chamando a atenção de JJ.

- Por quê?! – indagou o espião, demonstrando estar confuso.

- Porque até o helicóptero ficou feliz, haha.

Pela primeira vez na vida, o espião John James havia deixado escapar um sorriso. Não era muito de aceitar brincadeiras ou sorrir sempre, o que o diferenciava dos outros dois integrantes da Equipe Alpha, que eram bastante alegres, em especial o piloto Smith, que a cada dez palavras que proferia oito ou nove eram piadas. Mas, de certa forma, ninguém reclamava. Era o seu jeito, e por nada nem ninguém ele deveria mudá-lo. A felicidade que não só se estampara a poucos segundos em sua face jovial estava presente também em Benjamin McFate e Joshua Kasagrim que, apesar de terem acordado totalmente assustados, estavam tinindo de curiosidade para saber como seria a base da Equipe Alpha.

O Maverick, pouco a pouco, foi abaixando. O solo estava se aproximando e, quando menos esperavam, o helicóptero finalmente pousou. As hélices ainda exerciam o seu papel, mas o piloto Smith já ia tirando os fones de ouvido e desligando todo o sistema do veículo em que estava. Fate e Falcomon estavam dando uma última espreguiçada, enquanto se esticavam para todos os lados. Commandramon estava pacientemente esperando John James, que tinha ido abrir a porta do Maverick. Grim já permanecia de pé para que, quando a porta se abrisse, saltasse com todas suas forças para fora do veículo para começar a visualizar o local.

- Antes de entrarem na nossa base, vocês devem seguir as nossas três regras de visitas. – avisou o espião James, olhando seriamente para os outros passageiros.

- TÁ BOM, TÁ BOM! – Commandramon estava ansioso.

- A primeira: façam o que quiser, mas não pisem na grama. Bradbury ODEIA isso. – enquanto comentava sobre as regras, o homem de cabelos lisos franzia a testa e mexia as sobrancelhas. - A segunda: evitem correr feito loucos pela base, aqui é um local muito perigoso.

-... e a terceira!? – interveio Falcomon, tanto curioso como ansioso.

James mudou a cara, como se estivesse sentindo nojo de algo e ao mesmo tempo implorando por algo.

-... Finjam que são normais.

----------------------------------------

Para o lado direito a porta deslizou. Fortes raios solares invadiram o interior do Maverick, deixando alguns de seus passageiros temporariamente cegos. Mas, de fato, isso não impediu que Grim desse um salto fenomenal, saindo às pressas do helicóptero. John James se assustou com a atitude, quase caindo da porta, onde estava encostado. Commandramon saltou com tudo do banco para fora do helicóptero, e devido à gravidade quase caiu de cara no chão. Benjamin McFate e seu parceiro digimon Falcomon desceram sem pressa do veículo, enquanto JJ fechava a porta após descer e o piloto Smith deixava o Maverick completamente sem passageiros.

E por incrível que pareça, finalmente conseguiram ver o aspecto de Aaron Smith. Era um rapaz magro, de estatura média, com não muitos músculos presentes em seu corpo. Tinha cabelos profundamente negros e desgrenhados, que realçavam seus olhos claros. Estava vestido com uma camiseta normal de cor verde e manga curta por baixo de um colete negro, que continha a letra grega α (alpha) no peito. Também se vestia com calças de tecido forte e coloração clara, com traços verdes, presa por um cinto feito a tecido, e um par de tênis claros meio esverdeados. Devia ter por volta de um metro e setenta, aparentando ter vinte e cinco anos.

O chão que todos pisavam agora era um tanto maciço, feito de ladrilhos acinzentados. O helicóptero Maverick estava pousado sobre um grande H escrito no solo, que comumente significava heliporto. Numa certa distância, ladeando o caminho de ladrilhos, havia extensões planas de grama baixa e bem cuidada, com várias flores perfumantes e rochas inquebráveis espalhadas. Os quatro que desconheciam o local se deslumbravam com tanta beleza que a natureza possuía.

O vento batia forte naquela manhã, e uma leve brisa que chacoalhou a grama do lado direito do caminho chamou a atenção de John James.

- JAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMES!!!!!!!!

Uma criatura de um metro e quarenta, semelhante a um pingüim de corpo arroxeado e uma barriga destacada por um branco com marcas roxas, vinha correndo com suas patas amarelas na direção de JJ. Seu bico amarelo com uma ponta roxa característica batia uma extremidade a outra a cada passo longo que dava no gramado, demonstrando a agilidade com que corria presente também em suas orelhas, semelhantes a fios de cabelos grossos que voavam para trás e suas asas com garras pontiagudas e avermelhadas, que faziam um constante movimento de vai-e-vem, acompanhando seu corpo.

Seus olhos alaranjados se fecharam fortemente quando ele se preencheu num salto e agarrou o corpo do homem, num forte abraço.

- James... que saudade, cara. Não me deixe mais sozinho! - o digimon pingüim estava bastante ofegante, embora continuava apertando o corpo do humano.

- Haha, como você é tolo, Penmon. - comentou John, apertando ainda mais o parceiro. - Nunca vou te deixar sozinho... É que tivemos que pegar alguns amigos nossos depois da última missão e, você sabe, Smith e esse helicóptero...

Com um sorriso estampado na face e olhos sinceros, JJ apontou a cabeça para onde Aaron Smith e os quatro fugitivos estavam caminhando. O piloto do helicóptero Maverick estava um pouco cabisbaixo, o motivo era desconhecido pelo resto do grupo. Falcomon estava atencioso a direção norte, pois era o único caminho a seguir, para ver se encontravam com alguém. Commandramon e Joshua Kasagrim deslumbravam a paisagem, com olhos admirados de tanta beleza. Raramente se via algo tão limpo, organizado e bem cuidado naqueles tempos.

A cabeça do piloto Smith ergueu-se ao chegar a seus ouvidos um grito de uma ave, que vinha rasante dos céus. Fate, como estava mais desatento, olhou para cima, e visualizou uma espécie de falcão avermelhado vindo em sua direção. Possuía garras negras e pontiagudas nas asas, e nas patas amarelas garras brancas. Seus olhos azul-claros quase se misturavam com sua face esbranquiçada, com marcas vermelhas. Adornando a sua cabeça, se encontrava uma espécie de cinta negra que levava consigo uma pena macia.

Ao pousar, ficou de pé e bateu mais duas vezes suas asas. Finalmente, após um encaro de olhos com o novo pessoal, abriu seu bico amarelo.

- Olá, Smith. Há quanto tempo, não? - disse o falcão cruzando suas asas, demonstrando estar sério. - Vejo que trouxe os amigos de Casablanca.

- Sim, Hawkmon... Essa missão foi difícil, nos tomou dois dias. - afirmou calmamente o piloto do Maverick. - Tivemos que trazê-los, devido a ordens superiores.

- Sim, eu entendo. - retrucou Hawkmon, friamente. Levantou a asa direita, apontando-a para o centro do grupo. -... Venham comigo. O líder da Equipe Alpha vos espera.

Os quatro fugitivos trocaram olhares calmos e duvidosos, e como se estivessem conversando, apenas utilizando esses olhares, se perguntavam do porquê de Hawkmon ter tratado Aaron Smith daquele jeito, tão frio. Podia ser pelo motivo de estarem brigados, ou porque de fato era a personalidade do falcão. Mas, eles já haviam feito uma conclusão, que deviam respeitar os limites de brincadeiras na frente de Hawkmon, porque do contrário do piloto do helicóptero Maverick, o parceiro digimon do mesmo parecia ser frio e de cara virada com a vida.

Seguindo os passos do digimon falcão, o grupo chegou a um local diferente, mas que ainda pertencia ao caminho de ladrilhos. Era uma espécie de círculo, que permanecia rodeado por grama, mas havendo algo de diferente: uma espécie de estátua de pedra, representando um enorme leão bípede e humanóide, com várias características incomuns, tal como longos cabelos que torneavam seu corpo. Sob a estátua, uma espécie de elevação de granito, centrada por várias flores de diversas cores.

Grim aparentemente reconheceu a figura, mas fingiu.

O grupo atravessou para o outro lado da estátua, seguindo pelo caminho da direita. Hawkmon estava sempre à frente, com as asas para trás, demonstrando estar bravo por algum motivo. Deram mais algumas dezenas de passos e não demorou pra que avistassem uma escadaria imensa, com mais de cinqüenta degraus, que levava a um enorme casarão, que mais parecia ser uma mansão requintada e esplendida. Era possível de se ver duas criaturas humanas e dois monstros digitais, um de cada lado de cada humano descendo as escadas, rumando na direção do grupo recém-chegado.

Faltavam pouco mais de trinta metros para atingir a escada, e Hawkmon parou, a fim de esperar que os quatro que desciam chegassem.

- Eles podem parecer reis, mas, pelo amor de Deus, não se ajoelhem. - lembrou o piloto Smith com um sorriso.

- Se ele estivesse com uma coroa na cabeça, quem sabe? - respondeu Fate, devolvendo o sorriso.

A atenção dos dois humanos que estavam conversando entre si voltara-se para frente, quando os pés dos que desciam a escada tocaram o solo de ladrilhos. Ficaram um tanto deslumbrados, e talvez chocados. Aqueles dois humanos transmitiam um clima pesado de emoção e tensão ao mesmo tempo. Um deles era um homem, que devia ter por volta de vinte e cinco anos. Tinha incríveis cabelos loiros, que se alisavam até a região das costas. Seus olhos azuis transmitiam uma marca de paz, embora o seu vestuário dissesse o contrário.

Usava uma camisa negra de couro, presa em seu corpo por fivelas, uma calça negra agarradíssima, que deixava de ser vista a partir da região abaixo de seus joelhos, devido às botas de couro marrom que a escondia. Por cima de suas roupas, usava um sobretudo vermelho, que estava com mangas arregaçadas, deixando a mostra seus antebraços musculosos, destacados pelas luvas de couro negras nas mãos, denotando ainda mais a sua estatura de um metro e oitenta.

Ao lado dele, cutucando o nariz e olhando para o horizonte, estava uma criatura que se assemelhava a um dragão bípede, de pele arroxeada e olhos dourados. O que mais se destacava em seu corpo eram as marcas vermelhas em seu peitoral definido e as suas garras prateadas e pontiagudas, presentes nas extremidades das asas - onde seriam suas mãos - e nas patas. Possuía ombreiras e marcas, na ponta do chifre em sua cabeça, e nas asas, da mesma cor dos seus olhos.

O humano olhou para todos que ali estavam com um sorriso estampado em sua face.

- Sejam bem-vindos a base da Equipe Alpha, meus caros amigos. - estendeu ambos os braços para leste e oeste, afim de apresentar o local. Fate e os outros olharam com bondade para a estrutura da mansão e seus arredores. - Suponho que sejam os seres mais caçados do Planeta Terra, Benjamin McFate, Joshua Kasagrim, e seus parceiros, Falcomon e Commandramon.

-... Fugitivos, você diz. - interveio o digimon draconiano, olhando para seu lado esquerdo, através do horizonte.

- Fique quieto, Monodramon! Não comece com suas brincadeiras. - ordenou o homem de cabelos longos, com uma face apontada para o digimon roxo, que demonstrava nervosismo. Após alguns segundos, voltou a olhar para os fugitivos. - Hun-hun, desculpem-me pelo pequeno imprevisto. - pigarreou o homem, logo cruzando seus braços. - Eu sou George Bradbury, líder da Equipe Alpha, e filho de Julian Casablanca.

- O Q-QU-QUÊ?!? - assustou-se Joshua Kasagrim, boquiaberto e sem reação. - Vo-você é filho de Casablanca!? Ma-mas, como?! Ele nunca me disse que tinha um filho...

- Exato. - afirmou o parceiro de Monodramon, para o espanto do restante do grupo. - E essa pessoa maravilhosa ao meu lado é Louise Bluebell, líder da Equipe Bravo, e... a minha namorada.

- O-Olá.

Seu rosto jovial ficou corado de tanta vergonha que ela estava passando. Como Bradbury havia dito, realmente era uma mulher maravilhosa. Cabelos longos e cacheados, banhados numa chama alaranjada estendiam-se até as suas costas. Seus olhos verdes deixavam-na com um toque de anja, mas a sua roupa demonstrava certa rebeldia em si. Usava uma camiseta de manga longa bege, com alguns desenhos em preto, sob uma jaqueta de couro negra, de mesma cor que sua calça jeans. Nos pés, botas de couro que se estendiam até a região dos joelhos, praticamente. Possuía um corpo magro, mas era dotada de seios um pouco volumosos e curvas únicas. Tinha por volta de vinte e três anos, e devia ter um metro e setenta de altura.

Um pequeno alguém ao seu lado ronronou, chamando a atenção de Falcomon e Commandramon. Era um pequeno monstro, aparentemente um cachorro, de pele bege, olhos grandes e azuis e bochechas rosadas. Devia ter por volta de um metro, e andava sobre quatro patas, além de ter envolvido em seu pescoço uma chamativa coleira de metal dourado, carregando alguns inscritos em si.

- Não seja vergonhosa, Louise. Eles são amigos. - comentou a pequena digimon cachorro, acariciando as pernas de sua parceira humana.

- Tudo bem, Plotmon... Com o tempo, me acostumo. - salientou a jovem ruiva, se agachando e pegando a digimon em seus braços.

Todos olhavam a cena com bastante entusiasmo, de olhos admirados e sorriso esbanjando felicidade. George Bradbury percebeu que John James vinha na direção dos que ali estavam reunidos, juntamente com seu digimon pingüim. Então, tomou a voz.

-... Já que estamos todos reunidos aqui, vamos por as cartas na mesa. - começou o jovem loiro, tomando uma posição séria. - Não trouxemos vocês aqui somente para salvá-los. Trouxemos vocês aqui porque vocês podem nos ajudar.

Os rapazes se entreolharam, confusos.

- Ajudar... com o quê? - perguntou Fate, um tanto ainda confuso, pois após a fuga ainda não conseguia ligar os pontos da história.

- Ajudar-nos a parar Jefferson Violentblade. - respondeu Bradbury, movendo as sobrancelhas. Os humanos e digimons ali presentes ficaram um tanto assustados. Olhou diretamente para Benjamin McFate. - Estou nessa tanto quanto você está, Fate.

- E-Eu não entendi...

- Deixe-me explicar... - disse o homem de sobretudo vermelho, visualizando em sua memória um flashback. - Essa Equipe Alpha não é a primeira... Há muito tempo atrás, há mais ou menos noventa anos, foi fechada oficialmente a DATS, Digital Accident Tactics Squad, uma organização do governo que lutava contra os digimons que invadiam a Terra a fim de mandá-los de volta ao Digital World... Nisso, ocorreu aquele evento que hoje conhecemos como Lei de Éden, aonde milhões de digimons chegaram a Terra através de um portal digital, e num voto de paz, pediram morada no nosso planeta.

- Foi ai que se estabeleceu a ordem de que, pra cada humano que nascesse, era lhe dado um Digitama, para que dele nascesse um digimon e assim ambos humano e digimon crescessem e vivessem juntos, aprendendo e defendendo um ao outro. - acrescentou Aaron Smith, gesticulando com as mãos.

-... e isso não quis dizer que não haveriam digimons selvagens provocando o caos pelo mundo. - continuou Bradbury, sem se importar com a intervenção do piloto do Maverick, pois tal ato serviu de grande valia. - Foi ai que, no decorrer dos anos e décadas, criaram várias organizações em vários países mundiais, mas a única que realmente deu certo, foi a Equipe Alpha, constituída pelo meu pai, Julian Casablanca...

-… Jefferson Violentblade, e Jeanderson McFate.

- D-D-D-D-D-DE-DEUS!

Pela primeira vez em sua vida, Benjamin McFate ficara tão surpreso, assustado e amedrontado ao mesmo tempo em que caiu de joelhos. Não sabia o que pensar, falar, fazer. Não sabia o que estava acontecendo consigo mesmo. Parecia que alguém havia dado-lhe veneno e ele bebera, e somente agora estava começando a sentir os sintomas. Tudo estava tão escuro naquele momento... Era difícil analisar a situação, pensar em alguma resposta correta que não embaralhasse ainda mais a sua mente.

De fato, estava sendo difícil acreditar que o seu pai trabalhava com o seu arquiinimigo.

- Blade trabalhava com o seu pai... Fate? - perguntou Grim, tão confuso como o amigo de cabelos ondulados.

- E-E-Eu... - ajoelhado, o humano não tinha respostas.

- Misericórdia... - Falcomon também estava assustado.

-.. Meu Deus...

Louise Bluebell e Plotmon estavam um pouco distanciadas do grupo, conversando entre si. Acenaram para eles, e disseram que iriam entrar. E assim fizeram, começando a subir a enorme escadaria, deixando o grupo por si só. John James estava compartilhando o sofrimento que Fate estava enfrentando, e para demonstrar o seu companheirismo seguiu até o lado direito do homem de cabelos ondulados, encostando sua mão em seu ombro. Falcomon fez o mesmo, mas do lado contrário. Fate se sentiu confortável o bastante para começar a derrubar as primeiras lágrimas de seus olhos, lágrimas essas que atingiram o solo e se chocaram, ao mesmo tempo deixando o coração dos restantes aflitos.

JJ e Falcomon fizeram força com seus braços, levantando Fate, que estava acabado.

- Sabe... é difícil. - contou Benjamin, respirando fortemente. - É difícil acreditar que, depois de tanto tempo, descobrir que você estava certo desde o começo... S-Sim, Violentblade matou o meu pai..

-... Ainda não sabemos o porquê, mas, sim, ele matou o seu pai. - afirmou George Bradbury, caminhando mais e se aproximando de Fate. - E ele capturou o meu pai... Provavelmente planeja fazer o mesmo com ele.

- Não fique assim, Fate... Por favor. - pediu Falcomon, passando suas asas nas costas do humano. - O mundo precisa de você, e você vai ficar ae, se remoendo?! Sim, eu sei que é difícil! Jefferson Violentblade matou o seu pai! E você vai ficar assim? É ai que ele se aproveita, e acaba matando todo mundo... Por nós, por mim... por Dee, pela mamãe.. pelo seu pai.. TENHA FORÇAS!

Todos ficaram em silêncio. Talvez fosse a melhor forma de fazer com que os berros de Falcomon penetrassem nos ouvidos de Fate e chegassem calmamente ao seu cérebro.

-.. Você sabe que não é assim, amigão. - ressaltou John James, acariciando a cabeça de Fate com sua mão. - Tenha fé, que você consegue. Estamos aqui por você, te ajudaremos no que for preciso... Vamos!

-.. Pode ficar bem por Commandramon, Fate? - pediu o digimon dinossauro, ao lado de Bradbury. - Lembre-se, se você não estiver bem, não tem como nos lambuzar de sorvete, daquele jeito que só Commandramon e você sabe!

-... Haha. - finalmente, o parceiro de Falcomon cedeu. Aquilo pegou muito em seu psicológico e, realmente, ele começava a se sentir bem. -... É... vejo que sem vocês não existo.

- Relaxa! Amigos são pra isso. - comentou Monodramon, que hora ou outra fazia cafunés em Fate. - Falando nisso... Onde está Hawkmon?

- Nossa, é mesmo. - reparou o piloto Smith, preocupado com seu digimon. - Ele estava até agora aqui, com a gente...

- Deixem ele pra lá, deve ter ido atrás de Plotmon, como sempre. - respondeu George Bradbury, com olhos virados para cima, como num sinal de desdém. - Está tudo bem, Fate?

- Acho que sim...

- Então, vamos continuar. - lembrou o homem de cabelos longos e loiros, pigarreando. - Como Aaron ou John já devem ter comentado com vocês, nós somos espiões ultra-secretos...

- Ladrões ultra-inteligentes, você diz. - interveio Monodramon, que foi fitado por dois olhos assassinos.

- CA-CALA A BOCA, MONODRAMON! - Bradbury mostrou-se irritado, aparentemente escondendo algo do pessoal.

- Ladrões, hn!? - Falcomon estava confuso.

- Aah, tudo bem vai... - o líder da Equipe Alpha realmente estava escondendo algo. - Não somos como a primeira Equipe Alpha, que lutava pela justiça... somos meio, "diferentes" sabe.. nós roubamos pra sobreviver.

- Bom, nada contra. - proferiu Fate, levantando as mãos e fazendo biquinho.

- É, nada contra. - repetiu Commandramon, fazendo o mesmo gesto do humano.

- Haha, esqueci que vocês também são né...- lembrou o filho de Casablanca, recebendo olhares duvidosos. - Eer... Então, continuando... A Equipe Bravo também reside aqui, na verdade é nossa rival por apelido, é uma grande ajudante nossa... mas, ela não está completa. Duas de suas integrantes, Sophia Jackson e Daisy McGarvey foram mandadas ao provável esconderijo de Blade, para saber de seus verdadeiros planos... e até agora elas não voltaram.

- E o que vocês pretendem fazer? - indagou Falcomon, com a sobrancelha erguida.

- Bem... agora, a Tríade pensa que os fugitivos da Area 51 - vocês - estão mortos, e assim fica mais fácil pra vocês nos ajudarem.. - comentou George duvidoso, meio por cima. Resolveu ir direto ao ponto. -... e aí, topam?

Benjamin McFate, Joshua Kasagrim, o digimon falcão e o pequeno dinossauro escamoso trocaram rápidos sinceros olhares. De fato, não queriam se envolver em mais uma, mas pensamentos na mente de Fate levaram-no na conclusão de que isso seria útil para que pudesse recuperar o pendrive, resgatar sua irmã Melodee e acabar com a vida de Blade. Ele respondeu positivamente com a cabeça, sendo copiado por Falcomon. Grim também aceitou a proposta, mas Commandramon relutou. Levando um beliscão, finalmente o dinossauro cedeu.

Todos, em um movimento uniforme, balançaram a cabeça.

- Então, pra começar, até que elas voltem, teremos que treiná-los. - avisou George Bradbury, estralando seus dedos cobertos por luvas.

John James e seu digimon Penmon tomaram a frente do grupo, ficando mais ou menos ao lado do líder da Equipe Alpha e seu digimon.

- Sugiro um treinamento de duas semanas, George. - JJ deu a idéia inicial.

- Acho uma boa idéia, visto que eles não podem saber muito sobre a área de espionagem. - continuou o digimon pingüim, com uma face demonstrando inteligência.

O piloto Smith ficou ao lado de Monodramon.

- Sim, duas semanas. Perfeito. - também aderiu a idéia e finalizou a opinião dos integrantes da Equipe Alpha.

- O quê?! Duas semanas... treinando? - assustou-se Commandramon, levando as mãos à boca. - É muito tempo!

- Aah, para de graça. Pra mim, que fiquei mais de quatro anos na SWAT... isso é moleza. - redargüiu Fate, todo presunçoso.

- Melzinho na chupeta. - afirmou Monodramon, com um sorriso.

- E então, vou dizer como vocês vão trein..

- BRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAD! -

Uma voz feminina e sedutora chamou o nome do líder da Equipe Alpha. A atenção de todos voltara-se para frente, na direção da escada, de onde vinham correndo Louise Bluebell e sua digimon Plotmon. Hawkmon sobrevoava a cabeça das duas, com um olhar assassino, mas a sua expressão facial demonstrava medo. Aparentemente, tinham visto ou recebido algo que não queriam ver nunca na vida. Parecia que tinham visto um elefante cor-de-rosa vestido com um macacão verde de mecânico, rolando em uma bola vermelha gigante.
Ofegantes, eles chegaram bem próximo do grupo. A mulher ruiva e jovial fitou com olhos chorosos o filho de Casablanca.

- Sophia... e Daisy... foram... SEQUESTRADAS!!!

Bradbury virou sua cabeça para trás e, conseqüentemente, seu corpo, a fim de dar uma má notícia aos fugitivos.

- É. - uma simples vogal chocou o rosto do pessoal, que ficou boquiaberto. - Parece que teremos que adiar o treinamento.
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Re: Digimon Fate

Mensagem por Mickey em Sex 20 Jan 2012, 10:03 am

Bom, comentário será “breve”.

Começando pelo Episódio 09.

INCRÍVEL! O bom de acompanhar a FATE é que se deve apegar aos detalhes de emoção como Humor e Drama.
O momento em que os nossos heróis estão certos de sua morte me faz perguntar o que vai acontecer agora com eles.
E o momento em que estão a discutir em momentos de perigo é muito empolgante me fazendo pensar onde eles vão parar.

Este episódio mostrou muito isso. Mesmo certos de serem pegos, discutiam e acreditavam, ou torciam para não serem pegos em meio aos gritos e tiros.

Bom, então agora foi explicado o que aconteceu com Casablanca... Então foi o Violentblade que deu as caras para atrapalhar e agora torturar... Veremos o que mais o futuro o aguardar.

Algumas partes deste episódio chama atenção...
MAS... PUTA QUE O PARIL!
Hahahaha! Um dos momentos importantes e engraçado da história. Eu tive que gritar para expressar a reação dessa cena. Hahaha! Muito boa! Palavrões bem incluídos é um ponto bom de qualquer história.

E o melhor na minha opnião...
De um lado temos o Reverbel que estava a trinta metros para trás dos quatro fugitivos, disparando com a sua AK-47... E do outro...
Sarah Watson carregava um lança-foguetes de porte médio, porém, pela sua estrutura e mecanização metálica deixava qualquer um que o tocasse receoso.
OH My GOD!!!! Parece que eles levam MUITO a sério o seu trabalho... Mas imaginei a cara do FATE, caso eu olhasse para trás e observasse a garota empunhando uma arma daquele calibre em sua direção.

Parece que não foi dessa vez que Kid, Sarah e Reverbel os pegaram... Pois a escuridão daria oportunidade para sua fuga... Ou não! Vou matar minha curiosidade lendo o episódio 10 agora! Hehehe!


Agora o Episódio 10...

Ok! Este episódio começou conforme minhas suspeitas... A escuridão e o fato de haver um Maverik esperando os heróis ajudaram a sua fuga. Hehehe muito bom! Agora por um leve momento eles estão livres da Tríade.

O episódio mostra mais uma vez o humor folgado de FATE e sua turma. Hehehe e o Leo contribui e muito nessa criatividade...

James Bond? Hahaha eu pensei o mesmo que FATE e por isso cai na rizada!

Aaron Smith? Não foi citado, mas não é a BANDA Aerosmith? Hahaha quando eles falaram em montar uma banda achei ter sido uma referencia... Mas foi só um momento de curtição desses rabudos felizes e sortudos...

Daisy McGarvey… essa aqui achei interessante. Me lembrei de MacGyver! O cara que faz de um chiclete uma bomba!

Hehehe fora isso muito interessante os novos personagens. Leo tenho que te perguntar. Como relaciona a quantidade insana de personagens? Acho que sua FIC no Fórum é que mais tem Humanos com Parceiros Digimons. O que se deve ao fato de que nessa história todos os humanos possuem um parceiro... Para poder acompanhar tive que relacionar tudo no World antes sair escrevendo abobrinha... Levei um tempo até organizar a Tríade na cabeça.

Enfim, outros personagens ainda vão serem mostrados o que ainda vai me forçar a memorizar muita coisa ainda!

A relação do Julian Casablanca, Jefferson Violentblade, e Jeanderson McFate. Oras o que acontece... Destino? Hehehe! Enfim vai sair muito osso desse Angu ainda.
Há muito tempo atrás, há mais ou menos noventa anos, foi fechada oficialmente a DATS, Digital Accident Tactics Squad, uma organização do governo que lutava contra os Digimons que invadiam a Terra a fim de mandá-los de volta ao Digital World...
Será possível que haverá um episódio na FIC ou por fora com uma homenagem/participação de Masaru? Hehehe não resisti! É o FÃ MODE ON falando!

Bom... Por hora vamos esperar os próximos episódios! Essa história esta LONGE de acabar.

E desculpe o atraso para me atualizar na FIC e no "breve" comentário... Fiquei empolgado jogando Digimon Masters e esperei ficar mais tranquilo para lê a sua FIC que é recheada de detalhes legais! Parabéns grande Leo!

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Re: Digimon Fate

Mensagem por Leonardo Polli em Sex 20 Jan 2012, 11:45 pm

@Mickey, grato pela presença. Fico feliz por causar esses sentimentos em você, espero que continue trabalhando dessa forma. Você sempre verá os personagens discutindo durante lutas ou desavenças, é uma coisa que eu sempre lembro de colocar e sempre achei que dava certo. Violentblade, como sempre, surge pra estragar com tudo, e levou Casablanca, infelizmente. haha

Partilho da mesma opinião que ti, e fico muito grato por essa parte do "PUTA QUE O PARIL!" ter saído tão natural. E, sim, a Tríade leva e MUITO a sério o trabalho deles que, no momento, era matar os fugitivos. A Tríade ficará no encalço durante toda a saga e toda a fanfic, embora venha acontecer uma série de fatores que serão explicados durante a história.

Por um leve momento, como você disse, eles estarão livres da Tríade. Digamos que nos próximos capítulos, serão mais uma aventura-família, vamos dizer. Fate, pode sofrer toda e qualquer tipo de dor, mas sempre estará com um sorriso matreiro no rosto. Aaron (lê-se Ééron) Smith não tem nenhuma ligação com a banda Aerosmith, e a banda que os fugitivos citaram não tem nada a ver com ela também, aoeua.

E a Daisy McGarvey, também não tem nenhuma relação com o foderoso MacGyver! OAUEOAUEOAUEUAO Obrigado por achar isso dos personagens, tento definir uma personalidade para cada um e ir trabalhando elas durante a história. Digimon Fate sempre vai ser assim, repleta de personagens, mas relaxa, não vão ser todos que aparecerão de uma vez só. Alguns sairão de cena para outros entrarem, esse é o esquema que vai ser usado até o fim da fanfic, embora alguns entrem para a "party" e afixem-se nela, como a Felicia, que surge na segunda saga. A Tríade, é composta por Vion (amigo de infância dos caras), Reverbel (o velhote) e Sarah (amiga de infancia de Vion e Fate).

Creio que não será tão difícil memorizar os personagens, pois cada um tem uma caracteristica única. Acho que a única dificuldade que você terá serão com os caras da Equipe Alpha/Bravo, porque possuem personalidades muito semelhantes entre si e as vezes até eu me confundo.

O trio dos J's da antiga Equipe Alpha vai dar muito o que falar ainda. Essa antiga amizade entre eles que não existe mais por causa da separação. Digimon Fate, como eu dizia antigamente, é uma continuação não direta de Digimon Savers. Se passa no mesmo universo, usa praticamente os mesmos conceitos. Quem sabe não dá a louca em mim de fazer um Masaru velhinho já? OAEUAOEA E sim, essa história está MUITO longe de acabar. Ainda tem muita coisa pela frente que ninguém imagina.

Obrigado novamente pela visita, sem problemas, os capítulos são demasiado grandes e sei que demora-se para lê-los xp Espero que continue acompanhando e marcando presença com seus comentários presunçosos. Grande abraço!
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