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RPG de Mesa

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RPG de Mesa

Mensagem por Wolf em Sex 11 Nov 2011, 2:39 pm

Bom, pela discussão no tópico sobre o RPG do fórum e vendo que o pessoal daqui é bem informado sobre o assunto, resolvi criar esse tópico aqui: a ideia é a gente conversar sobre as nossas preferencias, rpgs favoritos, experiências... etc. etc. etc. xD

Well... começando, eu comecei a me interessar por rpg graças a um amigo meu contando sobre a época que ele jogava, eu acabei me interessando pela ideia e acabei me apaixonando pelo assunto xD
Mas é meio difícil achar um grupo de RPG, e acabei na época só lendo sobre ele na net. Ai eu conheci uma guria na escola que me chamo para jogar D&D, o grupo duro um ano e pouco e foi realmente uma época muito legal. Meu personagem era um clérigo de pelor e foi jogando com eles q RPG acabo virando meu Hobby favorito.
Mais ou menos na mesma época eu comecei a mestrar um grupo de Final Fantasy RPG, mas era pela net, as primeiras tentativas não deram muito certo, até que o grupo engatou numa campanha que duro uns 2 anos, até que graças a Universidade e eu num tinha mais tempo para mestrar. Eu joguei alguns outros sistemas e conheço muitos deles graças à net, mas de importante mesmo foram esses dois, isso sem falar do RPG da d.f antiga é claro.

Meu sistema favorito é o TRPG, a atualização de d&d feita aqui no Brasil, seguido de FFRPG (um sistema criado por um grupo de fãs e tem sua versão traduzida publicada no site final fantasy Brasil) e D&D 4th. Meu cenário favorito é tormenta... é um cenário brasileiro de fantasia medieval( praticamente renascentista na verdade) que eu acho muito interessante por quebrar vários clichês do gênero e por permitir qualquer tipo de jogo. O cenário tem bastante influencia de anime, mas ele tem amadurecido e no processo essa influencia tem ficado um pouco de lado (o que eu achei muito bom na verdade) e recomendo pra todo mundo o cenário.

Espero que vocês tenham gostado da ideia do tópico lol
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Rikaru Muzai em Sex 11 Nov 2011, 3:25 pm

Fico feliz que tenha aberto este tópico Wolf, assim os que não conhecem muito ou nada sobre RPGs Narrativos - como eu - irá adquirir conhecimento, além de debater sobre o assunto com outros membros. Bem, eu conheci RPGs Narrativos há pouco tempo, acredito que aproximadamente uns 2 meses. Não sei muito, mas acompanho alguns sites sobre o assunto e já li e vi coisas muito interessantes.

Os RPGs Narrativos me agradam por possibilitarem criar aventuras de todos os tipos, os jogadores podem criar seu personagem do jeito que quiser, criar a história desse personagem e ir desenvolvendo sua vida aos poucos. Obviamente nunca joguei uma campanha de RPG, mas gostaria muito de fazer isso um dia, apesar de eu só poder fazer isso virtualmente, o que não impossibilita tanto assim.

Seria interessante criar uma campanha de RPG aqui na dF, usando o cenário oficial de Digimon, porém com mais liberdade, sem muitas regras, apenas a construção de uma história, ou como chamaram em um tópico por aqui, uma "Fanfic comunitária". Apesar de não ser o RPG Narrativo em sua essência, seria bem divertido e eu gostaria de participar, além de isso aproximar mais os membros, o que é importante na minha opinião.
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por KaiserLeomon em Sex 11 Nov 2011, 3:32 pm

Role-playing game, também conhecido como RPG (em português: "jogo de interpretação de personagens"), é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.
Os RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos. Um jogo típico une os seus participantes em um único time que se aventura como um grupo. Um RPG raramente tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna fundamentalmente diferente de outros jogos de tabuleiro, jogos de cartas colecionáveis, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.
O RPG tem seu uso amplamente incentivado pelo Ministério da Educação (MEC) como método de ensino. É usado para aguçar a cooperação mútua e o raciocínio lógico dos estudantes.
Embora não sejam obras audiovisuais, os RPGs são classificados pelo Ministério da Justiça do Brasil através do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação.

Conceito

O RPG é um jogo pouco convencional quando comparamos aos jogos habituais. Em um teatro, os atores recebem seu guião (ou "script"), o conjunto de suas ações, gestos e falas, com tudo o que suas personagens devem saber e fazer. Você interpreta uma personagem de ficção, seguindo o enredo definido em um roteiro. Num jogo de estratégia, por outro lado, você está seguindo um conjunto de regras onde, para vencer, você precisa vencer desafios impostos por seus adversários - cada partida é única, já que é impossível prever seus movimentos durante o jogo. No RPG, esses dois universos se unem.
Como em um jogo de estratégia, há regras que o definem, e guiam aquilo que o seu personagem pode ou não fazer. A esse conjunto de regras chama-se sistema. Como no teatro, cada personagem tem uma história, e deve ser interpretado assim como fazem os atores. Diferente de um jogo de estratégia, você não luta contra um adversário específico, mas vive aventuras em um mundo imaginário. Diferente do teatro, você não segue um roteiro, mas age pelo seu personagem com liberdade de ação, limitado somente pelo conjunto de regras do sistema em questão.
Um grupo de RPG pode ter de duas até dez pessoas, as vezes mais. Não existe um número específico, embora a maioria dos grupos tenha uma média de 4 até 6 integrantes. No RPG, existem dois tipos básicos de jogadores muito bem definidos: O primeiro tipo é o jogador personagem, normalmente chamado apenas de "jogador", do Inglês "Player". Esse jogador é quem cria um personagem fictício, seguindo as regras do sistema escolhido por seu grupo, e controlará esse mesmo personagem pelas aventuras do jogo. (Em alguns Jogos de Interpretação, jogadores podem controlar mais de um personagem simultaneamente, embora seja incomum.)
O segundo tipo de jogador é o narrador, mestre ou GM (Game Master). Será ele quem criará a história e julgará as ações de todos os personagens do jogo. O narrador normalmente não possui um personagem próprio, mas controla todos os personagens não-jogadores da aventura - que seriam os coadjuvantes da peça de teatro. Enquanto o jogador tem uma atuação assemelhada àquela de um ator de teatro, o narrador seria o diretor e roteirista, aquele que define o cenário, figurantes, ambiente e tudo mais. Por isso mesmo, o narrador é aquele que deve conhecer as regras mais profundamente, e deve ser o mais experiente do grupo, normalmente seguindo um sistema de regras pré-determinado que o ajudará com os eventuais problemas e dúvidas que venham a surgir. Apesar do narrador seguir as regras de um sistema, ele pode quebrá-las, ignorá-las ou mudá-las em prol de uma fluidez no andamento da partida, baseando-se para isso no seu bom senso. Conhecer o máximo possível sobre o sistema facilita esse processo e evita arbitrariedades.
Cada sessão de RPG pode ser chamada de uma aventura. Uma sucessão de aventuras onde se usam os mesmos personagens mantendo a continuidade dos eventos torna-se uma "campanha". Cada jogador cria o seu personagem baseado no mundo e em suas regras preestabelecidas, que o narrador/mestre determinou, e viverá nele as suas aventuras. Ao término de cada aventura, o personagem recebe pontos de "experiência" (XPs), que representam o seu aprendizado. Estes pontos podem tornar o personagem mais forte, dando-lhe mais vantagens e habilidades. É por esse motivo que os mesmos personagens costumam ser usados em campanhas - uma vez que a progressão do personagem é evidente, diferente de várias aventuras isoladas em que cada personagem precisa ser feito do zero.
Existem muitos tipos diferentes de RPGs, e cada um possui as suas próprias regras. De forma geral, quando um jogador decide fazer alguma coisa, o narrador decide e narra para ele o resultado. Quando é uma ação complicada e/ou com grande chance de erro (como pular grande distância ou fazer uma acrobacia), o narrador pode exigir um teste, que é feito com uma jogada de dados. Estes representam o fator aleatório existente, a chance do personagem conseguir ou não realizar a ação pretendida. Cada sistema possui suas próprias regras para definir o sucesso ou falha de cada ação, calculando a probabilidade do resultado ser ou não favorável.

E quem ganha o jogo?

Uma característica, que não se apresenta de forma evidente em um jogo de RPG, é a resposta para a pergunta: "quem ganha o jogo"? O senso comum nos diz que todo jogo é uma disputa, e precisa existir um vencedor. Porém, essa noção não se aplica em um jogo de RPG, uma vez que ele não é focado em uma disputa entre os jogadores - justamente o contrário, RPG é um jogo com ênfase na cooperação. Em um jogo de RPG os personagens fazem parte de um grupo, e esse grupo precisa ser unido e trabalhar em conjunto para ter sucesso em suas aventuras. No entanto, essa explicação só é válida para os personagens dos jogadores. Pelas características do jogador "narrador", pode se pensar que ele estaria jogando contra os demais jogadores, mas essa ideia também está errada.
Como o narrador é um contador de histórias, tudo dentro do jogo acontece de acordo com sua narração. Se ele quiser, ele pode fazer com que todos os personagens sejam presos, fiquem doentes ou mesmo fiquem ricos em apenas um instante, basta apenas ele narrar isso acontecendo. O que de fato ocorre, é que o narrador cumpre um papel de árbitro e não de adversário. Ele não joga "contra" os jogadores, ele cria uma história na qual os personagens desses jogadores possam se desenvolver. Ele também não joga "a favor", um narrador precisa sempre ser imparcial para manter um bom andamento da aventura. Apesar de propôr os desafios e representar todos os inimigos do jogo, ele não faz isso com o objetivo de derrotar os jogadores, mas de oferecer um bom ambiente para a partida. Como o objetivo do jogo é a diversão, ele pode, em determinadas vezes, favorecer um ou mais jogadores, ou mesmo penalizar outros, para que o jogo fique equilibrado e divertido para todos.
Então pode surgir outra pergunta: "os jogadores disputam entre si"? A resposta mais exata seria dizer: "depende". Na maioria dos jogos, todos os jogadores são parte de um único grupo. Pense no grupo de RPG como um grupo de heróis de um filme de ação, ou melhor ainda, como jogadores de futebol. Se o narrador é semelhante a um árbitro, os jogadores são semelhantes a um time. Todos devem agir em conjunto para conseguir enfrentar os desafios que o narrador oferece. De forma geral, existe alguma disputa, assim como jogadores de um mesmo time disputam entre si para ver quem é o mais habilidoso, ou faz mais gols. No entanto, eles devem agir em conjunto, senão a vitória na aventura pode se tornar algo impossível de alcançar.
Por outro lado, existem exceções a essa regra. Em determinados sistemas, ou mesmo se os jogadores assim desejarem, o narrador pode criar aventuras nas quais os jogadores disputam entre si pelos mais variados motivos. Talvez cada jogador seja um mercenário contratado para resgatar uma mesma pessoa, ou então todos sejam exploradores de uma ruína antiga tentando conseguir o mesmo objeto. Existe uma infinidade de temas possíveis, mas estas situações não representam o estilo de jogo mais comum nas partidas. A maioria esmagadora dos jogos exige cooperação entre todos os jogadores.
Qual seria, então, a resposta à pergunta: "quem ganha o jogo"? Na visão dos jogadores de RPG, todos ganham. O objetivo de cada aventura é superar os desafios e, quando os jogadores conseguem fazer isso, eles ganham pontos de experiência e histórias na vida de seu personagem. Essa é a premiação pela "vitória" em uma sessão. Todos os jogadores que conseguem passar pela aventura são considerados vencedores. Pode soar um pouco estranho para quem não está acostumado a um jogo em que todos os jogadores podem vencer, mas depois que se entende a mecânica do jogo é algo natural. Atualmente nos jogos online e em massa para múltiplos jogadores RPGs (MMORPGs), é considerado o vencedor o personagem que tem mais experiência (Xps) no jogo e, este, permanece destacado em primeiro lugar no Rank existente no site do MMORPG. Mas, como os campeões do UFC que tem seus cinturões constantemente ameaçados, os jogadores que tem mais experiencia estão sujeitos a serem ultrapassados já que, de alguma forma, os jogadores que estão "atras" tem mais facilidade para ganhar Xps.

Dados e demais materiais

Como em uma aventura de RPG sempre existem eventos aleatórios, nem tudo pode ser decidido de forma direta pelo narrador ou jogadores. Para representar a aleatoriedade das partidas da forma mais imparcial possível, no RPG existem regras para definir o sucesso ou fracasso de uma ação. Quando um jogador tenta fazer alguma coisa relativamente complexa, como lutar ou fazer acrobacias, um teste com dados deve ser feito para decidir o sucesso ou fracasso. Cada sistema possui as suas próprias regras, que definem que números no dado determinam um sucesso ou fracasso em cada jogada.
Exemplo: "Um personagem está preso em uma masmorra. O narrador então descreve ao jogador que nessa masmorra existe apenas uma única porta de madeira. O jogador então decide tentar arrombar essa porta, para fugir. O fato é que arrombar uma porta é um ato que exige força e habilidade, e por haver grande chance do jogador falhar ele deverá fazer uma jogada de dados para ver se consegue realizar o feito. Ele joga os dados, consegue um resultado satisfatório, e arromba a porta."
A maioria dos sistemas de regras de RPG usa dados para testar as habilidades dos personagens. Alguns, como GURPS e RPGQuest, usam dados comuns de seis faces. Outros como o Dungeons & Dragons usam dados diferenciados: além dos tradicionais dados de 6 lados, também são usados dados de 4 lados, 8 lados, 10 lados, 12 lados, 20 lados e 100 lados. Cada sistema tem suas próprias regras para determinar o que ocorre no jogo baseado no resultado dos dados. Por definição, quanto mais difícil a tarefa, menor será a chance do resultado dos dados serem satisfatórios. A maioria dos sistemas possuem regras específicas para um grande número de ações que um personagem poderia fazer, mas em última instância cabe sempre ao mestre decidir se a jogada é necessária ou não.
Quanto maior a dificuldade, menor é o número de resultados que levam ao sucesso de uma ação. Isso não depende apenas da dificuldade da tarefa, mas da habilidade do personagem. Digamos que por exemplo, o personagem em questão fosse muito forte. Nesse caso, ele teria mais chances de arrombar a porta. Por consequência, o número de resultados que representam o sucesso de sua ação é maior. Ou seja, as habilidades do personagem o favorecem, dando uma maior chance de conseguir um bom resultado. As jogadas são definidas tanto pela habilidade do personagem como pela dificuldade da ação.
Além dos dados, uma sessão de RPG também pode requerer mais alguns materiais. O mais comum é uma cópia da ficha de personagem para cada jogador, onde se anotam as informações do personagem e as mudanças ocorridas nele durante a sessão, e lápis e papel para anotações diversas do narrador e dos jogadores. Às vezes, algumas miniaturas de monstros, personagens, cenários, etc, podem ser usadas para simplificar problemas comuns na hora de aplicar determinadas regras. Durante um combate, por exemplo, utilizam-se miniaturas para visualizar a posição de todos que irão participar da luta, assim, os jogadores podem escolher qual oponente irão atacar primeiro ou qual a melhor rota de fuga caso precisem fugir. De uma forma geral, apenas a ficha de personagem, dados, papel e lápis são necessários para jogar, além de um livro com as regras que possa ser consultado em caso de dúvidas durante a sessão.

Que se pode fazer em um jogo?

Em um jogo de RPG, cada jogador tem grande liberdade para criar o seu personagem e interpretá-lo, sempre seguindo as limitações impostas pelo sistema escolhido (alguns sistemas são mais realistas, outros permitem personagens muito poderosos como heróis de histórias em quadrinhos). Mas o que é que um personagem pode e não pode fazer dentro de um jogo? Um primeiro ponto importante é: o personagem tem os seus próprios conhecimentos, que nem sempre são os mesmos do jogador. Um exemplo simples, um jogador sabe que determinada porta da fortaleza só pode ser aberta com o uso de uma certa alavanca escondida, mas se o personagem não souber disso ele não poderia abri-la sem que tenha acesso a essa informação diretamente no jogo.
Depois de criado, o personagem tem suas próprias características, lembranças e habilidades. Ele também pode ser de alguma organização que existe ou entre os amigos, ou de uma nação ou até se o RPG seja sobre um filme, por exemplo, pode entrar na organização desde que de acordo com o GM (Game Master) como, por exemplo, derrotar um membro. Podem também ser inventadas características de acordo com o jogador ou só no jogo, como, por exemplo, medo de sangue (é só um exemplo), pode ser desenhado um "bonequinho" (assim como podem ser inventados países, cidades, etc.), pode haver uma desvantagem contra determinada raça, etc. O personagem deve ser inventado de acordo com o que o jogador quiser, é claro com algumas limitações como os atributos (habilidades especiais que derivam de acordo com a história), por exemplo que são limitados pelo GM (ou Narrador, Game Master, dentre outros vários nomes). Em uma sessão, é muito comum que o jogador conheça diversas coisas que o seu personagem não conhece. Por exemplo, o jogador pode já ter usado outro personagem em uma situação semelhante a que o personagem atual se encontra, ou por conhecer as regras do sistema sabe as fraquezas de certos inimigos no jogo. Mas em um jogo de RPG o jogador não deve usar conhecimentos que ele possui, mas sim interpretar seu personagem com fidelidade. Por exemplo, se uma pessoa está assistindo a um filme, muitas vezes já sabe onde a mocinha que foi raptada pelo vilão está escondida. Mas o protagonista não sabe, e é por isso que ele não vai direto salvá-la. A mesma coisa acontece no jogo, o jogador pode possuir conhecimentos que o personagem não tem, mas ele deve interpretar o seu personagem, e representar a sua falta de conhecimento sobre o assunto.
Então, uma das coisas que um jogador não deve fazer, é ir contra as características de seu personagem, o que é chamando entre os RPGistas de "antijogo"; ou usar conhecimentos sobre o sistema para vencer seus adversários de um modo que seu personagem não deveria agir, o que muitos chamam de "meta-jogo" ou "sexto-sentido", que seria o personagem saber de uma informação sem que alguém o contasse ou que ele visse com seus próprios olhos. Essa regra não vale somente para os conhecimentos do personagem, mas também para a personalidade que o jogador definiu. Se, por exemplo, ele fez um personagem com excesso de confiança, ele deve representar isso mesmo quando ele sabe que poderá trazer prejuízos ao seu personagem. Se ele faz um personagem que tem fobia de fogo, ele deve representar esse medo quando passar por uma situação onde o seu personagem esteja próximo do fogo.
O também jogador não deve tentar se aproveitar de "furos" ou erros nas regras. Alguns jogadores tentam usar as regras de seu sistema de forma a conseguir o máximo de vantagens possíveis para os seus personagens, com o mínimo de efeitos colaterais. Isso não seria um problema, no entanto muitos RPGs possuem regras bastante complexas, e alguns jogadores se utilizam de furos nas regras para conseguir vantagens que não deveriam ter. Jogadores assim costumam ser chamados pelos RPGistas de "apelões" ou Overpowers. Como exceção, o único jogador que pode burlar as regras se assim desejar, é o narrador, para garantir o bom andamento da campanha e a diversão de todos. Para isso, algumas vezes ele pode precisar ignorar certa regra, para não impedir a diversão do jogo. Por exemplo, pode ser que por uma fatalidade um dos jogadores faça alguma coisa que estrague toda a aventura: O narrador deve ser livre para ignorar as consequências dessa atitude, para o bom andamento do jogo.
O ideal é que o narrador faça isso de forma que os jogadores não percebam tal coisa. O segredo do bom narrador, é fazer com que os jogadores confiem nele. Um narrador que sabe a hora certa de esquecer ou modificar os resultados de uma jogada de dados, pode tornar o jogo mais equilibrado. (Por esse motivo, as jogadas de dado do narrador normalmente são feitas em segredo, para que os jogadores não saibam qual é o resultado, dando assim liberdade para o narrador modificá-las quando precisa.) Mas é importante dizer que o narrador não deve abusar dessa ferramenta, pois dessa forma pode tirar totalmente a aleatoriedade do jogo. Assim, o jogo deixa de ser imprevisível. E não existe graça quando se sabe que todos os desafios serão vencidos. "Perder" também faz parte do jogo.

História do RPG

Em registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 1974. O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. No início, o D&D (abreviatura de Dungeons & Dragons), era um simples complemento para um outro jogo de peças de miniatura chamado Chainmail (cota de malha), mas terminou dando origem a um jogo totalmente diferente e inovador. Este primeiro jogo era extremamente simples comparado aos Jogos de Interpretação da atualidade e tinha uma origem influenciada por jogos de guerra/estratégia.
Há poucos registros confirmados, mas há uma especulação que Gary e Dave começaram o RPG em virtude de que estariam jogando um "WarGame" (jogo de batalha entre miniaturas) e um dos dois disse ter construído uma fortaleza indestrutível. Como forma de invadir essa fortaleza, o adversário disse que 3 dos seus melhores guerreiros foram enviados para entrar nos esgotos da fortaleza para invadi-la. Com isso, surgiu a primeira aventura controlando um pequeno grupo de personagens, e assim começou a interpretação individual e não apenas de exércitos.
Praticamente junto com o D&D foi lançado outro jogo mais complexo, que já mostrava um outro tipo de abordagem para o RPG: Empire of Petal Throne foi lançado também pela TSR, em 1975, teve pouco sucesso de vendas, porém fazia uma nova abordagem. Passava das lendas medievais para novas criaturas de raças inspiradas em lendas astecas, egípcias e de povos da antiguidade; foram criadas até uma nova língua para os jogadores se comunicarem com aquelas raças. Mesmo as regras sendo praticamente iguais ao D&D, o jogo tinha uma abordagem totalmente diferente. Isso só viria reforçar a tese que o RPG poderia ser tanto um jogo divertido para adolescentes, como uma grande representação elaborada que poderia abordar as mais diversas experiências.
Em 1980, D&D já era uma grande febre e em 1982 surgia o filme Mazes and Monsters, com o ator Tom Hanks ainda jovem, mostrando a história de um jogo de RPG. Em 1983 o jogo virou um desenho animado, Caverna do Dragão.
O jogo confirmava seu sucesso com o lançamento do AD&D (Advanced Dungeons & Dragons) e surgiam novos gêneros alternativos para o jogo como:
Super-Heróis, com um sistema Champions, criando um gênero e trazendo uma forma de pontuação para os personagens, além dos atributos, das vantagens e desvantagens o que tornava o jogo mais tridimensional e interessante.
Cyberpunk, nos anos 80 discutia o impacto da realidade virtual em um futuro próximo.
Ficção Científica, baseados em uma literatura já existente como o Estar Farsas ou totalmente inovadores como Caravelas.
Em 1986 a empresa Steve Jackson Games publica o jogo GURPS um sistema genérico de regras. Ele veio com toda uma diversificação onde os GM (Game Master) poderiam usar um sistema que permitisse que o jogador, mesmo com vários gêneros de personagens e mundos onde a ação pudesse ocorrer, pudesse jogá-los com apenas um conjunto de regras.
Outro gênero criado nessa época foram os RPGs educativos, que visavam empregar a mecânica do RPG em atividades didáticas. No Brasil, por exemplo, foi lançado o livro GURPS: Desafio dos Bandeirantes. Eles surgiram principalmente como uma resposta a acusações de que o RPG teria um efeito negativo nos seus jogadores, podendo até levar a crimes (as ligações entre o RPG e esses crimes foram posteriormente desmentidas).
Até o fim dos anos 1990 surgiram inúmeros títulos, oferecendo variações no jogo ou ambientações diversas para a interpretação (também chamadas de cenários). Por outro lado, isso levou a uma fragmentação do mercado, diminuindo o lucro das editoras e consequentemente o número de edições, afastando alguns fãs.
No início do século XXI, foi lançada a terceira edição do jogo D&D, que contava com uma licença que permitia a qualquer um lançar produtos compatíveis, chamada de Open Game License. Isso levou a um novo crescimento no mercado do RPG, com o lançamento de um número maior de títulos.
Apesar dessa Invasão da Open Game License, varias editoras continuam a lançar RPGs com sistemas próprios. No Brasil a Editora Comic Store lança em 2004 o OPERA RPG, que além de apresentar regras lógicas e ágeis para se jogar RPG em qualquer cenário, ensina como funciona a sua estrutura básica, permitindo que qualquer jogador possa criar novas regras compatíveis com seu sistema. Em 2005 é lançado o RPGQuest , para iniciantes, retornando às origens de jogos de tabuleiro misturados com interpretação e jogos de contar histórias, com distribuição em bancas de jornais e lojas de brinquedos.

RPG no Brasil

No início dos anos 80 conseguir os livros era quase uma epopeia, uma missão digna de muitas aventuras fantásticas, os jogadores que cresciam em número tinham que esperar que um amigo ou parente fosse para fora do país para poder conseguir títulos ainda distantes das prateleiras. Nesse turbilhão de dificuldades para se conseguir um livro de RPG nasceu uma geração que hoje encontra-se com um pouco mais de 30 anos - a Geração Xerox, batizada dessa forma devida a forma como conseguia os títulos importados.
Nos final dos anos 80 era possível achar ou encomendar livros de RPG através de grandes livrarias em São Paulo e no Rio de Janeiro, porém havia alguns obstáculos a serem transpostos. Os livros, por serem importados, não eram baratos. Além disso era necessário saber um pouco de inglês para poder jogar. Os RPGs desta época mais jogados eram o Dungeon and Dragons, Merp e Rolemaster.
Isto perdurou até 1991 quando surgiu Tagmar o primeiro RPG brasileiro. Com uma ambientação baseada nos livros de J.R.R Tolkien, foi acusado injustamente de ser baseado no D&D, mas na verdade tinha um sistema bem diferente. O jogo chegou a fazer sucesso, mas a editora fechou no fim dos anos 90.
Esta década também foi marcada pela inicio da publicação de RPG estrangeiros no Brasil, iniciando em 1991 com o GURPS e em 1995, a Editora Abril Jovem conseguiu uma licença para publicar o AD&D no Brasil, mas como o RPG era um jogo considerado demasiado "cult", a aditora decidiu lançar primeiro a versão simplificada das regras do AD&D 2ª Edição, o First Quest. A década prossegue e mais alguns títulos são lançados: Paranoia, Advanced Dungeon & Dragons e Vampiro - a Mascara. Além das publicações estrangeiras muitos outros RPG brasileiros surgiram neste período.
Em 2005 o Tagmar retornou ao público totalmente remodelado em uma versão livre (usando uma licença Creative Commons) para download pela internet, sendo um marco de pioneirismo no RPG brasileiro.

Obras brasileiras publicadas
Tagmar, o 1º RPG Brasileiro (1991).
O Desafio dos Bandeirantes, o 1º com ambientação baseada no folclore brasileiro (1992).
Demos Corporation, voltado para espionagem (1995).
Millenia na linha de ficção científica (1995).
Arkanun RPG de horror que utiliza o Sistema Daemon (1995)
Era do Caos - Retratando o Colapso das metrópoles brasileiras no início do Séc.XXI (1997)
SIGNUS RPG - Sistema Genérico - Niveis variados e sistema de personalidade. (1997)
Defensores de Tóquio RPG de super-heróis japoneses. Sistema originalmente lançado pela revista Dragão Brasil, agora na sua quinta versão conhecida como 3D&T Alpha (1998).
Calíope, RPG medieval usando D6, D10 e D20 (2001).
Utopia (RPG) - Usa o sistema d10 (2003).
OPERA RPG - Regras práticas e ajustáveis de RPG que permitem a criação de qualquer cenário de jogo (2004).
Invasão misturando Arquivo X com história brasileira (2004).
Clavius, um sistema de RPG gratuito (2004).
Nexus D6 (2005)
RPGQuest Sistema para iniciantes que mistura RPG com jogo de tabuleiro (2005)
Mighty Blade RPG Sistema de Fantasia Medieval (2007)
RPG Desafios, RPG para uso terapêutico para prevenção e tratamento do uso de drogas na adolescência (2009).[21]
Tormenta RPG Sistema baseado no OGL D20 com cenário de fantasia (2010)
Old Dragon Sistema de rpg OGL, baseado em jogos "Old School" (2010/2011).

Obras estrangeiras publicadas no Brasil
G.U.R.P.S. - Generic Universal Role Playing System - Jogo de RPG genérico, podendo ser ambientado em qualquer lugar ou época (1991)
Vampiro: A Máscara - Jogo de RPG onde o jogador pode assumir um personagem vampiro (1994)
Lobisomem: O Apocalipse - Jogo de RPG onde o jogador pode assumir um personagem lobisomem ( 1995 )
Mago:A Ascensão - Jogo de RPG onde o jogador pode assumir um personagem mago ( 1997 )
First Quest - versão simplificada das regras do AD&D 2ª Edição. (1995)
Advanced Dungeons & Dragons 2ª Edição - RPG de Fantasia Medieval (1996)
Dungeons & Dragons 3ª e 4ª Edição - RPG de Fantasia Medieval (2000)
Vários outros, incluindo Castelo Falkenstein, Cyberpunk 2.0.2.0, Shadowrun...

Livros-jogos ou Aventuras-solo


Também existe uma variação do RPG chamada livro-jogo, que contém aventuras-solo, ou seja, aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa ao RPG normal, que exige um grupo de pessoas para jogar. Acontece de pessoas começarem a jogar livros-jogos para depois passarem ao RPG. As aventuras-solo funcionam de uma forma semelhante a uma sessão convencional de RPG, onde o próprio livro faz o papel do "Mestre". Ele oferece as escolhas que o jogador pode fazer, e o jogador progride no jogo conforme supera os desafios, podendo passar por diferentes enredos dependendo de suas escolhas durante o jogo.

Live Action



Live action

O "live action", ou "ação ao vivo" em português, é uma forma diferente de se jogar RPG. Assim como o RPG é uma evolução ou variação dos jogos de guerra, o Live Action pode ser considerado uma possível evolução, ou mesmo uma variação do RPG convencional.
Em um live action você não imagina o cenário narrado pelo Narrador, mas utiliza o espaço à sua volta como o cenário de jogo. Em uma sessão de RPG comum cada jogador pega a sua ficha e senta em um mesa, como em um jogo qualquer, representando ali o seu papel sem nenhuma interação real com outros jogadores. Já o live action é o estilo de RPG que mais se aproximaria de um teatro de verdade. Você representa o seu personagem exatamente como um ator representaria um papel. É exatamente como uma peça de teatro, onde cada jogador representa um personagem. A diferença é que esses personagens foram construídos antes com ajuda do narrador, e serão representados no evento. Quando existe a necessidade de testar alguma habilidade do personagem, ao invés de se usar jogadas de dados, existe apenas uma comparação rápida entre os atributos (algumas vezes, essas disputas são feitas também usando a brincadeira de "pedra, papel e tesoura", em outras, utilizam "boffers", ou "espadas de espuma", nos chamados lives de contato).

Jogos de interpretação para computador e videogame

Exemplo de RPG para computador
Muitos jogadores de RPG não consideram o jogos feitos para video-game e computador como "RPGs reais". Pela falta de liberdade em comparação aos jogos "de mesa", esses jogadores afirmam que os jogos eletrônicos seriam na verdade jogos de aventura com elementos de RPG. Em um jogo de RPG eletrônico, você controla personagens que seguem uma história pré-determinada, aonde seu personagem se desenvolve com o passar do tempo. Além dessa característica é difícil definir o que seria um RPG eletrônico, existe uma enorme variedade de jogos que se encaixam nessa classificação. Existem também os MMORPG (Massive Multiplayer Online RPG - Jogos de Interpretação Online Massivos), jogos aonde diversas pessoas se conectam e jogam simultaneamente em um mesmo mundo. No Brasil, encontramos os jogos: RuneScape, Os Reinos da Renascença, Ragnarök Online, Ragnarök Online 2, Rappelz, Gunbound, Priston Tale, Mu online, Ultima Online (UO), World of Warcraft (WoW), Tibia, Lineage II, Neverwinter Nights (NWN), Tales of Pirates, With Your Destiny (WYD), Hero Online, Perfect World, Rising Force Online, Silkroad Online, Cabal Online, MapleStory, Lunia, Dofus, Grand Chase, The Lord of the Rings Online, além de comunidades menores em praticamente todos os MMORPGs de sucesso.

RPG via internet

Há várias ferramentas que permitem que se jogue RPG como se fosse na mesa, porém via internet, à distância. Cada uma delas tem suas vantagens e desvantagens em relação à mesa real. Em geral, a maior vantagem é unir grupos distantes fisicamente (com jogadores em cidades diferentes, por exemplo). Algumas modalidades de jogo são:
PBEm Play By Email: aventuras são narradas via e-mail ou lista de discussão. A vantagem é que cada um joga na hora que pode. A desvantagem é que as aventuras demoram mais para desenrolar.
Play-by-fórum: salas e fóruns são criados para narração ou portais fornecem espaço dentro de seus fóruns para isso.
Softwares de RPG Online: são programas cliente-servidor que permitem que os jogadores se conectem a uma sala. Alguns fornecem roladores de dados, chat, fichas prontas etc. Em inglês temos Fantasy Grounds e Insider, aqui no Brasil temos IRPG e o RRPG Firecast.
Play-by-web: sites de jogos online que disponibilizam mesas virtuais de RPG via navegador. No Brasil temos o Taulukko.
Play-by-MSN: as ações dos personagens são enviadas como mensagem, distinguidas da fala de cada um por estarem entre asteriscos ou outro separador.
OrBRPG: Sigla para Orkut-based RPG. Nessa modalidade os jogadores criam comunidades (em alguns casos, várias delas) para narrar os jogos.

FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Role-playing_game


Última edição por KaiserLeomon em Sab 12 Nov 2011, 5:16 am, editado 2 vez(es)

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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Rikaru Muzai em Sex 11 Nov 2011, 4:32 pm

Nossa Kaiser, que texto gigante. Nem sei como tive coragem para lê-lo. O.o Bem, foi bom eu ter lido, pois conheci muito mais sobre RPG, a história dele, como funciona e tudo mais, então só posso lhe agradecer por compartilhar este texto conosco Kaiser. ^^

Conforme fui lendo, imaginei que você tivesse pegado parte por parte em lugares diferentes e montado em um texto único, estou certo?
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por KaiserLeomon em Sex 11 Nov 2011, 5:12 pm

Rikaru Muzai escreveu:Nossa Kaiser, que texto gigante. Nem sei como tive coragem para lê-lo. O.o Bem, foi bom eu ter lido, pois conheci muito mais sobre RPG, a história dele, como funciona e tudo mais, então só posso lhe agradecer por compartilhar este texto conosco Kaiser. ^^

Conforme fui lendo, imaginei que você tivesse pegado parte por parte em lugares diferentes e montado em um texto único, estou certo?

Sim esta certo Rikaru eu peguei este texto da wikipedia e o montei espero que isso não seja encarado como " trapaça " da minha parte pois eu só desejava ajudar no tópico


Última edição por KaiserLeomon em Sab 12 Nov 2011, 4:53 am, editado 1 vez(es)

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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Marcy em Sex 11 Nov 2011, 5:19 pm

Eu já tinha ouvido falar de RPG de mesa já faz algum tempo, e quando eu comecei a me interessar por revistas de RPG (hoje eu não costumo comprar esse tipo de revista mais), eu ouvia direto comentarem sobre esse tipo de RPG.

No entanto, eu só descobri realmente como o RPG de mesa era depois que li um dos livros de Wimpy Kids ("Diário de um Banana", no Brasil); além de morrer de rir com o personagem principal, eu achei muito interessante quando ele começou a ir na casa de um amigo que tinha uma babá (isso mesmo, uma babá de um adolescente) que jogava RPG de mesa lá. E para aprofundar mais sobre esse tipo de jogo que até um ano atrás era novo para mim, li a edição 38 ou 37 do mangá da Turma da Mônica Jovem, onde a história toda acontece ao redor de um RPG de mesa.

Confesso que, apesar de agora conhecer muito bem o RPG de mesa, eu nunca joguei. Aqui em Curitiba já vi bastante grupos de RPGistas de mesa; a maioria jogam em Lan Houses que oferecem espaço para eles.
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por KaiserLeomon em Sex 11 Nov 2011, 5:45 pm

De fato Marcy ultimamente eu não tenho mais jogado . Não porque eu não quero mas porque meu grupo de jogadores se separou . Acaba um dia acontecendo isso com todos os grupos . Ficamos sem tempo . Temos que pensar em outras coisas como o emprego , os estudos , a namorada . Nossos interesses passam a ser outros . Enfim tomamos nossos próprios caminhos . Em geral nesses casos o que ocorre é os jogadores formarem novos grupos . Mas ultimamente ando meio sem vontade de tentar procurar um ...

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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Rikaru Muzai em Sex 11 Nov 2011, 6:19 pm

KaiserLeomon escreveu:
Spoiler:
Rikaru Muzai escreveu:Nossa Kaiser, que texto gigante. Nem sei como tive coragem para lê-lo. O.o Bem, foi bom eu ter lido, pois conheci muito mais sobre RPG, a história dele, como funciona e tudo mais, então só posso lhe agradecer por compartilhar este texto conosco Kaiser. ^^

Conforme fui lendo, imaginei que você tivesse pegado parte por parte em lugares diferentes e montado em um texto único, estou certo?

Sim esta certo Rikaru eu peguei este texto de diferentes sites e o montei espero que isso não seja encarado como " trapaça " da minha parte pois eu só desejava ajudar no tópico

Não se preocupe Kaiser, eu não vejo isso como trapaça ou plágio, pois, ao menos neste caso é um pouco explícito que foi uma junção de textos de vários lugares e imaginei que não houvesse sido você que os escreveu, apenas perguntei para confirmar e não ser injusto. Só penso que não faria mal no final de seus textos colocar a fonte, para que os Trolls não venham cair matando encima de você e nós não possamos mais apreciar as matérias que você posta aqui.

Sempre que for postar um texto que pegou em algum lugar, mesmo que não saiba o nome do autor, poste o nome do local onde pegou, assim não haverá problemas. ^^
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Engel Luci em Sex 11 Nov 2011, 7:02 pm

Eu sou Vampiro a Mascara tenho 3 livros, e Lobisomen Apocalipse, adoro rpg de mesa é muito bom jogar, sempre que da jogo, que as equipes que tinham no bairro acabou faz tempo quero encontrar um pessoal que jogue para eu voltar

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Re: RPG de Mesa

Mensagem por Wolf em Sex 11 Nov 2011, 7:20 pm

Belo texto kaiser \o ( embora a ideia fosse vc falar das suas experiencias e não explicar oq eh rpg lol, mas eh bom q o pessoa não conhece aprende)
Eu foi bem assim marcy...até que conheci uma guria na escola. Mas tem grupos que jogam online,eu mesmo to organizando com meus amigos pra jogar nas ferias,q eh quando todos tem tempo livre xD
Tem alguns sites,principalmente alguns blogs de rpg,q organizam mesas onlines, é só ir lá. E vc sempre pode tomar coragem e tentar mestrar pros seus amigos lol..mas eu recomendo jogar algo antes de encarar uma mestragem
E marcy,não eh por acaso q a turma da monica jovem joga rpg..o escritor do manga brazuca ( ou pelo menos de alguns arcos)é um dos criadores de tormenta,além de ter escrito a famosa Holy avenger e é um dos principais autores de rpg nacional
Legal Engel,c joga só oldWoD ou já chego a jogar o novo também?Eu nunca joguei,embora acheo o cenario fascinante ( e meio pertubador)
OBS:kaiser,pra não causar confusão seria melhor vc postar as fontes e avisar no começo do topicoq vc ta pegando de outro lugar,e se forem ideias privadas e vc conhecer o autor eh bom pedir permissão antes,assim não da confusão^^
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Re: RPG de Mesa

Mensagem por KaiserLeomon em Sab 12 Nov 2011, 4:09 am

Wolf escreveu:Belo texto kaiser \o ( embora a ideia fosse vc falar das suas experiencias e não explicar oq eh rpg lol, mas eh bom q o pessoa não conhece aprende)
Eu foi bem assim marcy...até que conheci uma guria na escola. Mas tem grupos que jogam online,eu mesmo to organizando com meus amigos pra jogar nas ferias,q eh quando todos tem tempo livre xD
Tem alguns sites,principalmente alguns blogs de rpg,q organizam mesas onlines, é só ir lá. E vc sempre pode tomar coragem e tentar mestrar pros seus amigos lol..mas eu recomendo jogar algo antes de encarar uma mestragem
E marcy,não eh por acaso q a turma da monica jovem joga rpg..o escritor do manga brazuca ( ou pelo menos de alguns arcos)é um dos criadores de tormenta,além de ter escrito a famosa Holy avenger e é um dos principais autores de rpg nacional
Legal Engel,c joga só oldWoD ou já chego a jogar o novo também?Eu nunca joguei,embora acheo o cenario fascinante ( e meio pertubador)
OBS:kaiser,pra não causar confusão seria melhor vc postar as fontes e avisar no começo do topicoq vc ta pegando de outro lugar,e se forem ideias privadas e vc conhecer o autor eh bom pedir permissão antes,assim não da confusão^^

Claro Wolf . A titulo de curiosidade eis mais aqui :

Tipos de RPG

Os jogos de RPG possuem uma grande variedade de modelos. Na verdade, os RPGs são jogos tão abrangentes que muitas vezes é difícil definir até que ponto certas variantes poderiam ou não ser classificadas em um mesmo grupo. No entanto, o básico do RPG é um jogo de interpretação de personagem aonde existe um desenvolvimento tanto do personagem como da história. Com esse conceito básico já definido, podemos então descrever as suas variantes, que de tão distintas poderiam ser classificadas como "tipos" de RPGs. Alguns estão mais ligados à origem do jogo, outros surgiram com o crescimento dos jogos de videogame e da internet. Veja a seguir as várias formas deste jogo:

Tipos de RPG

RPG de Mesa (tradicional)
O RPG com livros, dados, lápis e papel. Surgiu com a publicação de Dungeons & Dragons em 1974 nos Estados Unidos. No Brasil o jogo chegou em meados de 1991, chegando a nós através da fabricante de brinquedos Grow, que vendia uma caixa com fichário, manual de instruções, dados multifacetados e tabuleiro. Esse é provavelmente o estilo de RPG mais conhecido pelo público. Existe hoje uma grande variedade de jogos publicados, e até mesmo revistas especializadas. Apesar do grande volume de lançamentos, o RPG ainda é um passatempo relativamente desconhecido e com um público restrito. Por isso, hoje você encontra os livros com as regras principalmente em grandes livrarias (como a Saraiva MegaStore, Nobel, Moonshadows Livraria, etc.) e os dados multifacetados em lojas especializadas no ramo (como a Moonshadows Livraria, Metrópolis Quadrinhos, etc.).

Aventura Solo

Nesse tipo de jogo é apresentada uma aventura em uma livro ou site, na qual o jogador segue um roteiro diante das possibilidades oferecidas. Em geral, é uma versão simplificada do RPG tradicional. Em muitas aventuras solo você constrói um personagem assim como faria em um jogo comum. A diferença é que não existe uma interação com outros jogadores, por isso, os resultados de suas ações são descritos no próprio livro (ou site). O livro prossegue como uma história comum, até o momento aonde ele permite uma escolha ao personagem -como virar a direita ou a esquerda-. Ao fazer sua opção, o jogador é indicado a pular as páginas até uma página específica, aonde estarão descritos os acontecimentos posteriores. É uma narração não-linear, porém de fácil aprendizado.

Live Action

Ao invés de rolar dados numa mesa, cada jogador realmente interpreta um personagem como um ator. O estilo lembra muito uma peça teatral, embora não exista um roteiro a se seguir, o jogador improvisa as falas e interpreta as cenas durante todo o jogo. Além disso, é muito comum os jogadores se vestirem a caráter, com roupas medievais ou num estilo mais gótico (dependendo do cenário do jogo) de forma a criar um ambiente de maior realismo, assim como no teatro. Mesmo com tanta liberdade para os textos e ações, ainda há um Narrador, que atua como um diretor, que organiza e aplica as regras do jogo, para o bom desenrolar da história.

RPG Online

Com o crescimento da comunidade RPGista na internet, muitas formas de jogo foram apresentadas aos jogadores, mas nenhuma simula tão bem o jogo tradicional como o RPG Online. Nessa forma de jogo, os jogadores se encontram na net através de programas de Mensagens Instantâneas (Como ICQ/MSN/IRC) e usam um software que apresenta as fichas, dados entre outros recursos para simular o jogo. De forma geral, os sistemas de regras usados são os mesmos do RPG tradicional, só a forma de se reunir os amigos é que muda. O software mais utilizado é o RRPG.

Pbem (Play by E-Mail)

Jogos por E-Mail. Nesse estilo de jogo é criado um grupo no qual todos os participantes inscritos recebam as mensagens com a história do jogo. O Narrador manda a situação em que os personagens se encontram baseado em suas decisões, então os jogadores mandam as respostas dizendo o que seus personagens fazem diante dos desafios propostos. Ao receber essas mensagens o narrador analisa cada resposta, então pensa no que acontecerá e manda uma nova mensagem para os jogadores. E esse ciclo se repete indefinidamente. A melhor maneira de realizar um jogo desses é criando uma lista no MSN groups ou Yahoo Groups.

PbF (Play by Fórum)
Mais um estilo de jogo pela internet. Em Jogos por Fóruns, os jogadores se inscrevem num fórum e o jogo rola no mesmo esquema do PBeM, o Narrador posta a ação e os jogadores postam as reações. Esse tipo de jogo é um pouco mais lento, porém produz textos mais elaborados, criando ao fim uma grande história que já estará registrada e disponível para todos; sendo esta a principal diferença do PBeM. Existem outros tipos de PBeM, como de Jornada nas Estrelas.
Hoje existe a variação PbO - Play by Orkut, para RPGs criados e jogados pelo Orkut.

MMORPG

Massively Multiplayer Online Role Playing Game é um termo em inglês para RPG online para múltiplos jogadores. É um mundo virtual no qual você pode interagir com milhares de jogadores em tempo real, esse estilo de jogo vem ganhando cada vez mais adeptos no mundo todo, e no Brasil é uma das atrações mais procuradas em lan houses. Cada jogador acessa um servidor onde encontra muitas outras pessoas, com quem podem se comunicar, fazer trocas, negociações; tudo isso a fim de conseguir as melhores espadas, escudos, elmos, etc. Todo esse equipamento é procurado para que os personagens possam enfrentar monstros de todo tipo, ficando assim mais fortes. Provavelmente o mais conhecido de todos é o Tíbia, que foi um grande propulsor do estilo, o mais antigo MMORPG é o Ultima online existente desde 1998, contudo no Brasil outros MMORPG vem conquistando muitos fãs, como o excelente Ragnarok,o coreano Grand Chase Chaos e o lotado World of Warcraft, porem no Brasil o recordista de jogadores é o Tibia com diversas versões.

RPG Eletrônico

Esses são os jogos de videogame, grandes títulos fizeram uma legião de fãs nos últimos anos, tais como Final Fantasy, Ragnarok… Esses jogos possuem algumas características em comum que fazem deles RPGs: interação com outros personagens, personificação do personagem e o desenrolar de uma história. Além disso são típicos jogos de fantasia medieval onde os personagens ficam mais fortes ao derrotar os inimigos. Recentemente alguns jogos em cenários modernos vêm sendo classificados como jogos com elementos de RPG, tal como os famoso GTA, por terem um enredo e uma representação de um personagem.

RPG de Mesa (tradicional) - Sistemas

O RPG atualmente se divide em vários tipos já citados acima. Aprofundando um pouco mais no Rpg (lápis, papel, livros e dados). Há uma variedade de sistemas como: Storyteller, Daemon, RPGQuest, D&D, 3D&T, entre outros.

3D&T

3D&T é um sistema simples, indicado para jogadores iniciantes. A facilidade para criação de personagem e o preço acessível fez desse game um jogo popular no Brasil. O Manual Defensores de Tóquio Terceira Edição Turbinado Ampliado e Revisado veio simplificar ainda mais o jogo, mudando as regras de combate e o sistema de magias.

Daemon

O Sistema Daemon é um sistema que visa simular a realidade dos personagens, o Daemon é aberto a todo tipo de adaptação; as quais acabam se tornando cenários de jogo. Livros como Trevas, Arkanun, Anjos, Demônios, Vampiros Mitológicos, Spiritum, Jyhad, Anime RPG, Supers, Tormenta e NeoKosmos usam esse sistema para criação de personagens.
No site da editora estão disponíveis cerca de 400 netbooks escritos por jogadores e Mestres para download gratuito.

Storytelling

O Storyteller é composto por vários cenários, que são conhecidos como: Vampiro: A Máscara, Mago: A Ascensão, Lobisomem: O Apocalipse, entre outros. Sobre o primeiro citado, deve dizer-se que é um dos mais divulgados RPGs, tendo um grande número de pessoas que começam a jogar nesse cenário.

GURPS

O GURPS (Generic Universal Role Playing System) é um sistema de jogo genérico, seus livros básicos apresentam regras que podem ser aplicadas em qualquer tipo de cenário, tornando assim o sistema adaptável a qualquer tipo de aventura (medieval, comtemporânea ou futurista). O sistema ainda apresenta inúmeros suplementos que detalham ou descrevem cenários, como o GURPS Espacial, voltado ao tema Sci-Fi, GURPS Fantasy que detalha as possibilidades de um cenário medieval, GURPS Banestorm que descreve um cenário para a ambientação de aventuras medievais, dentre.

D&D

D&D é o acrônimo de Dungeons & Dragons, RPG inicialmente lançado na década de 1970, mas especificamente em 1974 pela TSR, do qual foi a primeira empresa especializada em RPG do mundo que mais tarde foi comprada pela Wizards of the Coast que tem atualmente os direitos sobre essa franqüia. D&D segue o padrão criado pela WotC que é o D20, sistema do qual permite a personalização para qualquer tipo de cenário. No entanto D&D é focalizado no cenário de Fantasia medieval.
Atualmente o D&D é o RPG mais jogado no mundo, inclusive vários jogos de computador utilizam esse famoso sistema de RPG de mesa, como é o caso de NeverWinter Nights

FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipos_de_RPG

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Re: RPG de Mesa

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