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[OFF-TOPIC]X-Men: Apocalipse | Crítica

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[OFF-TOPIC]X-Men: Apocalipse | Crítica

Mensagem por KaiserLeomon em Ter 10 Maio 2016, 6:42 am

09/05/2016 - 18:00 NATÁLIA BRIDI

Fonte : https://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/x-men-apocalypse/?key=108752

“Pelo menos concordamos que o terceiro filme é sempre o pior”, diz uma jovem Jean Grey ao sair de uma sessão de O Retorno de Jedi. A piadinha é um aceno para X-Men: O Confronto Final (2006), a conclusão da primeira trilogia dos mutantes dirigida por Brett Ratner. Em X-Men: Apocalipse, que encerra a segunda fase da franquia no cinema, Bryan Singer evita, ainda que a um certo custo, a repetição dessa sina. O diretor retorna ao universo que criou em 2000 para abraçar as possibilidades deixadas por Dias de Um Futuro Esquecido e concluir a nova jornada com muito mais dignidade para os filhos do átomo.

A cena de abertura é imponente. Apocalipse (Oscar Isaac) é revelado com pompa egípcia para situar a parte religiosa da trama em uma época em que a mutação era vista como superioridade divina, não genética. É em 1983, porém, que o filme encontra a sua grandiosidade. No contraste entre entre o mundano e o fantástico da busca dos jovens Ciclope (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Cia. para controlar suas habilidades e continuar integrados ao mundo, com direito a passeios no shopping e idas ao cinema, está o verdadeiro espírito dos X-Men. Aprende-se mais sobre os personagens pela simples interação entre alunos e professores da Escola Xavier para Jovens Superdotados, pela cumplicidade entre os mutantes na sua busca por aceitação (dos outros e de si mesmos), do que em momentos grandiloquentes.

Uma pena então que grande parte das cenas envolvendo esse cotidiano, prometidas no material de divulgação, tenha ficado de fora do filme - Jubileu (Lana Condor), por exemplo, é mais um easter egg do que uma personagem. Singer e o produtor/roteirista Simon Kimberg justificam os cortes para dar coesão à trama. A falha em desenvolver corretamente o arco de Apocalipse, porém, que começa com contornos religiosos para terminar em uma busca vazia por poder, desequilibra essa proposta. O vilão, apesar da promessa de uma narrativa complexa, está lá apenas para justificar a criação dos X-Men em um mundo que se tornou otimista demais depois das ações de Mística (Jennifer Lawrence) ao final e Dias de Um Futuro Esquecido.

Xavier (James McAvoy) vê a possibilidade de um universidade integrada para mutantes e não mutantes. Sua escola é um caminho para educação, não a formação de heróis. Para mudar essa lógica, Apocalipse desperta do seu sono milenar para mostrar que ameaças sempre existirão e é preciso estar preparado. Um longo caminho é percorrido para essa conclusão simples, o que tira o peso dos dramas de cada personagem. O sofrimento existe apenas para levar do ponto A ao ponto B, sem consequências.

A imersão na trama também é prejudicada pela forçada resistência de alguns mutantes em assumirem suas verdadeiras formas. Hank McCoy convenientemente continua a ter sucesso no uso do soro para não esconder por tanto tempo o rosto de Nicholas Hoult sob a maquiagem do Fera (sendo que grande parte da história do personagem nos quadrinhos está ligada a luta entre a sua forma bestial e o seu intelecto superior). Para deixar Jennifer Lawrence livre da maquiagem azul por boa parte do filme, Mística tem como desculpa a sua resistência a ser reconhecida como a heroína que frustrou os planos de Magneto (Michael Fassbender). Sua habilidade de mudar de forma é usada apenas pontualmente, com seu arco focado na relutância em ser uma líder para os mutantes.

A transformação de Mística em heroína até encontra justificativa dentro dessa nova trilogia dos X-Men no cinema, mas a figura de Lawrence não deveria ser maior que a personagem. Já Oscar Isaac, na pele do vilão-título, se esforça para criar vida sob quilos de maquiagem e figurino. Uma a atuação que torna mais forte o desejo de que Apocalipse não fosse retratado de forma tão ingênua. Sua condição de falso deus poderia representar questionamentos para os jovens mutantes, ou pelo menos para os seus escolhidos cavaleiros. Tanto poder os torna melhores que reles mortais? Ou esse poder os torna responsáveis pelos menos “habilidosos”? Os conceitos, entretanto, são apenas apresentados. O desenvolvimento emocional não chega aos personagens e Singer acaba com dois filmes em mãos - a origem dos X-Men e o renascimento de Apocalipse - sem atingir verdadeiramente o potencial de nenhum.

Seria um erro fatal não fosse a certeira escolha do elenco. James McAvoy, Michael Fassbender, Oscar Isaac, e os jovens Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp (Tempestade), Ben Hardy (Anjo), Kodi Smit-McPhee e Rose Byrne (Moira Mactaggert) dão profundidade aos seus personagens, compensando as falhas na transição entre o lado leve e sombrio do filme. As únicas baixas são Psylocke, perfeitamente escalada em Olivia Munn e desperdiçada em um papel reduzido a três ou quatro palavras e muitas caras e bocas; e a alardeada participação de Wolverine (Hugh Jackman), justificada em um fan service bem construído, mas prejudicada pelo desgaste do personagem no cinema.

Além de contar com um bom elenco, Singer sabe criar momentos empolgantes, como a luta de mutantes em uma jaula no centro de um antigo teatro da Berlim Oriental, a evolução dos poderes de Magneto ou a já obrigatória cena com Mercúrio, que continua a roubar o filme para si graças a combinação da engenhosidade dos efeitos visuais com o carisma de Evan Peters. Também se destaca o conjunto visual, com figurinos e cenários aproveitando o contexto da década de 80 para se aproximar dos quadrinhos sem apelar para o cartunesco. Um filme, porém, não pode ser feito apenas de partes acima da média. É o elo entre tudo que faz a diferença.

Se não cumpre a expectativa em torno dos voo que alça, X-Men: Apocalipse ao menos tem o suficiente para cumprir seu papel como fonte de entretenimento. O filme deixa os mutantes mais próximos do seu potencial nas telas, sendo coerente com o caminho traçado desde Primeira Classe. A franquia agora precisa se agarrar a essa perspectiva positiva para cimentar seu universo no cinema. A Fox tem planos de seguir o modelo do Marvel Studios e para tanto precisa colocar os X-Men em movimento. Chega de histórias de origens (o tema de três dos seis filmes) ou correções da linha temporal.

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